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segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Paraná: Cultivo de plantas medicinais é exemplo para agricultura familiar (www.folhadeirati.com.br)

Adriana Souza
20/10/2015

Das ervas produzidas, algumas estão em processo de certificação orgânica e outras em cultivo convencional com trato orgânico
Há mais de 20 anos a família Sandeski começou a trilhar um caminho promissor no ramo das ervas medicinais, condimentares e aromáticas em sua propriedade no Sítio João do Barro na comunidade de Lontrão, em Imbituva. A atividade que foi iniciada pelo seu João Luiz Sandeski e sua esposa Cecília, hoje também envolve o filho Cleberson e a nora Marina, os filhos do casal, João Kleber e Maysa, apesar de pequenos, acompanham de perto a rotina corrida da família. Além deles, há outras pessoas que ajudam nas atividades.

"A propriedade produz durante todo o ano, tanto na cultura do inverno quanto de verão. As mudas das ervas vêm do viveiro Hort&Man de Curitiba, mas algumas espécies são mudas de sementes de plantas cultivadas pela própria família, como a Alcachofra , a Calêndula, Tansagem, Hibiscus, e a Perpétua. A propriedade está sendo certificada", conta Marina. 
"Além de estarmos trabalhando com o que gostamos, é uma atividade livre de agrotóxicos e sabemos que vamos ajudar muitas pessoas com as plantas que aqui são cultivadas", diz Marina. 

Tudo o que é produzido na propriedade tem venda garantida, para outras cidades e estados, inclusive, há ervas produzidas na propriedade que são exportadas. A demanda é tanta que há algum tempo, a família organizou um trabalho de parceria em produção com outras propriedades próximas e até outras mais distantes, como da cidade de Rebouças, para conseguir atender os pedidos de produtos solicitados pelo mercado de plantas medicinais. 

Hoje, são 26 propriedades cadastradas e a expectativa é que esse número cresça mais. "Em Rebouças, contamos com o apoio técnico da Vanessa Cararo e em nossa propriedade temos o auxílio técnico da Emater do Martinho Rickli Junior e do engenheiro agrônomo e doutor em Plantas Potenciais, Medicinais e Aromáticas Cirino Corrêa Junior", explica Marina.

Cleberson fala que além dos produtores estarem fazendo a diversificação de cultura em suas propriedades, eles colaboram com ervas de boa qualidade para o mercado. "Para nós a qualidade das ervas está no gosto pelo trabalho, amor e dedicação que são itens fundamentais para um bom resultado. Não é fácil cultivar ervas medicinais. Plantar, cuidar, capinar, colher, secar, mas no final é gratificante", relata.

Ele comenta que mesmo sendo uma cultura não tão difundida como a do milho e soja, por exemplo, a família batalha diariamente por seu espaço no mercado. "Aqui tratamos todos com igualdade até na hora da refeição. Fornecemos o lanche da manhã e da tarde, e almoço, para que todos tenham uma boa refeição", relata Cleberson.

O engenheiro agrônomo e coordenador estadual da Emater, Cirino Corrêa Júnior, é um dos técnicos que presta assistência a produção da família Sandeski. Cirino tem pós-doutorado na área de plantas medicinais e aromáticas e já escreveu diversos livros sobre o assunto. 

"O Paraná é o estado que mais produz ervas medicinais. Cerca de 90% de toda a produção. E isso se deve as condições adequadas de clima e solo. Por isso, a necessidade de estar constantemente incentivando e orientando os agricultores sobre a melhor forma de cultivo das plantas para que se mantenha a qualidade da produção", explica Corrêa Junior.

O engenheiro ainda cita que apesar da crise, a demanda por esse tipo de produtos é alta. O mercado cresce cerca de 7% ao ano. "Por ser uma atividade agrícola em que se têm produtos o ano inteiro, sendo oferecidos para vários ramos, como farmacêutico e alimentício, o mercado neste setor está aquecido, não se houve falar em crise", fala.

Ele ainda menciona a rentabilidade da produção das ervas. "A produção de cada hectare de planta equivale a plantação de 10 hectares de milho e, também proporcionalmente há sete de soja", explica o engenheiro.

"Acreditamos que o dom da vida é único, podendo preservar e zelar por ela, mesmo trabalhando bastante, mas com a consciência de que tudo é feito com respeito pela saúde e pela natureza", fala a família Sandeski.

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Paraíso, Santa Catarina: Epagri reforça cultivo de plantas medicinais e hortas caseiras

Paraíso quer ser centro de referência

A cidade de Paraíso está despertando para a importância do cultivo de plantas medicinais. No dia 17 de setembro, um grupo de 15 pessoas, formado por agentes comunitárias de saúde, assistente social, nutricionista da secretaria da saúde e agentes da Pastoral da Saúde foi até Itapiranga conhecer o horto medicinal, que é coordenado pela extensionista social da Epagri Alesia Ines Lauschner Gesing.

A prefeitura de Paraíso já cedeu local, e o Sicoob vai entrar com os recursos necessários para implantação de um horto de plantas medicinais no município. A visita a Itapiranga serviu para conhecer a experiência e tirar dúvidas sobre o tema. A intenção é que o horto medicinal de Paraíso se torne um centro de referência e unidade didática para a região.

A viagem foi promovida pelo escritório da Epagri em Paraíso em parceria com a Secretaria Municipal da Saúde, Pastoral da Saúde e Sicoob.

Agricultoras de Caxambu do Sul buscam orientação
O Movimento das Mulheres Campesinas (MMC) de Caxambu do Sul esteve no Centro de Treinamento da Epagri de Chapecó (Cetrec) para conhecer o cultivo de plantas medicinais e de hortas caseiras. A visita, realizada em 17 de setembro, foi resultado de um primeiro contato, quando o MMC pediu orientação da Epagri para construção de horto medicinal.

Durante a visita, as 13 agricultoras conheceram o trabalho do Cetrec na produção de hortaliças sem uso de agroquímicos. Também puderam ver o trabalho com plantas medicinais, além de levar para casa mudas que estão em época de plantio.

Dirceu Junior Ferri, extensionista rural da Epagri em Caxambu do Sul, avalia que a produção de plantas medicinais promove a prevenção e cura de doenças, muitas vezes sem uso de fármacos químicos, ao mesmo tempo em que resgata a história e cultura dos antepassados. “Já o cultivo de hortaliças de forma limpa para consumo da família é de extrema relevância, pois diminui a dependência e as despesas com produtos de fora da propriedade”, destaca Dirceu, lembrando ainda que esta prática permite uma alimentação mais equilibrada e saudável, proporcionando maior qualidade de vida à família rural.

O Escritório da Epagri em Caxambu do Sul vai dar enfoque a esses temas no trabalho desenvolvido com o MMC neste e no próximo ano. O objetivo é melhorar o horto medicinal do Movimento, que está em fase de construção, e orientar o grupo quanto ao cultivo de hortaliças.

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segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Plantas medicinais e sem agrotóxicos serão produzidas em assentamentos

O Ministério do Desenvolvimento Agrário firmou um acordo entre o Incra e a Fundação Oswaldo Cruz, nesta terça-feira (6), para ampliar e incentivar pesquisas técnico-científicas e o desenvolvimento de tecnologias no uso sustentável da biodiversidade nos assentamentos da Reforma Agrária. 

Albino Oliveira/MDA
"Queremos produzir alimentos saudáveis. Temos que ser claros quanto à questão do uso abusivo de agrotóxicos e sementes transgênicas", disse o ministro

Os assentamentos receberão incentivo para aumentar a produção de plantas medicinais e fitoterápicas a estruturação de arranjos produtivos, que consequentemente vai gerar mais empregos, e a implementação do Programa Nacional de Redução de Agrotóxicos (Pronara). 

“É um momento muito importante, pois é uma parceria que reafirma nosso compromisso no MDA. Essa é uma pesquisa que é feita em prol do povo, para o bem da população. Queremos produzir alimentos saudáveis. Temos que ser claros quanto à questão do uso abusivo de agrotóxicos e sementes transgênicas”, observou o ministro do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias, aos presentes, após assinar o documento no Palácio Tiradentes, sede da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

A presidenta do Incra, Maria Lúcia Falcón, reafirmou a fala do ministro e complementou “que a expectativa é que o acordo traga benefícios aos assentamentos e a seus moradores.”

Segundo o presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, a fundação tem experiência no estudo e no combate ao uso de veneno na agricultura. “A Fiocruz tem um histórico consolidado de trabalho, com temas vinculados à agroecologia e à questão da saúde. O modo de produção agrário pode ser colocado como fator extremamente nocivo à saúde, como é o caso do uso de agrotóxicos”, disse Gadelha.

Do Portal Vermelho, com MDA

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segunda-feira, 16 de março de 2015

Medicina tradicional da floresta mantém o ofício de “raizeiro”

Por Miriane Teles em 11/12/2014
Garrafada representa a medicina natural da floresta (Foto: Diego Gurgel/Secom)

A elaboração de remédios naturais a partir de ervas medicinais reflete a riqueza biológica e cultural amazônica. Como um dos saberes tradicionais da floresta, tem herdeiros, aprendizes e adeptos. Como o gaúcho Leandro Mondim, que há quase duas décadas se dedica ao ofício de “raizeiro”, isto é, profissional que planta as espécies, elabora garrafadas e as vende.

Leandro abandonou a profissão de bancário e teve seu primeiro contato com o Acre por meio da comunidade ayahusqueira. Mudou de estado e de estilo de vida. Mora atualmente em uma colônia no município de Capixaba, irrigada pelo Igarapé Traíra. Vive exclusivamente da terra, não desmata e, para estruturar mais o seu trabalho e arte, pensa em investir para dispor de uma estrutura similar à de um laboratório.

Com clientela definida e crescente a partir do testemunho positivo de seus produtos, o extrativista mantém seus cinco filhos com a renda de seu trabalho. E conta que sempre apreciou os métodos naturais: “A natureza tem princípios ativos que a ciência não estuda”. Em aprendizado contínuo com seus novos vizinhos seringueiros e indígenas, defende que as ervas, cascas e seivas são mais eficientes e menos agressivas para o corpo humano do que a medicação química.

Produção
Todo o conhecimento é engarrafado. Transforma-se em xaropes e tônicos, compostos por um coquetel de vegetais amazônicos. Por isso atendem uma grande variedade de sintomas, já que cada planta tem variadas propriedades medicinais, segundo Mondim. Os produtos possuem “Selo Verde”. As principais matérias-primas são unha-de-gato, óleo de angico, copaíba, andiroba, jatobá, ipê-roxo e sangue de dragão. Muitas dessas espécies são base para medicamentos sintéticos que são vendidos nas farmácias.

Quanto à escala de produção, Leandro conta que prepara, semanalmente, cerca de 10 litros de garrafadas. A menor versão tem 300 ml e é vendida a partir de R$ 15. Muitas pessoas vão até sua propriedade buscar o produto, e ele também o oferece em alguns órgãos públicos, o que o faz se deslocar à capital duas vezes ao mês. Além disso, deixa parte em alguns comércios locais. Contudo, a principal forma de divulgação é boca-a-boca, o que eventualmente faz com que seus preparados sejam enviados até para outros estados.
Unha-de-gato é a planta de medicinal que têm combatido a metástase do câncer, segundo raizeiro (Foto: Diego Gurgel/Secom)

Cura

Gregória, esposa de Leandro, tinha pedras na vesícula e é um dos exemplos de cura por meio do tratamento natural. O vendedor de garrafadas tem vários exemplos de sucesso, principalmente para gastrite, diabetes, reumatismo e anemia. Como a estudante de direito, Sanathia Alves, que estava há várias semanas sofrendo com gastrite, com dores e tomando remédios, no entanto, não via melhora. Seu marido buscou garrafada do Leandro e após 10 dias nunca mais sentiu as dores.

Um dos mais interessantes é o uso da garrafada no combate ao câncer, com a unha-de-gato (Uncaria tomentosa), devido ao impedimento da metástase, atesta o raizeiro. Em 1994, esta espécie obteve o reconhecimento oficial da Organização Mundial da Saúde (OMS) como planta medicinal. Nas últimas décadas, vem sendo pesquisada aqui e em várias partes do mundo como esperança em tratamentos anti-inflamatórios para doenças como herpes, aids, e também para a cura do câncer.
Panamazônia

Com sua empresa, “Floresta Encantada”, Leandro será um dos expositores da Feira Panamazônia, que a partir do dia 10 terá, no Horto Florestal, sua terceira edição realizada. Por isso está preparando um estoque para atender o público e divulgar seu trabalho, sobre o qual faz uma reflexão instigante: “Acho gratificante ajudar as pessoas, porque quando elas se curam se cria um laço de amizade e gratidão, que vai além da relação de mercantilismo”.

A feira incentiva a integração comercial, uma vez que reúne mais de 25o expositores de todo estado e também de países vizinhos. O gestor de artesanato do Sebrae, Aldemar Maciel explica que este é um evento de promoção comercial para o atacado e varejo: “Muitos lojistas estão vindo negociar produção para revenda e também é a oportunidade para as vendas de natal, já que estamos em período propício com a proximidade das festas de final de ano e com um maior volume de dinheiro circulando”.
Biojóias são artesanatos com a identidade do Acre, produto que se encontra na feira Panamazônia (Foto: Diego Gurgel/Secom)

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domingo, 8 de março de 2015

Paraná: Extensionistas analisam variedades de Estévia

Há mais de quinze anos os técnicos do Instituto Emater orientam produtores que cultivam a estévia, planta da qual se extrai adoçante, sobretudo nas regiões Norte e Noroeste do estado. Até 2003 o cultivo era de 10 hectares, mas atualmente já ocupa cerca de cem hectares. Agora a Extensão Rural se uniu à Embrapa e à Universidade Federal do Paraná para estudar variedades mais produtivas e que mais se adaptam ao cultivo no estado. Os estudos serão desenvolvidos em duas unidades no Paraná e em uma em Santa Catarina. 

O especialista em plantas aromáticas, condimentares e medicinais do Instituto Emater, Cirino Correa Jr, disse que a abertura do mercado europeu para o adoçante de estévia, em 2010, contribuiu fortemente para o aumento do interesse dos produtores paranaenses pela planta. Foi esse fato que levou a UFPR, o Centro Nacional de Pesquisa de Recursos Genéticos e de Biotecnologia da Embrapa (Cenargen) e o Instituto Emater a criar o projeto que pretende analisar o comportamento de algumas variedades de estévia. 

"Escolhemos sete variedades e vamos obervar como elas se comportam em três unidades", informou Cirino. Ele disse ainda que o objetivo é identificar quais são mais produtivas e quais têm o maior teor de substância adoçante. Esses dados serão coletados a partir da colheita, prevista para ter início em abril deste ano e, posteriormente, repassados aos produtores.
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terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Paraíba: Técnicos e assentados participam de curso sobre plantas medicinais

Especialistas ensinam técnicas de utilização de plantas medicinais, modo de prepará-las para uso e comercialização

por Portal Brasil publicado: 30/01/2015
Divulgação/Incra
 
Oficina serviu para aprimorar os conhecimentos sobre a utilidade e ampliação do cultivo de plantas medicinais


Técnicos da Cooperativa de Trabalho Múltiplo e Apoio às Organizações de Autopromoção (Coonap) e trabalhadores assentados participaram de oficina, na última quarta-feira (28), para aprimorar os conhecimentos sobre a utilidade e ampliação do cultivo de plantas medicinais.

A oficina, realizada no assentamento Emanuel Joaquim, localizado em Areia, a 122 quilômetros de João Pessoa (PB), na região do Brejo paraibano, foi ministrada pelo doutor em Fitotecnia e professor aposentado da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Vicente Félix.

Foram ensinadas técnicas de utilização de plantas medicinais, assim como o modo de prepará-las para o uso e a comercialização. Esse conhecimento será multiplicado entre as famílias rurais e a expectativa é que o cultivo aumente nas áreas de reforma agrária, já que foram distribuídas mudas.

A oficina teve a participação de técnicos, além de assentados do assentamento Emanuel Joaquim, que receberam mudas de plantas medicinais em junho do ano passado, dentro do projeto “Produção e distribuição de mudas medicinais e aromáticas para as comunidades de pequenos agricultores”, desenvolvido pela Emepa-PB em parceria com a cooperativa.

Na semana passada, uma oficina também foi realizada no assentamento José Antônio Eufrouzino, zona rural de Campina Grande, a 121 quilômetros de João Pessoa.

Segundo o superintendente regional do Incra da Paraíba, Cleofas Caju, esse tipo de iniciativa é muito importante, uma vez que aprimora os conhecimentos de técnicos e assentados sobre essa forma alternativa de cura das doenças através das plantas - prática bastante utilizada na zona rural.

"A união do saber popular ao científico permite mais segurança sobre os efeitos do uso das plantas medicinais, além de apontar um mercado promissor para geração de renda no campo”, frisa o superintendente.

Fonte:
Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária

http://www.brasil.gov.br/cidadania-e-justica/2015/01/tecnicos-e-assentados-participam-de-curso-sobre-plantas-medicinais

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Eugenol—From the Remote Maluku Islands to the International Market Place: A Review of a Remarkable and Versatile Molecule

Kamatou, G.P.; Vermaak, I.; Viljoen, A.M. Eugenol—From the Remote Maluku Islands to the International Market Place: A Review of a Remarkable and Versatile Molecule. Molecules 2012, 17, 6953-6981.

Abstract

Eugenol is a major volatile constituent of clove essential oil obtained through hydrodistillation of mainly Eugenia caryophyllata (=Syzygium aromaticum) buds and leaves. It is a remarkably versatile molecule incorporated as a functional ingredient in numerous products and has found application in the pharmaceutical, agricultural, fragrance, flavour, cosmetic and various other industries. Its vast range of pharmacological activities has been well-researched and includes antimicrobial, anti-inflammatory, analgesic, anti-oxidant and anticancer activities, amongst others. In addition, it is widely used in agricultural applications to protect foods from micro-organisms during storage, which might have an effect on human health, and as a pesticide and fumigant. As a functional ingredient, it is included in many dental preparations and it has also been shown to enhance skin permeation of various drugs. Eugenol is considered safe as a food additive but due to the wide range of different applications, extensive use and availability of clove oil, it is pertinent to discuss the general toxicity with special reference to contact dermatitis. This review summarises the pharmacological, agricultural and other applications of eugenol with specific emphasis on mechanism of action as well as toxicity data.

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segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Niterói, Rio de Janeiro - Vital Brazil inaugura duas unidades voltadas para a economia sustentável

Da Agência Brasil Edição: José Romildo

O Instituto Vital Brazil, em Niterói, região metropolitana do Rio, vai inaugurar na próxima quinta-feira (6) dois edifícios destinados à pesquisa. As unidades de pesquisa - a Central de Utilidades (CEU) e o Centro Integrado de Resíduos (Cires) - foram reformadas para dar uma destinação sustentável e ecologicamente correta à água e à energia utilizadas em suas instalações.

O CEU e o Cires vão contar com caldeiras, subestação, geradores de energia elétrica, área para higienização e guarda dos contêineres. Além além de servir também como depósitos de material de limpeza e sanitário, os prédios terão telhado com captação de água pluvial e luz solar e um sistema de segurança com para-raios.

O diretor administrativo do instituto, Paulo Bravo, acredita que é importante investir nesses projetos, principalmente após a seca que vem atingindo o Sudeste. “Vamos economizar água. [A água]será reaproveitada na limpeza, que tem um grande gasto”, explica. O diretor ainda lembra que, graças à preocupação com a questão ambiental, o instituto recebeu o Selo Verde do Ministério do Meio Ambiente.

Hoje, segunda-feira (3), foi inaugurada a nova coelheira, que abrigará animais utilizados em laboratórios experimentais. A unidade atenderá 100% da capacidade do controle de qualidade dos produtos farmacêuticos produzidos pelo instituto.

O Vital Brazil inaugurou também, hoje, o Laboratório de Pesquisa de Produtos Naturais, com o apoio da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz e o Parque da Vida/Initiare. O instituto informa que o objetivo do projeto é apoiar as pesquisas em produtos naturais e fortalecer o complexo produtivo em plantas medicinais do Sistema Único de Saúde (SUS).

O Instituto Vital Brazil é uma instituição de ciência e tecnologia do governo do estado do Rio de Janeiro ligada à Secretaria de Estado de Saúde. É um dos 21 laboratórios oficiais brasileiros, um dos quatro fornecedores de soros contra o veneno de animais peçonhentos e produtor de medicamentos estratégicos para o Ministério da Saúde.

Data: 03/11/2014
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quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Técnica aumenta produção de óleo essencial de manjericão

Por Da Redação - agenusp@usp.br
Publicado em 8/outubro/2014

Alessandra Postali da Assessoria de Comunicação da Esalq
comunica-esalq@usp.br

Lâminas de irrigação e doses de potássio aumentam rendimento de óleo essencial

Estudos realizados no Programa de Pós-Graduação (PPG) em Engenharia de Sistemas Agrícolas da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba, mostra que as lâminas de irrigação e doses de potássio apresentaram incremento no rendimento de óleo essencial de manjericão. A pesquisa mostra que houve maior produção na menor lâmina, com 56% da capacidade de água de solo atingida. A dose de adubação potássica essencial para o maior rendimento foi de 200 kg por colheita.

O estudo foi realizado pelo engenheiro agrícola Jefferson Vieira José, sob orientação da professora Patrícia Angélica Alves Marques, do Departamento de Engenharia de Biossistemas (LEB) da Esalq. Segundo o engenheiro, o manjericão é uma das ervas medicinais mais populares e úteis na culinária brasileira pelo seu aroma e fragrância e as principais formas de utilização são o manjericão fresco, seco ou em óleo essencial, sendo este último o que possui maior valor agregado. “Muitas pesquisas foram desenvolvidas sobre essa planta para avaliar o rendimento, componentes de produção, teor e composição do óleo essencial, mas poucas se centralizaram nos efeitos da irrigação associada à adubação potássica”, explica o pesquisador.

Em sua tese de doutorado, José avaliou as condições para alcançar o máximo rendimento de óleo essencial. “A hipótese era de que diferentes lâminas de irrigação e doses de potássio afetam os componentes da produção do manjericão”, conta o pesquisador.

O estudo foi desenvolvido em 2013 na área experimental do LEB. O cultivo foi realizado entre janeiro e dezembro em blocos aleatorizados da área, com parcelas subdivididas e quatro lâminas de irrigação. A técnica utilizada foi o gotejamento, adotando o manejo de irrigação com estimativa de umidade do solo por meio de dados da sonda de capacitância modelo Diviner 2000®.

De acordo com o autor, os resultados de sua pesquisa irão complementar estudos direcionados ao manejo da cultura de manjericão, possibilitando identificar o ponto de equilíbrio entre uma adubação potássica e uma lâmina de irrigação. “Espera-se que os produtores que sustentam a cadeia produtiva possam utilizar esses resultados para maximizar sua produção também de maneira sustentável”, ressalta. Entre os resultados também se encontra a determinação da evapotranspiração e dos coeficientes de cultivo para a cultura em Piracicaba.

Irrigação e adubação potássica

Segundo o pesquisador, há relatos de que tanto o déficit quanto o excesso de água são fatores determinantes para o cultivo e produção de determinadas espécies de plantas. No caso das plantas medicinais, o déficit pode afetar o desenvolvimento, o teor e o rendimento do óleo essencial. “O déficit hídrico moderado, por sua vez, tem sido benéfico para o acúmulo de princípios ativos em plantas medicinais e aromáticas, mas com certa redução da produção de biomassa. Porém, plantas irrigadas podem compensar o baixo teor de princípios ativos com maior produção de biomassa, o que resulta em maior rendimento final destes compostos por área cultivada”, ressalta.

Já o potássio exerce uma série de funções relacionadas com o armazenamento de energia. Entre as várias funções está o melhoramento da eficiência do uso da água, devido ao controle da abertura e fechamento dos estômatos. Relata-se que em plantas medicinais a variação deste nutriente pode afetar o metabolismo da planta, inclusive a produção de óleos essenciais.

Foto: Divulgação

Mais informações: (19) 3429-4109 / 3429-4485 / 3429-4477 / 3447-8613, na Assessoria de Comunicação da Esalq

Link:
http://www.usp.br/agen/?p=189746

terça-feira, 7 de outubro de 2014

APL Fitoterápicos realiza mapeamento da atividade produtiva

30/09/2014
Iniciativa vai unir agricultores para a construção de plano de ação prevista para novembro

Pedro Mesquita

Uma ação do Arranjo Produtivo Local (APL) Fitoterápicos vai mapear as regiões onde os agricultores têm potencial para o cultivo de plantas medicinais, aromáticas e condimentares. A iniciativa percorrerá todos os municípios que integram o APL, através de visitas técnicas aos locais selecionados, iniciadas em setembro e que seguem durante este mês de outubro.

No decorrer da pesquisa, serão identificados representantes de cooperativas, associações, além de outros grupos que participarão do planejamento de atividades para 2015. A construção do plano de ação ocorrerá ainda em novembro, com diversas pessoas atendidas pelo arranjo, assim promovendo uma maior integração entre todos.

Segundo a gestora do APL Fitoterápicos, Conceição Peixoto, a iniciativa pretende estimular a cultura de plantas voltadas a diversos usos, desde o médico ao condimentar. "Nós queremos levar capacitações, transferir tecnologias voltadas ao plantio, tudo para que os agricultores possam comercializar seus produtos com qualidade", justifica.

Ainda de acordo com a gestora, a ação vai chegar aos postos de saúde e a outros profissionais da área. O objetivo é ter uma abrangência cada vez maior do projeto. Ela também explica que, em 2015, uma das intenções do APL Fitoterápicos é intensificar a produção e comercialização de remédios naturais para todo o Estado.

"Hoje, a produção de fitoterápicos poderia ser muito maior, pois existe potencial para tanto. Por meio da construção do plano de ação, visamos um trabalho maior nesse sentindo. Por exemplo, com o acompanhamento dos agricultores por um farmacêutico, há a possibilidade de uma produção mais profissional e segura", explica. 

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segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Leguminosa típica do cerrado, conhecida por favela, promove inclusão social de 2 mil agricultores familiares

Fundação BB apoia centro de capacitação dos trabalhadores. Projeto ajuda a preservar o bioma Cerrado nos estados de Goiás, Minas Gerais, Bahia e Tocantins

Por Dalva de Oliveira, Fundação BB

Uma leguminosa típica do cerrado, conhecida por favela (Dimorphandra molles), tem gerado renda e inclusão social para 2 mil agricultores, assentados da reforma agrária, pescadores, extrativistas, vazanteiros e guias turísticos, que vivem em 74 municípios dos estados dos Goiás, Minas Gerais, Bahia e Tocantins. A favela desperta grande interesse na indústria farmacêutica. De seus frutos, colhidos entre maio e junho, são extraídas substâncias como a rutina, usada no tratamento do glaucoma e de doenças circulatórias, e a quercetina, açúcar utilizado em complementos alimentares.

Além de garantir melhora na qualidade de vida dos agricultores, o projeto Agroextrativismo Sustentável da Favela, vencedor do Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social 2007, ajuda a preservar o bioma Cerrado, pois não são utilizados agrotóxicos no manejo da planta nem práticas nocivas ao meio ambiente. A tecnologia social foi concebida pelo Centro de Desenvolvimento Agroecológico do Cerrado (Cedac) e seus trabalhadores integram a Rede de Comercialização Solidária de Agricultores Familiares e Extrativistas do Cerrado (Coopecerrado).

De acordo com a coordenadora do Centro de Desenvolvimento Agroecológico do Cerrado (Cedac), Alessandra Karla da Silva, em 2013, o projeto obteve uma supersafra da favela com quase 300 toneladas, que corresponde ao rendimento de R$ 367,5 mil. O produto é vendido para empresas do Maranhão e de São Paulo, e as substâncias extraídas são exportadas para os Estados Unidos e Bélgica. O Cedac fez um estudo sobre a estimativa do extrativismo da favela e o resultado foi que só no ano 2013, o mercado internacional movimentou um total de 12 bilhões de dólares.

Com investimento social da Fundação BB, o Cedac implementou um centro de formação em agroecologia, em Goiânia (GO), que oferece às famílias cursos em manejo de frutos do cerrado, beneficiamento, produção agroecológica e certificação orgânica. Por ano, mais de 400 pessoas são capacitadas.

A Fundação BB investiu também na reaplicação de algumas tecnologias sociais e na compra de um micro-ônibus, utilizado no transporte dos cooperados durante a realização dos cursos. Além da favela, os agricultores também trabalham com outros vegetais do cerrado, como baru, jatobá, pequi e sucupira. No total são duzentas plantas manejadas, cultivadas e comercializadas pela Coopcerrado.

EcoDebate, 15/09/2014

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Regras gerais para a colheita das plantas medicinais

As plantas medicinais apresentam um ponto de colheita ideal, que é o momento de maior concentração de princípios ativos, quando devemos finalmente colhê-las
As plantas medicinais, da mesma forma que outras plantas, como as hortaliças apresentam um ponto de colheita ideal, que é o momento de maior concentração dos princípios ativos. As substâncias com atividade terapêutica, ou princípios ativos, encontrados nas plantas, geralmente concentram-se em maior quantidade em um determinado órgão. Assim, em algumas plantas, os princípios ativos estão em maior concentração nas folhas e hastes, em outras, estão nas flores. 

Os flavonoides, de modo geral, estão mais concentrados na parte aérea da planta. É o caso da rutina, encontrada na arruda. Já na camomila, as substâncias com atividade terapêutica estão mais concentradas nas flores. Quanto ao dente-de-leão (Taraxacum officinale), os compostos fenólicos estão mais concentrados nas flores e nas folhas. Devido a tal variação, é necessário conhecer que parte deve ser colhida para se estabelecer o ponto ideal de colheita para cada planta medicinal.
A colheita das folhas deve ser feita antes que a planta medicinal floresça.

O ponto de colheita ideal das plantas medicinais

→Quando as partes a serem colhidas são as folhas e os talos, a coleta deve ser feita antes que a planta medicinal floresça, pois haverá maior concentração de substâncias com fins medicinais nesses órgãos. Este é o caso da tanchagem, cujas folhas são colhidas antes da emissão do pendão. 

→ Em algumas plantas medicinais, os princípios ativos encontram-se igualmente nas folhas e flores. Portanto, podem ser colhidas antes ou durante o florescimento como o alecrim, a catinga-de-mulata, a mil-folhas, o manjericão, o guaco e a manjerona.

→As cascas são colhidas quando a planta medicinal atinge a plenitude do seu crescimento, ao fim do ciclo anual, ou antes da floração, nas plantas perenes. Por isso, você deve se informar sobre a época do ano em que a espécie floresce e colher a casca antes desse acontecimento. Por exemplo, o mulungu floresce no inverno, na região Sudeste do Brasil. Assim, a retirada de casca deve ser feita no final do outono. 

→No caso das sementes da planta medicinal, recomenda-se esperar até o seu completo amadurecimento. Em casos de frutos que caem, quando maduros, a colheita deve ser antecipada. É o que acontece com o funcho, cuja colheita é feita com os frutos ainda não maduros. 

→Os frutos carnosos com finalidade medicinal são coletados completamente maduros, como a romã.
As flores das plantas medicinais devem ser colhidas plenamente desenvolvidas e abertas.

→As raízes são colhidas em plantas adultas, no final do seu ciclo de vida, momento em que atingem o máximo desenvolvimento e concentração de princípios ativos. No gengibre, elas são colhidas quando a parte aérea começa a definhar. As raízes da bardana são colhidas depois da frutificação, que indica o fim de um ciclo. Já as raízes da alteia devem ser retiradas no final do seu segundo ano de vida.

→As flores das plantas medicinais devem ser colhidas plenamente desenvolvidas e abertas. É o caso da camomila, da calêndula e do sabugueiro, cujas flores devem ser colhidas sem o pedúnculo, quando estão com as pétalas abertas e formando um ângulo reto com o eixo do pedúnculo.

Como coletar cascas?

As cascas devem ser coletadas de forma racional tanto em espécies cultivadas quanto em espécies nativas. Se você tirar a casca em volta de todo o tronco da árvore, estará fazendo o seu anelamento, que pode levá-la à morte, pois interrompe o fluxo de seiva para as raízes. Entretanto, existe uma forma racional de se fazer a coleta de cascas de árvores, que não compromete a sua sobrevivência. 

Técnica criada pelos índios Guaranis

A coleta se dá em etapas, caminhando em torno da planta, no sentido horário. No primeiro ano, coletam-se cascas na face do tronco voltada para leste, do lado que o sol nasce; no segundo ano, na face sul; no terceiro, na face oeste; e no quarto ano, na face norte. 

Na primeira colheita, retiram-se pedaços de cascas com vinte centímetros de altura e largura, que ocupe no máximo um quarto do diâmetro do tronco, começando de uma altura de pelo menos um metro do solo. Deve-se deixar um espaço de vinte centímetros e retirar outro pedaço, como o primeiro. Isso deve ser feito, sucessivamente, subindo pelo tronco até onde houver casca madura. 

No ano seguinte, deve-se retirar pedaços na face voltada para o sul, da mesma forma que foi feito na face leste. O mesmo deve ser feito nos lados oeste e norte, nos dois anos consecutivos. Dessa forma, não haverá injúrias à arvore nem a sua morte por procedimentos mal feitos.

Por Andréa Oliveira.

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terça-feira, 8 de abril de 2014

Empresa internacional de fragrâncias busca parcerias em pesquisas com plantas amazônicas

Representantes de uma das maiores empresas do mundo do ramo industrial de fragrâncias e aromas visitaram a Embrapa Amazônia Ocidental (Manaus-AM) para conhecer as pesquisas com plantas medicinais e verificar possibilidades de parceria para pesquisas que gerem aplicações práticas para o mercado de fragrâncias e aromas.
Grupo em visita as áreas de cultivo de plantas aromáticas na Embrapa

O pesquisador da Embrapa Amazônia Ocidental Francisco Célio Maia Chaves recebeu a comitiva da empresa suíça Firmenich, na manhã de quarta-feira, 2 de abril, e apresentou os experimentos e bancos ativos de germoplasma relacionados a plantas medicinais e aromáticas, no campo da Embrapa em Manaus (AM). Participaram da visita, pela Firmenich, o vice-presidente de Pesquisa e Desenvolvimento em Biotecnologia e Química Orgânica, Christopher Dean, que trabalha na sede da empresa em Genebra, na Suíça; o diretor de Inovação com Ingredientes Naturais, Xavier Brochet, que trabalha em Grasse, na França; o responsável técnico de Perfumaria da América Latina, Axel Voelker, e o gerente de Projetos de Sustentabilidade na Produção de Ingredientes Naturais, André Tabanez, ambos da Firminich no Brasil, sediada em Cotia, São Paulo. Participou da visita também o professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade Federal do Amazonas, Emerson Lima.

Axel Voelker citou que a empresa suíça Firmenich é a segunda maior da indústria de aromas e fragrâncias e está completando 120 anos no mercado. Foi fundada em 1895 em Genebra, Suíça, como uma empresa familiar, e atualmente está presente em mais de 50 países.
Foto: Pesquisador Celio apresenta plantas em pesquisa na Embrapa aos representantes da empresa Firmenich e professor da Ufam.

O gerente de Projetos de Sustentabilidade na Produção de Ingredientes Naturais, André Tabanez, informou que o grupo está visitando vários pesquisadores na Amazônia para fazer um levantamento de possibilidades de atuação. “A Embrapa é uma instituição que temos um respeito muito grande pelo trabalho e é muito bom conhecer o que está sendo feito aqui”, afirmou. De acordo com o gerente, a empresa tem interesse em desenvolver pesquisas na Amazônia em parceria com os centros de pesquisa. “É muito investimento começar uma pesquisa do zero. Ao mesmo tempo tem muita pesquisa sendo feita que ainda falta achar aplicação pra ela. A gente tentaria unir a pesquisa desenvolvida pelos institutos de pesquisa com a capacidade da indústria de rapidamente aplicar isso e gerar benefícios para a região”, afirmou o gerente. Tabanez informou que a empresa Firmenich já utiliza duas plantas amazônicas como matéria prima e desenvolveu nos últimos cinco anos dois ingredientes amazônicos para seus produtos: o extrato aromático de açaí (Euterpe sp.) e óleo essencial de capitiú (Siparuna guianensis).

O pesquisador da Embrapa Amazônia Ocidental, Francisco Célio Maia Chaves, explica que uma das contribuições das pesquisas da Embrapa é desenvolver conhecimento agronômico sobre o correto cultivo, colheita e pós-colheita dessas plantas para garantir matéria-prima de qualidade para a produção de fitoterápicos, cosméticos, fragrâncias etc.
Foto: Trabalhadores da Embrapa em coleta de hortelã.

O professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas, Emerson Lima, ressaltou que a Embrapa tem contribuído com os programas de mestrado em ciências farmacêuticas e doutorado em inovação farmacêutica, na Universidade Federal do Amazonas, com o fornecimento de plantas que são estudadas nas pesquisas de mestrado e doutorado, pois a proposta do Programa de Pós-graduação é desenvolver produtos para indústria farmacêutica e cosmética a partir de plantas da região.

Com a pesquisa agronômica realizada na Embrapa se buscam formas corretas e eficientes de cultivo que possam apoiar a área farmacêutica. Os resultados desses estudos agronômicos permitem viabilizar o cultivo profissional por agricultores para que se tenha o fornecimento de matéria-prima de qualidade e inclusive possa ser feito a rastreabilidade das plantas cultivadas.

Para o desenvolvimento do mercado de fitoterápicos ou cosméticos a partir de plantas amazônicas é necessário pesquisas com o envolvimento de profissionais das várias áreas da cadeia produtiva. O professor da Ufam explicou que a cadeia produtiva de cosméticos e fitoterápicos tem vários segmentos e precisam estar interligados, desde a coleta de material, a identificação botânica, a produção de extratos e identificação das substâncias pelos químicos, e o teste de atividade e desenvolvimento das formulações pelos farmacêuticos. Caso se identifique em uma planta o potencial para o desenvolvimento de um produto para o mercado, precisa ter também o conhecimento agronômico para o cultivo em condições adequadas. “Daí a Embrapa tem um papel crucial nesse meio”, disse o professor.
Foto: Pesquisador Celio Chaves (ao centro) apresenta óleos essenciais no Laboratório de Plantas medicinais aos visitantes.

O pesquisador da Embrapa Celio Chaves destacou a importância de uma visita como esta envolvendo atores como Embrapa, Universidade e Empresa para a prospecção de plantas para novas fragrâncias e novos componentes químicos que possam ser usados em seus produtos para a indústria. “No caso de haver uma parceria do uso de uma planta para a formulação de um produto, tem que ter todo o suporte agrícola em termos de fornecimento de matéria prima”, explicou o pesquisador.

No grupo de visitantes Axel, Cristopher e Xavier são químicos, Tabanez é agrônomo e o professor Emerson é farmacêutico. O pesquisador Célio Chaves, agrônomo, apresentou durante a visita as áreas de cultivo de várias plantas medicinais aromáticas e condimentares que estão em estudo na Embrapa, destacando-se as pesquisas com caapeba, sacaca, crajiru, pimenta-de-macaco, diversos tipos de hortelãs, açafrão, gengibre, alecrim-pimenta, erva-cidreira, capim-santo, caferana, artemísia, dentre outras espécies amazônicas e adaptadas para a região. Também apresentou os óleos essenciais de algumas dessas plantas extraídos em laboratório.
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Embrapa Amazônia Ocidental

Jornalista: Síglia Regina MTb 066-AM

Contato: (92) 3303-7852

siglia.souza@embrapa.br

Fotos: Síglia Souza

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quarta-feira, 2 de abril de 2014

Petrópolis, Rio de Janeiro: Agricultores do município participam de curso de capacitação em plantas medicinais

Vinte produtores rurais do município estão participando do Programa Arranjo Produtivo Local – APL de Plantas Medicinais. O projeto é realizado pela Prefeitura, por meio da Secretaria de Saúde (em parceria com a Fiocruz) e a Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Produção, com aulas realizadas semanalmente desde janeiro deste ano no Palácio Itaboraí, no Valparaíso.

Nas palestras, os agricultores são capacitados para desenvolver o cultivo orgânico de ervas medicinais, aperfeiçoando as técnicas de plantio. “O curso oferece aos produtores a opção de uma nova atividade econômica, sem que estes abandonem as práticas que já desenvolvem, diversificando, assim, o que já produzem. Isso dará a eles mais uma opção de venda e um equilíbrio maior no mercado”, destaca o secretário de Agricultura, Leonardo Faver.

As vinte espécies estudadas pelos participantes são previamente selecionadas e contêm determinação botânica, análise química e perfil genético, o que garante sua eficácia. Dessas matrizes sairá a produção de 800 mudas, que serão multiplicadas nos hortos do Caetitu e Parque Municipal, em Itaipava, para serem distribuídas aos produtores participantes. “Há várias espécies de plantas medicinais que são muito parecidas umas com as outras. Aqui, o produtor rural aprende a diferenciá-las, sabendo o princípio ativo e nome científico, entre outras especificidades”, explica o coordenador do curso, Sérgio Monteiro.

Data: 27.03.2014
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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Pesquisadora de Farmanguinhos palestra sobre plantas medicinais e fitoterápicos


Os medicamentos de origem vegetal representam uma fatia de 10% do mercado farmacêutico mundial, movimentando cerca de 20 bilhões de dólares por ano em todo o mundo. O setor cresce também 10% ao ano. No Brasil, o mercado de fitoterápicos mobiliza, em média, R$ 2 bilhões, um número pequeno diante do potencial deste segmento e da riqueza da flora nacional. Para falar sobre este importante tema, a pesquisadora de Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz), Maria Behrens, apresentou a palestra Da Planta ao Medicamento, realizada na Coleção Temática de Plantas Medicinais do Jardim Botânico do Rio de Janeiro. O encontro reuniu profissionais do setor farmacêutico, principalmente interessados na área das plantas medicinais, como pesquisadores, médicos, estudantes, e atraiu visitantes do parque localizado na Zona Sul carioca. A pesquisadora Maria Behrens e a vice-diretora e Ensino, Pesquisa e Inovação de Farmanguinhos, Márcia Coronha (foto: Ascom Farmanguinhos)

Especialista no assunto, Maria Behrens falou sobre o uso de plantas medicinais no desenvolvimento de medicamentos e fitoterápicos. Ela abordou toda a cadeia produtiva, desde a identificação das espécies, passando por pesquisa e chegando até ao desenvolvimento. “São quatro etapas relacionadas à P&D na área de produtos naturais: botânica, farmacêutica, ensaios biológicos e a etapa clínica”, explicou.

De acordo com a pesquisadora, os fitoterápicos são uma alternativa para diminuir o déficit da balança comercial brasileira no setor farmacêutico. Para isso, o país deve superar algumas dificuldades. “Entre os pontos críticos, existe uma pequena quantidade de fitoterápicos no mercado farmacêutico; os produtos possuem baixo valor agregado devido à falta de status de medicamentos. Além disso, é elevado o custo de produção”, pontuou.

Maria Behrens disse, ainda, que outro problema é a falta de foco nas pesquisas. “Falta um direcionamento para o mercado produtivo. Atualmente, há poucas espécies brasileiras com derivado registrado na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). É necessário investir na pesquisa, envolvendo avaliação da eficácia e segurança de espécies medicinais nacionais”, ressaltou. Além de todos esses pontos considerados críticos, Maria Behrens disse também que é necessário superar a resistência médica em prescrever esses produtos.

Outro aspecto que a pesquisadora destacou está relacionado às políticas públicas para plantas medicinais e fitoterápicos. Segundo ela, o Estado brasileiro tem procurado estimular a adoção desses produtos nos programas de saúde pública. “Uma das ações é a criação da Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse ao SUS (Renisus), que traz uma lista de plantas medicinais com potencial para gerar produtos”, explicou. A lista é composta por 71 plantas de interesse do Sistema Único de Saúde.

O objetivo é orientar estudos e pesquisas que possam subsidiar a elaboração da relação de fitoterápicos disponíveis para uso da população. Além disso, o Ministério da Saúde, por meio da Portaria 533, de 28/3/2012, estabeleceu um elenco de 12 fitoterápicos na Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename) também do âmbito do SUS.

Durante o encontro, foram abordados ainda o Complexo Econômico e Industrial da Saúde (Ceis) e a Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos (PNPMF). Maria Behrens falou também sobre os fitoterápicos como possibilidade de inovação, suas categorias, a complexidade tecnológica e comercialização dos produtos. Ela lembrou a importância dos Arranjos Produtivos Locais (APLs) e das farmácias vivas.

Estudante de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e estagiária da Síntese de Farmanguinhos, Júlia Queiroz foi uma das participantes mais ativas. “Sempre que posso, compareço às palestras aqui do Jardim Botânico, pois sempre trazem algum conhecimento a mais para mim. Na palestra da Maria Behrens, por exemplo, a coisa nova para mim foi a questão política envolvendo as plantas medicinais e os fitoterápicos”, frisou.

A sub-curadora da Coleção Temática de Plantas Medicinais do Jardim Botânico, Yara Oliveira de Britto, informou que as palestras do Jardim Botânico ocorrem na última quinta-feira de cada mês. “O ciclo de palestras começou em 2007, com o objetivo de tornar a fitoterapia um tema em discussão. Assim, naquele ano, trouxemos a contribuição do negro na fitoterapia. No ano seguinte, a participação de branco e do índio. Depois, foi a vez de naturalistas e viajantes, que contribuíram com conhecimento”, explicou a bióloga.

O Jardim Botânico é uma instituição que desenvolve diferentes pesquisas e abriga o Centro Nacional da Flora (CNCFlora). A Coleção Temática de Plantas Medicinais existe desde 1988. Atualmente, conta com cerca de 190 espécies, que, por sua vez, possuem inúmeros espécimes (subcategorias dentro de cada uma daquelas). “O formato atual é de comunicação com o público, a fim de tornar a visitação mais didática”, assinalou Yara.

Data: 11.04.2014
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sábado, 1 de fevereiro de 2014

Cadena productiva del orégano mexicano

Publicado el 30 de enero de 2014 por BoCES

Por Centro de Inveatigacion Cientifica de Yucatan (CICY) en la Gaceta de Ciencia y Tecnología EMISIÓN (Conacyt)
Con el fin de avanzar en el manejo sustentable del orégano mexicano (Lippia graveolens), la Dra. Luz María Calvo Irabién, investigadora de la Unidad de Recursos Naturales del Centro de Investigación Científica de Yucatán, A.C. (CICY), trabaja con un grupo de mujeres de la localidad de Nohuayún, Yucatán, en donde se ha establecido una parcela demostrativa de este cultivo que cuenta con un sistema de riego que les permite tener una cosecha durante todo el año e impactar positivamente en sus ingresos.

El orégano es un recurso forestal no maderable de gran importancia económica. La comercialización de su aceite esencial, que tiene una alta concentración de timol y carvacrol, con propiedades antibacterianas y antifúngicas que inhiben el crecimiento de hongos contaminantes y bacterias patógenas relacionadas con los alimentos, tiene un valor comercial muy alto. En el mercado internacional, un litro de aceite esencial de orégano tiene un precio de venta aproximado de $400 USD.

Actualmente, la mayor explotación comercial del orégano se realiza a través de la venta de la hoja, la cual se emplea principalmente como condimento en la preparación de alimentos, con un margen reducido de ganancias para los productores, debido a la gran cantidad de intermediarios, por lo que es necesario desarrollar mejores alternativas para su aprovechamiento y comercialización.

En un encuentro realizado el pasado 21 de noviembre, el grupo de mujeres “Oreganeras del Mayab” visitaron las instalaciones de CICY, intercambiaron conocimientos y tuvieron oportunidad de conocer el Jardín Botánico Regional el cual alberga la colección de Plantas Aromáticas, entre las que se encuentra el orégano mexicano (Lippia graveolens). De igual manera conocieron la planta piloto para extracción de aceites esenciales con la que cuenta el CICY.

Calvo Irabién investiga sobre el aceite esencial de plantas aromáticas y desde el 2004 trabaja con este grupo de mujeres. “Desde hace tiempo he trabajado con ellas, aprendiendo sobre cómo manejan y cosechan el orégano en el monte. Ahora estamos trabajando en cómo sembrarlo, ya que en la época de sequía el orégano no produce hojas, por ello, con apoyo de CICY, CONAFOR, CONACYT y Gobierno del Estado, se ha establecido una parcela demostrativa que a la vez que sirve como parcela experimental para su investigación, les permita tener una cosecha de hojas de orégano permanente”.

Fruto de este trabajo colaborativo, se consiguió que la SEMARNAT les otorgara un apoyo económico como parte de la convocatoria “Subsidios a grupos de mujeres, pueblos indígenas y jóvenes con perspectiva de género. Ejercicio 2013” para que sirviera de capital semilla y el grupo inicie el molido, empaquetado, etiquetado y venta directa del producto y de esta manera generar mayor flujo económico.

Durante este encuentro, la doctora explicó el proceso que se lleva a cabo para obtener el aceite esencial del orégano, desde la plantación, recolección de hojas, extracción del aceite por medio de una planta destiladora y al final, mencionó que se puede realizar un aprovechamiento integral de este recurso, ya que los restos del orégano se pueden compostear o usar como combustible del mismo proceso de destilación.

Respecto a esta reunión, Calvo Irabién mencionó: “es realmente un gran gusto trabajar con ellas, porque uno puede ver la diferencia que hace compartir un poquito de lo que uno sabe; inmediatamente empiezan a pensar qué cosas pueden hacer, cómo les puede servir lo que yo les comparto, y ellas también conocen muchas cosas de las plantas porque están en continuo contacto con ellas; entonces, es un intercambio de conocimientos muy interesante donde ambas partes aprendemos y uno puede ver claramente cómo la investigación que se genera en CICY puede producir cambios”.

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sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Velhos conhecimentos, novos desenvolvimentos: transições no regime sociotécnico da agricultura: a produção de novidades entre agricultores produtores de plantas medicinais no sul do Brasil

A noção de que o desenvolvimento é um processo relacionado a um progresso técnico positivo e linear contribuiu para gerar um cenário social e ambiental insustentável e, aparentemente, tem conduzido a sociedade contemporânea para uma homogeneização cultural e material. Ao contrário, observando amiúde os espaços rurais, se identifica que há a emergência de dinâmicas sócio-espaciais heterogêneas e multifuncionais. Neste contexto, a agricultura exerce papel fundamental como atividade relevante na construção de desenvolvimentos rurais sustentáveis.


Autores:Marques, Flávia Charão
Ano da publicação:2009

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