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sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Compostagem doméstica: fácil e sustentável

Especialista ensina a realizar em casa o processo de transformação do lixo orgânico em adubo
A compostagem é o processo de reaproveitamento da matéria orgânica encontrada no lixo, na intenção de transformá-la em uma fonte de nutrientes que quando misturada a terra funciona como fertilizante. A técnica muito utilizada em grande escala na agricultura também pode ser reproduzida domesticamente e aplicada em plantas, hortas e jardins.

Para Bruno José Esperança, diretor geral da Esalflores, maior floricultura e Garden Center do Sul do país, o processo de compostar é um grande aliado no cuidado com o meio ambiente, pois colabora com a redução dos resíduos orgânicos produzidos em residências. “A compostagem permite que restos de alimentos e outros tipos de sobras orgânicas sejam reaproveitadas contribuindo com a diminuição do volume de compostos descartados em lixões. Além de evitar a utilização de fertilizantes sintéticos”, explica Bruno.

O especialista ainda alerta que é preciso ter cuidado com os resíduos utilizados. “Nem todos os restos orgânicos podem ser utilizado na compostagem. Lixo comum, restos de carne, laticínios e óleos não são indicados. Já restos de verduras e legumes, cascas de frutas, borras de café, cascas de ovos e serragem são ideais”, detalha.

Passo a passo para montagem da composteira caseira

O processo de compostagem doméstica é simples e exige apenas 3 caixas plásticas escuras (sendo uma com tampa), folhas secas e galhos pequenos e cerca de 100 minhocas. “As caixas serão empilhadas em três níveis. Nas duas caixas superiores será feira a compostagem, elas devem ter pequenos furos que serão responsáveis pela comunicação entre uma caixa e outra. A caixa inferior será utilizada apenas para coletar o resíduo líquido orgânico”, explica Esperança.

O primeiro passo é forrar o fundo da caixa superior com as folhas secas e pequenos galhos ou serragem. Esta primeira camada vai funcionar como dreno para a composteira. Em seguida deve-se colocar a terra com minhocas e logo acima os resíduos orgânicos. É importante que os resíduos sejam cobertos com outra camada de folhas secas para contribuir com oxigenação.

Depois disso é só fechar a caixa e fazer depósitos diários até que ela seja preenchida. Assim que estiver completa basta passar essa caixa para baixo e subir uma vazia para recomeçar o processo. Não sendo necessário inserir novas minhocas. “Após três meses em média, já é possível coletar o húmus que pode ser utilizado como adubo. Na última caixa ficará acumulado o resíduo líquido orgânico. Diluído ele pode ser usado para regar plantas e hortas”, completa o especialista.

Mais informações no site www.esal.com.br

in EcoDebate, 24/11/2016

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Acordo estimula potencial da compostagem

Fonte: Por: Marta Moraes – Edição: Alethea Muniz - Sexta-feira, 12 de Fevereiro de 2016 


Instituições parceiras fornecerão subsídios técnicos para as ações do MMA na gestão comunitária e institucional de resíduos orgânicos.

A compostagem promove a reciclagem dos resíduos orgânicos, gerando adubo e devolvendo à matéria orgânica seu papel natural de fertilizar os solos. Apesar disso, menos de 2% dos resíduos sólidos urbanos são atualmente destinados para compostagem. Para mudar esse quadro, a Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério Ambiente (SRHU/MMA) dará início às ações previstas no Acordo de Cooperação Técnica com o Centro de Estudos e Promoção da Agricultura de Grupo (Cepagro) e o Serviço Social do Comércio em Santa Catarina (Sesc/SC), assinado em 28 de janeiro de 2016.

Segundo a secretária de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do MMA, Cassandra Nunes, aproveitar este enorme potencial de nutrientes para devolver fertilidade para os solos brasileiros é um dos maiores desafios da implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).

O Acordo estabelece o intercâmbio de experiências entre as instituições e tem o objetivo de subsidiar tecnicamente as ações do MMA na gestão comunitária e institucional de resíduos orgânicos, associada à agricultura urbana e educação ambiental. Entre os principais resultados esperados para o primeiro ano de parceria estão o lançamento de uma cartilha sobre compostagem comunitária e institucional, e outra publicação sobre hortas escolares.“É fundamental a integração da produção de composto com a produção de alimentos. Precisamos quebrar o paradigma do aterramento para avançamos para uma nova concepção de reciclagem dos resíduos orgânicos”, destacou Eduardo Rocha, gerente de Resíduos Sólidos do MMA.

RESÍDUOS URBANOS

Dentre os resíduos gerados nos municípios brasileiros, os mais presentes, no dia a dia da população, são os resíduos sólidos urbanos. Desses, metade é orgânico, constituído basicamente por restos de alimentos e podas. São resíduos que, em ambientes naturais equilibrados, se degradam espontaneamente e reciclam seus nutrientes nos processos da natureza. Mas, em ambientes urbanos, representam um sério problema ambiental, gerando chorume, emissão de metano na atmosfera e favorecendo a proliferação de animais transmissores de doenças.

O tema ganhou destaque no Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que vem discutindo uma resolução para "definir critérios e procedimentos para a produção de composto proveniente de resíduos sólidos orgânicos, para o licenciamento ambiental de unidades de compostagem". Em janeiro de 2016, o Comitê de Integração de Políticas Ambientais (Cipam) deliberou pela admissibilidade e pertinência da proposta de resolução para a compostagem. As informações sobre a situação da resolução podem ser acompanhadas aqui.

INSTITUIÇÕES PARCEIRAS

Há alguns anos, o Sesc/SC vem apostando na separação na fonte e compostagem institucional para tratar os resíduos orgânicos gerados nos restaurantes das suas unidades em Santa Catarina. O mérito foi reconhecido internacionalmente e a iniciativa foi inserida na Plataforma da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) de Boas Práticas para o Desenvolvimento Sustentável.

O Cepagro é uma instituição referência no Brasil na promoção de soluções integradas de gerenciamento de resíduos orgânicos associada à agricultura urbana e produção orgânica de alimentos. Seu projeto mais emblemático, a Revolução dos Baldinhos, acabou com uma epidemia de ratos na comunidade Chico Mendes, em Florianópolis (SC), por meio da compostagem comunitária. Atualmente, a ONG vem auxiliando o município de São Paulo na implementação do seu programa de gestão dos resíduos orgânicos.

BONS EXEMPLOS

Já na cidade de São Paulo, a prefeitura inaugurou, em 2015, a primeira central de compostagem inspirada exatamente no projeto Revolução dos Baldinhos, da Cepagro. Uma área de 3 mil metros quadrados na Lapa vem recebendo, desde a inauguração, 35 toneladas semanais de resíduos orgânicos coletados em 26 das 980 feitas espalhadas pela capital paulista.

O resultado do tratamento desses resíduos, cerca de 50 toneladas de adubo por dia, vem sendo usado nos cuidados de jardins e parques da cidade, no apoio à agricultura familiar e na produção de alimentos orgânicos e agroecológicos. Até agosto de 2016, o pátio da Lapa servirá como referência para outros pátios e quatro centrais de compostagem que a prefeitura de São Paulo pretende implantar no município no próximo ano, descentralizando o processo.

Parte do lixo doméstico recolhido pelo serviço de limpeza urbana do Distrito Federal vai para uma usina de compostagem na região administrativa de Ceilândia, onde são produzidas 25 mil toneladas de adubo orgânico por ano. A maior parte desse adubo é doada para agricultores familiares e o restante é vendido a preços mais baixos do que os praticados no mercado, numa tentativa de diminuir a quantidade de lixo que vai para o aterro, ao mesmo tempo em que representa um grande incentivo aos produtores rurais.

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segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Como fazer a adubação orgânica? (viveirosabordefazenda.wordpress.com)

Adubação ©Sabor de Fazenda

Hoje vamos falar sobre um tema que gera muitas dúvidas entre os hortelões: adubação orgânica.

Bom, vamos lá…

Existem duas maneiras de fazer a adubação da sua horta, a orgânica e a química. Os adubos provenientes do primeiro método são obtidos através de matéria de origem vegetal ou animal, como esterco e restos de vegetais. Já o segundo, é obtido a partir de extração mineral ou refino do petróleo, são as famosas “bolinhas” (NPK), sendo que estes adubos são proibidos na agricultura orgânica.

Existem inúmeras razões para evitarmos o uso dos produtos químicos na horta, entre elas está o risco de intoxicação tanto no manuseio para aplicação quanto na hora do consumo.

Que tipo de adubo usar?

Na agricultura orgânica temos diversos tipos e a maioria oferece mais nitrogênio ao solo. O nitrogênio é responsável por ativar a fotossíntese, promover o crescimento das folhas e muito mais. Alguns deles são:

Bokashi: é um tipo de adubo muito utilizado para orquídeas, porém é excelente também para as plantas da horta. Ele tem origem japonesa e é produzido através da fermentação de farelos. É um dos mais completos, pois possui farinha de peixe, farinha de arroz e trigo, melaço, farinha de osso, torta vegetal e pó de carvão.

Húmus de minhoca: excelente adubo orgânico oriundo do esterco de minhoca. Não apresenta odor ruim e pode ser obtido por meio de composteira doméstica. Possui alta carga de nitrogênio.

Torta de nim: originária do fruto da árvore indiana Azadirachta indica, a parte líquida do macerado do fruto dá origem ao óleo de nim (usado para combater pragas e doenças) e a parte seca à torta. Conheça mais sobre o nim aqui.

*Aqui no viveiro temos um adubo preparado com a mistura de diversos tipos de adubo, ele é bem rico e complexo.

Como adubar?

De modo geral, as plantas da horta podem ser adubadas a cada 30-40 dias. Ao longo das adubações podemos ir variando o tipo de adubo. Os adubos citados acima tem grande quantidade de nitrogênio, que ajuda no desenvolvimento e crescimento da planta, porém a torta de nim tem um diferencial, ela auxilia no maior enraizamento da planta, maior desenvolvimento da parte aérea, oferecendo uma nutrição equilibrada para protegê-la de pragas e doenças. Porém todos estes adubos devem ser utilizados com moderação para a planta não receber uma sobrecarga de nutrientes. Para bokashi e torta de nim usamos em 1 Kg de terra 1 colher de sopa rasa (10 g) e quando usamos húmus de minhoca colocamos no máximo 3 colheres de sopa rasa (30 g) para 1 Kg.

A palavra de nosso chefe do viveiro Ronaldo Lima: “Tomilho e alecrim podem ser adubados com uma quantidade um pouco menor, pois o excesso de adubo pode deixar a planta com folhas mais finas e sem aroma. É importante salientar que se a planta for pouco utilizada (podada/colhida) ela precisará menos de adubo, pois ela utilizará menos os nutrientes.”

E agora mãos à terra, pessoal! ;)

Av. Nadir Dias de Figueiredo, 395 – Vila Maria, São Paulo
(11) 2631-4915
sabordefazenda@sabordefazenda.com.br

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sexta-feira, 31 de julho de 2015

Produção de húmus, artigo de Roberto Naime

Caixa de compostagem. Foto: Minha Horta Suspensa – http://hortasuspensaquintal.blogspot.com.br/

[EcoDebate] Segundo dados publicados no site da Associação Brasileira de Agricultura Orgânica, a produção de húmus a partir da vermicompostagem se profissionalizou, com mercado de anelídeos. Site do Diário do Comércio e Indústria estima movimentação de algumas centenas de milhões por ano.

Não é apenas na produção de substratos vegetais, mas também no uso para recuperação de áreas de diversas naturezas, e para recomposição física de solos vulnerabilizados por atividades de erosão ou mesmo lixiviação. Também contribui o enorme avanço da agricultura e da pecuária orgânicos no país, que geram demanda pela maior produção de húmus.

A presença de minhocas no solo auxilia na retenção de nutrientes variados, como potássio, nitrogênio, cálcio e fósforo, também auxilia na oxigenação ou aeração dos terrenos, com ampliação da porosidade dos solos e até mesmo na fixação de moléculas de umidade. Além de atuarem nos solos e na vermicompostagem, as minhocas servem como iscas em anzóis de pesca e além do desenvolvimento de matrizes, são produzidas farinhas deste anelídeo para uso em rações animais.

Minhocas também são utilizadas para a alimentação de peixes ornamentais em aquários e como iguarias para espécimes de répteis e anfíbios, criados em condições domésticas, no interior ou no ambiente de residências. O húmus produzido pelas minhocas também é largamente utilizado para melhoria da qualidade das pastagens, sendo muito empregado em pecuária orgânica.

O húmus, bastante conhecido pela floricultura e o cultivo de plantas em vaso no ambiente doméstico, é produzido em canteiros de cultivo de minhocas e mais recentemente, numa tecnologia desenvolvida e patenteada por empresas, em colchões que funcionam como casulo, e que lembram piscinas plásticas vazias, nos quais se instalam minhocários. As minhocas se alimentam de resíduos orgânicos e produzem cerca de 50kg de húmus para cada metro quadrado de canteiros onde são cultivadas.

A comercialização realizada a granel para propriedades rurais e em embalagens pequenas para floriculturas ou para adição em vasos de folhagens, oscila para valores que se situam no intervalo entre hum mil ou dois mil reais a tonelada, de acordo com a região no primeiro caso, e para valores que se situam entre 2 e 4 reais o kg para comercialização no segundo caso, em embalagens plásticas, onde é necessário registro do produto, com a necessidade de ações de marketing, coordenadas e integradas.

O húmus da forma que se conhece, material muito enriquecido por matéria orgânica, é constituído pelos excrementos da minhoca. O húmus melhora muito as propriedades físicas, químicas e orgânicas do solo, tendo grande aceitação quando inserido na produção agrícola ou pecuária de natureza orgânica.

As minhocas se alimentam de vegetais na natureza, e nos criatórios são tratadas com resíduos sólidos de natureza orgânica, principalmente frutas, verduras e legumes em geral, além de esterco. Se reproduzem rapidamente. Existem centenas de espécies de minhocas no país, mas os tipos mais empregados na produção de húmus são a minhoca vermelha da Califórnia e a denominada minhoca gigante africana.

Site do jornal Gazeta Mercantil consultado indica que existem muitos empreendedores não tradicionais, sensibilizados pelas inúmeras vantagens já descritas do uso de húmus e mesmo dos anelídeos nos solos, onde os túneis que escava, auxiliam de maneira substancial na aeração dos solos e consequentemente na retenção de umidade e na germinação e desenvolvimento das espécies vegetais plantadas.

A divulgação de pesquisas realizadas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), por universidades e instituições privadas, além do grande número de empreendimentos orgânicos privados, estimulam a utilização do húmus, que já é bastante importante e relevante na Europa e Estados Unidos. O húmus como adubo pode ser empregado nos mais diversos cenários, como fazendas, hortos privados ou comunitários, chácaras, sítios, pesqueiros, posadas e até mesmo em campos cultivados para a prática de golfe.

Produtores estimam em 350, a média de quantidade de indivíduos anelídeos presentes por quilo de húmus considerado. Mesmo com a importância já descrita das minhocas, pode-se afirmar que ainda não existe mercado firme e consolidado para esta forma de substrato que tanto auxilia a recuperação e nas boas condições agrícolas dos solos para produção vegetal ou animal orgânica.

Ainda se verá um cenário que valoriza adequadamente a chamada adubação orgânica que em muito auxilia a recuperação dos solos e a capacidade de germinação e a retenção de nutrientes. Não adiantar inundar os terrenos com nitrogênio, que aliás pode ser produzido por bactérias desnitrificadoras locais, se os solos tiverem capacidade de retenção adequada destes organismos, e adicionar conjuntamente potássio e fósforo. Todos os 3 componentes quando resultantes de compostos onerosos de natureza petroquímica, são sujeitos a que na primeira chuvarada, possam sofrer lixiviação e remoção dos solos, fazendo com que boa parte dos nutrientes ofertados aos terrenos ali não permaneçam.

Dr. Roberto Naime, Colunista do Portal EcoDebate, é Doutor em Geologia Ambiental. Integrante do corpo Docente do Mestrado e Doutorado em Qualidade Ambiental da Universidade Feevale.

Sugestão de leitura: Celebração da vida [EBook Kindle], por Roberto Naime, na Amazon.

in EcoDebate, 08/01/2015
"Produção de húmus, artigo de Roberto Naime," in Portal EcoDebate, 31/07/2015,http://www.ecodebate.com.br/2015/07/31/producao-de-humus-artigo-de-roberto-naime/.

terça-feira, 14 de julho de 2015

Compostagem e vermicompostagem auxiliam a transformação de resíduos em insumos agrícolasc

Caixa de compostagem. 
Foto: Minha Horta Suspensa – http://hortasuspensaquintal.blogspot.com.br/

Os resíduos de origem animal e vegetal, processados biologicamente, são transformados em composto orgânico e húmus de minhoca

Produzir fertilizante orgânico a custo relativamente baixo é possível sem dificuldade para o produtor rural por meio da compostagem ou vermicompostagem. Segundo o pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste (Dourados, MS), Ivo de Sá Motta, adubos orgânicos alternativos são facilmente produzidos nas propriedades. E a matéria-prima pode ser obtida a partir de restos de frutas, verduras, cascas de ovos e outros tipos de alimentos, assim como de resíduos de palhas, camas de criações, esterco e resíduos agroindustriais. “Os resíduos transformados em insumos agrícolas por meio dessas duas práticas reciclam resíduos locais e contribuem para o aumento da capacidade produtiva dos solos, diz o pesquisador.

Segundo Motta, esses materiais no caso da compostagem são decompostos por microorganismos, como fungos e bactérias, e na vermicompostagem pela ação das minhocas) desde que estejam com a umidade adequada e na presença de ar. Como resultado, são transformados em húmus mais matéria orgânica em humificação.

“Se o produtor rural não tiver equipamentos, tais como trator com pá carregadeira, composteiras ou carretas para enleiramento do material para a preparação do composto ou vermicomposto, a operação pode ser realizada manualmente com forcados ou gadanhos, curvos e retos; enxadas, pás e carrinho de mão”, afirma.

Como consequência, estão os impactos sociais, econômicos e ambientais positivos, “já que as famílias poderão produzir seu próprio fertilizante (orgânico), diminuir custos na propriedade e até mesmo aumentar a renda, além de conservar o solo e a água dos rios e de lençóis freáticos”, destaca Motta.

Os produtos da compostagem e vermicompostagem podem ser utilizados em cultivos intensivos diversos, tais como hortas, pomares, ervas medicinais, floricultura e condimentares, como adubo orgânico, húmus liquido ou chá de composto e substrato para mudas.

Benefícios

Entre as vantagens no uso da adubação orgânica, estão a melhoria da fertilidade do solo, por fornecer nutrientes para as plantas, assim como nutrientes e energia para os organismos benéficos do solo; o aumento da infiltração e o armazenamento de água e aeração do solo entre outros.

“Podemos dizer que o “composto” e o “húmus de minhoca”, melhoram os atributos químicos, biológicos e físicos do solo. Quando utilizamos o composto (ou húmus) em vez de estercos temos os seguintes benefícios: maior rendimento devido à utilização de restos vegetais, eliminação de sementeira de plantas invasoras e microorganismos patogênicos devido ao aumento da temperatura no interior da pilha durante o processo de decomposição, além de fornecer para o solo/planta um adubo mais elaborado, prontamente disponível para a planta”, destaca o pesquisador Motta.

Entre os insumos produzidos temos os substratos para mudas, que além de baixo custo por serem produzidos com recursos locais, possibilitam a produção de mudas com qualidade, em substratos, tubetes ou sacos plásticos.

Requisitos mínimos

Entre as condições básicas para começar a produção do composto orgânico ou húmus de minhoca, está a escolha do local, que deve ficar a pleno sol ou, no máximo, semi-sombreado com árvores esparsas. O lugar deve ter disponibilidade de água para irrigação da pilha ou leira, mas não pode estar sujeito a encharcamento, por isso o terreno deve ser ligeiramente inclinado. Deve ser de fácil acesso e próximo aos cultivos, onde os resíduos orgânicos serão depositados para a montagem das pilhas.

Outro requisito que deve ser mencionado é sobre a diversidade e tamanho dos materiais usados: quanto mais variados e mais picados os componentes (tamanho máximo de 6 cm), melhor será a qualidade do composto ou húmus de minhoca e a finalização do processo será mais rápida.

Motta explica que, dependendo dos materiais utilizados, é possível ter o produto final pronto em aproximadamente 90 dias. O composto ou húmus deve ter cor escura marrom café, cheiro agradável de terra, de mato, aspecto “gorduroso” e consistência friável ou que se fragmenta com a pressão dos dedos. “Depois de pronto, o insumo deve ser utilizado logo em seguida, ou então desde que possível armazená-lo protegido do sol e da chuva para manter a sua qualidade”, orienta o pesquisador.

Curiosidade – Motta conta que a compostagem é uma técnica milenar, praticada pelos chineses há mais de cinco mil anos. Albert Howard “pai da agricultura orgânica” aperfeiçoou a técnica já no século XX, década de 1940, em Indore na Índia, por isso conhecido por método Indore de compostagem.

Colaboração de Sílvia Zoche Borges, NCO, Embrapa Agropecuária Oeste, in EcoDebate, 14/07/2015

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Projeto comprova: quem faz compostagem leva vida mais saudável

Fonte: Idec - Quinta-feira, 11 de Junho de 2015 


Projeto que distribuiu 2 mil composteiras em domicílios da cidade de São Paulo e evitou que 250 toneladas de resíduos orgânicos fossem parar em lixões, trouxe amplo benefício a famílias envolvidas

Menos resíduos devolvidos ao meio ambiente, uma grande mudança de hábitos e atitudes e a adoção de práticas mais saudáveis e sustentáveis, tudo isso com a ajuda de trabalhadoras incansáveis: as minhocas. É este o resumo dos resultados obtidos pelo Composta SP após uma ampla pesquisa realizada com seus participantes.

Seis meses depois de receberem o kit e participarem de oficinas de compostagem e plantio, as 2 mil residências que integraram o projeto deixaram de produzir 250 toneladas de resíduos orgânicos, que foram transformados em adubo e reutilizados em casa, praças e outros locais públicos.

Mais do que isso, o projeto modificou hábitos e trouxe benefícios não só para o meio ambiente – 91% dos participantes afirmam ter começado a separar também outros resíduos – mas também para a saúde de quem optou por aderir à compostagem doméstica. Mais da metade das famílias participantes afirmou ter passado a comer mais frutas e legumes, além de ter aumentado o consumo de alimentos integrais, verduras, orgânicos e sucos. Como consequência, caiu a ingestão de fast food, carnes vermelhas e refrigerantes. 

Com o novo hábito surgiu também um novo potencial de multiplicação do aprendizado, que levou outras 2,5 mil pessoas a aderirem à prática, sensibilizadas e incentivadas pelos próprios participantes do projeto.

Os resultados detalhados do Composta SP estão disponíveis no site do projeto, que vale uma visita, e podem ser resumidos em três conclusões básicas: compostagem doméstica promove a qualidade de vida, é uma ferramenta de educação ambiental e altera a lógica de participação social.

O Idec comemora o sucesso do projeto e apoia a continuidade e a ampliação da iniciativa. Se você também quer aprender a fazer a compostagem doméstica, veja aqui o passo a passo.

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quinta-feira, 26 de março de 2015

Compostagem vegetal é sucesso no campo e na internet

Postado por Embrapa
26 de Março de 2015 
Fonte: http://goo.gl/X3ozjP 

O agricultor Severino Soares, de Japeri, nunca tinha feito qualquer tipo de compostagem. Depois de participar de curso sobre composto 100% vegetal na Embrapa Agrobiologia em Seropédica (RJ), ele aprendeu que há uma alternativa viável para substituir os adubos orgânicos nas lavouras.

Logo fez uma pilha grande do material, que aplicou em suas mudas medicinais. "Como eu já trabalhava na roça, foi fácil aprender a fazer. Gostei muito", disse ele – apenas um dos 115 participantes das várias edições do curso oferecidas nos útlimos três anos. 

Ao longo desses anos a analista Nátia Auras, do setor de Transferência de Tecnologia, realizou uma pesquisa com 48 participantes para descobrir se eles aprenderam a técnica e se passaram a utilizá-la em seu cotidiano. Os resultados apontam que 75% dos entrevistados não faziam ou não conheciam a compostagem vegetal antes do curso. Além disso, 25 agricultores – ou 52% do total de entrevistados – passaram a utilizar o método. 

Outro caso é o do agricultor e engenheiro florestal Markus Stephan Buszynkz, de Miguel Pereira (RJ), que utilizava a adubação tradicional com esterco. Depois de aprender a técnica da compostagem 100% vegetal, resolveu colocá-la em uso. "É mais prático, mais barato e mais rápido de obter, e o substrato é muito bom", diz ele, que produz mudas de hortaliças e frutíferas.

Só com o curso, o método já alcançou moradores de grande parte da região serrana do Rio de Janeiro e da baixada fluminense. Alguns agricultores, inclusive, também podem ser multiplicadores em suas regiões.

O produtor rural George Albert Sodré do Nascimento, que participou da iniciativa em 2014, é um exemplo. Integrante da Associação de Produtores Rurais de Japeruba e Pedra Lisa, em Japeri, ele utiliza a técnica em sua propriedade e está encaminhando um projeto para divulgar a compostagem vegetal entre os associados. "Estamos elaborando um minicurso com o passo a passo para incentivar a produção aqui na região", explica. 

De acordo com Nátia, ainda que nem todos repassem as informações adiante, é evidente o aproveitamento decorrente da realização do curso de compostagem. "A maioria dos entrevistados disse que é fácil fazer o composto. Mas muitos que apresentam inclinação para usá-lo ou fazê-lo ainda estão na espera de que algumas condições se tornem favoráveis, como a de conseguir cortar e triturar o capim-elefante, por exemplo", explica.

Internet

A compostagem 100% vegetal também pode ser conhecida em videoaula disponível no canal do Youtube da Embrapa. O vídeo já soma mais de 45 mil visualizações, se contadas também as do link divulgado originalmente no canal do Dia de Campo na TV.

O material já foi compartilhado quase 350 vezes pelos usuários do Facebook e ainda hoje gera dezenas de comentários positivos. Um exemplo é o comentário da técnica em agropecuária Verônica Lima, que afirma: "Excelente aula! São informações como estas que precisamos." 

Sobre a técnica

O composto 100% vegetal, desenvolvido pelo pesquisador da Embrapa Agrobiologia, Marco Antônio Leal, utiliza materiais como torta de mamona, bagaço de cana-de-açúcar e palhada de capim-elefante em sua composição, sem a necessidade de adição de inoculantes ou adubos minerais.

Ele é uma alternativa aos adubos orgânicos, que, em sua maioria, utilizam esterco bovino e cama de aviário, materiais de difícil obtenção e custo elevado e que geralmente apresentam problemas de contaminação química ou biológica. 

Segundo Marco, os fertilizantes orgânicos e substratos obtidos a partir desse processo apresentam qualidade superior aos similares encontrados no mercado e podem ser utilizados também na agricultura orgânica.

"Esses produtos são isentos de contaminação biológica, não utilizam adubos minerais e seu custo pode ser muito inferior. Além disso, podem ser produzidos tanto em grande escala como na pequena propriedade rural, já que utiliza um processo industrial simples, que não necessita de grandes investimentos em infraestrutura", diz.

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PicNic Composta São Paulo (2015-01)

PicNic Composta São Paulo (2015-01) from Morada da Floresta on Vimeo.

quinta-feira, 12 de março de 2015

Resíduos do tratamento de esgotos: rejeitos orgânicos, óleos, graxas podem ser aproveitados na geração de energia

Pesquisa da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP demonstra o potencial de reúso e de aproveitamento de resíduos gerados nas estações de tratamento de esgoto (ETEs) como fonte de energia. Durante o trabalho foram avaliados os aproveitamentos de três diferentes tipos de resíduos removidos no tratamento preliminar dos esgotos: óleos e graxas, rejeitos removidos no gradeamento e areia. Além da geração de energia pela queima de rejeitos orgânicos e produção de biogás, resíduos de areia podem ser usados na construção civil. Os resultados do trabalho são apresentados na tese de doutorado de Nayara Batista Borges do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Hidráulica e Saneamento do Departamento de Hidráulica e Saneamento (SHS) da EESC.
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Atualmente, a disposição final dos detritos é feita em aterros sanitários, o que gera um alto custo que atinge até 50% do gasto operacional de uma ETE. Como referência para a pesquisa, foi escolhida a ETE Monjolinho em São Carlos (interior de São Paulo), que tem capacidade de atender 258 mil habitantes e possui sistema preliminar destinado à remoção de rejeitos pelas etapas de gradeamento (fino e grosseiro) e desarenador —equipamento que tem a função de realizar a separação física, por diferença de gravidade, e ao mesmo tempo decantar os sólidos de maior tamanho.

Os detritos removidos nas unidades de gradeamento grosseiro e fino foram separados e agrupados de acordo com a tipologia de matéria orgânica sujeita à decomposição — como restos de alimentos, animais, fios de cabelo, galhos e folhas — além de plásticos, papéis, tecidos, pedras e outros. Posteriormente, avaliou-se o potencial energético desses resíduos mediante realização da análise do poder calorífico, que é a quantidade de energia por unidade de massa (ou de volume, no caso dos gases) liberada na oxidação de um determinado combustível.

No total, após o processo de secagem em uma estufa do tipo agrícola, a queima dos rejeitos captados nas duas unidades de gradeamento geraram 1.094 KWh de energia, o que corresponde à economia de R$ 437,70, e considerando os R$ 18,70 de despesa com o transporte e disposição das cinzas, obteve-se o lucro de R$ 419,00.

Geração de energia 

Ressalta-se que esses custos referem-se apenas aos gastos operacionais, pois não foi realizada a análise envolvendo os cálculos de implantação e manutenção do incinerador. A pesquisadora destacou que a geração de energia utilizando os restos removidos nos gradeamentos de apenas uma estação de tratamento de esgoto não seria rentável, tendo em vista sua baixa produção e o elevado custo de implantação de equipamentos para esse fim. Uma possível solução para viabilizar a queima dos detritos seria enviá-los às centrais de geração de energia de resíduos sólidos urbanos.

Verificou-se também o elevado potencial de aproveitamento da sobra de areia, removida dos desarenadores, como agregado miúdo na incorporação de argamassas para revestimento e preparação de concreto não estrutural, desde que seja submetida ao procedimento de limpeza e secagem. “Ao aproveitar a areia removida, além de diminuir danos ambientais por sua disposição inadequada, pode-se reduzir impactos decorrentes da extração desse material em rios a ser destinado para a construção civil”, explicou Nayara.

Nessas condições, comprovou-se a viabilidade técnica e econômica de utilização da areia residual, pois ela apresentou menores custos: um total de R$ 3.530,43 em comparação à disposição em aterro sanitário, que gera o custo de R$ 4 mil. “Essa diferença pode ser ainda mais significativa para ETEs de grande porte. Portanto, sob o ponto de vista econômico, é mais vantajoso aproveitar a areia do que dispô-la em aterros sanitários”, afirmou.

Nayara ainda obteve resultados a partir da gordura removida dos desarenadores. O trabalho demonstrou que a degradação do material reduz cargas orgânicas, além de gerar biogás durante o processo anaeróbio (na ausência de oxigênio), que pode ser consumido na própria estação. Avaliou-se também a potencialidade de produzir biocombustível, porém os resultados dessa avaliação demonstraram que há dificuldades técnicas e baixa potencialidade de retorno econômico.

Por fim, cabe ressaltar que a pesquisa resultou em um dos objetivos previstos da Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/2010), que visa incentivar o desenvolvimento de sistemas de gestão ambiental e empresarial voltados para a melhoria dos processos produtivos e ao reaproveitamento dos resíduos sólidos, incluindo a recuperação e o aproveitamento energético. Além disso, atendeu o artigo 9 da referida lei, que estabelece que todos os resíduos sejam reaproveitados e tratados, e somente os rejeitos desses processos sejam dispostos em aterros sanitários. A pesquisa foi orientada pelo professor José Roberto Campos, da EESC, e teve a colaboração do professor Javier Mazariegos Pablos e dos técnicos do Laboratório de Construção Civil do Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU) da USP, em São Carlos.

Foto: Nayara Batista Borges/ EESC

Fonte: EESC / Agência USP de Notícias.

Publicado no Portal EcoDebate, 12/03/2015

terça-feira, 10 de março de 2015

Compostagem: ‘Revolução dos Baldinhos’ garante saúde e alimentos saudáveis

Iniciativa é uma das cinco tecnologias sociais que serão reaplicadas nos empreendimentos do Programa Nacional de Habitação Urbana – PNHU

Por Cláudia Moreira

Uma epidemia de ratos, em 2008, fez com que os moradores de Chico Mendes, comunidade de Florianópolis (SC), modificasse a maneira de lidar com o lixo produzido. Os moradores compreenderam que os restos de comida alimentavam e atraíam os ratos e que precisavam de um lixo mais limpo. Para isso, era fundamental separar os resíduos orgânicos dos demais materiais descartados.

Nascia a Revolução dos Baldinhos. Cada família participante passou a ter um baldinho, usado para recolher os resíduos orgânicos que passaram a ser encaminhados para compostagem. Já o composto preparado com o aproveitamento do lixo orgânico é excelente adubo, o que resolve a dificuldade da preparação da terra para cultivo de alimentos em áreas urbanas.

A tecnologia social “Gestão Comunitária de Resíduos Orgânicos e Agricultura Urbana – Revolução dos Baldinhos” constrói um cíclo virtuoso. No momento em que se recolhe resíduos orgânicos nas casas, escolas e creches, o adubo é entregue aos moradores, que utilizam em suas hortas e pequenas plantações orgânicas, resultando em alimentos saudáveis.

O lixo que segue para a coleta pública, sem a mistura de restos de comida, fica seco, sem mau cheiro, não suja a rua e é mais facilmente manuseado. Além disso, ao separar o lixo, a comunidade faz a triagem de materiais, encaminhando aquilo que poderia ser reciclado para a reciclagem.

Agentes comunitários, em geral jovens, recebem uma bolsa de estudo vinculada à frequência escolar. Eles sensibilizam as famílias para a separação do material, gerenciam coleta e transformação do resíduo orgânico em compostagem. Oferecem palestras nas escolas, creches e recebem grupos para conhecer o trabalho.

A metodologia, que pode ser consultada no Banco de Tecnologias Sociais, é uma das cinco tecnologias sociais que será reaplicada pelas 38 entidades credenciadas pela Fundação BB no Programa Nacional de Habitação Urbana – PNHU, em desesseis estados brasileiros.

Fonte: Fundação BB

Publicado no Portal EcoDebate, 10/03/2015

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Como aproveitar o lixo orgânico?

Você sabia que o Brasil produz cerca de 150 mil toneladas de lixo por dia? E que menos da metade, 13%, é reciclado ou aproveitado como lixo orgânico? Preocupados com essas informações do Ministério do Meio Ambiente, resolvemos dividir com você uma dica de como aproveitar o lixo orgânico por meio da compostagem.

Mas antes, vamos lembrar: reciclagem é o processo em que determinados tipos de materiais, como latinhas de refrigerante e garrafas pets, entre outros, são reutilizados como matéria prima para a fabricação de novos produtos.

Já lixo orgânico é todo resíduo que tenha origem vegetal ou animal, produzido nas residências, escolas, empresas e pela natureza. A compostagem transforma o lixo orgânico em adubo e pode ser feita em casa. Há dois tipos de compostagem: a tradicional, feita apenas com a decomposição do material orgânico, e a feita com minhocas, conhecida como minhocasa.

Que tal aprendermos a fazer a compostagem tradicional? Peça ajuda de um adulto e vamos lá!

Você vai precisar de:

1 pote de sorvete, uma lata de tinta ou um balde
1 bacia rasa
Matéria seca: papelão, cascalho de árvore, serragem, folhas secas, aparas de grama e/ou palha de milho
Material úmido: resto de leite, filtro de café usado, borra de café, cascas de frutas, sobras de verduras e legumes e/ou iogurte
Luvas

O que você não pode usar:

Restos de comida temperada com sal, óleo, azeite ou qualquer tipo de tempero
Frutas cítricas em excesso, por causa da acidez
Esterco de animais domésticos, como gato e cachorro
Madeiras envernizadas, vidro, metal, óleo, tinta, plásticos, papel plastificado
Cinzas de cigarro e carvão
Gorduras animais (como restos de carnes)
Papel de revista e impressos coloridos, por causa da tinta
1º Passo

Com ajuda de um adulto, pegue o pote ou a lata e perfure o fundo. Você pode fazer isso manualmente, variando o tamanho dos buracos. É por eles que o chorume (líquido eliminado pelo material orgânico em decomposição) vai passar.

2º Passo

Coloque a bacia rasa embaixo do recipiente em que ficará o material orgânico, é ela que vai “recolher” o chorume. Ela não pode ficar em contato direto com a lata ou o pote, pois o chorume deve ter um espaço para escorrer. Use pedaços de tijolo ou algo que sirva de calço, para colocar a lata e deixá-la um pouco mais “alta” em relação à bacia.

Observação: a compostagem até pode ser feita em contato direto com o solo, mas neste caso o terreno deve ter boa drenagem e ser inclinado, para que o chorume não acumule em um local só.

3º Passo

A compostagem caseira não significa que o lixo pode ser jogado de qualquer jeito, um em cima do outro e pronto, está feito. É necessário colocar de forma adequada os resíduos orgânicos, formando camadas. Coloque um por um os materiais.
O que regula a ação dos microorganismos que vão decompor o material é a proporção de nitrogênio (material úmido – o lixo em si) e carbono (materail seco – papelão, folhas secas, aparas de grama,etc). Essa relação deve ser de três para um. Ou seja, uma camada de nitrogênio para três camadas de carbono. Se a relação for diferente desta, não significa que não ocorrerá o processo de compostagem, apenas que vai levar mais tempo.

4º Passo

Depois dos passos anteriores, é necessário esperar alguns dias para que as ações aconteçam. A primeira fase é a decomposição, que dura em média 15 dias na compostagem doméstica. Durante esse tempo não é necessário mexer. Depois desses 15 dias é que essas “mexidas” podem ser feitas. Com um “garfo de jardim” ou trocando o material de lugar – para uma outra lata, por exemplo.

O tempo para ter o adubo final varia em função da quantidade de lixo usado e pela forma como a compostagem é feita. É possível chegar ao final do processo em 2 ou 3 meses. O indicativo de que o húmus (adubo) está pronto é quando a temperatura do composto se estabiliza com a temperatura ambiente. Para saber, use os sentidos: a cor é escura, o cheiro é de terra. E, quando o esfregamos nas mãos, elas não ficam sujas.

Fonte: Turminha MPF/ EBC

Publicado no Portal EcoDebate, 28/01/2015

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Embrapa ensina como produzir minhocas e húmus em pequenas propriedades

A minhocultura é um processo de reciclagem de resíduos orgânicos (restos de alimentos, folhas, esterco, etc) por meio da criação de minhocas com o intuito de produzir o húmus, um excelente adubo para a atividade agrícola. Pensando em difundir essa tecnologia, que ajuda a diminuir o lixo orgânico nas cidades e no campo, a Embrapa Roraima (Boa Vista, RR) montou, em sua vitrine tecnológica, um minhocário.

O espaço servirá como ponto de transferência de tecnologia para que agricultores e interessados em geral possam conhecer as principais técnicas de criação de minhocas em pequenas propriedades. A iniciativa faz parte do projeto Arcoverde, que busca difundir modelos agrícolas sustentáveis para produtores da Região Norte do Brasil.

Segundo o agrônomo Silvio Levy, a minhocultura é perfeitamente adaptada à pequena propriedade agrícola, pois possui um manejo simples. “Essa atividade tem como produto principal o húmus, que constitui um excelente fertilizante orgânico, capaz de melhorar as características físicas, químicas e biológicas do solo”, explica.

Mas a minhocultura não tem apenas essa utilidade. Além de fabricar o poderoso adubo, as minhocas também podem ser utilizadas para a alimentação animal e como isca para a pesca.

Acredita-se que no mundo existam mais de 8 mil espécies diferentes de minhocas. No Brasil, são conhecidas entre 240 e 260 espécies, sendo as mais utilizadas para a produção de húmus as minhocas Vermelha-da-Califórnia e a Gigante-Africana. Ambas estão sendo usadas no minhocário da Embrapa.

Os interessados em aprender um pouco mais sobre a minhocultura podem entrar em contato com o setor de Transferência de Tecnologia da Embrapa Roraima pelo telefone (95) 4009-7135 e agendar uma visita.

Minhocários

Existem vários tipos de minhocários, dos mais simples até os mais caros. Para agricultores familiares, que não pretendem vender comercialmente o húmus produzido, mas apenas utilizá-lo na propriedade, o mais indicado é fazer um minhocário de baixo custo e pouca manutenção.

O folder Minhocultura ou vermicompostagem, da Embrapa Agrobiologia (Seropédica-RJ), mostra os principais aspectos para aqueles que desejam começar uma criação de minhocas e produção de húmus. Entre os pontos abordados estão: local ideal de construção do minhocário, técnicas de criação e manejo, comercialização e as principais fontes de matéria prima para produção de húmus.

Outra publicação da Embrapa que fala sobre a minhocultura para a agricultura familiar é a Circular Técnica Minhocultura e produção de húmus para a agricultura familiar, da Embrapa Clima Temperado (Pelotas, RS), também disponível para download.

Você sabia?

As minhocas não possuem olhos nem ouvidos e por isso seu sentido de direção não é muito bom. Sua movimentação é influenciada por células sensíveis à luz que existem em sua pele. Em geral, evitam a luz direta do sol, preferindo os ambientes sombreados e mais úmidos. Contudo, as minhocas não toleram ambientes encharcados, pois sua respiração é feita pela pele. Em lugares onde há acúmulo excessivo de água, a tendência é de haver pouco oxigênio. Nestes casos, é comum vermos as minhocas saindo do solo para procurar locais mais secos.

Fonte: Embrapa

Publicado no Portal EcoDebate, 23/01/2015

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Lixo orgânico produzido em universidade na Califórnia vira energia para campus

Construída a partir de tecnologia desenvolvida por Ruihong Zhang, professora da University of California, em Davis, usina converte 50 toneladas de lixo em 12 mil quilowatts-hora de energia por dia (foto: Karin Higgins/UC Davis)

Por Heitor Shimizu, de Davis (EUA), para a Agência FAPESP.

A principal área de pesquisa de Ruihong Zhang, professora no Departamento de Engenharia Biológica e Agrícola da University of California, Davis, tenta resolver de uma só vez dois importantes problemas na atualidade: a falta de energia e o excesso de lixo.

Zhang e os cientistas do grupo que coordena estudam o uso de bactérias para transformar lixo orgânico – principalmente sobras de alimentos – em energia. Ela pesquisa o tema há quase 20 anos em busca de solução para uma questão que se resume em “como transformar o máximo possível de lixo orgânico em energia renovável”.

A pesquisa deixou de ser básica para ser aplicada quando, em abril deste ano, a UC Davis inaugurou uma usina de biodigestão de lixo a partir da pesquisa de Zhang.

A usina ganhou o nome de Digestor Anaeróbico de Energia Renovável da UC Davis – ou simplesmente Read, na sigla em inglês. O custo foi de US$ 8,5 milhões.

Instalado no antigo depósito de lixo da universidade, o Read usa uma tecnologia desenvolvida por Zhang e licenciada pela UC Davis para a CleanWorld, empresa formada por ex-alunos de Zhang e da universidade. No sistema, microrganismos em grandes tanques sem oxigênio consomem o lixo orgânico produzido no próprio campus e lá armazenado.

O sistema utiliza um processo no qual, por meio da fermentação, bactérias devoram o lixo e produzem metano e gás carbônico, ou seja, biogás.

A usina foi projetada para converter 50 toneladas de lixo em 12 mil quilowatts-hora de energia por dia. Além de produzir energia renovável, o Read livra a UC Davis de 20 mil toneladas de lixo por ano.

Os números são importantes, pois destacam uma vantagem na tecnologia desenvolvida por Zhang. O uso de digestores anaeróbicos para produzir energia é conhecido, mas a diferença nesse caso está na eficiência. Segundo a pesquisadora, o sistema utiliza variedade e quantidade muito maiores de lixo do que em modelos tradicionais.

Denominada HSAD (High Solids Anaerobic Digestion), a tecnologia é capaz de usar uma grande variedade de dejetos orgânicos, tem uma taxa de digestão rápida e elevada produção de energia.

“Também destrói patógenos presentes no lixo, resultando na produção de biofertilizantes”, disse a pesquisadora, que dirige o Centro de Pesquisa em Biogás na UC Davis. Durante a pesquisa de Zhang, uma usina piloto foi construída em 2004.

Por estar instalada em um antigo depósito de lixo, que produz naturalmente grande quantidade de metano, a usina também combina o biogás produzido por meio das bactérias com o metano do antigo lixão. O resultado é a capacidade de gerar 5,6 milhões de quilowatts-hora de energia.

Além disso, por transformar os gases em energia, a usina reduz em 13,5 mil toneladas por ano a emissão de gases causadores do efeito estufa. Tanto a energia produzida como os créditos de carbono ficam na UC Davis.

Para a produção de fertilizantes, o Read tem capacidade para gerar cerca de 15 milhões de litros por ano, suficiente para suprir a demanda de cerca de 600 mil metros quadrados de área cultivada.

“É preciso destacar que o sistema de biodigestão não é importante apenas por produzir energia ou fertilizantes, mas também por trazer uma utilização para o lixo que produzimos. Trata-se de uma tecnologia que permite que sejamos mais sustentáveis, tanto econômica como ambientalmente”, disse Zhang, uma das palestrantes da FAPESP Week California, realizada em dois campi da University of California (Berkeley e Davis) de 17 a 21 de novembro.

O evento contou com apoio do Brazil Institute do Woodrow Wilson International Center for Scholars, em Washington.

Mais informações sobre a FAPESP Week California www.fapesp.br/week2014/california

Publicado no Portal EcoDebate, 01/12/2014

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Caixa de compostagem. Foto: Minha Horta Suspensa – http://hortasuspensaquintal.blogspot.com.br/

[EcoDebate] Compostar é transformar resíduos em matéria orgânica. Comecei a pensar nisto ainda nos bancos da escola de agronomia, quando aprendemos sobre tudo o que o húmus faz em um solo, e como a agricultura convencional não se preocupa muito com isto.

Uma semana depois de formado, minha primeira ação foi comprar um balde grande e começar a compostar os resíduos de casa.

Os anos e as pilhas de composto se passaram e fui aprendendo não só como compostar, mas também a entender o que se passa na cabeça das pessoas que compostam (e das que não compostam).

No começo de minha vida profissional tive que deixar a coisa um pouco de lado. Naquela época em Harvard não se falava em compostagem, e ainda hoje a coisa lá está mais para nojo que para realidade. Veja uma foto sobre a postura mais errada que você pode ter.

Mas voltando ao Brasil, comecei a compostar todo o lixo de meu apartamento na varanda e depois passei a compostar em escolas.

No começo achei que iria por a coisa para funcionar em uma escola para depois passar para outra. Nada disso. Escolas trocam seu pessoal a cada ano e portanto exigem um trabalho constante.

Também achei que fosse ensinar as escolas a compostar. Já na segunda escola mudamos radicalmente o modo de trabalhar e inventamos um protótipo de composteira onde o lixo não cheira de jeito algum, e foi a escola que me ensinou isto.

Foi também nas escolas que aprendi que a ideia de transformar lixo em adubo tem muito mais inimigos do que parece. São inimigos silenciosos, que agem à sorrelfa, escondidos até de suas próprias consciências.

– Sou super a favor de compostagem, mas… (e lá vem desculpa)

Uma década de compostagem em escolas me mostrou principalmente que a maior autoridade de uma pessoa é seu exemplo. Minha autoridade para dizer que qualquer um pode tratar seus resíduos em casa não vem de titulação acadêmica ou conceito subjetivo. Ela vem de ter feito isto. Se eu fiz, você também pode.

Compostar é, afinal, muito mais que produzir matéria orgânica. Compostar é uma metáfora poderosa acerca de cuidar de si próprio e do mundo.

Terminou no dia 2 de agosto, o prazo dado pela lei 12305 de 2010 para que todos municípios brasileiros construam seus aterros sanitários.

Por isso é positiva, a priori, a iniciativa da cidade de São Paulo de distribuir vinte mil caixas plásticas para o uso de minhocas para transformar lixo doméstico em adubo orgânico é a única solução ambientalmente adequada para o problema.

A alternativa é bem intencionada mas tecnicamente inadequada.

Minhocas não comem todos resíduos. Não comem alimentos temperados, com óleo, cascas de frutas cítricas, de cebola. Colocando algumas destas sobras no substrato onde estão as minhocas, elas irão fugir por onde puderem e a decomposição para. A cada vez que elas fogem, é necessário conseguir novas minhocas para reiniciar o processo.

Igualmente, se as minhocas ficarem algum tempo sem comida, porque a família se ausentou, por exemplo, elas também morrem, obrigando mais uma vez, conseguir novo lote de minhocas.

Por estes dois fatores, a minhocultura é uma atividade que exige dedicação e conhecimento para que seja bem sucedida. É difícil encontrar uma família urbana com tal nível de abnegação.

Há uma outra alternativa, que deveria ser considerada pela Prefeitura de São Paulo.

Há milhares de anos microorganismos são utilizados para a decomposição de resíduos, ao redor do mundo, na Índia, China, Inglaterra durante a Idade Média.

Há quase uma década, alguns alunos universitários e professores do ciclo básico temos ajudado escolas e casas a compostar seus resíduos. adaptamos este conhecimento ancestral para a realidade atual.

A transformação de lixo em adubo deve ser simples e barata se quisermos que seja amplamente adotada. Qualquer caixa plástica de frutas se presta a receber todos resíduos orgânicos, incluindo resíduos animais, alimentos processados, salgados, com óleo, absolutamente todos resíduos que saem de uma cozinha.

Nas escolas, as composteiras frequentemente têm sua adição de resíduos interrompida

Por uma década compostamos todos resíduos de cozinha em meu próprio apartamento. Neste tempo adaptamos a tecnologia para o ambiente doméstico urbano.

A sugestão para a Prefeitura de São Paulo, sem prejuízo da boa intenção eco idealismo, é necessário um pouco mais de experiência antes de iniciar um projeto em tão grande escala.

Efraim Rodrigues, Ph.D. (efraim@efraim.com.br), Colunista do Portal EcoDebate, é Doutor pela Universidade de Harvard, Professor Associado de Recursos Naturais da Universidade Estadual de Londrina, consultor do programa FODEPAL da FAO-ONU, autor dos livros Biologia da Conservação e Histórias Impublicáveis sobre trabalhos acadêmicos e seus autores. Também ajuda escolas do Vale do Paraíba-SP, Brasília-DF, Curitiba e Londrina-PR a transformar lixo de cozinha em adubo orgânico e a coletar água da chuva. É professor visitante da UFPR, PUC-PR, UNEB – Paulo Afonso e Duke – EUA

EcoDebate, 11/09/2014

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Biochar, nova aposta para agricultura e meio ambiente

27 de agosto de 2014
Doutoranda Karla Rodrigues monitorando emissão de gases

Você já ouviu falar em biochar, um produto rico em carbono, obtido através da decomposição térmica de matéria orgânica e que é usado para melhorar a fertilidade do solo, reduzir a emissão de gases de efeito estufa (GEE) e reter água e nutrientes para as plantas? Esta é a nova aposta de um grupo de pesquisadores da UENF. Liderados pelo professor Hernán Maldonado Vásquez, do Laboratório de Zootecnia e Nutrição Animal (LZNA), eles conduzem experimento de produção de biochar a partir de capim-elefante (Pennisetum purpureumSchum). Os primeiros resultados, ainda preliminares, apontam que o aquecimento do material deve ser feito à temperatura ideal de 400ºC, gerando um produto com elevado teor de carbono (55%).

O aquecimento da matéria-prima, no caso o capim-elefante, é feito através da pirólise. Trata-se de um processo no qual o carbono, ao invés de ser liberado para a atmosfera na forma de gás carbônico (CO2), é retido no biochar, que é posteriormente incorporado ao solo.

- Os outros gases liberados na pirólise podem ser capturados e convertidos em bióleo, que pode ser utilizado para a geração de energia. Contudo, nosso objetivo atual não é trabalhar com o bióleo – explica Hernán Maldonado.

O pesquisador explica que no momento estão sendo efetuadas as análises de emissões de gases de efeito estufa no solo e a volatilização de amônia. A fertilidade do solo e a produtividade do capim-elefante serão monitoradas durante pelo menos mais dois anos. Segundo Maldonado, trata-se de um experimento pioneiro no Brasil.

A utilização do biochar permite, além da incorporação de carbono no solo, o aumento da capacidade de troca catiônica (CTC) do solo, o que favorece a retenção de nutrientes essenciais, como o nitrogênio, evitando que seja perdido para a atmosfera na forma de gases como metano e amônia. Além disso, por ser uma fonte de carbono estável, o biochar sofre decomposição lenta e gradativa, ao contrário do que acontece com a matéria orgânica em processo natural, que apresenta rápida decomposição e maior liberação de gases de efeito estufa.

- Outro fator que confere ao biochar o potencial de mitigador das mudanças climáticas é apresentar em sua estrutura microporos que favorecem a retenção de água e nutrientes, promovendo um microambiente adequado para micro-organismos do solo – explica Maldonado.

Estudos têm origens em solos de terras indígenas
Incorporação do Biochar no solo 

O nome biochar vem da junção de duas palavras do inglês: biomass echarcoal, biomassa e carvão. Ele pode ser obtido a partir de matéria orgânica vegetal ou animal. Os fatores que interferem no produto final são temperatura, tempo de pirólise e matéria-prima utilizada.

Segundo a literatura, a ideia do biochar surgiu de estudos da matéria orgânica das Terras Pretas de Índios (TPI), solos amazônicos alterados pela presença humana com excelentes características agronômicas e ambientais. Além da alta fertilidade, apresentam alto conteúdo de carbono estável (de origem pirogênica, ou seja, produzido por fogo ou calor) em sua fração orgânica, o que forneceu um modelo de solo adequado ao sequestro de carbono. O conhecimento da sua estrutura e de suas propriedades vem possibilitando a busca por materiais e técnicas que visem imitá-lo em práticas agrícolas.

O grupo envolvido na pesquisa inclui, além do professor Hernán Maldonado, a doutoranda Karla Rodrigues de Lima, do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal; o zootecnista e mestre Rogério Aguiar; a doutoranda Georgia Amaral Mothé, do Programa de Pós-Graduação em Ciências Naturais; e o professor Marcelo Sthel, do Laboratório de Ciências Físicas (LCFIS/UENF). As determinações do teor de carbono no biochar foram feitas no Laboratório de Ciências Ambientais (LCA/ UENF). O projeto tem financiamento da Faperj.

Os experimentos são conduzidos na área experimental no Setor de Forragicultura e Nutrição de Ruminantes do LZNA/CCTA, no Colégio Agrícola Antonio Sarlo, em Guarus.

Gustavo Smiderle
Fotos: LZNA/UENF

Postado por Ciência UENF 
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