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terça-feira, 26 de setembro de 2017

Journal of Applied Oral Science, v. 25, n. 4, 2017


Artigo com plantas medicinais:

Franciny Querobim IONTA, Catarina Ribeiro Barros de ALENCAR, Poliana Pacifico VAL, Ana Paula BOTEON, Maisa Camillo JORDÃO, Heitor Marques HONÓRIO, Marília Afonso Rabelo BUZALAF, Daniela RIOS 

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Journal of Applied Oral Science - V. 25, N.3 (2017) - artigo sobre a mamona

Link da revista:

Link do artigo: 
Clinical trial for evaluation of Ricinus communis and sodium hypochlorite as denture cleanser 

Abstract

The development of opportunistic infections due to poor denture hygiene conditions justified the search for effective hygiene protocols for controlling denture biofilm. Objective This study evaluated Ricinus communis and sodium hypochlorite solutions in terms of biofilm removal ability, remission of candidiasis, antimicrobial activity, and participant satisfaction. Material and Methods It was conducted a controlled clinical trial, randomized, double-blind, and crossover. Sixty-four denture wearers with (n=24) and without candidiasis (n=40) were instructed to brush (3 times/day) and immerse their dentures (20 min/day) in different storage solutions (S1 / S2: 0.25% / 0.5% sodium hypochlorite; S3: 10% R. communis; S4: Saline).The trial period for each solution was seven days and a washout period of seven days was used before starting the use of another solution. The variables were analyzed at baseline and after each trial period. The biofilm of inner surfaces of maxillary dentures was disclosed, photographed, and total and dyed areas were measured (Image Tool software). The percentage of biofilm was calculated. Remission of candidiasis was assessed by visual scale and score were attributed. Antimicrobial activity was assessed by the DNA-Checkerboard hybridization method. Patient satisfaction was measured using a questionnaire. Results S1 (4.41±7.98%) and S2 (2.93±5.23%) were more effective then S3 (6.95±10.93%) in biofilm remotion(P<0.0001). All solutions were different from the control (11.07±11.99%). S3 was the most effective solution in remission of candidiasis (50%), followed by S1 (46%). Concerning antimicrobial action, S1/S2 were similar and resulted in the lowest microorganism mean count (P=0.04), followed by S3. No significant differences were found with patient’s satisfaction. Conclusions 10% R. communis and 0.25% sodium hypochlorite were effective in biofilm removal, causing remission of candidiasis and reducing the formation of microbial colonies in denture surfaces. All solutions were approved by patients.

sábado, 6 de maio de 2017

Extrato de chá verde compõe novo antisséptico bucal

Data: 04.05.2017

Já com pedido de patente, antisséptico bucal desenvolvido na USP não tem efeitos tóxicos

Produto com registro de patente confirmado é potente antimicrobiano de ação prolongada e atóxico – Foto: Wathriotu via Wikimedia Commons / CC BY-SA 3.0

Um antisséptico bucal à base de chá verde deve disputar espaço nas prateleiras de drogarias em breve. A fórmula do novo produto contém a catequina epigalocatequina-3-galato – substância extraída do chá verde, com comprovada ação antioxidante, antierosiva, anti-inflamatória, antimicrobiana, antitumoral e mineralizadora.

Por se tratar de um extrato natural, da planta Camellia sinensis, conhecida no mundo todo por seus benefícios à saúde, a catequina faz desse enxaguatório um substituto vantajoso aos existentes hoje no mercado. De acordo com pesquisadores da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (Forp) da USP, responsáveis pelo estudo, os antissépticos bucais mais recomendados trazem em suas fórmulas o digluconato de clorexidina, antimicrobiano eficiente, mas que não deve ser usado por longos períodos devido aos efeitos colaterais.
Aparência do chá verde em três diferentes etapas (da esquerda para direita): a infusão das folhas, as folhas secas, e o líquido – Foto: Alessandro Martini via Wikimedia Commons / CC0

Entre as ações indesejáveis causadas pela clorexidina estão a erosão e descoloração dos dentes e restaurações; alteração da cor da língua; descamação e sensibilidade oral, além de ser tóxica ao organismo. Com a utilização da catequina de chá verde, ao contrário, o antisséptico é atóxico, antierosivo e não causa malefícios à coloração dos dentes ou aos demais tecidos da boca.

Os primeiros resultados da formulação atóxica e antimicrobiana do enxaguatório da USP foram confirmados por Marina Moscardini Vilela em sua dissertação de mestrado, orientada pela professora Andiara De Rossi e apresentada à Forp em 2015. As pesquisadoras verificaram que o antisséptico de chá verde possui as mesmas propriedades dos já comercializados: redução da placa bacteriana que pode causar cárie e gengivite e é eficiente também nas aplicações antes de cirurgias bucais. A indicação deve ser feita sempre por profissionais da área de saúde.
Folhas secas e moídas de chá verde – Foto: Editor at Large via Wikimedia Commons / CC BY-SA 2.5
Nanotecnologia potencializa ação antimicrobiana

Marina, que agora estuda o uso do enxaguatório por crianças em seu doutorado, conta que o grupo de pesquisa resolveu inovar e acrescentou a nanotecnologia às propriedades da catequina. Ana Paula Dias Moreno, também orientada pela professora Andiara, foi responsável pelo desenvolvimento das “nanopartículas com quitosana” – fibra natural extraída de carapaças de crustáceos (camarão, lagosta) do tamanho de uma molécula. A pesquisadora deu às nanopartículas o formato de nanocápsulas que envolveram a catequina do chá verde.

Esse encapsulamento conferiu propriedade mucoadesiva às partículas e aumentou o poder antisséptico do novo produto. As nanopartículas literalmente “grudam nas bochechas e outros tecidos da boca, liberando princípios ativos antimicrobianos”, diz Ana Paula.

Ao avaliar o produto final, Ana Paula garante que ele mostrou “resultados microbiológicos e físico-químicos positivos, com alta eficiência de encapsulamento, estabilidade, tamanho de partícula adequado e ainda potencial elétrico, que conferiu mucoadesão e possibilitou efeito residual com liberação sustentada do princípio ativo”.

A técnica que incorpora a catequina em nanopartículas “proporcionou o aumento da atividade antimicrobiana deste componente”, afirma a pesquisadora.

O estudo e o desenvolvimento desse produto contaram com a colaboração dos professores Sergio Luiz Souza Salvador, Priscyla Danielly Marcato Gaspari e Roberto Santana da Silva e das especialistas químicas Marina Constante Gabriel Del Arco e Juliana Cristina Biazzoto de Moraes, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da USP. O novo enxaguatório de chá verde teve pedido de patente confirmado em outubro do ano passado.

Rita Stella, de Ribeirão Preto

Mais informações: e-mail ana.dias.moreno@usp.br

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quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Semente de uva é opção para dano em restauração dental

Por Rita Stella, de Ribeirão Preto - ritastella@usp.br
Publicado em 28/setembro/2015 | Editoria : Saúde 

Crislaine Messias, do Serviço de Comunicação Social da Prefeitura do Campus USP de Ribeirão Preto

Pesquisa da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (FORP) da USP concluiu que o extrato de semente de uva pode ser uma alternativa para o combate a danos em restaurações de resinas compostas, material utilizado em restaurações. Segundo especialistas, a durabilidade de restaurações é considerada, atualmente, um dos principais problemas enfrentados pela área odontológica.
Extrato de semente de uva é um composto em pó que pode ser usado de forma diluída

Estudo desenvolvido pela cirurgiã-dentista Ana Beatriz Silva Sousa avaliou o extrato de semente uva e duas outras soluções inibidoras de enzimas presentes na boca e que causam danos às restaurações. A pesquisadora afirma que os resultados mostraram que o extrato de semente de uva é mais eficaz que a clorexidina e tão eficaz quanto a doxiciclina, materiais normalmente utilizados, com a vantagem de ser um produto natural. “Assim como a doxiciclina, o uso da solução inibidora de extrato de semente uva prolonga a vida útil da restauração com resina e, consequentemente, auxilia na redução de gastos extras com reposição de tratamentos estéticos.

Ana Beatriz explica que o extrato de semente de uva é um composto em pó que pode ser usado de forma diluída, e que há estudos em andamento com o objetivo de encapsular a solução. Parte da pesquisa de Ana Beatriz foi feita na Universidade de Illinois, em Chicago, Estados Unidos. “Atualmente, o grupo onde trabalhei em Chicago está pesquisando maneiras de incorporar o extrato de semente de uva no ácido fosfórico que utilizamos no nosso protocolo restaurador tradicional”, afirma.

Para realização dos testes, com o extrato de semente de uva, foram utilizados 48 dentes humanos, sem cárie e sem restauração. Em cada um deles foi feita uma abertura no centro, e separados em quatro grupos, sendo um grupo controle, que não recebeu a aplicação de nenhuma solução, e os outros três grupos em que foram aplicados, antes da restauração, a clorexidina, a doxiciclina, e a solução com semente de extrato de uva.

Restauração

Em seguida foi realizada a restauração de forma tradicional, a mesma que é feita nos consultórios odontológicos. Após, os dentes restaurados foram testados com saliva artificial e ciclagem mecânica (processo que simula o desgaste de um dente por um determinado período) para avaliar a resistência da união entre a dentina e o material restaurador.

Os resultados mostraram que a utilização das substâncias inibidoras não alterou a resistência da junção entre os dentes e a obturação, mas por outro lado todas as soluções, inclusive a com extrato de semente de uva, foram capazes de reduzir os danos causados pelas chamadas MMPs (metaloproteinases), enzimas que atuam diretamente na boca e nos dentes causando danos nas restaurações.

Segundo a pesquisadora, no intuito de buscar melhores resultados na durabilidade das restaurações odontológicas, o principal objetivo do estudo foi avaliar a eficácia das substâncias inibidoras. “Os resultados somam-se a outros semelhantes desenvolvidos tanto no Brasil quanto no exterior, e apresenta o extrato de semente de uva como um composto natural alternativo para a atuar na redução dos danos das restaurações odontológicas”.

Os próximos passos da pesquisa, diz, é avançar na aplicação dos testes. “Vamos continuar na avaliação do efeito da utilização de substâncias inibidoras de MMPs ou outras enzimas que degradam a dentina em restaurações adesivas, mas submetidas a condições de envelhecimento mais severas”. A tese Efeito do uso de primers bioativos na interface dentina-adesivo, foi orientada pela professora Fernanda de Carvalho Panzeri Pires de Souza da FORP. A defesa foi no último mês de julho.

Foto: Divulgação

Mais informações: email bia_abss@hotmail.com, com Ana Beatriz Silva Sousa

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sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Café forte pode ser aliado contra as cáries

Pesquisa realizada na Universidade Federal do Rio de Janeiro investiga a ação do café no enfrentamento às bactérias causadoras da cárie. O trabalho iniciado em 2008 já apresenta resultados positivos. A chefe da pesquisa, Andrea Antônio, acredita que os efeitos são promissores, mas alerta que ainda faltam testes clínicos.

No estudo, amostras de dentes foram expostas à ação da saliva, criando um biofilme, com bactérias causadoras da cárie. Os dentes foram divididos em grupos, que foram tratados de diferentes formas. Um conjunto foi tratado com antibióticos, outro com café da espécie Coffea canephora, o terceiro apenas com água, e o quarto não recebeu tratamento. Os dentes tratados com café apresentaram concentração de cálcio semelhante aos tratados com remédio. Os outros dois conjuntos tiveram queda da substância.

A partir dos resultados, os cientistas acreditam que o café pode ter efeito bactericida. No entanto, Andrea acredita que é preciso cautela. O Coffea canephora não é a espécie mais utilizada comercialmente. Segundo a pesquisadora, o sabor desta variedade não é o mais apreciado, sendo utilizado majoritariamente em misturas ou cafés solúveis. A solução utilizada em laboratório foi produzida de forma semelhante ao cafezinho consumido normalmente, mas com uma concentração alta do grão. “Foi semelhante a um café bem forte e, claro, sem açúcar”, explica Andrea.

A dentista comentou que outros estudos também apontam a bebida como aliada no combate às bactérias. “Uma pesquisa na Índia mostrou que consumidores habituais de café têm menos cáries que aqueles que não consomem a bebida.” Ela acredita que o estudo pode mostrar substâncias presentes na canephora que possam ser utilizadas em tratamentos dentais, mas salienta que ainda faltam experiências. ”Os resultados foram obtidos com amostras in vitro, ainda precisamos testar clinicamente em pessoas.”

Malefícios do café

Para Andrea, é possível encontrar uma forma de utilizar as substâncias do grão no tratamento da saúde bucal, porém, a professora não acredita que a bebida como é comercializada hoje possa ser usada de forma terapêutica. Também é importante lembrar que o consumo em excesso pode trazer problemas à saúde. A cafeína estimula o sistema nervoso que, para manter o ritmo acelerado do corpo, pode aumentar a frequência cardíaca. Este estímulo também pode provocar tremores musculares. 
O uso exagerado da bebida ainda pode causar danos às glândulas adrenais, que integram o sistema endócrino, responsável pela regulação do metabolismos do sódio, da água, do potássio e de carboidratos, e mantêm a pressão arterial. Para a saúde bucal, o café em grandes quantidades também pode ser prejudicial. Os pigmentos da bebida são absorvidos pelo esmalte, alterando a coloração dos dentes.


Dra Taluana Cezar Modesto França – CRO DF 4681
Especialista em Ortodontia e Ortopedia Facial
Periodontia e Ortopedia Funcional dos Maxilares
Site: www.dual.odo.br Facebook: dual.topdentbrasilia (curta nossa página)

Data: 19.08.2014
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sexta-feira, 12 de julho de 2013

Pesquisa irá desenvolver biscoito anticárie

Notícias da FAPEAM

20/06/13 - Comer e deixar, frequentemente, de escovar os dentes é um perigo à saúde bucal, pois pode ocasionar o surgimento de placas bacterianas. Caso o resíduo não seja removido, ele pode acumular mais massa e endurecer, evoluindo para o que os dentistas chamam de tártaro. Isso ocorre porque após a pessoa se alimentar, as bactérias existentes na boca se juntam com os restos de comida presos entre os dentes e os ácidos que ajudam na digestão. O acumulo de sujeira na boca degrada o esmalte dos dentes levando às tão temíveis cáries.

E se esse problema pudesse ser evitado comendo? Isso mesmo, mastigando? A possibilidade existe e inspirou a pesquisadora do Instituto Federal do Amazonas (IFAM), Célia Emi Sasahara da Silva, a desenvolver uma pesquisa que pretende colocar em um simples biscoito características dos sabores amazônicos e fitoterápicos que podem evitar o surgimento da cárie.

A ideia de Sasahara consiste em fazer um biscoito nutritivo usando farinha de pupunha, adicionando gengibre, canela e xilitol (um adoçante natural encontrado no milho, framboesa e ameixa). Os três produtos naturais são conhecidos pela ação anticariogênica.
Ela explicou que a pesquisa vai trabalhar com seis possíveis combinações dos ingredientes fitoterápicos para poder avaliar o valor nutricional e, principalmente, a eficácia do produto em reduzir o risco de desenvolvimento de cárie.

A pesquisa foi aprovada, junto com outras três propostas, no edital 003/2013, referente ao Programa de Apoio à Formação de Recursos Humanos Pós-Graduados do Estado do Amazonas – RH-Mestrado, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM). Sasahara vai fazer mestrado no curso de Biologia Urbana, no Centro Universitário Nilton Lins (UniNilton Lins), com previsão de término no próximo ano.

Além de Sasahara, a estudante Erika Oliveira Abinader obteve bolsa para estudar também no UniNilton Lins; Paula de Oliveira Cunha irá desenvolver seu trabalho na Faculdade de Odontologia de Bauru (USP), e Lidiane da Silva na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. O investimento disponibilizado para as quatro propostas foi de cerca de R$ 92 mil.

Sobre o RH Mestrado

Concede bolsas de mestrado a profissionais interessados em realizar curso de pós-graduação stricto sensu, em Programa de Pós-Graduação recomendado pela CAPES em outros Estados da Federação ou no Estado do Amazonas desde que o Programa de Pós-Graduação não tenha sido atendido pelo Programa de Apoio à Pós-Graduação Stricto Sensu – POSGRAD.

Imagem 2: Ricardo Oliveira/Agência FAPEAM.

Leandro Guedes – Agência FAPEAM
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quinta-feira, 2 de maio de 2013

Estudo utiliza plantas medicinais para o combate à cárie

Estudo identificou benefícios do uso de plantas medicinais no combate à cárie. (Foto: Reprodução)

10/04/2013 - Um estudo desenvolvido há 8 anos identificou os benefícios do uso de plantas medicinais no combate à cárie e resultou em produtos para uso odontológico como meio de minimizar os índices de dentes cariados na região amazônica. A pesquisa é intitulada ‘Estudo e desenvolvimento de fitoterápicos de uso odontológico com propriedade removedora de biofilme a partir de espécies vegetais amazônicas’ e foi desenvolvida pelo doutor em Biotecnologia, Renilto Frota, a partir da sua dissertação de mestrado.

O trabalho conta com o apoio do Governo do Estado por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM). De acordo com Frota, três plantas se destacaram: o breu branco, a laranjinha e a tiririca que é conhecida como uma praga no campo. "Essas espécies são conhecidas e usadas em algumas regiões do Brasil pelo seu uso medicinal, mas nunca utilizadas em odontologia", disse.

Após a pesquisa das plantas medicinais, foi elaborada a primeira linha de produtos fitoterápicos para uso odontológico, além da obtenção da primeira patente internacional, garantindo o direito do Brasil, em relação à descoberta, em 142 países. O próximo passo da pesquisa vai ser a solicitação à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o teste com pessoas.

Ouça a reportagem completa, clique aqui.

David Simplício e Manoela Moura - Rádio com Ciência

Agência FAPEAM
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quinta-feira, 11 de abril de 2013

Estudo utiliza plantas medicinais para combater cárie

10 abril 2013
Um estudo desenvolvido há 8 anos identificou os benefícios do uso de plantas medicinais no combate à cárie e resultou em produtos para uso odontológico como meio de minimizar os índices de dentes cariados na região amazônica. A pesquisa é intitulada ‘Estudo e desenvolvimento de fitoterápicos de uso odontológico com propriedade removedora de biofilme a partir de espécies vegetais amazônicas’ e foi desenvolvida pelo doutor em Biotecnologia, Renilto Frota.

O trabalho conta com o apoio do Governo do Estado por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM). De acordo com Frota, três plantas se destacaram: o breu branco, a laranjinha e a tiririca que é conhecida como uma praga no campo. “Essas espécies são conhecidas e usadas em algumas regiões do Brasil pelo seu uso medicinal, mas nunca utilizadas em odontologia”, disse.

Após a pesquisa das plantas medicinais, foi elaborada a primeira linha de produtos fitoterápicos para uso odontológico, além da obtenção da primeira patente internacional, garantindo o direito do Brasil, em relação à descoberta, em 142 países. O próximo passo da pesquisa vai ser a solicitação à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o teste com pessoas.

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quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Pesquisa aponta espinheira-santa como aditivo a tratamento dentário

A pesquisa comprova que, a adição do extrato etanólico da planta conhecida popularmente como espinheira-santa, ao cimento endodôntico, auxilia no combate a infecção de canal dentário

Postado por valderez Barbosa

Uma pesquisa científica realizada na UNIGRAN resultou na primeira colocação do 3º Congresso Internacional de Odontologia de Mato Grosso do Sul em Campo Grande. Com o título “Estudo in vitro da atividade antimicrobiana do cimento endodôntico AH Plus® associado ao extrato etanólico da planta Maytenus ilicifolia”, a pesquisa comprova que, a adição do extrato etanólico da planta conhecida popularmente como espinheira-santa, ao cimento endodôntico, auxilia no combate a infecção de canal dentário.

O trabalho foi elaborado pelos acadêmicos de Odontologia Nilton Pires de Araújo Filho e Tamy Zanoni Camargo, sob a orientação dos professores Luiz Fernando Benitez Macorini (coordenador de Biomedicina), Paula Tereza Vardasca de Oliveira Galvão (professora de Odontologia) e Adriana Mestriner (pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação).

O estudante Nilton conta que não esperava o primeiro lugar, “surgiu a oportunidade de apresentar o trabalho no fórum, nos preparamos e apresentamos. Tive até uns elogios, mas não esperava a premiação”. A planta foi objeto de estudo do seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), “tentamos aumentar a atividade microbiana do cimento, ou seja, ele mata certa quantidade de bactérias.

A gente adicionou o extrato da planta para ver se esse potencial aumenta a capacidade de matar mais bactérias. Aumentou bem significativamente”. Segundo o professor Luiz Fernando, a proposta foi conciliar o produto natural, que no caso é uma planta medicinal, com o cimento endodôntico, usado para tratar canal. Ele explica que foi observado em outras pesquisas que alguns cimentos que estão no mercado não possuem uma boa atividade microbiana, por isso se deu a iniciativa.

“Principalmente no MS, o produto natural é o foco de muitas pesquisas, devido a nós termos o cerrado, que é um bioma que possui muitos tipos de plantas medicinais e devem ser investigadas possíveis utilizações dessas plantas. E uma dessas plantas foi a espinheira-santa, nome científico Maytenus ilicifolia. Adicionado o extrato desta planta ao cimento endodôntico conseguimos resultados expressivos: aumentou a capacidade de combater determinados tipos de bactérias no canal dentário, para combater infecções no canal”, assegura Luiz Fernando.

Para o coordenador, “foi um trabalho de grande relevância, mas que tem muito mais a ser explorado. Fiquei muito feliz, sentimos um orgulho muito grande quando ficamos sabendo que este trabalho foi premiado em primeiro lugar em um Congresso Internacional. Sabemos que este trabalho foi eleito pela relevância da situação”.

Luiz esclarece a importância de se trabalhar com produto natural em pesquisa científica devido à preservação da natureza, “mostrando que determinados tipos de plantas têm suas funções e podem auxiliar no tratamento de algumas doenças”.

Data: 06.12.2012
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quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Óleo de coco ajuda a combater cáries e aftas


Antibacteriano natural

O óleo de coco, que ganhou atenção recentemente por aumentar o colesterol bom e diminuir a glicemia, também ajuda a combater uma bactéria responsável pelo surgimento de cáries nos dentes.

A conclusão é de cientistas do Instituto Athlone de Technologia (Irlanda), que afirmam que o produto poderia ser usado em artigos de higiene bucal. Segundo eles, o óleo de coco tratado com enzimas impediu a evolução da bactéria Streptococcus, que é uma das maiores causadoras de cáries.

Cáries e aftas

Durante o estudo, os cientistas avaliaram o impacto dos óleos de coco, de oliva e de soja, nos seus estados naturais e após tratamentos com enzimas, em um processo similar à digestão. O óleo de coco foi o único que conseguiu conter a bactéria que é encontrada na região bucal.

"Com o aumento da resistência bacteriana, é importante que voltemos nossa atenção para o combate a infecções de microrganismos", disse Damien Brady, um dos autores do estudo.

Outro benefício descoberto pelos cientistas, durante o mesmo estudo, é que o óleo de coco evitou o surgimento de aftas.

Data: 03.09.2012
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