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quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Dupla cria jardim urbano com plantas nativas na Vila Madalena

Fonte: Redação QIQUEMINOVA - Terça-feira, 13 de Setembro de 2016 


O professor Diego Lahóz e o publicitário Nik Sabey não se conformam em ver a cidade "pintada de cinza". Entre eles, tiram onda que sofrem de TPC. Diferente de TOC, o Transtorno Plantador Compulsivo não deixa que parem de plantar.

Nik, 36 anos, está a frente do movimento "Novas Árvores por Aí" e o Diego, 38, criou o "Flores no Cimento". Quando se conheceram não podia dar em outra coisa a não ser uma ótima parceria.
Assim os movimentos se somaram e estão criando jardins urbanos. Eles acham uma área que para ‘enverdejar’, chamam o pessoal pelo Facebook e vão lá e transformam o lugar.

A última ação da dupla foi na rua Medeiros de Albuquerque, na Vila Madalena.

Eles usam só plantas e árvores nativas. Na Medeiros foram juçaras, guaimbês, carqueja, orelhas de onça, abacaxi, entre outras espécies. Além de valorizar a rica biodiversidade brasileira, ainda alimentam a fauna que depende destas plantas.

E a cidade só ganha com isso. Além de muito mais bonita, estão deixando a cidade mais agradável, permeável, simpática, biodiversa, sombreada, florida, participativa...
O mantra de Diego e Nick tem sido: "Verde não era, mas verde será".

Já imaginou se cada um resolver cuidar de um espacinho da cidade e plantar alguma coisa pra deixar a cidade mais bonita? Dá pra sonhar com uma São Paulo diferente não dá?

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sexta-feira, 27 de maio de 2016

São Paulo precisa tratar melhor suas árvores, defende especialista

Para o professor Marcos Buckerigde, do Instituto de Biociências da USP, a cidade de São Paulo merecia ter um centro especializado em estudos de árvores urbanas
Foto: Jorge Maruta/USP Imagens

Por Marcia Avanza, da Rádio USP

Um velho problema volta a assustar os paulistanos. Num único dia, durante uma tempestade, cerca de 180 árvores caíram na cidade. Uma pessoa morreu, sete ficaram feridas e até agora não se conseguiu calcular o prejuízo causado pela falta de energia.

A repórter Marcia Avanza foi ouvir o professor Marcos Buckerigde, do Instituto de Biociências da USP para entender por que caem tantas árvores. Ele explica que é normal a queda de árvores durante as tempestades, especialmente aquelas que estão doentes ou são muito velhas.

No entanto, o monitoramento poderia contribuir para minimizar o problema. O próprio Instituto de Biociências está desenvolvendo testes mais simples e rápidos para monitoramento. Para Buckerigde, a cidade de São Paulo merecia ter um centro especializado em estudos de árvores urbanas.

in EcoDebate, 25/05/2016

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Cubatão (SP) substitui árvores para readequar floresta urbana

Todo plantio em área urbana deve ser solicitado, nunca realizado sem autorização. Estudos apontam a melhor espécie para o local
Poda de árvore. Foto: Prefeitura Municipal de Cubatão

Pensando em readequar sua floresta urbana. a Prefeitura de Cubatão, por meio da Cursan e Secretaria de Serviços Públicos (SESEP), vem substituindo gradativamente algumas espécies que são suscetíveis aos ataques de fungos e insetos como cupins, formigas e orelhas de pau. No lugar são colocadas espécies nativas da Mata Atlântica como Manacá, Pitanga, Aldrago, Guanandi e Quaresmeira. Já que são espécies regionais, têm maior facilidade de adaptação ao clima e solo, além de aceitarem poda, gerando menor conflito junto aos equipamentos públicos e causando menos problemas como à estrutura da calçada, por exemplo.

Os serviços de poda e remoção são pautados sempre pelas questões de segurança do pedestre e a situação do vegetal. As equipes alertam sobre o plantio indevido e aleatório de mudas e plantas nas ruas e avenidas da Cidade. Algumas espécies, popularmente conhecidas como Comigo Ninguém Pode, Coroa de Cristo, Alamandas e Figueiras por exemplo, contém substâncias tóxicas e espinhos que podem causar queimaduras, alergia e até cegueira, sendo perigosas principalmente às crianças e animais domésticos.

Todo plantio urbano deve ser solicitado pelo munícipe. Caso o morador queira mudar a arborização em frente à sua casa ou rua, deve entrar em contato com a Secretaria de Serviços Públicos (Sesesp), por meio do número 3372-8980. Uma equipe especializada irá ao local realizar um estudo e verificar quais mudas são adequadas.

Poda de árvores, serviço importante de manutenção – Segundo o engenheiro agrônomo da Cursan, Maykon Canesin Clemente, “o processo mais comum para a manutenção das árvores urbanas é a poda. Por meio dessa técnica, conseguimos conduzir a formação das mudas, eliminar ramos mortos, adequar a estrutura do vegetal e prover mais segurança para os pedestres, veículos, edificações e equipamentos urbanos. As árvores têm todas suas características morfológicas já definidas geneticamente. São características comuns aos indivíduos de mesma espécie, como, por exemplo, a arquitetura do vegetal, ou seja, altura e tipo de crescimento”.

Maykon esclarece também que os vegetais mantêm seu crescimento contínuo, porém, muitas vezes, os espaços no qual estão confinados são bem reduzidos, criando interferências, como por exemplo: cobrir equipamentos de trânsito (placas e semáforos); atrapalhar na iluminação pública, reduzindo o “cone” de luz; alcançar edificações (sacadas, janelas, casas, prédios, etc); interferir na rede de distribuição das concessionárias de energia elétrica (neste caso, somente a empresa poderá realizar a poda). “Para todas as interferências citadas, a poda consegue minimizar o conflito”, finaliza o engenheiro agrônomo.

Fonte de informações: Cursan

Texto de Melissa Caldeira, in EcoDebate, 01/02/2016

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Por que arborizar? Lista com manuais de arborização urbana para diversas cidades do Brasil.


As árvores urbanas desempenham funções importantes para os cidadãos e o meio ambiente, tais como benefícios estéticos e funcionais que estão muito além dos seus custos de implantação e manejo. Confira abaixo uma lista com manuais de arborização urbana para diversas cidades do Brasil:

Rio de Janeiro: http://goo.gl/bCdWO8
Belo Horizonte: http://goo.gl/STLfhi
Poços de Caldas: http://goo.gl/0CWgBE

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Jardins Suspensos, artigo de Roberto Naime

Ilustração em brasil.elpais.com

[EcoDebate] Sempre foi uma ideia recorrente na civilização humana, a construção de jardins suspensos. Mas agora nem se trata disto, se busca uma humanização maior nas selvas de pedra, integrando a natureza e humanizando um pouco as relações, ao reintegrar o ser humano em suas origens.

Os clássicos jardins suspensos foram construídos na Babilônia, atual Iraque, pelo místico rei Nabucodonosor, no século VI antes de Cristo e se tornaram uma das sete maravilhas do mundo, embora não tenham sido encontrados muitos registros arqueológicos que possibilitassem sua reconstituição ao menos em narrativas. Mas foi obra épica empreendida na chamada Mesopotâmia.

Destaca a lenda que, os jardins foram construídos para satisfazer as vontades da esposa preferida do rei, chamada Amitis, trazida de região montanhosa, com campos e florestas. Raros registros narram a existência de seis terraços, construídos como andares, passando a sensação de serem suspensos. Os andares tinham aproximadamente 120 m3 e eram apoiados por imensas colunas que os registros indicam que chegavam a medir mais de 100m.

A denominação de jardins suspensos vem de narrativas gregas e não corresponde à realidade, como se viu. Concebido por arranjos arquitetônicos arrojados, a construção em terraços fazia uma simulação de elevações. As árvores ao topo, observadas à distância faziam se perpetuar a ilusão de se tratarem de montanhas. Árvores frutíferas e águas que desciam por cascatas, complementavam o cenário.

O “high line” ou linha alta em Nova Iorque é um parque linear, de aproximadamente 2,5km, construído no ano de 2009 numa antiga linha férrea elevada, já abandonada da cidade. E esta obra já está inserida em contexto que busca reintegrar o ser humano com a natureza, da qual faz parte. O “high line” se situa a 8 metros de altura e tem sentido e extensão linear, atravessando 3 bairros da cidade que são relativamente pouco visitados por turistas. Mas igualmente a iniciativa se tornou emblemática e simbólica do sentimento ou sensação de resgate do meio natural, em meio às selvas urbanas.

A antiga linha férrea foi construída com esta finalidade na década de 30 do século passado, quando indústrias e empresas de transporte eram hegemônicas na área. Estes espaços físicos foram agora convertidos em galerias de arte, estúdios de design, lojas, restaurantes, museus e residências.

Não se sabe se o processo de participação pública para patrocinar esta transformação ocorreu e de que forma se desenvolveu, mas certamente a influência de formas organizadas ou informais de exercício de cidadania devem ter concorrido para patrocinar este resgate de cenário tão peculiar, pitoresco e significativo na vida da metrópole.

É certo que no atual contexto são apenas iniciativas que guardam extrema simbologia, além de caracteres que podem marcar a vida das metrópoles ou das cidades. A transformação do chamado “Minhocão” em São Paulo em mais uma destas obras, cuja efeméride é marcante para toda a vida urbana, pode representar uma data com extremo simbolismo, onde a “selva de pedra” da urbanidade resgata um pouco de suas origens naturais e demarca uma nova perspectiva na urbanização. Que privilegia áreas verdes sobre infraestrutura de trânsito e outras necessidades urbanas, que são então redimensionadas na consciência e até no imaginário popular.

Ninguém desconhece que as cidades tem que ter desafogamento de trânsito, montagens adequadas de infraestruturas de transporte e outras necessidades. Mas o aspecto simbólico envolvidos nas transformações de viaduto de tráfego em área verde, são profundamente vinculadas com alterações de paradigmas, que envolvem redefinição de valores, e englobam aspectos fundamentais de toda a vida da cidade para o futuro.

Sempre que houverem conflitos estabelecidos entre estruturas urbanas e áreas verdes ou sítios de preservação, a tendência é que se materializem sensações favoráveis que encorpem a viabilização das áreas verdes ou das localidades de preservação. Esta mudança paradigmática pode ser representada pela implantação da área verde e a nova paisagem estabelecida.

Ninguém será quixotesco de representar interesses que resgatem vidas em cavernas, ou em situações de extrema ausência de conforto ou praticidade. Mas é necessário buscar rupturas e apostar que as mesmas carreguem simbologias capazes de alterar estigmas arraigados e situações implantadas sem qualquer consulta ou aceitação das parcelas envolvidas da população.

O “minhocão” já é incorporado como área livre de tráfego para uso de pedestres em fins de semana e outras oportunidades. Não representaria alteração insolúvel de problema de trânsito ou de infraestrutura urbana em geral, se houvesse sua incorporação definitiva como área de lazer, viabilizando o resgate da natureza numa área altamente urbanizada da cidade de São Paulo.

Dr. Roberto Naime, Colunista do Portal EcoDebate, é Doutor em Geologia Ambiental. Integrante do corpo Docente do Mestrado e Doutorado em Qualidade Ambiental da Universidade Feevale.

Sugestão de leitura: Civilização Instantânea ou Felicidade Efervescente numa Gôndola ou na Tela de um Tablet [EBook Kindle], por Roberto Naime, na Amazon.

in EcoDebate, 27/08/2015
"Jardins Suspensos, artigo de Roberto Naime," in Portal EcoDebate, 27/08/2015,http://www.ecodebate.com.br/2015/08/27/jardins-suspensos-artigo-de-roberto-naime/.

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Implantar parque linear requer maior participação popular

Por Júlio Bernardes - jubern@usp.br
Publicado em 11/agosto/2015

Pesquisa da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP analisa o processo de implantação de parques lineares na cidade de São Paulo. O trabalho mostra os benefícios que os parques, associados à rede hídrica, trazem para a recuperação de áreas de fundo de vale de córregos e rios e na qualificação das regiões próximas, além de criar uma opção de lazer para a população. No entanto, o estudo da arquiteta Mariana Soares defende que os moradores do entorno tenham maior participação no planejamento dos parques, associada a um diagnóstico socioambiental mais aprofundado.
Parques auxiliam na recuperação de áreas de fundo de vale de córregos e rios

Segundo o Departamento de Parques e Áreas Verdes da Secretaria do Verde e Meio Ambiente (SVMA) da Prefeitura Municipal de São Paulo, atualmente a cidade possui 18 parques lineares já implantados. “São parques urbanos associados à rede hídrica, áreas verdes com equipamentos de lazer, abertas ao público dia e noite”, relata a arquiteta, que analisou três parques na zona oeste de São Paulo. “No Parque Linear Nascentes do Jaguaré, a implantação iniciada em 2007 está estagnada, pois atualmente não é considerada prioritária em nenhuma instância, de modo que nada está sendo feito a não ser a manutenção dos trabalhos socioeducativos junto à comunidade”.

No córrego do Sapé, localizado no Rio Pequeno, a implantação do parque linear, iniciada em 2009 e prevista para duas etapas, incluiu a reurbanização da favela do Sapé. “Parte da população foi removida, porém algumas das construções originais (cerca de 130 famílias) foram mantidas, o que tornou hostil a relação dessa população com o processo de urbanização e implantação da fase 2 do Parque do Sapé, ainda não concluída”, afirma Mariana. “O problema evidencia a situação encontrada nos fundos de vale ocupados irregularmente por habitação precária. Embora os parques sejam uma oportunidade de revitalização, existe o desafio de se equacionar a urbanização com as funções ecológico-ambientais do parque”.

No caso do Córrego das Corujas, que percorre os bairros de Vila Madalena, Vila Beatriz, Pinheiros e Alto de Pinheiros, a mobilização dos moradores das proximidades obteve a revitalização da Praça Dolores Ibaurri, conhecida como Praça das Corujas, com área de 24.000 metros quadrados (m²), concluída em 2010. “A Praça ganhou elementos de infraestrutura verde e houve diminuição dos alagamentos. No local, além de atividades de lazer, é mantida uma horta comunitária e são realizadas ações de educação ambiental”, conta a arquiteta. “Em 2012, foi concebido o Parque das Corujas, numa área vizinha à Praça, onde o córrego permanecia a céu aberto. O caso mostra a força da mobilização popular como catalizadora da revitalização e valoriza a apropriação do espaço pela população do entorno na gestão e manutenção da área”. Embora o conjunto tenha características de parque linear, não é considerado parque por ser obra da Subprefeitura de Pinheiros, não da SVMA.

Avaliação Pós-Implantação

De modo geral, na avaliação pós-implantação dos parques lineares da cidade de São Paulo, eles são compreendidos como uma intervenção que qualifica o espaço público, com significativos reflexos na valorização do próprio bairro. “Além disso, em muitos casos, o parque linear surge para essa população como único local de lazer, com possibilidade de oferecer espaço para práticas recreativas, esportivas ou de contemplação e contato com uma área verde ou participação em eventos culturais”, destaca Mariana.

A população beneficiada com a criação do parque linear reconhece sua incompletude, no sentido de que questões fundamentais, entre as quais a despoluição do córrego, com frequência, não foram resolvidas. “Na maioria dos parques lineares, o mau cheiro, a coloração da água e a presença de lixo nas margens e no leito do córrego são queixas frequentes da população”, relata a arquiteta. “A falta de manutenção sistemática da infraestrutura também foi apontada como um problema, conferindo a percepção de abandono do lugar”.

Em nenhum dos casos avaliados houve um processo de participação pública na elaboração e desenvolvimento dos projetos. “Faltou uma estratégia que orientasse a participação pública ativa, além da simples consulta ou divulgação de informação, de modo a configurar um processo participativo”, aponta Mariana. “Também não houve uma caracterização ou um diagnóstico socioambiental prévio da área e de seu entorno, abordando aspectos demográficos locais, existência de equipamentos e serviços públicos, projetos ou programas com alguma interface com o parque”.

Segundo a arquiteta, a pesquisa considera de suma importância a realização de diagnósticos socioambientais que adotem a sub-bacia hidrográfica como unidade de análise e intervenção, no início do projeto dos parques lineares. “Sua implantação deve ter a participação da população em todo o processo, pois é uma forma de construir cidades mais humanas e democráticas”, conclui. O orientador da pesquisa foi o professor José Pedro de Oliveira Costa, da FAU.

Foto: Mariana Soares

Mais informações: email marisoarespaisagismo@gmail.com, com Mariana Soares

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quinta-feira, 30 de julho de 2015

Sistema premiado controla umidificação de parques urbanos

Por Da Redação - agenusp@usp.br
Publicado em 30/julho/2015

Keite Marques, da Assessoria de Comunicação da EESC

Os estudantes do curso de Engenharia Elétrica da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP, Renata Camillo e Renato Nunes Moraes, desenvolveram o Sistema Automático de Umidificação de Parques (SAUPA), o qual busca estabelecer um nível de umidade relativa do ar confortável, de maneira inteligente, no ambiente onde estiver instalado. O sistema monitora o local, processa os dados, interpreta o ambiente e, a partir disso, toma uma decisão operacional. O projeto foi o vencedor da primeira edição do desafio “Telit Cup Brasil”, promovido pela empresa Telit Solutions Wireless, no dia 15 de maio e possibilitou aos estudantes a possibilidade de viajarem a Las Vegas (Estados Unidos), entre os dias 6 e 10 de setembro, com o objetivo de vivenciarem uma grande experiência nas áreas de empreendedorismo, tecnologia e inovação.
Sistema Automático de Umidificação de Parques venceu o desafio "Telit Cup Brasil"

A competição teve como objetivo incentivar e promover projetos científicos na comunidade universitária que possibilitassem soluções para a melhoria da qualidade de vida no ambiente urbano por meio da aplicação de conceitos de inovação e empreendedorismo relacionados à internet das coisas. Em setembro, os alunos embarcarão para os Estados Unidos a fim de participar da “Telit DevCon 2015″ e do “CTIA Super Mobility 2015″, eventos mundiais de inovação. Lá, eles pretendem apresentar a solução e ter a chance de atrair investidores para o negócio.

A ideia do sistema surgiu como um projeto visando a participação na competição nacional após muita pesquisa com o professor do Departamento de Engenharia Elétrica e de Computação da EESC, Edson Gesualdo, que foi o orientador do trabalho. Os estudantes também consultaram a professora do Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU) da USP, em São Carlos, Luciana Bongiovanni Martins Schenk, que foi responsável pelo projeto de revitalização do Parque do Kartódromo “Antenor Garcia Ferreira”, em São Carlos. Ela apresentou aos alunos a demanda por um sistema inteligente de umidificação para espaços públicos, que fosse eficiente para a população e não causasse desperdício de água.

Analisando essa demanda, os estudantes constataram que criar uma solução para o problema também atenderia os principais quesitos da competição: inovação e qualidade de vida. “Muitas pessoas deixam de frequentar os espaços públicos para fazer suas atividades físicas por causa da insalubridade do tempo seco”, comenta Renata. O SAUPA é constituído de sensores instalados em pontos estratégicos que captam a temperatura e a umidade do ar dentro da área de monitoramento e fazem com que o sistema aja automaticamente, diferente dos umidificadores para redução de sensação térmica que geram uma nuvem de água pulverizada para amenizar o calor do corpo do usuário quando acionados manualmente — equipamentos como esses já são utilizados em alguns parques como, por exemplo, o Ibirapuera, em São Paulo.

Sensoriamento

O sensoriamento ocorre por intermédio de uma lógica do sistema que atua de forma autônoma: ao identificar o baixo nível de umidade do ar, ela ativa ventiladores com vapor de água no ambiente até regularizá-lo, e a operação é repetida sempre que o nível abaixar. Todo o sistema funciona com uma rede sem fio, e o investimento total para a implantação gira em torno de R$50 mil para uma área aproximada à do Parque Dom Pedro II, localizado na capital paulista. A solução também disponibiliza o acesso a um aplicativo para o sistema Android com informações sobre temperatura e umidade do ar no local, assim o usuário pode acompanhar quando o sistema está funcionando. Os alunos afirmaram que é possível integrar mais tecnologia, por se tratar de um projeto constituído em módulos, como um sensor de radiação solar para medir o nível de raios UVA e UVB.

“Esse módulo serviria como informação aos usuários e conscientização do uso de protetor solar, bonés e chapéus, quando a radiação estiver em níveis considerados de risco a saúde”, explica Renata. Para a avaliação dos jurados, foi construído um protótipo da rede de sensores com a central de informações e os umidificadores operando automaticamente em tempo real. Todo o desempenho pôde ser acompanhado por meio do acesso aos dados disponibilizados no site e no aplicativo SAUPA. Moraes comenta que há outros detalhes para aperfeiçoar o sistema com o objetivo de adequá-lo a um produto comercial. “Ainda estamos amadurecendo a ideia”, ressalta. O sistema tem como público-alvo prefeituras e subprefeituras, além de organizações esportivas, empresas com o perfil sustentável e fabricantes de protetores e bloqueadores solares.

Para os alunos, conquistar o primeiro lugar no desafio foi muito gratificante. Moraes avalia que o prêmio reconhece toda a dedicação e o objetivo alcançado na prática. “O projeto saiu do ponto zero, foi muito trabalho até conseguir tirar algo do papel, como um projeto promissor que pode funcionar e ser útil”, comemora. Renata ainda comentou que esse é o primeiro passo para a vida profissional da dupla. “A gente aprendeu muito e correu atrás de tudo para transformar a ideia em um protótipo. Acredito que o prêmio é muito importante e um diferencial pela notoriedade da empresa. Os contatos que iremos fazer em Las Vegas serão de grande relevância para nós”.

Para o professor, a compreensão adequada por parte dos estudantes, o cumprimento do regulamento da Telit no projeto, a capacidade de agregar outros dispositivos ao sistema e a escolha do tema foram os destaques que levaram os alunos à vitória. “Esse projeto satisfaz as exigências da Empresa, é de fácil instalação, apresenta real benefício às pessoas que utilizam as áreas urbanas e tem potencial econômico”, descreve Gesualdo. Ele também ressalta que há sempre uma grande satisfação quando seus alunos realizam um projeto que os destacam no cenário nacional. “Isso mostra o quanto os estudos abrem essas possibilidades, dando-os conhecimento e autoconfiança. Isso destaca também nosso departamento e a Escola”.

Foto: Cecília Bastos / USP Imagens

Mais informações: (16) 3373-6600 / 3373-6700

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quinta-feira, 9 de julho de 2015

Você sabia que vias arborizadas podem formar um corredor ecológico?


O corredor ecológico viabiliza a conexão entre as populações de fauna de fragmentos maiores. Além disso, as árvores abrigam uma infinidade de seres vivos, como insetos, líquens, pássaros, enriquecendo o ecossistema urbano e aumentando sua biodiversidade.

As flores e frutos presentes nas árvores também trazem à cidade um ganho ambiental significativo, pois se prestam como atrativo e refúgio da avifauna urbana. Algumas espécies vegetais, com ênfase nas frutíferas nativas, são responsáveis pelo abrigo e alimentação de aves, assegurando-lhes condições de sobrevivência.

>> Conteúdo extraído do Manual Técnico de Arborização Urbana. Para continuar lendo, acesse: http://goo.gl/GH5Gsv

(Ilustração: Gabriel Kehdi)

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Efeitos da arborização urbana: bem-estar físico (conforto térmico) e bem-estar psicológico

Tese de doutorado mostra como a arborização urbana influencia no conforto e na saúde humana

Por Ana Carolina Brunelli, de Piracicaba, no Jornal da USP.
Bairro Jardim das Paineiras destacou-se com maior quantidade de cobertura arbórea e temperatura ambiente mais baixa (crédito: Lea Yamaguchi Dobbert)

Determinar as influências da arborização urbana no bem- estar físico (conforto térmico) e no bem-estar psicológico foi a proposta da tese de doutorado de Léa Yamaguchi Dobbert, defendida na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba. O estudo, orientado pelo professor Demóstenes Ferreira da Silva Filho, do Departamento de Ciências Florestais, propõe também qualificar espaços urbanos em relação à arborização existente. “O objetivo foi avaliar a interferência de áreas verdes inseridas nas cidades, corroborando outros estudos realizados sobre os efeitos da arborização urbana no conforto e na saúde humana”, afirma Léa.

A tese, desenvolvida na cidade de Campinas (SP), avaliou o conforto térmico e o bem-estar dos usuários de quatro áreas com características distintas em relação à tipologia das edificações, à cobertura arbórea, à população residente e outras características físico-espaciais: o Centro e os bairros do Cambuí, Jardim das Paineiras e Vila Brandina. “Entrevistas foram realizadas com as populações das diferentes áreas, sendo aplicados dois tipos de questionário. O primeiro, analisando a sensação térmica, e o segundo, relacionado à percepção”, explica a pesquisadora.

Umidade – Outro aspecto relevante, que contribuiu para a realização da pesquisa, foi a utilização de dois índices de avaliação de conforto térmico – o PMV (Predicted Mean Vote) e o PET (Physiological Equivalent Temperature). A realização das entrevistas ajudou a verificar se os resultados obtidos por meio dos índices PMV e PET correspondiam à real sensação de conforto térmico relatada pelos entrevistados. Uma estação meteorológica portátil aferiu os dados climáticos (temperatura e umidade relativa do ar, temperatura do globo e velocidade do vento) utilizados nos cálculos de ambos os índices.

Entre as quatro áreas analisadas, o Jardim das Paineiras, que possui maior quantidade de cobertura arbórea, apresentou temperatura ambiente mais baixa e umidade relativa mais alta que as demais. Segundo a pesquisadora, foi realizado um estudo de simulação por meio do programa ENVImet e pôde-se constatar que a cada acréscimo de 10% de copas de árvores obtem-se redução de 1°C.

Até o momento, não existe um valor específico de área verde adequada padrão, mas alguns estudos indicam a quantidade desejada de áreas verdes por habitante. Outros estudos podem ser realizados com a finalidade de apresentar um índice mais adequado às realidades específicas de cada local avaliado. “O que esta pesquisa conseguiu comprovar foi a estreita relação entre o aumento de quantidade de cobertura arbórea e a redução da temperatura do ar, além de maior sensação de bem-estar em áreas providas de vegetação”, resume Léa.

Segundo a pesquisadora, populações de diversas regiões, há anos, modificam o espaço natural que habitam para atender a necessidades individuais e coletivas. Essas transformações provocam impactos ambientais negativos e afetam os usuários do espaço urbano. A redução de áreas verdes no ambiente urbano é hoje um dos principais problemas causados por alterações humanas, prejudicando a qualidade de vida das pessoas, finaliza.

Publicado no Portal EcoDebate, 05/06/2015

domingo, 12 de abril de 2015

Arborização urbana influencia conforto e saúde humana

Por Da Redação - agenusp@usp.br
Publicado em 8/abril/2015

Ana Carolina Brunelli, da Assessoria de Comunicação da Esalq
imprensa.esalq@usp.br
Pesquisa avalia a interferência de áreas verdes no conforto e na saúde humana

Determinar as influências da arborização urbana no bem estar físico (conforto térmico) e no bem estar psicológico foi a proposta da pesquisa de Léa Yamaguchi Dobbert, pós-graduada em Recursos Florestais pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba. O estudo, orientado pelo professor Demóstenes Ferreira da Silva Filho, do Departamento de Ciências Florestais, propõe também, qualificar espaços urbanos em relação à arborização existente.

“O objetivo foi avaliar a interferência de áreas verdes inseridas nas cidades, corroborando outros estudos realizados sobre os efeitos da arborização urbana no conforto e na saúde humana”, afirma Léa.

O projeto, desenvolvido na cidade de Campinas (interior de São Paulo), avaliou o conforto térmico e o bem estar dos usuários de quatro áreas com características distintas em relação à tipologia das edificações, à cobertura arbórea, à população residente e outras características físico-espaciais: o Centro, o Cambuí, o Jardim das Paineiras e a Comunidade Vila Brandina. “Entrevistas foram realizadas com as populações das diferentes áreas sendo aplicados dois tipos de questionários. O primeiro, analisando a ensação térmica, e o segundo, relacionado à percepção”, explica a pesquisadora.

Conforto térmico

Outro aspecto relevante, que contribui para a realização da pesquisa, é a utilização de dois índices de avaliação de conforto térmico (PMV Predicted Mean Vote e PET- Physiological Equivalent Temperature) obtidos por meio do modelo Ray Man Pro. A realização das entrevistas ajudou a verificar se os resultados obtidos por meio dos índices PMV e PET correspondiam à real sensação de conforto térmico relatada pelos entrevistados. Uma estação meteorológica portátil aferiu os dados climáticos (temperatura do ar, umidade relativa do ar, temperatura de globo e velocidade do vento) utilizados no cálculos de ambos os índices.

Entre as quatros áreas analisadas, o bairro Jardim das Paineiras, que possui maior quantidade de cobertura arbórea, apresentou temperatura ambiente mais baixa e umidade relativa mais alta que as demais. Segundo a pesquisadora, foi realizado um estudo de simulação por meio do programa ENVImet e pôde-se constatar que a cada acréscimo de 10% de copa de árvore, obtêm-se redução de 1˚C.

Até o momento, não existe um valor especifico de área verde adequada padrão, mas alguns estudos indicam a quantidade desejada de áreas verdes por habitante. Outros estudos podem ser realizados com a finalidade de apresentar um índice mais adequado às realidades específicas de cada local avaliado. “O que esta pesquisa conseguiu comprovar foi a estreita relação entre aumento de quantidade de cobertura arbórea e redução da temperatura do ar”, além de maior sensação de bem estar em áreas providas de vegetação finaliza Léa.

Populações de diversas regiões, há anos, modificam o espaço natural que habitam para atender necessidades individuais e coletivas. Essas transformações provocam impactos ambientais negativos e afetam os usuários do espaço urbano. A redução de áreas verdes no ambiente urbano é hoje, um dos principais problemas causados por alterações humanas prejudicando a qualidade de vida das pessoas.

Foto: Divulgação

Mais informações: (19) 3429-4485/ 3429-4109 / 3447-8613; emailacom.esalq@usp.br

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quinta-feira, 2 de abril de 2015

Pesquisa avalia relação entre arborização e variáveis climáticas em regiões de Campinas

Bairro Jardim das Paineiras destacou-se com maior quantidade de cobertura arbórea e temperatura ambiente mais baixa (crédito: Lea Yamaguchi Dobbert)

Populações de diversas regiões, há anos, modificam o espaço natural que habitam para atender necessidades individuais e coletivas. Essas transformações provocam impactos ambientais negativos e afetam os usuários do espaço urbano. A redução de áreas verdes no ambiente urbano é hoje, um dos principais problemas causados por alterações humanas prejudicando a qualidade de vida das pessoas.
Estação meteorológica portátil auxiliou na avaliação de dados climáticos (crédito: Lea Yamaguchi Dobbert)

Determinar as influências da arborização urbana no bem estar físico (conforto térmico) e no bem estar psicológico, foi a proposta da pesquisa de Léa Yamaguchi Dobbert, pós-graduada em Recursos Florestais pela Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (USP/ESALQ). O estudo, orientado pelo professor Demóstenes Ferreira da Silva Filho, do Departamento de Ciências Florestais, propõe também, qualificar espaços urbanos em relação à arborização existente.

“O objetivo foi avaliar a interferência de áreas verdes inseridas nas cidades, corroborando outros estudos realizados sobre os efeitos da arborização urbana no conforto e na saúde humana”, afirma Léa.

O projeto, desenvolvido na cidade de Campinas, avaliou o conforto térmico e o bem estar dos usuários de quatro áreas com características distintas em relação à tipologia das edificações, à cobertura arbórea, à população residente e outras características físico-espaciais: o Centro, o Cambuí, o Jardim das Paineiras e a Comunidade Vila Brandina.

“Entrevistas foram realizadas com as populações das diferentes áreas sendo aplicados dois tipos de questionários. O primeiro, analisando à sensação térmica, e o segundo, relacionado à percepção”, explica a pesquisadora.

Outro relevante aspecto, que contribui para a realização da pesquisa, é a utilização de dois índices de avaliação de conforto térmico (PMV Predicted Mean Vote e PET- Physiological Equivalent Temperature) obtidos por meio do modelo Ray Man Pro. A realização das entrevistas ajudou a verificar se os resultados obtidos por meio dos índices PMV e PET correspondiam à real sensação de conforto térmico relatada pelos entrevistados. Uma estação meteorológica portátil aferiu os dados climáticos ( Temperatura do ar, Umidade Relativa do ar, Temperatura de globo e velocidade do vento) utilizados no cálculos de ambos os índices.

Entre as quatros áreas analisadas, o bairro Jardim das Paineiras, que possui maior quantidade de cobertura arbórea, apresentou temperatura ambiente mais baixa e umidade relativa mais alta que as demais. Segundo a pesquisadora, foi realizado um estudo de simulação por meio do programa ENVImet e pôde-se constatar que a cada acréscimo de 10% de copa de árvore, obtêm-se redução de 1 ˚C.

Até o momento, não existe um valor especifico de área verde adequada padrão, mas alguns estudos indicam a quantidade desejada de áreas verdes por habitante. Outros estudos podem ser realizados com a finalidade de apresentar um índice mais adequado às realidades específicas de cada local avaliado. “O que esta pesquisa conseguiu comprovar foi a estreita relação entre aumento de quantidade de cobertura arbórea e redução da temperatura do ar”, além de maior sensação de bem estar em áreas providas de vegetação finaliza Léa.

Texto: Ana Carolina Brunelli

Revisão: Caio Albuquerque (31/03/2015)

Fonte: Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” / USP

Publicado no Portal EcoDebate, 02/04/2015

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Arborização urbana: ‘Mais importante do que plantar, é preservar o que existe’. Entrevista com Maria do Carmo Sanchotene

“Não se pode primeiro fazer um plano de arborização e quando ele estiver pronto, implantá-lo. Não tem como trabalhar dessa maneira. O plano de arborização tem de ‘correr junto’ com os demais serviços urbanos”, diz a bióloga.
Foto: http://www.cpt.com.br/

“Costumo dizer que não basta plantar; é preciso equilibrar o meio ambiente”, enfatiza Maria do Carmo Sanchotene ao comentar a relevância dos planos de arborização para garantir asustentabilidade urbana. A discussão acerca de como tem sido feita a arborização das cidades voltou à tona nos últimos dias, após a queda de árvores por conta das enxurradas de verão. A bióloga explica que a queda das árvores está associada a um conjunto de fatores, “especialmente se elas não foram cuidadas desde o plantio e, inclusive, durante a vida adulta”. E acrescenta: “Não é uma tarefa simples plantar, preservar e manter a arborização nas cidades, porque as adversidades que elas enfrentam são muitas. As plantas nas cidades vivem um estresse que não vivem em zonas rurais. Mas de todo modo, precisamos preservar a biodiversidade e, para isso, estruturar a malha verde de uma maneira não muito ‘divorciada’ da sua estrutura nas áreas mais protegidas das cidades”, reitera.

Os planos de arborização são relativamente recentes nas cidades brasileiras, e o primeiro foi desenvolvido apenas em 2000, em Porto Alegre. “São poucas as capitais e cidades brasileiras que têm um plano bem estruturado. A elaboração desses planos é uma necessidade premente, porque eles reúnem todas as diretrizes e métodos que devem ser adotados para a preservação e expansão das árvores no meio urbano de acordo com as características físicas e geográficas do município que está sendo estudado”, pontua.

Na entrevista a seguir, concedida à IHU On-Line por telefone, Maria do Carmo relaciona o serviço de arborização das cidades brasileiras com a relevância que as prefeituras municipais dão ao setor, e questiona: “Qual é o patamar político-administrativo do serviço de arborização dos municípios? Ele é só um setor, é um departamento, uma secretaria de meio ambiente? Isso varia muito dentro dos organogramas das prefeituras municipais e é necessário que a arborização ganhe mais destaque nos programas das prefeituras para que se evite problemas como esses. Mais do que nunca precisamos da vegetação urbana. Estamos enfrentando escassez de água em muitos municípios e, somente por essa razão, a vegetação urbana necessitaria de muita atenção, porque ela tem uma grande parcela de contribuição na preservação da água que consumimos”.

Maria do Carmo Sanchotene é bióloga, graduada pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – PUCRS, e mestre em Botânica Sistemática pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS. Foi diretora da Divisão de Proteção à Flora e Fauna da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, em Porto Alegre, e gerente técnica da Supervisão de Parques, Praças e Jardins. Participou da comissão que elaborou os estatutos de fundação daSociedade Brasileira de Arborização Urbana – SBAU e da Associação Riograndense de Floricultura. Atualmente, é Diretora Técnica da Empresa Embaúba Arquitetura e Paisagismo Ltda. Representa a Sociedade Brasileira de Arborização Urbana no Conselho Municipal de Ciência e Tecnologia de Porto Alegre.

Confira a entrevista.
Foto: http://www.pmcg.ms.gov.br/

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

São Paulo, suas árvores e suas enchentes, artigo de Álvaro Rodrigues dos Santos

Árvore de grande porte caiu, na tarde desta terça-feira (1º/1), na rua Peixoto Gomide, na região da Bela Vista. Foto de : Luiz Guarnieri/AE/R7 Notícias

[EcoDebate] Todo santo final/início de ano repete-se a lúgubre novela: enchentes e quedas de árvores trazendo incômodos e tragédias para a população da metrópole paulistana. Dois fenômenos pelos quais o homem, por seus erros, é o principal responsável. Com especial destaque para o direto envolvimento das administrações municipais da metrópole.

No caso das árvores, por proceder ou permitir o plantio de espécies arbóreas inteiramente inadequadas, por suas características, para os locais em que são plantadas. Em cidades como as nossas, de fiação aérea, tubulações enterradas sob a calçada e sarjetas e intenso trânsito de veículos e pedestres, nunca se poderia adotar árvores de grande porte e fraca resistência a ventos e ao ataque de fungos e insetos.

Nossas conhecidas leguminosas, como a Tipuana (Tipuana tipu) e a Sibipiruna (Caesalpinia pluviosa), dominantes na cena arbórea paulistana, cuja descontinuidade de uso e progressiva substituição já eliminariam algo talvez como 80% dos problemas, são o exemplo clássico e crítico dessa incompatibilidade. Essas espécies foram generosamente espalhadas por nossas calçadas e parques, talvez por suas características de fácil reprodução, rápido crescimento e segura pega. Não se prestam às ruas das cidades, madeira fraca, baixíssima resistência a pragas e doenças, a Tipuana em especial, enraizamento pouco profundo e destrutivo, elevado porte, extremamente vulneráveis a ventos mais intensos, comuns promotoras de vítimas, muitas fatais, na quebra de seus galhos ou em seu tombamento total.

De sua parte, e aí as questões se cruzam, as enchentes urbanas têm sua principal causa na progressiva incapacidade das cidades reterem parte razoável de suas águas de chuva, lançando-as, por sua impermeabilização, em brutais e crescentes volumes, e em tempos a cada dia mais reduzidos, sobre um sistema de drenagem que não mais consegue lhes dar vazão.

Pois bem, ao contrário da cidade impermeabilizada que descarta mais de 85% das águas de chuva, as áreas vegetadas, e entre elas, especialmente as áreas florestadas, têm um resultado hidrológico virtuosamente inverso, retêm mais de 80% de chuvas intensas, descartando sobre a cidade apenas perto de 20% das chuvas que recebem. Ou seja, para um eficaz combate às enchentes uma das medidas de maior efeito é a máxima arborização possível da cidade, em especial na modalidade bosques florestados.

Incrível, pois, que, por conseqüência de erros sobre erros, cheguemos hoje a um paradoxo em que a população é levada a temer e a se antipatizar com as árvores urbanas. Como exclamaria um nosso afamado locutor esportivo, “pelo amor de meus filhinhos”, plantemos muitas árvores, milhões e milhões de árvores em nossa metrópole, elas nos são absolutamente necessárias, apenas tomemos o inteligente cuidado de plantar as espécies arbóreas certas nos lugares que lhes são decididamente adequados.

Geól. Álvaro Rodrigues dos Santos (santosalvaro@uol.com.br)
Ex-Diretor de Planejamento e Gestão do IPT e Ex-Diretor da Divisão de Geologia
Autor dos livros “Geologia de Engenharia: Conceitos, Método e Prática”, “A Grande Barreira da Serra do Mar”, “Diálogos Geológicos”, “Cubatão”, “Enchentes e Deslizamentos: Causas e Soluções”, Manual Básico para Elaboração e Uso da Carta Geotécnica”, Colaborador e Articulista do Portal EcoDebate.

Publicado no Portal EcoDebate, 12/01/2015

Para citar este artigo: "São Paulo, suas árvores e suas enchentes, artigo de Álvaro Rodrigues dos Santos," in Portal EcoDebate, 12/01/2015,http://www.ecodebate.com.br/2015/01/12/sao-paulo-suas-arvores-e-suas-enchentes-artigo-de-alvaro-rodrigues-dos-santos/.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Arborização Urbana e Saúde: entrevista com Thais Mauad sobre os benefícios e a importância das árvores para nossa cidadeD

Do site 
Quem mora em Alto de Pinheiros sabe o quão agradável é viver em um “bairro jardim”, com ruas arborizadas e muitas áreas verdes. Mas talvez não saiba que existem estudos que comprovam os benefícios a saúde de residir em um bairro arborizado. “Pessoas que habitam lugares arborizados têm menos queixas de saúde e melhor status mental do que pessoas que moram em locais não arborizados.” Em entrevista exclusiva para o blog da SAAP, Thais Mauad, professora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo fala sobre a importância das árvores, seus benefícios para a saúde e qual nosso papel como cidadão neste tema.

SAAP – Qual a importância das árvores em uma cidade como São Paulo?

As árvores prestam inúmeros serviços ambientais para as cidades:

  • Diminuem a poluição, ao reter as partículas do ar. Existem evidências que ter uma árvore na sua porta de casa diminui em até 50% a concentração de particulados Inúmeros estudos mostram que exposição a particulados urbanos associa-se a efeitos adversos na saúde cardiovascular, pulmonar e reprodutiva;
  • Diminuem a temperatura local, propiciando maior conforto térmico;
  • Aumentam a umidade do ar;
  • Aumentam as áreas permeáveis do solo, contribuindo para diminuir as enchentes da cidade;
  • São abrigo para a avifauna local;
  • Podem ser barreiras contra os ruídos da cidade;
  • Embelezam as paisagens;
  • Diminuem áreas de erosão do solo.

SAAP – Qual os benefícios para a saúde que uma pessoa pode ter em residir em um bairro arborizado como Alto de Pinheiros?

Existem muitos efeitos benéficos a saúde por se morar em locais arborizados. Pessoas que habitam lugares arborizados têm menos queixas de saúde e melhor status mental do que pessoas que moram em locais não arborizados. Os efeitos benéficos são obervados não só em grupos que moram perto de parques, mas naqueles que habitam ruas arborizadas. Exposição as áreas verdes, como bosques, causa efeitos fisiológicos relacionados com a diminuição do stress, como a diminuição da pressão arterial e menor variabilidade cardíaca.

Em Nova Iorque, um estudo mostrou que a obesidade infantil é maior em áreas não arborizadas da cidade, tendo se em conta o mesmo status socioeconômico. Outro estudo da mesma cidade mostra que a prevalência de asma infantil é menor em crianças que moram em ruas arborizadas. Os efeitos benéficos de se viver em ambientes arborizados podem ser mediados pela diminuição do stress, aumento da coesão social e de atividades físicas “verdes”, ao ar livre, além da melhora da qualidade ambiental.

SAAP – Quais são os principais problemas em relação as árvores em nossa região?

Nossa cidade peca por não ter um plano de arborização urbana, nem programas de manejo e plantio. Não existe um mapa da massa arbórea de São Paulo ou qualquer tipo de planejamento em relação a isso. No nosso distrito de Pinheiros, também inexiste mapa arbóreo, programa regular de manejo ou replantio de mudas.

Os programas de compensação ambiental decorrentes da verticalização de parte do bairro e consequente corte de árvores não parecem estar repondo de maneira adequada e racional as áreas verdes e árvores que estamos perdendo.

Além disso, muitos dos cidadãos não compreendem ainda os efeitos benéficos da arborização, sendo comuns casos de vandalismo, pedidos de corte injustificados, enforcamento da raiz e podas erradas. Existe ainda a visão equivocada e higienista de que folhas na calçada são sujeira! Nossa cidade precisa de um plano de educação ambiental urgentemente.

A falta de manejo por parte do poder público e também dos cidadãos leva a maior queda das árvores pelo desenvolvimento de doenças e parasitas. As árvores acabam injustamente se tornando os vilões da história, fazendo com que muitos cidadãos não queiram ter árvores em suas calçadas.

SAAP – O que nós, cidadãos podemos fazer a respeito?

Podemos plantar árvores nas nossas calçadas, mas sempre com supervisão de especialistas. O melhor é solicitar auxílio plantio a subprefeitura. Podemos cobrar das autoridades a aplicação do plano de arborização urbana da cidade e fiscalização dos plantios decorrentes de termos de compensação ambiental.

Podemos ser zeladores do verde da cidade, ajudando na fiscalização de irregularidades contra as árvores, infelizmente, muito frequentes em nossa cidade e região. Podemos solicitar plantios em áreas onde inexistem árvores.

Existem várias maneiras de denunciar irregularidades contra as árvores na cidade:
SAC da Prefeitura de São Paulo: 156 ou prefeitura.sp.gov.br

DECONT: Núcleo Centro Oeste 1: 3721 7430 Núcleo Centro Oeste 2: 3262-3004
Disque Ambiente: 0800 113560

Número de telefone para denúncias ambientais como cortes, podas e injúrias nas árvores (Decont-3): 3283-2483

Ouvidoria Geral do Município: 0800-175717 das 9h às 17h, caso sua solicitação não tenha sido atendida pelas vias rotineiras.

Para ter acesso sobre documentos e literatura a respeito, acesse a página: http://pt.wikiversity.org/wiki/Arboriza%C3%A7%C3%A3o_Urbana

*Thais Mauad é Professora Associada do Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Conselheira suplente do CADES Pinheiros – Conselho do Meio Ambiente, Desenvolvimento Sustentável e Cultura da Paz – e Membro do Movimento Boa Praça. Contato: tmauad@usp.br

Link:

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

A árvore milenar

Do site:
Existe na SP 330, no município de Santa Rita do Passa Quatro - SP, o Parque Estadual de Vassununga. Nele está abrigado um Jequitibá-rosa (Cariniana legalis), com idade estimada de 3.000 anos.

Para os mais sensíveis, descobri-lo e estar próximo a ele chega a ser uma experiência mística. Impossível não sentir o coração emocionado e a mente girando ante o esforço de imaginar tudo que esse Jequitibá já presenciou nesta incrível jornada de séculos e milênios. Herói, sobrevivente de uma colonização desmatadora e devastadora, de ciclos e ciclos de culturas agrícolas, de incêndios florestais...
Impossível não reverenciá-lo. Um respeito quase filial aliado a um sentimento de profunda admiração somam-se à súbita noção da efemeridade de uma existência humana.

Impossível não sentir a dimensão sagrada que há neste incrível ser vivo de 3.000 anos.

Existe lá uma visitação pública bem expressiva, o que tem levado aos técnicos responsáveis pela manutenção do parque um receio muito grande quanto à continuidade dessa existência milenar do Jequitibá-rosa. De fato, é possível verificar nele sinais perturbadores dessa visitação, como por exemplo, pedações de seu majestoso tronco feridos porque alguém quis levar pra casa uma lembrança sua, retirando um pedaço da casca. Existe também um intenso pisoteio ao seu redor, o que expõe suas raízes ao perigo da compactação do solo.
Será que a noção do "sagrado" que há nessa árvore chega a alcançar muitos dos corações e mentes que o visitam? Será que essa forte ligação com o passado que ele nos traz é percebida ou sentida pela maioria, mesmo que de modo fugaz?

Se a resposta for sim, talvez seja possível acreditar que o ser humano ainda não esteja totalmente escravo da frieza e da insensibilidade que lhe parecem ser tão característicos neste início de século XXI. Creio que as raízes de todo o mal que há na terra estão fincadas nestes dois tipos de sentimentos, que paradoxalmente poderiam ser descritos como "ausência de sentimentos".
Talvez fosse possível modificar hábitos e atitudes profundamente enraizados em nosso cotidiano através do resgate dessa sensibilidade latente, que precisa de alguma forma aflorar e tornar mais emocionante nossa relação com nossos irmãos da Natureza e também com nossos irmãos de espécie.

Se o "emocionar-se" diante de uma árvore é possível para grande parte de nós homens e mulheres deste terceiro milênio, então pode-se sonhar com dias melhores, onde se pensará muitas vezes antes de se sacrificar uma árvore de rua por futilidades como a quebra de uma calçada de cimento, por sujar as ruas com suas lindas e coloridas flores e folhas, esconder fachadas comerciais, ou por quaisquer outros motivos que nosso vão egoísmo pode produzir.

O respeito para com a árvore da rua será então, apenas um dos sinais de uma mudança maior, de valores e atitudes, de respeito e reverência pela vida em si.

Fotos: panoramio, trilhasdesaopaulo.sp.gov.br
Texto: 
Dissertação de mestrado Ilza Monico. Link para baixar: 

Link:

A árvore que deu o nome à nossa terra

Do site:



O pau-brasil era usado na Europa, desde o século IX. A indústria de tecidos entrava em expansão e havia a necessidade de corantes, que eram então trazidos do Oriente. Eram quase todos de origem vegetal e chegavam à Europa através de mercadores árabes, que atravessavam o Mar Vermelho, o Egito e o Mar Mediterrâneo.

Naquela época, a moda era tingir-se os tecidos com cores fortes, principalmente o vermelho. Uma lei inglesa limitava o uso da cor púrpura somente à família real e os corantes eram obtidos da matéria-prima brasilina, que é o princípio ativo retirado do cerne da madeira pau-brasil.

Quando o pau-brasil foi encontrado nas matas do Novo Mundo, essa nova fonte de corantes foi considerada muito mais viável que a anterior, que dependia em grande parte do transporte terrestre. Em 1514, nosso país ainda se chamava Terra de Santa Cruz, mas, na Europa todos o chamavam de Terra do Brasil, pois esse era o seu único produto de exportação. O nome original foi esquecido e substituído.

O pau-brasil foi assim o produto que marcou o primeiro ciclo econômico brasileiro. O pau-brasil foi monopólio da coroa portuguesa e depois da brasileira, desde 1503 até 1859, apesar de toda a pirataria dos espanhóis, franceses e holandeses, que nunca levara a sério o Tratado de Tordesilhas.

Todas as medidas tomadas pelos governos tinham a ver apenas com os direitos de exploração e comercialização. Ninguém se preocupava com a possibilidade da extinção da espécie. Por volta de 1826, começaram a aparecer no mundo as anilinas sintéticas, inventadas pelos alemães, e assim, a partir de 1859, a importância comercial do pau-brasil começou a declinar, assim como a própria planta, que praticamente desapareceu de nossas florestas.

O desprezo

Em 1902, a Avenida Rio Branco na cidade do Rio de Janeiro chegou a ser totalmente arborizada com pau-brasil, por iniciativa do Ministro Lauro Müller. Mas a imprensa carioca ridicularizou a campanha, utilizando-se de charges depreciativas, a ponto de obrigar a administração pública a destruí-las, substituindo-as por outras árvores, de origem estrangeira. Se isso não houvesse acontecido, teríamos no Rio hoje alamedas de pau-brasil com mais de 100 anos de idade.

A restauração - árvore nacional, por lei

Em 1970, o Professor Roldão de Siqueira Fontes iniciou em Pernambuco o Movimento em Defesa do Pau-Brasil, que foi posteriormente apoiado e ampliado pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), quando foi lançada uma campanha de âmbito nacional. Foram então plantadas pelo Prof. Roldão 50.000 árvores no perímetro da margem de segurança da barragem do rio Tapacurá. O Prof. Roldão conseguiu também sensibilizar o Congresso Nacional, para que fosse promulgada a Lei Federal 6.607, de 7 de dezembro de 1978, que instituiu o pau-brasil como Árvore Nacional e determina o dia 3 de Maio como o Dia do Pau-Brasil.

O pau-brasil

O nome científico do pau-brasil é Caesalpinia echinata (Lamarck). É da família Leguminosae.
É uma árvore de grande porte, podendo alcançar mais de 20 metros de altura.

O pau-brasil presta-se a todo tipo de construção, por sua dureza e flexibilidade, que o tornam inigualável no fabrico de arcos e violinos. Sua resistência é comprovada por séculos de utilização. É também muito decorativo, pelo seu tronco altivo, flores lindas e sombras frescas.

O tronco

O pau-brasil tem tronco linheiro, com fibras grandes e retas, com diâmetro que chega até um metro, na fase adulta. Uma de suas características principais são os acúleos, que aparecem durante o estágio de crescimento. Com o passar do tempo, a casca torna-se cinzenta e escura e os acúleos desaparecem, mantendo-se apenas nos galhos mais jovens. O alburno é de cor branco amarelado, sendo espesso enquanto a planta é nova, diminuindo com a idade, cedendo lugar ao miolo e ao cerne, que é de cor vermelha intensa, mais resistente à umidade. Quando a árvore é nova, o cerne é mínimo, mas chega a constituir praticamente todo o miolo da árvore, quando passa dos 10 anos. Esse cerne é a parte valiosa que no passado era tão importante como fonte de corante vermelho para os europeus.

Raiz, folhas, flores

As raízes do pau-brasil forma um sistema rico e vigoroso. As folhas são compostas, divididas com 8 a 18 folíolos de cor verde brilhante, em forma de losangos de cantos arredondados, e podem se armar, com o tempo, em copas fechadas, que produzem sombras agradáveis. As flores são muito bonitas, amarelas com cinco pétalas, sendo uma com base vermelha. Exalam perfume agradável e duram cerca de dois dias, sendo motivo de atração para abelhas que, nesses bosques, produzem mel de excelente sabor. a floração, no Nordeste do Brasil, ocorre principalmente entre dezembro e maio.

Frutos e sementes

Os frutos do pau-brasil têm o formato de vagens, de cor marrom, cobertos de pequenos espinhos. Quando secam, abrem-se e contorcem-se com um estalo, atirando para longe até quatro sementes. As sementes são chatas e de cor marrom com pontuações de diferentes tonalidades e podem germinar com facilidade enquanto estejam novas, até menos de 30 dias de idade, mas não devem ser armazenadas por mais de um mês.

Fonte: A árvore que deu o nome à nossa terra. História do Pau-Brasil. Amway do Brasil. Fundação Nacional do Pau-Brasil.Link:

Data: nov.2013
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