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quinta-feira, 30 de novembro de 2017

O potencial farmacológico dos produtos naturais

17 de novembro de 2017

José Tadeu Arantes | Agência FAPESP – Quase meio a meio: assim se dividem os medicamentos em relação às fontes de seus princípios ativos. Do total disponível no mercado, 49,6% são compostos sintéticos, geralmente fabricados a partir do petróleo, enquanto 50,4% originam-se de produtos naturais ou derivados. A expressão “produtos naturais ou derivados”, utilizada aqui em sentido lato, denomina moléculas produzidas por plantas, fungos, bactérias e outros organismos; ou moléculas artificialmente modificadas a partir dessas precursoras.

A informação foi dada por Alessandra Estáquio, professora da University of Illinois at Chicago (UIC), durante o 2º Workshop Recent Advances in the Chemistry of Natural Products, evento do programa BIOTA-FAPESP realizado no auditório da Fundação no dia 9 de novembro de 2017.

“É importante, para o desenvolvimento de medicamentos, recorrer às duas opções, ao sintético e ao natural. Os dois caminhos apresentam vantagens e desvantagens. A vantagem dos produtos naturais é que a atividade biológica que eles manifestam resulta de uma evolução de milhões de anos. Outra vantagem é que sua produção constitui um processo mais sustentável”, disse Eustáquio à Agência FAPESP. 

Como lembrou em sua apresentação outra participante do workshop, a professora Sarah O’Connor, do John Innes Centre, de Norwich, Reino Unido, o uso medicinal de plantas remonta ao Período Paleolítico. A possibilidade de modificar a estrutura química das moléculas, de modo a potencializar suas propriedades farmacodinâmicas, faz com que a pesquisa de produtos naturais ou derivados seja agora um campo altamente promissor.

Morfina (analgésica), eritromicina (antibiótica), ciclosporina (imunossupressora), artemisinina (antimalárica) são algumas substâncias com uso consolidado em medicina.

“Em alguns casos, a estrutura encontrada na natureza é utilizada diretamente como medicamento. Exemplo disso é o paclitaxel, um fármaco extraído da casca do teixo (Taxus brevifolia), empregado no tratamento do câncer. Mas a maioria dos compostos naturais necessita de alguma modificação para poder funcionar como medicamento. Alguns precisam ser estabilizados, porque se degradam muito rapidamente. Outros precisam de alterações que favoreçam sua absorção e distribuição no organismo humano. Outros ainda precisam que seu efeito seja potencializado. E assim por diante”, disse Eustáquio.

Mesmo no caso do paclitaxel, para se obter 1 quilo do produto são necessárias, em média, três mil árvores. Daí a necessidade de se recorrer à semissíntese ou à cultura de células vegetais para que o medicamento possa ser disponibilizado em escala comercial.

“Há várias formas de intervenção possíveis. Uma delas é a semissíntese, que consiste em isolar a molécula de interesse e modificá-la parcialmente por meio de processos químicos. Outra forma é reproduzir a estrutura completa por meio de síntese. Uma terceira maneira, mais recente, consiste em modificar os produtores dos compostos por meio de engenharia genética. Em alguns casos, a engenharia genética envolve transferir os genes responsáveis pelo composto de um organismo para outro – por exemplo, de uma planta para uma bactéria ou levedura. A vantagem, no caso, é que as bactérias ou leveduras são mais fáceis de cultivar e crescem mais rapidamente do que as plantas. Por exemplo, um grupo nos Estados Unidos, liderado por Jay Keasling, da University of California, Berkeley, conseguiu transferir os genes precursores da artemisinina para leveduras”, disse Eustáquio.

O grupo liderado pela pesquisadora na UIC trabalha com bactérias, tendo por horizonte o desenvolvimento de compostos antibióticos ou anticancerígenos.

“Nosso objetivo principal é entender como as bactérias sintetizam moléculas que podem ser usadas como antibióticos, quais são os genes envolvidos no processo. Com esse conhecimento, é possível fazer com que as bactérias produzam os compostos em maior quantidade, ou modificar as moléculas para que se tornem fármacos mais eficazes. É uma pesquisa básica, porém com a aplicação em mente”, disse a pesquisadora.

“Com o boom de sequenciamentos de genomas microbianos, ficou claro que o potencial biossintético dos microrganismos é muito maior do que se supunha. Uma bactéria típica, à qual são atribuídos alguns poucos compostos, pode produzir mais de 30, a partir de sua estrutura genômica. Ocorre que a maioria dos genes responsáveis pela biossíntese é silenciada ou não é bem expressa em condições laboratoriais de crescimento. Sabendo que genes são esses e qual é o seu potencial, torna-se possível ativar esses genes e obter os compostos correspondentes”, disse Eustáquio.

Segundo a pesquisadora, a capacidade de prever o potencial biossintético de microrganismos a partir dos sequenciamentos de seus genomas (“de genes a moléculas”) e de quais genes devem codificar para a biossíntese de um produto natural específico (“de moléculas a genes”) tem o potencial de promover grande inovação na fabricação de fármacos.

Falando sobre o workshop à Agência FAPESP, Roberto Berlinck, professor titular do Instituto de Química de São Carlos da Universidade de São Paulo (IQSC-USP), destacou que o evento trouxe pesquisadores dos Estados Unidos e do Reino Unido.

“São pesquisadores envolvidos em estudos na fronteira do conhecimento sobre o metabolismo de plantas e microrganismos, com o objetivo de entender como as moléculas de interesse são formadas e como se pode fazer uso delas para melhorar a qualidade de vida, já que esses compostos são utilizados para desenvolver medicamentos, tanto para humanos quanto para animais, e também em controle biológico na agricultura, substituindo herbicidas, pesticidas e outros”, disse.

Link:

domingo, 20 de setembro de 2015

www.e-lactancia.org - Phytotherapy, Systemic Use - Last update : Sept. 15, 2015

Evening Primrose (belonging to Phytotherapy, Systemic Use):

Decreased level of risk

Former level of risk, which was 1, is now set to Level Riesgo muy bajo.

Level of risk reviewed on Sept. 8, 2015

Dandelion (belonging to Phytotherapy, Systemic Use):

Decreased level of risk

Former level of risk, which was 1, is now set to Level Riesgo muy bajo.

Level of risk reviewed on Sept. 9, 2015

Mate (belonging to Phytotherapy, Systemic Use):

Decreased level of risk

Former level of risk, which was 1, is now set to Level Riesgo muy bajo.

Level of risk reviewed on Sept. 11, 2015

List of 120 products in family or group Phytotherapy, Systemic Use according to the level of risk, see more at:

Caffeine at night delays human circadian clock

Double espresso before bedtime induces 40-minute time delay in internal clock

Date: September 16, 2015

Source: University of Colorado at Boulder

Summary:
For the first time, research shows that evening caffeine delays the internal circadian clock that tells us when to get ready for sleep and when to prepare to wake up.
The results of this study may help to explain why caffeine-drinking "night owls" go to bed later and wake up later and may have implications for the treatment of some circadian sleep-wake disorders.
Credit: © patcharaporn1984 / Fotolia

It's no secret that slugging down caffeinated drinks in the evening can disrupt sleep.

But a new study led by the University of Colorado Boulder and the Medical Research Council's Laboratory of Molecular Biology in Cambridge, England shows for the first time that evening caffeine delays the internal circadian clock that tells us when to get ready for sleep and when to prepare to wake up. The research team showed the amount of caffeine in a double espresso or its equivalent three hours before bedtime induced a 40-minute phase delay in the roughly 24-hour human biological clock.

The study also showed for the first time how caffeine affects "cellular timekeeping" in the human body, said CU-Boulder Professor Kenneth Wright, who co-led the study with John O'Neill of the Medical Research Council's Laboratory of Molecular Biology (LMB) in Cambridge. While it has been known that caffeine influences circadian clocks of even primitive creatures like algae and fruit flies, the new study shows that the internal clocks in human cells can be impacted by caffeine intake.

"This is the first study to show that caffeine, the mostly widely used psychoactive drug in the world, has an influence on the human circadian clock," said Wright, a professor in CU-Boulder's Department of Integrative Physiology. "It also provides new and exciting insights into the effects of caffeine on human physiology."

A paper on the subject led by Wright and O'Neill is being published online in the Sept 16 issue of Science Translational Medicine.

For the study the team recruited five human subjects, three females and two males, who went though a double-blind, placebo-controlled 49-day protocol through CU-Boulder's Sleep and Chronobiology Laboratory, which is directed by Wright. The subjects were tested under four conditions: low light and a placebo pill; low light and the equivalent of a 200-milligram caffeine pill dependent on the subject's weight; bright light and a placebo pill; and bright light and the caffeine pill.

Saliva samples of each participant were tested periodically during the study for levels of the hormone melatonin, which is produced naturally by the pineal gland when directed to do so by the brain's "master clock." The master clock is re-set by exposure to light and coordinates cellular clocks throughout the human body. Melatonin levels in the blood increase to signal the onset of biological nighttime during each 24-hour period and decrease at the start of biological daytime, said Wright.

Those who took the caffeine pill under low-light conditions were found to have a roughly 40-minute delay in their nightly circadian rhythm compared to those who took the placebo pill under low light conditions, said Wright. The magnitude of delay from the caffeine dose was about half that of the delay induced in test subjects by a three-hour exposure to bright, overhead light that began at each person's normal bedtime.

The study also showed that bright light alone and bright light combined with caffeine induced circadian phase delays in the test subjects of about 85 minutes and 105 minutes respectively. There were no significant differences between the dim light/caffeine combination and the bright light/placebo combination. Nor were there significant differences between the bright light/placebo and bright light/caffeine combinations. The results may indicate a "ceiling" was reached in the phase delay of the human circadian clock due to the external factors, Wright said.

In addition, researchers at O'Neill's lab at the LMB in Cambridge used "reporter" genes that made cells glow when the clock genes were expressed to measure changes caused by caffeine. O'Neill's group showed that caffeine can block cell receptors of the neurotransmitter adenosine, which normally promotes sleep and suppresses arousal.

The results may help to explain why caffeine-drinking "night owls" go to bed later and wake up later and may have implications for the treatment of some circadian sleep-wake disorders, said Wright.

The new results could benefit travelers. Properly timed caffeine use could help shift the circadian clocks of those flying west over multiple time zones, said Wright.

In a 2013 study, Wright and his research team showed one week of camping in the Rocky Mountains with no artificial light, not even flashlights, synchronized the circadian clocks of the eight study subjects with the timing of sunrise and sunset.

Story Source:

The above post is reprinted from materials provided by University of Colorado at Boulder. Note: Materials may be edited for content and length.

Journal Reference:
T. M. Burke, R. R. Markwald, A. W. McHill, E. D. Chinoy, J. A. Snider, S. C. Bessman, C. M. Jung, J. S. O'Neill, K. P. Wright. Effects of caffeine on the human circadian clock in vivo and in vitro. Science Translational Medicine, 2015; 7 (305): 305ra146 DOI:10.1126/scitranslmed.aac5125

Cite This Page:
University of Colorado at Boulder. "Caffeine at night delays human circadian clock: Double espresso before bedtime induces 40-minute time delay in internal clock." ScienceDaily. ScienceDaily, 16 September 2015. <www.sciencedaily.com/releases/2015/09/150916161833.htm>.

quarta-feira, 18 de março de 2015

Universidade de Vigo: Descobren que beber licor de herbas é bo para a saúde

A investigadora Raquel Rodríguez coa súa tese e as herbas empregadas para o licor.

17/03/2015 

Unha tese doutoral de Ourense revela que beber un chupo é saudable, aínda que alerta sobre o uso do fiúncho na elaboración

Autor: DUVI
Un chupo de augardente de herbas é saudable.

Son moitas as comidas copiosas que acaban cun chopo dalgún licor de herbas, confiando nunha capacidade dixestiva outorgada normalmente por tradición. Sen embargo, unha investigación da Universidade de Vigo en colaboración co Consello Regulador de Augardentes e Licores de Galicia acaba de demostrar “que o seu consumo moderado pode achegar características beneficiosas para a saúde a través das materias primas das que parte”. Así o asegura Raquel Rodríguez, que na súa tese de doutoramento abordou por primeira vez o proceso de elaboración de bebidas derivadas da augardente dende os seus ingredientes ata o produto final para atopar a combinación de herbas máis axeitada a cada receita.

Grazas a esta investigación, as empresas dedicadas ao eido das augardentes e licores poden facerse unha idea de que características achegar á bebida final que se pretende elaborar “reducindo custes e tempo”. Por iso, a tese inclúe unha serie de fichas coas propiedades sensoriais e medicinais de cada unha das plantas do estudo que poden ser moi útiles para saber quecompostos vexetais empregar en función do que se queira achegar ao produto comercial, que especie de carballo ou que grao de tostado sería máis axeitado en función das características que “lle queiramos dar á bebida final sabendo as propiedades de partida da nosa augardente”.

Este estudo, levado a cabo ao abeiro do grupo de Biotecnoloxía Alimentaria do campus de Ourense, serve para coñecer o que cada unha das plantas utilizadas achega aos licores xa que, aínda que a maioría van acompañadas de propiedades aromáticas e medicinais con efectos positivos como antioxidantes, algunhas levan compostos “pouco beneficiosos para a saúde humana en elevadas concentracións”. É o caso do aceite esencial ou do extracto de folla de eucalipto, que debido ao seu composto químico máis abundante, o eucaliptol, non se debe superar un límite de inxestión diaria, ou de fiúncho, que presentou como principal quimiotipo o estragol, un composto considerado como canceríxeno.

Un total de 12 plantas están permitidas para a elaboración destes licores

Nos laboratorios do Centro de Investigación, Transferencia e Innovación (CITI) ourensán, esta química partiu da análise das plantas aromáticas coas que se fabrican os diferentes licores de herbas e augardentes, estudando a composición volátil e fenólica do aceite esencial ou do extracto empregado por medio de diferentes técnicas tradicionais e actuais. O estudo céntrase nas 12 plantas permitidas ata 2012 na elaboración destas bebidas, ano no que se autorizou o uso de calquera especie complementaria, e sabendo que é obrigatorio o uso de polo menos tres plantas para obter o selo do Consello Regulador.

Rodríguez caracterizou os aceites esenciais e os extractos destas plantas mediante técnicas cromatográficas e espectroscópicas. Desta análise concluíuse que “distintas familias de plantas achegan diferentes características á augardente e ao licor final e que, aínda que dentro da mesma familia a achega de compostos é parecido, a súa proporción cambia segundo sexa o seu quimiotipo principal”, dando pé a distintas propiedades. “Se queremos obter un licor con diferentes características teremos que utilizar compostos vexetais de distintas familias, pero se buscamos un licor con características similares escolleremos plantas da mesma rama”, asegura.

A concentración da planta e o grao de etanol é a clave do licor final

Dentro da tese de doutoramento, dirixida por Sandra Cortés e José Manuel Domínguez, a investigadora quixo tamén analizar o proceso de elaboración dos licores e augardentes, avaliando a influencia de parámetros como a concentración do composto vexetal na bebida, a porcentaxe de etanol e mesmo o tempo de maduración. Para a maceración, Rodríguez escolleu as flores da manzanilla, as folla do eucalipto, as semente de coandro e raíz de regalicia para analizar o contido fenólico total, parámetros de cor e quimiotipo. Os resultados demostraron que os parámetros que máis influían de forma xeral eran “en primeiro lugar a concentración da planta seguido daporcentaxe de etanol no augardente empregado, mentres que o tempo de maceración foi unha variable sen apenas influencia”.
O licor de herbas ten consideración protexida.

Rodríguez levou a cabo o mesmo proceso co envellecemento acelerado da augardente, empregando labras de madeira, que actualmente non están permitidas para este proceso pero que “poden ser de utilidade para avaliar que especia de barrica ou que tostado é o máis axeitado en función das características que se busquen”. E fíxoo con dúas especies decarballo (o Quercus petraea e o Quercus alba) e con distintos graos de tostado (fresco, lixeiro, medio e alto). Os resultados reflicten que, para obter maiores achegas de whiskey lactona e de vainilla como compostos con importancia sensorial procedente da madeira en contacto, de fenoles e de parámetros de cor hai que aumentar a concentración da planta empregada e apostar “por labras da especie petrae e o tostado medio”.

A investigación rematou co estudo do produto final a través da análise de licores e augardentes comerciais e envellecidos en barricas de Quercus alba, Quercus petraea e Quercus robur das rexións de Limousin e Galicia e a mestura de ambas. Como resultado obtívose a potencialidade do carballo galego debido ao maior extracto de compostos fenólicos con características antioxidantes, ademais de recibir a maior puntuación por parte do panel oficial de Oruxo de Galicia na cata levada a cabo en todas as mostras. Ademais, as mostras analizadas presentaban valores dentro intervalo legal marcado polo Consello Regulador de Augardentes e Licores de Galicia,o que corrobora “unha boa elaboración destas bebidas durante todo o proceso”.

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domingo, 14 de dezembro de 2014

Healing, Antioxidant and Cytoprotective Properties of Indigofera truxillensis in Different Models of Gastric Ulcer in Rats

Luiz-Ferreira, A.; Cola, M.; Barbastefano, V.; de-Faria, F.M.; Almeida, A.B.A.; Farias-Silva, E.; Calvo, T.R.; Hiruma-Lima, C.A.; Vilegas, W.; Souza-Brito, A.R.M. Healing, Antioxidant and Cytoprotective Properties of Indigofera truxillensis in Different Models of Gastric Ulcer in Rats. Int. J. Mol. Sci.2012, 13, 14973-14991

Abstract

The present study evaluated the antiulcerogenic activity and mechanisms of the aqueous (AqF 100 mg/kg) and ethyl acetate (AcF 50 mg/kg) fractions from Indigofera truxillensis leaves. This dose was selected to assess its activity on ulcer healing and its action on gastric acid and mucus secretion, prostaglandin production and antioxidant enzyme activity (superoxide dismutase (SOD), glutathione peroxidase (GSH-Px) and glutathione reductase (GSH-Rd)). Gastric ulcer was induced by absolute ethanol. Antisecretory action, mucus and prostaglandin production, healing and antioxidant enzyme activities were evaluated for both fractions. AqF and AcF significantly inhibited the gastric mucosal damage caused by ethanol. This effect was statistically significant at 100 and 50 mg/kg compared with the vehicle. Neither fraction interfered with gastric secretion. AcF increased the PGE2 production, and both fractions increased mucus production. l-NAME did not alter the gastroprotection exerted by the fractions, but N-ethylmaleimide attenuated only AcF. In the ischemia/reperfusion model both fractions inhibited the mucosal damage. AcF increased SOD, GSH-Px and GSH-Rd activity, but AqF increased only SOD and GSH-Px. In the acetic acid-induced ulcer model AcF only accelerated ulcer healing. These results showed that Indigofera truxillensis acted as a gastroprotective agent, stimulating protective factors and antioxidants enzymes.

Conclusions

In conclusion, I. truxillensis showed antiulcerogenic activity. Prostaglandin production, mucus secretion and antioxidant enzymes are involved in the gastroprotection exerted by this species, probably due to the metabolites present in the plant.

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segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Plantas medicinais para tratamentos álgicos usadas na fisioterapia - Arnica montana - II

Continuação do artigo: Plantas medicinais para tratamentos álgicos usadas na fisioterapia - Arnica montana – I


Aspectos fitoquímicos da Arnica montana

Texto:

Patrícia Gabelini - Fisioterapeuta - CREFITO 3 46610-LTF - Pós-graduada em Terapias Manuais e Técnicas Complementares e Holísticas
Marcos Roberto Furlan - Engenheiro Agrônomo

A Arnica montana, por se reproduzir por sementes (propagação gâmica ou sexuada), pode apresentar no campo muita variação de princípios ativos, o que pode tanto comprometer a utilização de produtos terapêuticos obtidos de plantas colhidas no campo quanto conseguir pesquisas que forneçam uma composição química bem definida, principalmente com relação aos teores de seus principais princípios ativos.

Além da variações entre plantas provocadas pela variabilidade genética, há também outros fatores relacionados ao ambiente que irão acentuar a variação da composição química das plantas. Em A. montana, considerando os principais princípios ativos desta planta utilizada como antiinflamatório; enquanto plantas jovens acumulam majoritariamente derivados da helenalina, a concentração destes compostos é reduzida para praticamente zero após aproximadamente seis semanas contadas a partir da formação das folhas; por outro lado, os níveis de compostos do tipo diidrohelenalina aumentam muito e então se mantêm constantes por um longo período (Schmidt et al., 1998, citados por GOBBO NETO; LOPES, 2007).

Portanto, o produto a base de arnica para ser aplicado no tratamento das doenças deverá ser obtido em farmácias de manipulação.

A variedade dos produtos a base de A. montana existentes no mercado explica a diversa empregabilidade desta planta, tais como sabonetes para limpeza de partes contundidas, conservando a pele macia e elástica,fazendo desaparecer as rachaduras e asperezas; pastadental e água dentifrícia; óleo tônico capilar; óleo e pomada para fricção muscular (MARQUES, 2006).

A A. montana é reconhecida como medicinal na Europa desde a Idade Média, onde era utilizada, por exemplo, para combater ferimentos, febres, hemorragias, disenterias, infecções renais, inflamações oculares, problemas circulatórios e cardíacos. As flores exalam um perfume suave, e apenas as flores e as raízes podem ser utilizadas para fins medicinais e cosméticos. Sua adaptação em terras brasileiras é difícil, já que está aclimatada à acidez dos solos das montanhas europeias (MIGUEL, 2007).

A atividade antiinflamatória de extratos da planta, de acordo com estudos feitos em animais, é devido à presença de lactonas sesquiterpênicas, como a helenalina (MARQUES, 2006).

De acordo com farmacopeia europeia, as flores da A. montana devem apresentar, no mínimo, 0,4% (p/p) de lactonas sesquiterpênicas totais (50% de helenalina e 11a,13-diidrohelenalina), e para os flavonoides, indica que o teor deve se encontrar entre 0,4% e 0,6% (quercetina, campferol, patuletina e 6-metoxicampferol, por exemplo, devem estar presentes (FARMACOPEA EUROPEAN, 2001). A planta deve conter também até 1% de ácidos carboxílicos (clorogênico e caféico) e cumarinas, sendo a umbeliferona e escopoletina as mais importantes (BLUMENTHAL, 1998).

Estrutura química de la helenalina.

Próximo texto:
Atividades farmacológicas da Arnica montana

Referências

BLUMENTHAL, M. Arnica flowers. In: The complete german commission e monographs: Therapeutic guide to herbal medicines. Austin: American Botanical Council. 2001.

EUROPEAN PHARMACOPOEIA. 4.ed. European Department for Qualily of Medicines. 2001.

FARMACOPÉIA BRASILEIRA. 2.ed. São Paulo: Indústria Gráfica Siqueira. 1959.

FARMACOPÉIA BRASILEIRA. 3.ed. São Paulo: Andrei. 1977.

FARMACOPÉIA BRASILEIRA. 4.ed. São Paulo: Atheneu. 1988-1996.

FARMACOPÉIA HOMEOPÁTICA BRASILEIRA. 2.ed. São Paulo: Andrei, 1997.

GOBBO-NETO, L.; LOPES, N. P. Plantas medicinais: fatores de influência no conteúdo de metabólitos secundários. Quím. Nova, v.30, n.2, p. 374-381, 2007.

MARQUES, M.F. Estudo da Resposta Imunológicainduzida por Arnica montana L. 2006. 112p, Tese (Doutorado em Análises Clinicas)- UniversidadeEstadual Paulista/UNESP, Araraquara, São Paulo, 2006.

MIGUEL, S. A arnica desvendada.  Disponível em: http://www.usp.br/jorusp/arquivo/2007/jusp790/pag06.htm. Acesso em:
 03 de dez 2014.

domingo, 30 de novembro de 2014

Plantas medicinais para tratamentos álgicos usadas na fisioterapia - Arnica montana - I

Texto:

Patrícia Patrícia Gabelini - Fisioterapeuta - CREFITO 3 46610-LTF - Pós-graduada em Terapias Manuais e Técnicas Complementares e Holísticas
Marcos Roberto Furlan - Engenheiro Agrônomo

Introdução e aspectos botânicos


Dentre os problemas da saúde do ser humano, a fisioterapia tem como objetivos a prevenção, o diagnóstico e o tratamento das disfunções do organismo humano resultantes, por exemplo, de acidentes, da má-formação genética ou de vício de postura. Para alcançar estes objetivos, tem à sua disposição diferentes métodos, práticas e terapias, cabendo ao fisioterapeuta decidir qual o mais indicado. 


Dos temas pertinentes à fisioterapia, os tratamentos álgicos, isto é, relacionados ao tratamento da dor, são os que mais se destacam quando se trata pela procura dos pacientes. Gosling (2012) observa que a dor pode se apresentar clinicamente de diversas maneiras e associada a múltiplos sintomas, sendo que mecanismos e teorias têm sido propostos para explicar os efeitos da fisioterapia no controle e no manuseio da dor. 

Para o tratamento da dor são utilizadas práticas fisioterapêuticas, administração de medicamentos alopáticos ou de produtos naturais, principalmente a base de plantas. Quando se usa os vegetais, a forma terapêutica de tratamento é denominada de fitoterapia. Muitas espécies são usadas desde a antiguidade no tratamento das doenças, como, por exemplo, a arnica. Esta espécie, reconhecida cientificamente como Arnica montana, é utilizada desde a antiguidade no tratamento de doenças, e devido à sua importância medicinal reconhecida cientificamente, ela faz parte de várias farmacopeias em todo o mundo, inclusive no Brasil, onde consta desde a primeira, publicada em 1929.


Atualmente, as plantas medicinais são objeto de estudo no mundo, e podem ser preparada e utilizada de diferentes formas para que seus princípios ativos sejam aproveitados. No caso da Arnica Montana, é mais utilizada na prática clínica fisioterapêutica na forma de pomadas e de unguentos. É muito usada em casos de contusões, luxações, traumatismos, hematomas, inflamações articulares, dores e feridas em geral. Os flavonoides presente no extrato da planta interferem na funcionalidade de diferentes células, resultando em ações anti-inflamatórias, antialérgicas e até mesmo anticarcinogênicas (GUIMARÃES et al., 2014).


Importante destacar que esta espécie não ocorre espontaneamente no Brasil, mas há várias espécies que no país recebem o nome de arnica, como as pertencentes aos gêneros Solidago, Porophyllum, Lychnohora, Tithonia, Chaptalia, dentre várias outras. A Arnica montana é uma planta de porte herbáceo e ciclo perene. A altura varia de 50 a 70 centímetros, e as folhas são simples e basilares reunidas em uma roseta à superfície do solo, o fruto é do tipo aquênio sub-cilíndrico preto com papilho branco e as flores são da cor amareloalaranjadas. É encontrada na Europa em prados e pastagens de solos ácidos de montanha (CUNHA et. al, 2004).

A figura 1 indica a distribuição da Arnica montana na Europa.

Referências


CUNHA, A.P. da; SILVA, A.P. da; ROQUE, O.R.; CUNHA, E. Plantas e Produtos Vegetais em Cosmética e Dermatologia. Ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2004.

GOSLING, Artur Padão. Mecanismos de ação e efeitos da fisioterapia no tratamento da dor. Revista Dor, v.13, n.1, p. 65-70, 2012.


GUIMARÃES, DL; GARDONI, D; CASTILHO, MB; BRASIL, ML; BARBOSA, EG. A utilização das plantas medicinais como recurso fisioterapêutico na atenção básica. Governador Valadares, MG. (UNIVALE). Disponível em: http://www.pergamum.univale.br/pergamum/tcc/Autilizacaodasplantasmedicinaiscomorecursofisioterapeuticonaatencaobasica.pdf. Acesso: 30 de nov de 2014.

Próximo artigo 

Aspectos fitoquímicos da Arnica montana
 

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Técnicas para relaxar

Texto

Patrícia Gabelini
Fisioterapeuta 
CREFITO 3 46610-LTF
Pós-graduada em Terapias Manuais e Técnicas Complementares e Holísticas

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Copper Bracelets, Magnetic Wrist Straps Fail to Help Rheumatoid Arthritis

Sep. 16, 2013 — Copper bracelets and magnet wrist straps have no real effect on pain, swelling, or disease progression in rheumatoid arthritis, according to new findings from a study conducted at the University of York.

In the first randomised controlled trial to study the effects of copper bracelets and magnetic wrist straps on rheumatoid arthritis, 70 patients with active symptoms each wore four different devices over a five-month period, reporting on their pain, disability, and medication use throughout the study. Participants also provided blood samples, after wearing each device for five weeks, in order to monitor changes in inflammation.

Full story: