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quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Delegação da Índia estuda abrir centro de excelência contra a fome similar ao do Brasil

Fonte: ONU Brasil - Quinta-feira, 28 de Janeiro de 2016 


No Brasil, delegação indiana conheceu o Bolsa Família, o Programa Nacional de Alimentação Escolar e as estratégias de apoio à agricultura familiar e de compras públicas de alimentos.

Nos dias 18 e 19 de janeiro, o Centro de Excelência contra a Fome do Programa Mundial de Alimentos da ONU (PMA) participou de uma visita de estudos do governo da Índia ao Brasil, organizada pela agência de cooperação alemã GIZ.

O objetivo foi conhecer as iniciativas do governo brasileiro na área de segurança alimentar e nutricional e o trabalho do Centro da ONU. O governo indiano espera aprimorar suas iniciativas na área de segurança alimentar e está planejando a criação de um centro de excelência similar ao do Brasil.

Apesar do intenso crescimento econômico da Índia e de sua capacidade de produzir alimentos suficientes para toda a população, altos níveis de pobreza, insegurança alimentar e má nutrição persistem. O governo tem um dos maiores programas de distribuição de alimentos do mundo, conhecido como Sistema Público de Distribuição Dirigida. O programa fornece grãos para populações pobres.

Em 2013, o país aprovou o Ato de Segurança Alimentar Nacional, que garante em lei que 75% da população rural e 50% da população urbana têm direito a adquirir alimentos a preços subsidiados.

No Brasil, a delegação indiana, composta por membros do governo e representantes da GIZ, conheceu o Bolsa Família, o Programa Nacional de Alimentação Escolar e as estratégias de apoio à agricultura familiar e de compras públicas de alimentos. Eles conversaram com oficiais do governo brasileiro sobre a participação da sociedade civil, a articulação entre os diversos ministérios e entre o governo federal e os governos estaduais e municipais.

Os técnicos do Centro de Excelência apresentaram à delegação o trabalho de cooperação Sul-Sul que o Centro vem desenvolvendo desde 2011. Nesse período, quase 40 países visitaram o Brasil com apoio do Centro para conhecer políticas e programas de segurança alimentar e nutricional e combate à pobreza e desenvolver suas próprias soluções de combate à fome.

Os indianos estavam interessados em entender como o Centro de Excelência compartilha os conhecimentos acumulados pelo Brasil para o desenvolvimento de capacidades de outros governos de países em desenvolvimento. A Índia está discutindo atualmente a criação de um Centro de Excelência em segurança alimentar, em parceria com o PMA, e as experiências do Centro de Excelência contra a Fome no Brasil são um exemplo a ser seguido.

No dia 12 de janeiro, o ministro dos Direitos do Consumidor, Alimentação e Distribuição Pública da Índia, Ram Vilas Paswan, e a diretora executiva do PMA, Ertharin Cousin, assinaram uma carta de intenções para preparar a proposta de trabalho desse Centro de Excelência.

“Até o final deste ano, estamos planejando estabelecer os papéis e modalidades que esse centro de excelência deve desempenhar na Índia. Nos próximos sete ou oito meses estamos decidindo onde será o Centro, qual será o orçamento, qual deve ser sua contribuição e qual será o papel dos governos estaduais, do governo da Índia e do PMA”, contou Deepak Kumar, secretário adjunto do Departamento de Alimentação e Distribuição Pública do governo da Índia, que liderou a delegação em visita ao Brasil.

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sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

El Niño traz insegurança alimentar e deixa o mundo em ‘território inexplorado’, adverte a ONU

Representante das Nações Unidas sublinha a necessidade de agir para mitigar os impactos do fenômeno e expressa preocupação particular sobre as regiões da América do Sul e Central, a região do Pacífico e África Oriental e do Sul.
Foto: Agência Brasil

Ressaltando os impactos variados e devastadores do fenômeno climático El Niño, o subsecretário-geral das Nações Unidas para Assuntos Humanitários, Stephen O’Brien, chamou a comunidade internacional a ajudar as milhões de pessoas que estão enfrentando insegurança alimentar.

“A força do atual El Niño tem deixado o mundo em território inexplorado”, declarou O’Brien, sublinhando que, o fato de o fenômeno não ser causado pelas mudanças climáticas, mas estar acontecendo em um contexto de aquecimento global, torna os efeitos do El Niño menos previsíveis.

Para ele, a estimativa de que o fenômeno reduza sua intensidade nos primeiros meses de 2016 “não significa que o perigo tenha passado”, destacando que o El Niño pode ser seguido por outro, o “La Niña”, que, ao contrário do primeiro, é caracterizado pelo esfriamento das águas superficiais nas regiões do Oceano Pacífico, que causa alterações na média pluvial.

“Os impactos, especificamente na segurança alimentar, podem durar dois anos”, afirmou o subsecretário-geral para Assuntos Humanitários, que expressou preocupação particular a respeito dos países da América do Sul e Central, a região do Pacífico e África Oriental e do Sul.

Na região da América Latina e Caribe, Honduras, Guatemala, El Salvador e Haiti estão em situação de maior vulnerabilidade, destacou O’Brien. A redução na média de chuvas, entre março a setembro de 2015, levou a perdas significativas no cultivo e desencadearam na necessidade de ajuda alimentar para milhões de pessoas.

“Mais de 4,2 milhões de pessoas na América Central, incluindo 3,5 milhões em Honduras, Guatemala e El Salvador são afetadas por uma das mais severas secas na história da região, o que tem probabilidade de aumentar a intensidade até março deste ano”, ele explicou, acrescentando que no Haiti, cerca de 3 milhões de pessoas – o que representa 30% da população – sofrem com insegurança alimentar, com 800 mil delas em situação grave, precisando urgentemente de assistência.

A região em geral está sob risco de efeitos devastadores no setor agrícola, incluindo inundações, deslizamentos de terra e secas, que podem levar a incêndios florestais.

Na região do Pacífico, as secas estão afetando cerca de 3,5 milhões de pessoas. O El Niño tem aumentado as chances de furacões e ciclones.

Na África Oriental, ele destacou a Etiópia como o mais afetado entre os países, enfrentando a pior seca em 30 anos. “As necessidades humanitárias mais que triplicaram no ano passado”, afirmou O’Brien.

Ele enfatizou que crises anteriores mostraram que ações antecipadas são fundamentais para reduzir a vulnerabilidade e a necessidade de assistência humanitária. Segundo O’Brien, os planos de resposta para os países afetados seguem subfinanciados e mais contribuições serão necessárias.

Da ONU Brasil, in EcoDebate, 15/01/2016

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Mapping the vulnerability of mountain peoples to food insecurity

While global hunger figures are decreasing, the number of food insecure people in mountain areas rose 30 percent between 2000 and 2012, according to a new study, released today by FAO and the Mountain Partnership on International Mountain Day.

Mapping the vulnerability of mountain peoples to food insecurity found that the number of food insecure people living in mountain regions in developing countries grew to nearly 329 million in 2012, up from 253 million in 2000, even though the overall population of the world's mountain peoples increased only by 16 percent during that same time. 

That means that one in three mountain people, both urban and rural, in developing countries faced hunger and malnutrition, compared to one out of nine people globally.

And focusing on only rural mountain populations, which depend on natural resources such as land, water and forests for their livelihoods, the numbers get even starker: almost half of them are food insecure.
Date: 11/12/2015
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sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

‘Mudança climática afeta mais pobres e famintos’, afirma Graziano da Silva, diretor da FAO

Fonte: ONU BR - Quinta-feira, 10 de Dezembro de 2015 


Durante seu discurso na Conferência do Clima, o brasileiro e diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) instou os líderes presentes a “optarem por mudanças que promovam um mundo mais seguro, justo e inclusivo”.

Em discurso durante a Conferência do Clima em Paris, o diretor-geral da Organização da ONU para Alimentação e Agricultura (FAO), José Graziano da Silva, afirmou na segunda-feira (30) que os impactos da mudança climática “afetam a todos, mas principalmente as pessoas mais pobres e que sofrem com a fome”, ressaltando que os pequenos produtores e os agricultores estão “na linha de frente”.

O representante da FAO ainda instou os líderes mundiais a serem “corajosos e resilientes” e optarem por mudanças que promovam um “mundo mais seguro, justo e inclusivo”.

“Não haverá paz sem desenvolvimento sustentável e nunca haverá desenvolvimento sustentável enquanto ainda houver pessoas que são deixadas de lados e que sofrem com a pobreza extrema e a fome”, ressaltou Graziano da Silva.

O diretor-geral se dirigiu aos participantes durante reunião de alto nível da conferência sobre resiliência e adaptação às mudanças climáticas, por ocasião do lançamento de uma nova iniciativa do secretário-geral da ONU sobre resiliência: “Antecipar, Absorver, Reformar (A2R, da sigla em inglês). A iniciativa se destina a impulsionar os esforços dos países na redução de risco de desastres.

Reforçar a resiliência antes, durante, e depois das crises

As secas, inundações, tempestades e outros desastres provocados pelas mudanças climáticas vêm aumentando com frequência e gravidade nas últimas três décadas. Um recente estudo da FAO aponta que, nos países em desenvolvimento, 25% do impacto econômico desses desastres afetam principalmente os setores agrícolas, gado, pesca e florestas.

A iniciativa A2R pretende acelerar os esforços para melhorar a resiliência às mudanças climáticas. Segundo Graziano da Silva, a FAO tem trabalhado em conjunto com as outras agências da ONU com sede em Roma – o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e o Programa Mundial de Alimentos (PMA) – em uma estratégia comum para aumentar a resiliência atuando antes, durante e depois das crises.

Tal iniciativa já está em funcionamento na Guatemala, Quênia e Níger “com resultados muito promissores”, segundo o representante, e está vinculada ao Enfoque dos 3Rs adotado pela FAO: “Socorro, Recuperação e Resiliência” que a FAO vem adotando com êxito em países como a Filipinas, após o tufão Hayan em 2013, e Vanuatu, após o Ciclone Pam no ano passado.

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quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

“Não teríamos saído do Mapa da Fome sem o trabalho da assistência social”

Fonte: CAISAN com informações do MDS - Quarta-feira, 02 de Dezembro de 2015 


A ampliação da rede de proteção social nos últimos 10 anos, a partir da implantação do Sistema Único da Assistência (Suas), garantiu que a população tivesse acesso a serviços e benefícios socioassistenciais. E também assegurou a segurança alimentar e nutricional. “A chegada da assistência social às famílias mais pobres permitiu que milhões de brasileiros acessassem direitos, inclusive o direito à alimentação”, afirma o secretário nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Arnoldo de Campos. 

Segundo o secretário, a atuação dos profissionais de assistência social foi fundamental para que o Brasil conseguisse sair, no ano passado, do Mapa Mundial da Fome da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). “Não teríamos saído sem o trabalho da assistência social. Em diversas situações, uma família não é vulnerável apenas do ponto de vista social e econômico, mas também do ponto de vista da segurança alimentar.” 

“As pessoas também estão vulneráveis ao sistema agroalimentar. Os mais pobres ainda têm mais dificuldade porque o alimento saudável, muitas vezes, é mais caro, não está acessível. E a informação para o cidadão sobre os danos de determinados tipos de alimentos não está clara”, explica Arnoldo de Campos, ao apontar a importância dos trabalhadores do Suas no combate à obesidade e as doenças decorrentes da má alimentação. “Eles levam informação para as famílias, promovem o acesso a políticas públicas. Temos ainda diversas estratégias de educação alimentar que, inclusive, ocorrem dentro dos serviços da assistência social. Esse diálogo entre as duas áreas é fundamental nesse novo desafio.”

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quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Preservar a agrobiodiversidade é um compromisso com o futuro

Fonte: Gabriella Bontempo Ascom/MDA - Sexta-feira, 06 de Novembro de 2015 


Segundo o dicionário, a palavra guardião remete ao que protege, conserva e defende, mas para o assentado Cristovindo Ferreira Neto, 58 anos, a missão é ainda mais nobre: garante a perpetuação da diversidade agroflorestal. “Essa sementinha que está colocada aqui tem um significado muito grande, é uma vida para nós”, destacou.

A história dele e de outros produtores do norte de Minas Gerais foram contadas ao ministro do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias, durante o Fórum dos Guardiões e Guardiãs da Agrobiodiversidade do Semiárido Mineiro. O encontro, realizado nesta sexta-feira (30), deixou o casarão antigo, no centro de Montes Claros, ainda mais bonito com as sementes crioulas - e repleto de esperança às gerações.

“Ontem caiu a primeira chuva em minha região. Então, eu comecei a plantar as sementes que tinha guardado na última colheita. A gente vem plantando assim a centenas de anos, do jeito que vinha sendo ensinado de pais a filhos”, contou Cristovindo. Esse jeito separa, ainda na colheita, as sementes dos melhores frutos da terra e que, mais tarde, servem de insumos para a próxima safra.

“Guardar a semente é um desafio, mas a gente está fazendo o maior esforço para não perder nenhuma variedade de plantas”, afirmou o produtor que é um dos guardiões da agrobiodiversidade em Grão Mogol, município mineiro a 130 quilômetros de Montes Claros.

Esse cuidado em preservar o meio ambiente faz parte do campo de atuação do MDA, como ressaltou o ministro aos participantes. “Trabalhamos em três vertentes: o cooperativismo, a agroindustrialização e a agroecologia. Nós temos que propor o debate em torno do meio ambiente, da água e do uso do agrotóxico com toda a sociedade. Vamos ter que percorrer esse caminho juntos”.

Para Patrus, a encíclica papal encabeça um discurso importante em torno da conservação do meio ambiente. “O que está proposto é um grande debate sobre o uso do agrotóxico e das sementes transgênicas. Acho que esse é um caminho a seguir”, pontuou. 

Mais Preservação

Além de conhecer os guardiões, o ministro recebeu da Rede de Agrobiodiversidade do Semiárido Mineiro o Plano de Uso e Gestão Compartilhada da Agrobiodiversidade pelos Povos e Comunidades Tradicionais do Semiárido de Minas Gerais.

O documento, elaborado entre 2012 e 2013, é uma estratégia para adaptação às mudanças climáticas e soberania alimentar dessa população a partir do uso da agrobiodiversidade. “É preciso agora redesenhar as estratégias agroalimentares com esses povos para produzir vida no campo e soberania nutricional”, explicou a colaboradora da Rede, Fernanda Monteiro.

De acordo com ela, devido à memória cultural, os povos e comunidades tradicionais são os detentores e protetores de um patrimônio genético ambiental. “Essas sementes são adaptadas às condições locais, têm um potencial de responder à resiliência dos sistemas agrícolas frente às alterações climáticas. A semente tem memória. Essa memória é o que produz vida naquele ambiente”, completou Fernanda.

O plano foi construído com o apoio, pioneiro, do Tratado Internacional sobre os Recursos Fitogenéticos para a Alimentação e Agricultura (Tirfaa), da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). O projeto foi selecionado em edital internacional onde concorreram 300 propostas do mundo inteiro.

Saiba mais

O semiárido mineiro representa 10,54% da área do Semiárido brasileiro. Localizada no norte de Minas Gerais e no Vale de Jequitinhonha, a região possui um dos maiores adensamentos de agricultores familiares, com 37,9% da sua população vivendo na zona rural.

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domingo, 4 de outubro de 2015

ONU: Programa de inspiração brasileira ajuda a alimentar 20 mil crianças no Senegal

28/09/2015

O PAA África contribui para construir uma agenda de financiamento público para a compra local de alimentos que beneficiam programas de alimentação escolar no Senegal.
Mais de 20 mil alunos do ensino público já se beneficiaram com o programa de alimentação escolar no Senegal. Foto: Facebook/PAA África

Ligar a produção local de alimentos aos programas de alimentação escolar está mostrando resultados positivos no Senegal, onde estratégias de compras públicas de alimentos apoia a produção agrícola dos pequenos agricultores familiares.

Inspirado no programa público brasileiro de aquisição de alimentos, o programa PAA África – em inglês Purchase from Africans for Africa – no Senegal está sendo implementado na região de Kédougou, uma das mais pobres do país. Como resultado, a iniciativa já triplicou a produtividade agrícola e comprou em torno de 100 toneladas de arroz para alimentar mais de 20 mil estudantes do ensino público.

Apoiar os agricultores pobres vulneráveis, fornecer refeições escolares diárias e impulsionar economias locais, estes são alguns dos desafios operacionais abordados pelo projeto PAA África no Senegal. A experiência senegalesa é parte do Programa PAA África – que também é implementado na Etiópia, Malaui, Moçambique e Níger – e que congrega a expertise da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e do Programa Mundial de Alimentos (PMA) para promover intercâmbios Sul-Sul entre Brasil e África.

“Antes da parceria, os nossos rendimentos eram muito baixos. As crianças que iam para a escola com fome, sentiam os impactos negativos nos seus resultados escolares.”, relatou a presidenta do grupo de Mulheres em Kédougou, Aissatou Diallo.

O programa reforça a capacidade dos agricultores do de participação no mercado, por meio de insumos agrícolas, capacitação sobre boas práticas agrícolas e habilidades do agronegócio, bem como em relação aos contratos assinados com associações de agricultores para garantir a comercialização dos seus produtos para as escolas nas proximidades. O programa desenvolve, portanto, o potencial para aumentar a renda das famílias, sua segurança alimentar e bem-estar.

Link:
http://nacoesunidas.org/onu-programa-de-inspiracao-brasileira-ajuda-a-alimentar-20-mil-criancas-no-senegal/

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Independência sem fome

Fonte: Mateus Zimmermann Ascom/ MDA - Segunda-feira, 14 de Setembro de 2015 



O sete de setembro de 2015 teve um sabor diferente. Pela primeira vez o Brasil pode comemorar sua independência sabendo que o país saiu do mapa da fome da Organização das Nações Unidas (ONU). Fato que merece ser celebrado e relembrado. Entre 2003 e 2013, o número de pessoas subalimentadas – aquelas que não tinham acesso a alimentos imprescindíveis para a manutenção da vida – caiu 82%.

É claro que isso não quer dizer que todos os brasileiros tiveram um prato de comida no feriado, mas o número de famílias que ainda tem dificuldades em garantir sua segurança alimentar reduz diariamente. Essa nova realidade é fruto de um conjunto de ações do governo e da sociedade civil, aliado à crescente capacidade dos agricultores familiares produzirem comida em quantidade e qualidade necessárias para abastecer os lares brasileiros.

Sair do mapa da fome da ONU tem um significado especial quando pensamos na história de nossa nação, desde a chegada dos primeiros navios portugueses, até bem pouco tempo atrás, a grande preocupação era com a geração de renda, seja explorando os recursos nativos ou produzindo itens de exportação. A segurança alimentar não era uma agenda do país.

Mudar esse quadro, não é uma conquista individual, mas uma vitória de muitas brasileiras e brasileiros, como o sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, e Josué de Castro, que lutaram, pressionaram e participaram da construção de políticas públicas capazes de assegurar comida à mesa da população. Talvez nosso maior exemplo de sucesso nessa área seja a criação e consolidação do Fome Zero.

Reconhecido e exemplo para outros países, o Fome Zero e sua ação intersetorial associado ao Bolsa Família e ao Brasil Sem Miséria criaram medidas estruturais capazes de gerar aumento da renda e da dignidade das camadas mais pobres da população, mudando a realidade de nossa pátria; hoje uma nação mais justa e, consequentemente, mais soberana.

Outro lado importante dessa conquista é o aumento da produção de alimentos saudáveis pela agricultura familiar. Esses produtores, que representam cerca de 85% das propriedades no rural brasileiro, são os responsáveis pela produção de grande parte dos gêneros alimentícios que chega a nossas mesas.

A produção de alimentos é a grande vocação da agricultura familiar, que tem contado com o apoio do governo federal. Somente em crédito, para impulsionar a produção, vão ser disponibilizados para safra 2015/2016, R$ 28,9 bilhões. Se este valor for comparado com o que foi disponibilizado há uma década, na safra 2005/2006, de R$ 9 bilhões, é notório o crescimento da oferta de crédito em 321%.

Superar a fome e a miséria não são desafios exclusivos do Brasil, o que temos feito aqui tem servido de exemplo, e mais do que isso, tem dado certo, somos hoje mais nação do que éramos há uma década. E na Semana da Pátria não nos custa sonhar que dentro de mais uma década talvez a fome seja algo que o Brasil conheça somente nos livros de história.

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sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Brasil Sem Miséria: uma nova ferramenta, por Laís Vitória Cunha de Aguiar

[EcoDebate] Nos últimos anos, a fome diminui consideravelmente, graças aos programas sociais como Brasil Sem Miséria.

Porém, a fome continua sendo um problema diário para famílias com rendimento econômico menor, para pessoas miseráveis. É incrível o que ações governamentais bem sucedidas podem fazer pela população.

Em alguns casos o dinheiro é desviado, roubado em várias estâncias do poder, desde a instância federal até a estadual e municipal. Porém, ainda sim é possível ver resultados positivos: 22 milhões de pessoas superaram a extrema pobreza, apenas no período 2011-2014.

No contexto da crise econômica mundial esse número torna-se ainda mais significativo, afinal em crise as pessoas tendem a diminuir sua renda e entrar na extrema pobreza, não sair dela, como foi o caso dos últimos anos.

O programa Brasil Sem Miséria, que é o foco desse artigo, inclui uma série de projetos como Bolsa Família, Pronatec, Brasil Carinhoso, entre outros. Como nem mesmo as melhores ideias são perfeitas, e tudo pode ser aperfeiçoado, aqui escrevo uma ideia para aperfeiçoar o programa.

O Centro de Distribuição de Alimentos seria um projeto para combater a fome, e funcionaria da seguinte maneira: comida será arrecadada ao final dia em todos os estabelecimentos que trabalham com comida e que jogariam fora certa quantidade de alimento ainda consumível.

Esses estabelecimentos receberiam diminuição no imposto de renda. Um carro ficaria responsável pelo trajeto e por marcar que os estabelecimentos cumpriram o acordo no dia ( uma lista com os nomes, igual chamada em sala de aula). A comida será entregue na forma de janta aos necessitados, que terão de ser cadastrados no banco social de cada prefeitura.

Dessa forma o Brasil, que está entre os 10 países que mais desperdiçam alimento, diminuiria o desperdício e ainda auxiliaria o combate à fome, além de ser uma medida sustentável (pois visa diminuir o desperdício e utilizar a comida para fins sociais).

Como tornar o Centro de Distribuição de Alimentos realidade? É só votar no site http://dialoga.gov.br/#/programas/103397/propostas/116851 , lembrando que para votar é necessário se inscrever no site. Meu objetivo é ajudar na luta contra a fome.

O que é esse site? É uma iniciativa que visa trazer propostas da população para a pauta política, lá você pode conhecer os programas do Governo Federal, escrever suas próprias propostas dentro dos programas e votar, sendo que as três mais votadas serão respondidas pelo Governo.

Caso você tenha gostado da proposta de um Centro de Distribuição de Alimentos é só votar no link acima. O site é bom e simples de manejar, é uma forma de participação política ativa. A possibilidade de mudança pode estar a um clique.

Por Laís Vitória Cunha de Aguiar, Adopt a Negotiator.

in EcoDebate, 06/08/2015
"Brasil Sem Miséria: uma nova ferramenta, por Laís Vitória Cunha de Aguiar," in Portal EcoDebate, 6/08/2015, http://www.ecodebate.com.br/2015/08/06/brasil-sem-miseria-uma-nova-ferramenta-por-lais-vitoria-cunha-de-aguiar/.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Agricultura familiar é essencial para erradicar a fome na América Latina e no Caribe, diz FAO

Fonte: ONU Brasil - Sexta-feira, 12 de Junho de 2015 


O progresso da Iniciativa Regional para a Agricultura Familiar da FAO, que apoia os governos em suas estratégias de redução da pobreza rural, foi discutido na Conferência da Organização.

A agricultura familiar deve ser um motor para a erradicação da fome, o desenvolvimento sustentável e a redução da pobreza nas áreas rurais da América Latina e do Caribe, disse o representante regional da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, Raul Benitez, durante um evento paralelo da Conferência da Organização que analisou o progresso da Iniciativa Regional para a Agricultura Familiar e o Desenvolvimento Rural Territorial da FAO.

FAO criou esta iniciativa para apoiar os governos em suas estratégias de redução da pobreza rural, com um olhar mais abrangente sobre a agricultura familiar, desenvolvimento rural e os meios de vida sustentáveis.

Benitez destacou na quarta-feira (10) que é essencial que a agricultura familiar permaneça no centro das políticas públicas por parte dos governos como forma de garantir a segurança alimentar, o desenvolvimento rural e a redução da pobreza territorial na América Latina e no Caribe.

Na América Latina e no Caribe, há 60 milhões de agricultores familiares que produzem entre 57 e 77% do emprego agrícola, fazendo uma grande contribuição para a economia regional, a produção de alimentos, segurança alimentar, desenvolvimento das zonas rurais e a qualidade de vida da população rural.

Para aumentar o alcance dessas contribuições na luta contra a fome, é primordial a formulação de políticas agrícolas com as políticas de emprego, proteção social e gestão de risco, como a Iniciativa Regional da FAO.

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quinta-feira, 28 de maio de 2015

Relatório da FAO destaca avanços do Brasil na luta contra fome e pobreza

Fonte: Ascom/MDS
Quinta-feira, 28 de Maio de 2015 


Ações de transferência de renda e de segurança alimentar são citadas como exemplo de que a proteção social gera um círculo virtuoso de crescimento inclusivo

O relatório O Estado da Insegurança Alimentar no Mundo 2015, divulgado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) nesta quarta-feira (27), destaca os avanços brasileiros na redução do número de pessoas em situação de fome conquistado nos últimos anos. O Brasil é o país, entre os mais populosos, que teve a maior queda de subalimentados entre 2002 e 2014, que foi de 82,1%. No mesmo período, a América Latina reduziu em 43,1% esta quantidade.
Entre os mais populosos, o país também é aquele que apresenta a menor quantidade de pessoas subalimentadas. São 3,4 milhões no Brasil, pouco menos de 10% da quantidade total da América Latina, que é de 34,3 milhões. “O relatório confirma o esforço e reconhece a trajetória do Brasil na ação de redução da pobreza e do combate à fome”, ressaltou a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello.


“O Brasil, ao contrário de outros países do mundo, sempre foi um grande produtor de alimentos. E, mesmo assim, a população passava fome. O nosso problema não era a disponibilidade de alimentos, o nosso problema era acesso aos alimentos e à renda. E isso conseguimos alcançar com políticas públicas”, explicou.

A publicação aponta também que o país alcançou todas as metas das Nações Unidas em relação à fome. O Objetivo de Desenvolvimento do Milênio (ODM) era de reduzir pela metade a fome e o da Cúpula Mundial de Alimentação era de reduzir pela metade os números absolutos de subalimentados. O Brasil é um dos 29 países que conseguiram alcançar essas duas metas. “O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que está em processo de formatação, tem o objetivo de reduzir até menos de 5% até 2030. Desde o ano passado, nós já conseguimos alcançar esta meta”, contou a ministra.

As ações de segurança alimentar desenvolvidas e o Programa Bolsa Família foram citados como cruciais para o crescimento inclusivo que o Brasil alcançou. “A proteção social pode estabelecer um círculo virtuoso de progresso à população pobre com melhores salários, empregos e rendas”, destaca o relatório. “Estes programas reduziram significativamente a desigualdade de renda - entre 2000 e 2012, a renda média do quintil [20%] mais pobre da população cresceu três vezes mais rápido que a dos 20% mais ricos.”

A ministra Tereza Campello explica que o país agora enfrenta um novo desafio. “O Brasil saiu do Mapa da Fome. Temos a primeira geração de crianças alimentadas, que estão na escola e não vão repetir a trajetória de seus pais. E nos deparamos com o Brasil vivendo problemas de saúde típicos de países desenvolvidos, como a obesidade. E, principalmente, a obesidade infantil”, destacando que é um dos principais temas que serão tratados pelos governos e sociedade durante a 5ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, no segundo semestre deste ano.

Agenda – Na próxima semana, a ministra Tereza Campello apresenta em Milão, na Itália, as experiências brasileiras para a superação da fome e da extrema pobreza, no Seminário Internacional Políticas Sociais para o Desenvolvimento – Edição Especial “Brasil: Superar a Fome é Possível”. Promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), com o apoio do Banco Mundial e da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o evento vai reunir, nos dias 3 e 4, representantes de mais de dez países no Pavilhão Brasil da Expo Milão 2015.

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segunda-feira, 18 de maio de 2015

Por trás da fome, as verdades da economia e da política. Artigo de Amartya Sen

Uma grande variedade de temas econômicos, sanitários, sociais e políticos, de fato, está ligada à permanência da fome endêmica e das carestias recorrentes. Devemos entender profundamente muitas relações de causa e efeito, se quisermos conseguir vencer e, por fim, apagar o fantasma da fome no mundo.

A opinião é do economista e filósofo indiano Amartya Sen, prêmio Nobel de Economia de 1998, em artigo publicado no jornal La Stampa, 14-05-2015. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Eis o texto.

A persistência generalizada da fome no mundo, um mundo muito mais rico do que antigamente, é um problema que encerra um desafio. Devemos compreender as causas tanto da fome endêmica de que sofre uma parcela significativa da população mundial, quanto do surto recorrente de fomes que matam um grande número de pessoas e abalam a vida de muitas outras.

A primeira coisa a se esclarecer é que devemos considerar a falta de alimentos como um problema econômico.

É um problema econômico em vez de um “problema alimentar” em sentido estrito. Há mais de 40 anos, em 1981, em um livro intitulado “Pobreza e fomes“, eu tentei usar um conceito que defini como “capacidade de obter comida” para explicar as fomes, mas a mesma ideia também serve para entender as causas da fome nas suas diversas manifestações, endêmica, moderada e às vezes catastrófica.

A ideia de base da capacidade de obter comida é extremamente simples. Porque os alimentos e os outros recursos não são distribuídos gratuitamente à população. A sua utilização depende, por força, de coisas da cesta de bens e serviços que podemos nos dar ao luxo de comprar.

Em uma economia de mercado, a variável que conta é a quantidade de alimentos que uma pessoa pode adquirir, tanto diretamente, quanto por tê-los produzido no seu próprio lote de terra.

A existência de grandes quantidades de alimentos no mundo ou no mercado local, por si só, não torna mais fácil o problema de ter comida suficiente para se alimentar. O que podemos comprar depende das nossas rendas, e isso, por sua vez, depende daquilo que temos para vender.

A fome e a privação são o resultado do fato de que as pessoas não têm o suficiente para comer, e não o fato de que não haja isto no país ou na região. Depois, é preciso considerar também outros fatores, incluindo a distribuição de alimentos dentro da família. Nem todos os seus membros têm renda: as crianças e as pessoas muito idosas não o têm, e, em muitas sociedades, as mulheres trabalham em casa, mas não são elas que levam o pão para casa.

A condição dos membros da família depende, por conseguinte, das regras que regem a distribuição dos alimentos. A análise da situação, por isso, deve ser ampliada e compreende as problemáticas relacionadas às normas sociais e às convenções que estabelecem quem tem direito a quê.

Por exemplo, é típico das sociedades sexistas considerar que as mulheres têm menos direito de atenção no âmbito da família em relação aos homens ou que as meninas têm menos título de receber uma boa comida ou bons tratamentos médicos, e tudo isso demonstra a necessidade de ampliar a ideia de “capacidade” no que diz respeito às regras e aos costumes.

Essas convenções e essas normas relativas à partilha dos alimentos e dos outros recursos requerem um exame atento e, muitas vezes, reformas ponderadas.

A fome e as carestias, finalmente, não são influenciadas apenas por fatores econômicos e sanitários, mas também pelo sistema político. Isso vale especialmente para as fomes que ocorrem nas sociedades autoritárias, onde não há nenhuma participação no processo decisional da política, como acontece, ao contrário, nas democracias.

Quando uma democracia é realmente tal, o governo está sujeito a exame e exposto às críticas e não pode permitir que se verifiquem as condições para uma fome. Por outro lado, um ditador pode sobreviver a uma carestia fazendo uso do seu poder. A ocorrência de uma fome é sempre influenciada pelo sistema político e, em geral, é prevenido graças às práticas da participação democrática, como eleições regulares, jornais cotidianos e meios de comunicação não sujeitos a censura.

A ideia da “capacidade” dos indivíduos, portanto, abre a porta para muitas áreas de intervenção. Uma grande variedade de temas econômicos, sanitários, sociais e políticos, de fato, está ligada à permanência da fome endêmica e das carestias recorrentes.

Devemos entender profundamente muitas relações de causa e efeito, se quisermos conseguir vencer e, por fim, apagar o fantasma da fome no mundo.

(EcoDebate, 18/05/2015) publicado pela IHU On-line, parceira editorial do EcoDebate na socialização da informação.

[IHU On-line é publicada pelo Instituto Humanitas Unisinos – IHU, da Universidade do Vale do Rio dos Sinos – Unisinos, em São Leopoldo, RS.]

quarta-feira, 11 de março de 2015

Campanha mundial pede tratado para apoiar direito à alimentação saudável

06 Mar 2015

Objetivo é pressionar Organização Mundial da Saúde (OMS) para a criação de um tratado internacional por políticas públicas que promovam a alimentação saudável. Educação nutricional, melhorias na rotulagem, regulação de propagandas e mudanças na qualidade nutricional dos alimentos integram a proposta

Em comemoração ao Dia Mundial do Consumidor, a Consumers International (CI) - federação que reúne entidades de defesa do consumidor em todo o mundo, entre elas o Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), promove a campanha “#foodtreatynow”, em tradução livre, “tratado de alimentação saudável já”, com o objetivo de chamar a atenção para o fato de que todo consumidor tem direito não apenas à alimentação, mas à alimentação saudável e adequada.

A partir desse mote, o objetivo é pressionar diretamente a Organização Mundial da Saúde (OMS) para a criação de um Tratado Mundial de Promoção e Proteção da Alimentação Saudável. Afinal, atualmente, mais de dois bilhões de pessoas estão acima do peso – ou quase 30% da população mundial; cerca de 11 milhões de mortes por ano são ligadas à alimentação inadequada; e o impacto econômico destes problemas chega a dois trilhões de dólares por ano – ou quase 3% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial. São números bastante alarmantes.

A CI acredita que um tratado criaria um ambiente internacional favorável à implementação de políticas pelos governos nacionais. “Sob instrumentos jurídicos internacionais como esse, os Estados-membro teriam a obrigação de criar mecanismos de implementação de políticas públicas em nível nacional, que ajudariam a reduzir os atuais níveis de doenças não transmissíveis”, diz Hubert Linders, coordenador do Programa Alimentar da Consumers International.

A nutricionista e pesquisadora do Idec, Ana Paula Bortoletto, defende a mesma abordagem. Ela ressalta a importância de um conjunto de países se unirem em contraponto ao poder das indústrias, que é global. “Não faz sentido apenas um país regular certas questões sem que outros países também o façam. Em alguns casos, é até impossível: as regras de rotulagem, por exemplo, são unificadas entre os países do Mercosul. O Brasil não pode mudar sozinho”, explica. Ela acrescenta, ainda, que na medida em que ações em um país dão certo, tendem a se expandir para novos países. “O México começou a sobretaxar refrigerantes e já é um exemplo no qual diversos países estão de olho”.

Outro fator que reforça a importância de uma coordenação internacional, de acordo com a CI, é o fato de que mais de 60 países já têm estratégias locais em andamento para reduzir dietas pouco saudáveis, mas nenhum deles obteve ainda uma redução significativa nos níveis de sobrepeso e de obesidade.

Propostas do tratado

Apesar da proposta para o Tratado Mundial de Alimentação não estar concluída, a CI já elaborou um documento com alguns pontos básicos. Dentre eles, estão: educação nutricional, conscientização da população e fornecimento de informações nutricionais adequadas; controle e responsabilidade em patrocínios e propagandas de alimentos e bebidas; melhoria da qualidade nutricional de alguns alimentos, reduzindo níveis de nutrientes potencialmente danosos; taxação e subsídio para determinadas categorias de alimentos.

Conscientização sobre tabaco como inspiração

A inspiração da proposta veio da Convenção Quadro para Controle do Tabaco, o primeiro tratado internacional de saúde pública da história da OMS. Em vigor desde 2005, o acordo que vincula todos os países signatários (178 no total) a implementar um rol de medidas antitabaco em nível local com metas e prazos a cumprir. Entre as ações obrigatórias, estão a proibição da propaganda de cigarro, promoção da educação e de conscientização da população e a inserção de advertências nas embalagens, por exemplo.

Desde então, uma série de avanços foram obtidos em relação ao tabagismo mundialmente. Na Turquia, por exemplo, país com forte tradição cultural de uso do tabaco, o número de fumantes caiu 13% entre 2008 e 2012 – mas ainda é considerado alto, com mais de um quarto da população fumante, de acordo com um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) de 2013. Aqui no Brasil, o percentual de fumantes caiu de 15,7% da população em 2006, para 11,3% em 2013, segundo dados do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), do Ministério da Saúde.

Sobre a Campanha

A ação da Campanha mundial é um “compartilhaço” de uma mensagem para a OMS: “Eu quero um mundo onde todos consumidores tenham o direito à alimentação saudável #OMS deve agir #FoodTreatyNow http://thndr.it/1z2eIEP”. A mensagem será publicada nas redes sociais de todas as pessoas que doarem um compartilhamento.

Os consumidores podem apoiar o “compartilhaço” clicando em “apoiar” no site Thunderclap, que hospeda a campanha. Todas as pessoas que apoiarem estarão doando uma postagem em seu perfil para que, dia 15/3, seja postado, automaticamente, em seus perfis no Twitter e Facebook uma mensagem direcionada à OMS.

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terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

‘Aumento na produção agrícola mundial não é sinônimo de fim da fome’, afirma FAO

Trabalhadores agrícolas colhem cenouras em uma fazenda em Chimaltenango, Guatemala. Foto: Banco Mundial/Maria Fleischmann

Trabalhadores agrícolas colhem cenouras em uma fazenda em Chimaltenango, Guatemala. Foto: Banco Mundial/Maria Fleischmann

O modelo de produção agrícola predominante nos dias de hoje não é apropriado para responder aos desafios de segurança do século 21, disse o chefe da Organização da ONU para a Alimentação e a Agricultura (FAO), nesta sexta-feira (20), em um Fórum Internacional na França. Para o brasileiro José Graziano da Silva, o mundo precisa de um novo modelo mais sustentável, inclusivo e resiliente.

O Fórum Internacional sobre Agricultura e Mudanças Climáticas reuniu, em Paris (França) ministros, cientistas, agricultores e membros da sociedade civil. Durante seu discurso, Graziano da Silva pediu uma mudança de paradigma e reforçou que o aumento de produção não significa o fim da forme, lembrando que 805 milhões de pessoas não têm acesso a alimentos de forma regular.

O chefe da FAO também citou que a mudança climática já não é mais uma ameça e sim uma “realidade que está diante dos nossos olhos”. Para ele as alterações do clima não afetam apenas a produção de alimento, mas também a disponibilidade e a estabilidade do seu fornecimento. “Em uma economia global, a mudança climática transforma o mercado global dos produtos agrícolas menos previsível e mais volátil”.

No Ano Internacional do Solo, Graziano da Silva também reforçou o papel de solos saudáveis na conservação da biodiversidade e no ciclo do carbono. Para a sua preservação, a agricultura inteligente, adaptada às mudanças climáticas, é um dos enfoques inovadores, possibilitando que os cultivos se ajustem melhor as pressões do meio ambiente e, por outro lado, diminuindo o seu próprio impacto na biodiversidade.

Fonte: ONU Brasil

Publicado no Portal EcoDebate, 24/02/2015

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Falta d'água ameaça segurança alimentar no Brasil, diz chefe da FAO

Postado por João Fellet - BBC Brasil - Terça-feira, 03 de Fevereiro de 2015 

Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2015/02/150201_entrevista_graziano_jf 

A crise hídrica que o Brasil atravessa põe em risco não só o abastecimento de suas cidades, mas também a oferta de alimentos nos mercados do país, diz o brasileiro José Graziano da Silva.

"Estamos tendo uma quebra enorme da safra de todos os produtos", diz Graziano. Segundo ele, a estiagem deve resultar em preços mais altos nas prateleiras nos próximos meses.

Em entrevista à BBC Brasil, o chefe da FAO afirma ainda que o Brasil terá de ampliar seus estoques de alimentos e privilegiar culturas mais resistentes a secas, fenômeno que deve se tornar cada vez mais frequente por causa das mudanças climáticas.

Leia abaixo os principais trechos da entrevista, concedida durante a última cúpula da Comunidade dos Estados Latino americanos e Caribenhos (Celac), na Costa Rica, na semana passada.

BBC Brasil - A crise hídrica que o Brasil atravessa pode afetar a segurança alimentar do país?

José Graziano - Sem dúvida. Tenho desde 1987 uma pequena chácara perto de Campinas (SP) e nunca meu poço tinha secado. Cheguei a perder árvores frutíferas.

É um exemplo de como o Brasil, que não faz uso da irrigação em grande escala e se beneficia muito de um sistema de chuvas regulares, tem sua produção afetada por uma seca como essa.

BC Brasil - A seca é um efeito das mudanças climáticas?

Graziano - Na FAO, a nossa avaliação é que neste ano o impacto do El Niño (superaquecimento das águas do Pacífico que esquenta a atmosfera) foi muito maior que o esperado. Nunca havia chegado ao ponto de ameaçar o abastecimento urbano, como estamos vendo em São Paulo.

Estamos atravessando o período das águas no Brasil e deveria estar chovendo muito mais do que está. Tivemos deficiência hídrica de praticamente um metro d'água na região centro-sul do Brasil.

Espera-se a normalização das chuvas no próximo ano agrícola, que começa em setembro, mas até lá vamos enfrentar resíduos da falta de água e todos os agravantes que isso tem. 

BBC Brasil - Quais agravantes?

Graziano - Estamos tendo uma quebra enorme da safra de todos os produtos. Até mesmo da cana de açúcar, que é bastante insensível ao regime de chuvas. Isso vai resultar em aumento de preços.

Aliás, estamos vendo muita oscilação de preços resultante do impacto das mudanças climáticas. Há uma irregularidade da produção. Situações de seca, que antes se repetiam a cada cem anos, agora ocorrem a cada 20 anos.

O jeito é ter estoques. O Brasil tem alguns estoques bons, como o de milho, fruto da boa colheita do ano passado, mas não tem em outras áreas. Precisa até importar trigo. 

BBC Brasil - Como reduzir os impactos das mudanças climáticas na produção agrícola?

Graziano - Estamos trabalhando muito com a adaptação de culturas à seca. A Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, estatal ligada ao Ministério da Agricultura) já tomou essa iniciativa e está desenvolvendo variedades até de arroz adaptado à seca.

Também devemos substituir culturas. A quinoa demanda muito menos água que o arroz e tem um valor nutritivo muito maior. Estamos promovendo a substituição do trigo nas regiões tropicais e a recuperação de produtos tradicionais.

A mandioca, por exemplo, que tinha sido abandonada, hoje está em alta no Caribe, onde está sendo adicionada à confecção do pão para reduzir a dependência da importação do trigo. Outra possibilidade é expandir a irrigação para evitar crises de abastecimento. 

BBC Brasil - Aumentar a irrigação não é incompatível com o cenário atual, com reservatórios cada vez mais vazios?

Graziano - Temos menos água armazenada em São Paulo, mas na Cantareira. A (represa) Billings está cheia. Precisa haver um sistema de integração dessas bacias, porque a distribuição das chuvas é muito errática. Essa prática é muito usada na Ásia.

E temos de ter a capacidade de absorver a água da chuva. Na minha chácara, por exemplo, comprei cisternas plásticas e hoje tenho capacidade de armazenar pelo menos 20 mil litros de água da chuva. 

BBC Brasil - A crise hídrica e a instabilidade na produção de alimentos gerada pelas mudanças climáticas indicam a necessidade de repensar o modelo agrícola do país, hoje muito voltado a commodities para exportação, como a soja?

Graziano - Eu diria que se trata mais de pensar em mudanças tecnológicas. No passado, utilizamos intensivamente a mecanização. Hoje estamos promovendo o cultivo mínimo, que significa não arar o solo e manter a vegetação que o cobre. Isso facilita a absorção da água e preserva a matéria orgânica.

A Argentina tem hoje mais de 90% de suas áreas de soja e milho baseadas em cultivo mínimo e tem aumentado a produtividade mesmo na seca. 

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terça-feira, 11 de novembro de 2014

Pagamos tanto por lixo quanto por alimentos, artigo de Raimundo Nonato Brabo Alves

Quando a maioria das prefeituras não cumpriu o prazo para o cumprimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos a sociedade continua a ser a crescente mina de rejeitos
[EcoDebate] Este assunto já foi tema de crônica anterior de minha autoria em A SOCIEDADE PLASTIFICADA em que relato minha experiência com a transição da vida simples numa cidade considerada periférica – sem produção de lixo – para a sociedade “de consumo”.

Segundo conceitos de marketing, o primeiro impulso de consumo do homem é visual e as embalagens representam hoje um componente importante de valorização de um produto, podendo mesmo representar o seu sucesso ou insucesso de vendas no mercado, exercendo forte influencia no comportamento do consumidor. A importância das embalagens aumentou mais ainda quando as empresas perceberam que havia um mercado espetacular ávido por consumo até então inexplorado: o mercado infantil.

As embalagens deveriam ser um meio e não um fim pelo fato de não ser o produto em si, mas apenas um recipiente do produto final, este sim objeto das necessidades e desejos do consumidor. Contudo a maioria dos consumidores não sabe que embutido no preço do produto, vai uma parcela significativa dos custos equivalente as embalagens, algumas vezes superando o valor do produto propriamente dito. Com o consumo exacerbado, o que o consumidor não sabe é que o preço desta conta é pago em dobro: pelo valor da embalagem diretamente embutida no custo do produto e pela coleta do lixo decorrente do descarte desta embalagem.

O fracionamento de produtos eleva o seu custo. Por exemplo, o consumo de um produto em frascos de 100 a 300 ml pode ficar até 10% mais caro, que se consumido em frascos de 1.000 a 5.000 ml. Um exemplo é o consumo de água mineral. Além de elevar o custo aumenta a produção de lixo com as embalagens “descartáveis”.

As embalagens “modernas” permitiram que a produção de alimentos passasse ao controle de poucas empresas no mundo, eliminando a prática salutar da maioria dos pequenos agricultores de fornecer seus produtos diretamente aos consumidores, como era feito no passado. Embalagens provocativas que estimulam de imediato o consumo, muitas vezes de produtos não tão saborosos e nutritivos como os anúncios dizem ser, permitiram sua distribuição nas regiões mais remotas da Amazônia. Hoje no meio rural e nas pequenas cidades da região o lixo já é um fato e a obesidade um problema de saúde pública.

Vejamos o que acontece com os produtos de consumo massificados. No refrigerante de R$ 3,00, 90% é custo do líquido, 10% é embalagem. Na água mineral com preço de R$ 1,00, 20% é custo do líquido 80% é embalagem. Uma grande embaladora de leite afirma que a embalagem corresponde a 17% do custo de um litro do leite longa vida.

Segundo afirma Andrea Vialli em matéria no Estado de São Paulo, a produção de lixo no Brasil cresceu em 2010 6,8% em relação a 2009, enquanto que a coleta seletiva apenas 1,6%. A consequência é o descarte inadequado do lixo em aterro a céu aberto. Em plena região metropolitana de Belém, o lixão do Aurá é uma verdadeira bomba relógio, ameaçando com a contaminação de chorume os mananciais que abastecem de água toda a região metropolitana.

Pagamos um preço muito caro pelas embalagens, considerando a efemeridade em que elas nos são útil e seu longo período para degradação no meio ambiente. Principalmente agora com a ameaça a saúde dos seres vivos com uma substância componente dos plásticos conhecida como Bisfenol A, já proibida no Canadá, Dinamarca, Costa Rica e em alguns estados nos Estados Unidos. Segundo pesquisas esta substância de tamanho nanométrico entra na corrente sanguínea e se confunde com o estrogênio, confundindo todo o sistema hormonal do ser humano. As mesmas pesquisas revelam que os peixes também confundem o Bisfenol A com o plâncton no mar.

De copos descartáveis a sacolas plásticas de supermercados. Do isopor de proteção de geladeiras a fibras sintéticas de proteção de eletrodomésticos. É muito lixo gerado diariamente nas grandes cidades, onerando o orçamento das prefeituras, subtraindo investimentos em saúde e educação. A concepção moderna de um plano de marketing deve continuar levando em conta todos os impulsos do consumidor. Mas principalmente uma nova condição biodegradável da embalagem deve ser objeto de pesquisas, considerando a sua adequação ao meio ambiente, evidentemente sem deixar de perseguir a redução de seu custo no produto final. A coleta seletiva é cara e de difícil organização logística e a reciclagem é consumidora de energia.

Raimundo Nonato Brabo Alves é Pesquisador da Embrapa Amazônia Oriental

Publicado no Portal EcoDebate, 10/11/2014

terça-feira, 23 de setembro de 2014

A fome é erradicada quando o tema é colocado no topo da agenda política

Entre os pré-requisitos chave para a erradicação da fome listados pela ONU está colocar a segurança alimentar e nutricional no topo da agenda política / Foto: Vládia Lima - Acervo Centro Sabiá

O Brasil saiu do Mapa da Fome da ONU pela primeira vez em sua história. Segundo o documento O Estado de Insegurança Alimentar no Mundo, isso aconteceu por causa de um “bem coordenado conjunto de políticas aplicadas pelo governo com forte engajamento da sociedade civil, e não de apenas alguma ação isolada”

Por Sara Brito (Centro Sabiá)

O Brasil foi apontado como um dos países, entre os da América Latina e Caribe, que cumpriu tanto a meta de reduzir pela metade a proporção de pessoas que sofrem com a fome (meta dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio) quanto a meta de reduzir pela metade o número absoluto de pessoas com fome (meta da Cúpula Mundial de Alimentação) no país. No período base (1990-1992), 14,8% das pessoas sofriam de fome, já no período de 2012-2014, o Brasil reduziu esses níveis a menos de 5%. As informações são do documento O Estado da Insegurança Alimentar no Mundo (SOFI 2014, na sigla em inglês), publicado em conjunto pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e o Programa Mundial de Alimentos (PMA), no último dia 16 de setembro.

Segundo o documento, no Brasil “A redução bem sucedida da fome e da extrema pobreza em áreas urbanas e rurais resultou de um bem coordenado conjunto de políticas aplicadas pelo governo com forte engajamento da sociedade civil, e não de apenas alguma ação isolada”. O texto aponta o que seriam as causas para o Brasil sair do Mapa da Fome da ONU pela primeira vez. “Políticas econômicas e programas de proteção social, como o ambicioso Bolsa Família, combinado com programas inovadores para a agricultura familiar criaram links entre suporte para produção e proteção social, contribuindo para a criação de empregos e aumento de salários, assim como para diminuições significativas na fome e uma maior igualdade de renda.”

A FAO trabalha com o conceito de insegurança alimentar, ou seja, pessoas que ingerem menos de 2.200 caloria por dia. A estimativa da entidade leva em conta quatro itens: produção de alimentos, acesso a alimentação, qualidade dos alimentos e estabilidade (variação de preços e desastres naturais).

Para o Diretor-Geral Assistente da FAO e Coordenador para Desenvolvimento Social e Econômico, Jomo Kwame Sundaram, o poder de aquisição da população certamente tem influência na diminuição da taxa de famintos do mundo. “Crescimento inclusivo é provavelmente a chave para a diminuição da fome. Crescimento é importante em termos de aumentar a renda mais amplamente, assim como aumentar a produção de alimentos. Mas, além disso, tem que ser inclusivo. Em outras palavras, as pessoas têm que ser capazes de poder comprar os alimentos de que necessitam”, diz ele.

Nas mensagens chave do documento, são listados alguns pré-requisitos para a erradicação da fome. Entre eles estão: colocar a segurança alimentar e nutricional no topo da agenda política, aumentar os investimentos públicos e privados para aumentar a produção da agricultura, garantir medidas para promover o desenvolvimento rural, proteção social para os mais vulneráveis e programas específicos de nutrição.

Importante também é a garantia da possibilidade das próprias pessoas produzirem seus alimentos. O Programa Uma Terra Duas Águas (P1+2) da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA) vai em busca dessa perspectiva. O P1+2 implanta tecnologias sociais de captação e armazenamento de água para produção de alimentos por todo o Semiárido brasileiro, através das organizações que compõem a ASA. Para Antônio Barbosa, coordenador do P1+2, as tecnologias têm um reflexo direto na segurança alimentar e nutricional das pessoas. “Quando olhamos pro Brasil há 15, 10 anos atrás, onde é que estava concentrada a fome, onde estava concentrada a miséria? Estava concentrada, sobretudo, no meio rural semiárido. Agora estamos falando de aumentar o estoque de água para as famílias, água para produção. O que reflete diretamente na segurança alimentar, ou seja, essa família passa a produzir mais alimentos”, afirma Barbosa.


Como políticas públicas para a agricultura familiar, que tem relação direta com a alimentação, destacam-se ainda o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) apoiam a comercialização dos produtos da agricultura familiar e a geração de renda. Esses programas também possibilitam que produtos agroecológicos, produzidos nos sistemas agroflorestais, possam ser comercializados com um acréscimo no preço, o que estimula as famílias agricultoras a acessá-los. Instituições como escolas, hospitais, creches e abrigos de idosos recebem produtos da agricultura familiar agroecológica e oferecem a crianças, estudantes, idosos e enfermos alimentos saudáveis e com qualidade.

O documento conclui afirmando que “Comprometimento político em maior nível é um pré-requisito para a erradicação da fome. Inclui colocar a segurança alimentar e nutricional no topo da agenda política e criar um ambiente propício para o aumento da segurança alimentar e nutricional”.

Leia o documento O Estado da Insegurança Alimentar no Mundo (SOFI 2014, na sigla em inglês) clicando aqui.

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