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sexta-feira, 27 de maio de 2016

Governo brasileiro e PNUD publicam vídeos didáticos sobre eficiência energética na construção civil

Série online traz informações sobre aquecimento solar da água e construção de prédios que consomem menos energia. Setor de edificações representa 40% do total de eletricidade consumida no Brasil. Material foi produzido por parceria do PNUD com o Ministério do Meio Ambiente.
Setor de edificações representa 40% do total de eletricidade consumida no Brasil. Foto: Embratur

Em conjunto com o Ministério brasileiro do Meio Ambiente, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) produziu uma série de oito vídeos didáticos sobre eficiência energética.

Divulgada na internet no início do mês, a campanha quer disseminar informações sobre maneiras eficazes de reduzir o consumo de energia, além de apresentar as iniciativas da agência da ONU sobre o tema.

Os seis primeiros vídeos explicam como funciona a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (ENCE) – classificação de edifícios segundo a eficácia dos sistemas de iluminação, ar condicionado e o exterior do prédio.

No Brasil, o setor de edificações representa 40% do total da eletricidade consumida no país.

O sétimo vídeo trata do Projeteee, uma ferramenta interativa voltada para universitários e projetistas que estão no começo da carreira. O instrumento oferece orientações para que os profissionais em formação projetem edificações energeticamente eficientes. O último vídeo da série é sobre o aquecimento de água por meio da energia solar.

A oficial de programas da Unidade de Desenvolvimento Sustentável do PNUD, Rose Diegues, destaca que, além de explicar iniciativas com clareza, os vídeos “retratam a realidade brasileira”.

“Quando tratamos de aquecimento solar de água, isso é a realidade de eficiência energética no Brasil. Mostrar para as crianças que existe uma casa com sistema de aquecimento solar no teto em vez de uma chaminé é divulgar a informação de forma acessível e didática”, explicou.

Material vai informar não apenas grande público, mas também especialistas

Segundo a analista em infraestrutura Alexandra Albuquerque Maciel, da Secretaria de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do Ministério, os vídeos serão um importante material de apoio para as capacitações oferecidas ao longo de 2016 e 2017 aos setores público e privado.

Para estimular melhores práticas de uso dos recursos energéticos junto à sociedade, o PNUD e a pasta federal executam o projeto Transformação do mercado de eficiência energética no Brasil — conhecido como Projeto 3E.

A iniciativa busca influenciar o mercado de eficiência energética em edificações comerciais e públicas, estimulando a economia de eletricidade e, consequentemente, a redução de emissões dos gases de efeito estufa.

Um dos ramos do Projeto 3E é a capacitação em etiquetagem — classificação do nível de eficiência energética dos edifícios — para os setores público e privado. A metodologia decateogrização é diferente de acordo com a destinação do prédio: público, comercial ou residencial. E pode ocorrer em dois momentos: na fase de projeto ou após a construção do edifício.

“São considerados, no projeto, componentes necessários ao desenvolvimento do mercado de eficiência energética no Brasil: a capacitação e sensibilização, promoção de eficiência energética em prédios públicos e de mecanismos de garantia para financiamento de projetos de eficiência energética”, explica a coordenadora técnica do programa, Ludmilla Diniz.

Mais de 500 profissionais do setor de engenharia e manutenção participaram das capacitações do Ministério do Meio Ambiente e do PNUD em 2014 e 2015. Para 2016, pelo menos 26 treinamentos são esperados para treinar cerca de 900 profissionais dos setores público e privado.

Acesse todos os vídeos no portal do YouTube do Ministério.

Da ONU Brasil, in EcoDebate, 24/05/2016

sexta-feira, 15 de abril de 2016

A perspectiva das construções sustentáveis, artigo de Reinaldo Dias

Telhado Verde

[EcoDebate] Ao longo das últimas décadas tem observa-se um avanço no debate sobre a responsabilidade social nas indústrias, tanto na sua relação com o meio ambiente quanto nos impactos que estas podem provocar na comunidade onde está integrada.

Contudo esse avanço no nível de debate não ocorre com a mesma força no setor da construção, atrasando o desenvolvimento de formas alternativas e socialmente comprometidas. Ainda há um número significativo de práticas condenáveis, tais como: a construção em regiões inadequadas, de baixa qualidade ambiental e sem preocupações com o usuário final. Acontece que é um problema cuja responsabilidade não deve recair somente nesse segmento empresarial. Há pressão de parte da sociedade por moradias mais baratas, com vistas para a natureza, ou praias paradisíacas sem preocupação com a manutenção do equilíbrio de ecossistemas sensíveis como os mangues.

Acontece que os tempos estão mudando, está ocorrendo uma mudança no modo de pensar das pessoas, implicando uma revolução no estilo de vida e maior envolvimento com a necessidade de preservar o planeta para que se mantenha um estilo de vida harmonioso com a natureza.

Em termos econômicos, para qualquer empresa, são fundamentais aspectos como a liquidez e a eficiência. No entanto problemas como a elevada taxa de desemprego, a pobreza que apela a nossa solidariedade como indivíduos, e outras questões, tais como as ambientais relacionadas com as alterações climáticas e a disponibilidade de água, mostram a necessidade de preservar o planeta como um meio de nossa sobrevivência.

Quanto a construção civil, a meta a ser atingida por um setor renovado tende a ser a construção de moradias que sejam acessíveis à população, de modo geral, e ao mesmo tempo rentáveis, minimizando os impactos ambientais tanto na etapa de construção quanto durante a utilização dos edifícios. Ao mesmo tempo em que devem ser concebidos e construídos com uma orientação clara voltada para a saúde e o bem-estar dos usuários. Este é um caminho que desafia o atual estado de coisas predominante em algumas empresas do setor, que procura maximizar seus ganhos em detrimento da qualidade de vida dos clientes, com a construção de unidades habitacionais inadequadas para viver com dignidade e conforto.

Algumas estratégias são indispensáveis para se caminhar rumo a construções sustentáveis. Destaca-se a necessidade de construir de forma diferente da usual, aproveitando as condições locais, integrando a construção ao entorno, minimizando os impactos ambientais dos materiais utilizados, os impactos motivados pela produção de resíduos, redução do consumo de energia e água, preservação da biodiversidade local e de todo o ecossistema, adaptar a construção aos futuros riscos das mudanças climáticas entre outras medidas.

A questão energética ganhará um peso cada vez maior em função da pressão social pela adoção de energia renovável, com a perspectiva de diminuição da dependência do fornecimento tradicional, buscando a autossuficiência das unidades habitacionais através de micro geração ou geração local que pode ser solar, eólica ou térmica em função de cada realidade complementando a energia gerada com o atual sistema.

O empresário do setor deve se preocupar com a credibilidade social do que está sendo realizado e nesse sentido, a adoção e adequação das construções a certificados de reconhecimento internacional preenche essas necessidades de respeito público e dão mais segurança aos novos procedimentos que deverão ser adotados. Entre esses certificados merecem destaque especial o Breeman (Building Research Establishment environmental assessment Method) e o Leed (Leadership in Energy and Environmental Design) que gozam de excelente reputação internacional e são relativamente novos no Brasil, permitindo que os pioneiros na sua utilização ganhem um diferencial competitivo fortalecendo sua posição no mercado.

*Reinaldo Dias é doutor em Ciências Sociais, mestre em Ciência Política, especialista em Ciências Ambientais e Professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Colaboração de Jéssica Almassi, in EcoDebate, 15/04/2016
"A perspectiva das construções sustentáveis, artigo de Reinaldo Dias," in Portal EcoDebate, ISSN 2446-9394, 15/04/2016, https://www.ecodebate.com.br/2016/04/15/a-perspectiva-das-construcoes-sustentaveis-artigo-de-reinaldo-dias/.

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Telhados verdes e/ou painéis solares serão obrigatórios na França

Telhados verdes e/ou painéis solares serão obrigatórios na França 
Postado por Adaptado de: Redação Sustertarqui - Quinta-feira, 02 de Abril de 2015 

Fonte: http://goo.gl/SCJR2o 

Telhados verdes na França passam a ser obrigatórios em novos edifícios comerciais. Segundo a nova lei aprovada, as coberturas de novos edifícios construídos em zonas comerciais devem ser, pelo menos parcialmente, cobertos de plantas ou painéis solares. As vantagens dos telhados verdes são inúmeras, têm um efeito isolante, ajudando a reduzir a quantidade de energia necessária para aquecer um edifício no inverno e deixar a temperatura mais fresca no Verão. Eles também retêm a água da chuva, ajudando assim a reduzir os problemas com o escoamento, favorecem também a biodiversidade, dando as aves um lugar para aninhar na selva urbana, dizem os ecologistas.

A lei aprovada pelo parlamento foi menos severa do que almejavam os ativistas ambientais franceses, que pediam que o âmbito desta medida não fosse restrito aos edifícios comerciais, e sim a todos os novos edifícios. A lei foi feita menos onerosa também para as empresas, exigindo que apenas uma parte do telhado seja coberto por plantas, e dando-lhes a opção de instalar painéis solares para gerar eletricidade em seu lugar.

A cidade de Toronto, no Canadá, em 2009, foi a primeira a aprovar uma lei que obrigava que os novos edifícios comerciais instalassem os telhados verdes. Em seguida, em 2010, foi a vez de Copenhague, que hoje conta com cerca de 20 mil metros quadrados do sistema. Recentemente seguindo a tendência da preocupação ambiental, Recife adotou o mesmo modelo.

Foto: Escola Marcel Semba na França -Flickr image marcelhs01 

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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Telhados verdes são uma aposta bonita e sustentável

O uso das plantas no telhado ajuda o meio ambiente, como fazendo drenagem da água das chuvas, mas exige muito cuidado e experiência na instalação
Com a crise hídrica assustando muitos brasileiros, ser cada vez mais sustentável se tornou imprescindível. Os chamados telhados verdes são uma forma de trazer o cuidado com o meio ambiente para a casa ou apartamento. Além de alegrarem o cenário predominantemente cinza das cidades, eles auxiliam na drenagem da água da chuva e proporcionam isolamento acústico e térmico.

Os telhados vivos, como também são chamados, podem ser jardins em edifícios com telhado plano ou podem ser uma cobertura de gramíneas em telhados com inclinação. A grande vantagem é o isolamento acústico e térmico. Uma pesquisa realizada na Universidade de São Paulo (USP) mostrou que a diferença de temperatura entre um prédio com telhado verde pode ser até 5°C menor do que um com cobertura de concreto. Além disso, nos edifícios com esse cuidado sustentável, a umidade relativa do ar é cerca de 15% maior.

A drenagem da água das chuvas também é feita por esse jardim no alto das residências, assim como a absorção de poeira e poluição. Com isso, reduz-se a necessidade de escoamento de água e de sistemas de esgoto. Nesse jardim, pode-se plantar pequenas hortas, com alface, brócolis e olerícolas em geral além de se colocar vasos e flores. “É uma maneira de trabalhar uma questão ambiental, com uma visão não tão urbana, além de retomar o contato com a natureza”, explica o engenheiro agrônomo da empresa curitibana Esalgarden, Gustavo Milak.

Instalação

Para quem quer optar por esse projeto, é necessário muito estudo. Para casas e edifícios já construídos, a ajuda de um engenheiro é essencial, já que deve ser observada a capacidade da laje de suportar a estrutura. “Hoje o que muitos fazem é trocar o telhado por uma laje para produzir hortas e ter um jardim, mas é importante verificar quanto a estrutura comporta de peso, para evitar rachaduras na casa”, destaca o engenheiro agrônomo.

Com o ok em mãos de um engenheiro em mãos, o proprietário precisa seguir algumas dicas. Para locais com laje, ela deve ser impermeabilizada, para impedir vazamentos e infiltrações.

Publicado no Portal EcoDebate, 11/02/2015

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Muro vivo é alternativa para conforto térmico



Campinas, 15 de setembro de 2014 a 21 de setembro de 2014 – ANO 2014 – Nº 606

Estudo demonstra que sistema diminui em até 6°C a temperatura interna do ar em dias quentes 

Texto: SILVIO ANUNCIAÇÃO 

Fotos: Antoninho Perri

Divulgação Edição de Imagens: 

Diana Melo 

Uma pesquisa da Unicamp conduzida pelo arquiteto e urbanista Fernando Durso Neves Caetano atestou a eficiência da tecnologia de muro vivo externo para maior conforto térmico no interior de um edifício. Também conhecido como living wall, o sistema atenuou, em dias quentes de verão, a temperatura interna do ar em até 6ºC. O living wall também se mostrou eficiente em dias mais frios, ajudando a reter o calor do ar em até 3ºC. A temperatura superficial da alvenaria diminuiu quase 19ºC, em média, passando de 46ºC para 27ºC. A tecnologia, desenvolvida na Europa na década de 1980, foi testada pelo arquiteto num prédio no campus da Unicamp.

O estudo também avaliou a viabilidade de diferentes espécies vegetais para uso específico em sistemas de muro vivo no Brasil, assim como os parâmetros técnicos referentes à irrigação, nutrição e fixação das plantas. Os principais resultados obtidos demonstram que a tecnologia se adapta à realidade construtiva brasileira, garante o arquiteto, cuja pesquisa integrou dissertação de mestrado desenvolvida por ele junto à Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo (FEC) da Unicamp.

“É uma tecnologia recente no Brasil. Em termos de custo, ela se compara a um revestimento de alto padrão, sendo bastante indicada para os grandes centros urbanos, onde os edifícios possuem um perfil muito verticalizado. Trata-se de uma alternativa tecnológica mais limpa, em prol do desenvolvimento urbano sustentável”, indica o pesquisador da Unicamp.

“O muro vivo pode facilitar a inserção da vegetação nas cidades, pois compensa a falta de espaços livres no solo utilizando as fachadas, as quais estão amplamente disponíveis. Além disso, a tecnologia propicia um ambiente bastante agradável do ponto de vista do conforto térmico, evitando, ao mesmo, o uso do ar condicionado, um equipamento com consequências negativas ao meio ambiente”, completa.
Os aparelhos convencionais de ar condicionado utilizam o HCFC (hidroclorofluorcaborno), um fluido refrigerante com potencial para destruição da camada de ozônio e para elevar o aquecimento global, embora a substância seja menos poluente que os CFCs (clorofluorcarbonos). Em setembro de 2007, o governo brasileiro e outras nações ao redor do planeta assinaram o Protocolo de Montreal que, dentre outras medidas, objetiva abolir, de maneira gradativa, o uso HCFC até 2040.

O uso da vegetação enquanto estratégia de condicionamento térmico passivo assume papel central neste contexto, situa o arquiteto e urbanista. Ele explica que esta atenuação térmica - passiva no caso do emprego de vegetação e ativa em situações de uso do ar condicionado - acontece pelo sombreamento, isolamento térmico na folhagem e evapotranspiração, uma transferência do calor da planta por meio da transpiração. “Acontece um balanço energético latente, o que contribui para umidificar o ar e prevenir os extremos de temperatura”, pontua.

Fernando Caetano foi orientado pela docente Lucila Chebel Labaki, que atua no Departamento de Arquitetura e Construção da FEC. O estudo, desenvolvido no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Arquitetura, Tecnologia e Cidade da Unidade, obteve financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), concedido na forma de bolsa ao pesquisador da Unicamp.

Ele explica que os sistemas de muros vivos trazem a inovadora premissa de agregar o meio de crescimento diretamente na superfície vertical, tornando, assim, as plantas independentes do solo. O sistema utiliza recipientes modulares que armazenam o meio de crescimento para o enraizamento e desenvolvimento das espécies vegetais. Isto implica que as plantas sejam alimentadas por um sistema semi-hidropônico, que fornece água e nutrientes às espécies.

“É uma tecnologia irmã da cobertura verde. A vantagem é exatamente a questão da verticalização que limita a cobertura verde ao andar superior no caso de um edifício. No muro vivo, a área é bem maior e o beneficio é para todos os pavimentos. Há também diferenças em relação às técnicas que usam trepadeiras, que ficam enraizadas no solo, limitando também a área coberta. O muro vivo não tem limites de expansão, além do que é possível trabalhar melhor com a questão da decoração”, compara o estudioso da Unicamp, graduado pela Universidade Federal de Viçosa (UFV).

Atraso térmico

Outro resultado importante que comprovou a eficiência da tecnologia de muro vivo foi o atraso térmico, ou seja, o deslocamento dos picos de temperatura. Com a proteção do living wall houve um deslocamento do pico de calor para horários menos quentes. O mesmo aconteceu em dias frios.

Conforme o estudioso, o atraso térmico foi de 4 a 5 horas. Enquanto temperaturas extremas se davam, respectivamente, nos horários mais quentes (15h) e mais frios (6h) nas paredes desprotegidas, nas medições com o muro vivo essas temperaturas se deslocaram para horários mais amenos (20h) e (9h). “O principal efeito de amenização térmica foi proporcionado pela vegetação, sendo responsável por mais de 80% do amortecimento térmico. Já o atraso térmico se deveu também às outras camadas do sistema.”

Plantas mais adaptáveis
Em sua pesquisa, Fernando Caetano explica que as plantas constituem o componente ambientalmente funcional dos sistemas de muro vivo por proporcionarem o efeito de refrigeração, umidificação e purificação do ar. O arquiteto e urbanista acrescenta que as espécies vegetais são responsáveis pela aparência final da envoltória e que sua correta escolha e combinação determinarão tanto a capacidade de amenização do muro vivo, quanto o apreço visual proporcionado às pessoas.

Ele informa ainda que as plantas que melhor se adaptaram ao ambiente do experimento possuem, no geral, estratégias eficientes de sobrevivência, como a capacidade de armazenar água nas folhas (suculenta), superfícies brilhosas (reflexão do calor) e capacidade de armazenamento de nutrientes nas raízes.

Dentre as 12 espécies vegetais testadas, 6 tiveram uma melhor adaptação à tecnologia: rosinha de sol (Aptenia cardifolia); dinheiro em penca (Callisia repens); grama amendoim (Arachi repens); Evôlvulo (Evolvulus glomeratus); peperômia (Peperomia serpens); e abacaxi roxo (Trandescantia spathacea).

Experimentos

Foram realizados experimentos comparativos em edifícios similares instalados na Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo da Unicamp. Um deles recebeu o sistema de muro vivo, enquanto o outro foi usado como controle nas medições, dispondo apenas de sua envoltória convencional de alvenaria. Nos dois ambientes, foram monitorados parâmetros de temperatura superficial, temperatura do ar interno e umidade relativa do ar interno. Os experimentos ocorreram durante os meses de verão, de outubro de 2013 a janeiro de 2014.

Publicação

Dissertação: “Influência de muros vivos sobre o desempenho térmico de edifícios”
Autor: Fernando Durso Neves CaetanoOrientadora: Lucila Chebel LabakiUnidade: Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo (FEC)Financiamento: Fapesp

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segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Cientistas chineses criam janela ‘inteligente’ capaz de poupar e gerar energia

Cientistas chineses anunciaram nesta quinta-feira o desenvolvimento de uma janela ‘inteligente’, que consegue economizar e gerar energia ao mesmo tempo, podendo reduzir os gastos dos edifícios com a conta de luz. Matéria da AFP, no Yahoo Notícias, com informações complementares do EcoDebate.

Enquanto nos ajudam a nos sentirmos mais próximos do mundo exterior, as janelas deixam que o calor escape dos prédios no inverno e que raios solares indesejáveis entrem no verão.

Esse inconveniente inspirou uma busca por janelas “inteligentes”, capazes de se adaptar às condições climáticas do exterior.

As janelas inteligentes atuais se limitam a regular a luz e o calor do sol, deixando escapar grande parte de sua energia potencial, explicou à AFP o co-autor da pesquisa, Yanfeng Gao, da Academia Chinesa de Ciências.

“A principal inovação deste trabalho é que ele desenvolveu um dispositivo conceitual de janela inteligente para geração e economia de energia simultâneas”, emendou.

Há muito tempo engenheiros quebram a cabeça para incorporar células fotovoltaicas geradoras de energia às vidraças sem afetar sua transparência.

A equipe de Gao descobriu que um material denominado óxido de vanádio (VO2) pode ser usado como uma cobertura transparente para regular a radiação infravermelha do sol.

O VO2 altera suas propriedades com base na temperatura. Abaixo de um determinado nível, é isolante e permite a penetração da luz infravermelha, mas com outra temperatura, torna-se reflexivo.

Uma janela na qual o VO2 tenha sido usado regula a quantidade de energia do sol que entra em um prédio, mas também dissipa a luz para células solares que os cientistas dispuseram em volta dos painéis de vidro, usadas para gerar energia, usada, por exemplo, para acender uma lâmpada.

“Esta janela inteligente combina geração e economia de energia em um dispositivo único, e tem potencial para regular e usar a radiação solar de uma forma eficiente”, escreveram os autores do estudo [VO2 thermochromic smart window for energy savings and generation] , publicado na revista Nature Scientific Reports.

VO2 thermochromic smart window for energy savings and generation
Scientific Reports 3, Article number: 3029 doi:10.1038/srep03029

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segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Biohabitabilidad: la herramienta para potenciar la vitalidad del espacio que habitamos

ECOagricultor el 20 enero, 2013

Desde hace casi veinte años que GEA –Asociación de Estudios Geobiológicos-emprende su andadura, ha dedicado su actividad al análisis, investigación, asesoramiento y divulgación de todos los temas relacionados con la salud y el hábitat en el marco de la vivienda y su entorno. Se ha centrado en todos aquellos aspectos (radiaciones) que de una manera u otra interfieren en el nivel de salud de sus moradores. Para ello, ha unido el conocimiento ancestral de diferentes culturas del planeta a las investigaciones modernas que desde principios del siglo pasado se vienen realizando en torno a aquellas radiaciones que interfieren en la vitalidaddel ser humano.

Estos descubrimientos científicos enlazan enfermedades como la fatiga crónica, la depresión o el cáncer, junto con otras muchas, al lugar donde vivimos y sobre todo al lugar donde dormimos. Y fueron este tipo de descubrimientos los que llevaron a investigadores de la talla del Dr. Hartmann a realizar afirmaciones como esta: “Puedo asegurar con plena consciencia que en prácticamente todas las enfermedades localizadas en el transcurso de mis investigaciones, pruebas y mediciones en las que el paciente había dormido en el mismo sitio por largo tiempo, aparecía un cofactor causal claramente constatable mediante un diagrama geopático”.

En este caminar, ha ido creando y unificando una estructura de formación en el ámbito de la Geobiologíaen colaboración con el Instituto Hartmann Alemán, que por tener en su haber una trayectoria más larga (ochenta años desde su fundación), ha contribuido a consolidar la formación de Prospectores Geobiológicos culminando en una mayor y más completa profesionalidad en este ámbito.

A nivel práctico, la Geobiología en su aplicación nos lleva al término de Biohabitabilidad que abarca un espectro más amplio de cara a detectar todos los factores de riesgo que puedan influenciar el espacio vital en el que el ser humano se desenvuelve como son las radiaciones provenientes de la tierra: radiación natural, alteraciones telúricas (venas de agua, fisuras o grietas, cavidades, betas minerales, etc), redes geomagnéticas (Hartmann y Curry entre otras); y las radiaciones generadas por la actividad humana:campos eléctricos y electromagnéticos, microondas, y las radiaciones artificiales provenientes de los materiales utilizados en la construcción entre otros. Dentro de su estudio contempla el análisis de otros factores como son la contaminación sonora y lumínica, la humedad ambiental y también de las radiaciones provenientes de las emisiones de forma que concurran en el medio a analizar.

El Estudio de Biohabitabilidad conforma a su vez una excelente base de apoyo de cara a la redacción de proyectos de construcción sanos ya que gracias a ello es posible fijar la más adecuada ubicación de la futura vivienda en un lugar que realmente nutra a sus moradores, un lugar exento de contaminación tanto natural como artificial.

Cuando hablamos de la importancia que tiene el espacio donde dormimos no podemos olvidarnos de todo su entorno, tanto a nivel de lo referido anteriormente como de los propios materiales que se usan en laconstrucción y sus sistemas de ejecución. Y es aquí donde la Geobiología y la Bioconstrucción deben de unirse perennemente si buscamos cuidar y potenciar nuestra Salud y Vitalidad, junto con la sostenibilidad de nuestro planeta.

En un comienzo la Bioconstrucción surge como respuesta a una necesidad de vivir de una forma más saludable, centrándose en la búsqueda de la casa sana, en un afán de protegernos nosotros y los nuestros. Pero en estos últimos años hemos podido constatar que cada vez más, nuestra salud va unida a la salud del planeta que nos sostiene y que cuando nuestra acción toma un sentido más global y potencia la biodiversidad y la armonía del planeta, sabemos que estamos participando en la construcción de la gran casa que es el hogar de la vida. Es entonces cuando surge un nuevo o más amplio concepto de la Bioconstrucción que nos lleva a un nuevo sentido del HABITAR, en resonancia armónica con nuestra vitalidad y con la biodiversidad y sostenibilidad del planeta.

Para dar una visión más concreta y precisa de la Bioconstrucción vamos a analizar una serie de factores que consideramos primordiales de cara a elaborar un proyecto constructivo de Bioconstrucción o por extensión, de Bioarquitectura.

Un factor básico lo constituye la realización de un Estudio de Biohabitabilidad para la idónea ubicación de la futura construcción y es también de vital importancia que la nueva construcción tenga en cuenta suorientación solar redundando en un importante ahorro energético al utilizar las denominadas energías pasivas (Arquitectura Bioclimática). En este sentido es importante resaltar que realizar una Arquitectura Bioclimática no supone Bioconstrucción ya que la misma abarca muchos otros factores y la Bioclimática es sólo uno de ellos.

La Arquitectura tradicional nos sirve de ejemplo por su simbiosis con el medio por sus formas armónicas e integradas con el paisaje y la utilización de materiales procedentes del entorno cercano, lo cual contribuye también a la permeabilidad de las radiaciones cosmotelúricas que nos nutren. En Bioconstrucción utilizamos materiales que resuenan frecuencialmente con la naturaleza energética humana lo que va a contribuir al nutrimiento de nuestros sistemas energéticos; además estos materiales van a poder ser reciclados al finalizar su ciclo de vida útil, amén de que en su fabricación se ha tenido en cuenta la minimización del coste real energético que la misma supone. Es también primordial que los sistemas constructivos sean sencillos, de fácil ejecución y bajo coste.

En lo concerniente a instalaciones termo-acústicas se utilizan sistemas biocompatibles que nos permiten un confort térmico con un mínimo coste energético teniendo en cuenta la cualidad y disposición de los materiales. En instalaciones eléctricas se utilizan sistemas y diseños para la eliminación de posibles campos de contaminación.

Una armónica utilización del color y la decoración van a potenciar un espacio saludable y vital que permitirá contribuir, junto con lo expuesto anteriormente, a la calidad del aire que respiramos.

Por último, se tiene en cuenta un factor no menos importante como es de la depuración y reutilización de las aguas residuales.

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quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Cómo conseguir una vivienda más ecológica y sostenible

ECOagricultor el 15 enero, 2013

Una vivienda ecológica es una vivienda en la que se intentan cerrar al máximo los ciclos de energía y materia. Es decir, reducir al máximo la entrada en el sistema (nuestra casa) de energía y materia provenientes del exterior, con lo que conseguiremos un importante ahorro económico, y en consecuencia directa un aumento de nuestra libertad e independencia con respecto a las grandes corporaciones energéticas y agroindustriales.

En otras palabras una vivienda ecológica, es una vivienda libre.

Para conseguir dicho fin, tendremos que aplicar una serie de medidas, ya aplicadas desde tiempos inmemoriales por nuestros antepasados, con el fin de conseguir dicha independencia enérgica y alimentaría. Medidas que resumiremos en el concepto de las 5-R: REDUCIR, REUTILIZAR, RECICLAR, RENOVABLE Y RAZONAR.
En primer lugar, REDUCIR nuestro consumo individual de energía, agua y recursos naturales; mediante una serie de medidas de ahorro y mejora de la eficiencia tanto de nuestra tecnología (electrodomésticos), como de nuestros hábitos. Además de REUTILIZAR todo lo que sea posible (reparaciones), y RECICLAR todo lo demás (compostaje). Sin olvidar, el uso de energías RENOVABLES autónomas y descentralizadas, como la solar (luz del día), eólica (tender ropa) o biomasa (leña, alimentos). Y finalmente, RAZONAR para saber en que mundo queremos vivir, y como poder llegar a obtenerlo (decrecimiento).

Pero el presente artículo quiere tener un carácter práctico, así que a continuación os expondré una serie de medidas prácticas para conseguir dicha independencia enérgica y alimentaria.

CERRAR CICLOS DE ENERGÍA

1.1) ENERGÍA TERMICA:

1.1.1) Calefacción:

A) Mejora el aislamiento de tu vivienda: Mediante la instalación de aislantes autoadhesivos (10 €) en los marcos de puerta y ventanas, la utilización de persianas y cortinas por la noche. Y si tienes mas presupuesto, mejorar el aislamiento de paredes y techo (500 €), y la instalación de ventanas de doble cristal o ventanas S.A.V. (250 €), que regularan la radiación solar diurna y la sirven a su vez de aislantes térmicos por la noche (invierno).

B) Mejora el aislamiento personal: Mediante la utilización de ropa de abrigo dentro del hogar, y de las inmemoriales mantas (60 €) de toda la vida. Y cómo no, el calor humano; ¡ahi todos apretaditos !!!!

C) Utilización de estufas: Las mejores son las de pellets con ventilación forzada (2.000 €), que tienen un rendimiento 80 veces superior a la estufa de leña de toda la vida. Pero si no nos alcanza, las calefacciones de leña (300 €) y butano (60 €) son más baratas, que las calefacciones eléctricas y de bomba de calor. Tanto en compra inicial, como en consumo y mantenimiento.

1.1.2) Agua Caliente Sanitaria (ACS):

A) Energía Fototérmica: Dotar de un sistema termosolar de calentamiento de agua para uso doméstico a una vivienda es muy rentable. Ya que a pesar de que la inversión inicial es un poco elevada (entre 2.000 y 4.00 €), a la larga resultara una inversión muy ventajosa, a causa del continuo aumento del precio del kWh eléctrico, el gas y el petróleo; amortizándose la instalación en menos de 8 años.
Y puesto que estas instalaciones para la producción de agua caliente a baja temperatura son una tecnología estándar bien conocida y difundida, nos permiten un suministro energético fiable, limpio, seguro y rentable. Además al aprovechar un recurso renovable como es la energía solar; se consigue un gran ahorro energético y económico. Sin olvidar, la energía solar pasiva, es decir que por el día entre la luz solar por las ventanas, y mediante el conocido efecto invernadero se caliente nuestro hogar, porque como dice un refrán checo: “El la casa que no entra el Sol, entra el doctor”.

Si no tenemos ese dinero, los calentadores a gas, son más eficiente que los eléctricos.
1.1.2) Cocinar:

A) Cocinas Solares: Tiene un coste de entre 50 y 150 €. Y para los días nublados o la noche, siempre podemos guardar comida preparada por el día, o comer alimentos crudos (frutas, verduras y embutidos) o conservas (típico bote de fabada). Pero si no queda más remedio, siempre podemos utilizar las estufa o hallares de leña para cocinar, o la recurrente cocina de butano. Mucho más baratas y eficientes que las electricas.

1.2) ENERGÍA ELÉCTRICA:

1.2.1) Producción de electricidad de origen renovable:

A) Sistemas Fotovoltaicos: Son una nueva tecnología aplicada a la obtención de energía eléctrica, al menor coste medioambiental y económico. Estos equipos presenta dos características especialmente atractivas, por un lado son equipos pequeños y fiables y duraderos, y por otro, cabe destacar su nulo coste de mantenimiento debido principalmente a que son elementos fijos y pasivos, sin elementos en movimiento, y por tanto de desgaste reducido.
Además son sistemas con un alto grado de automatización (que reduce a cero los costes indirectos derivados de la puesta en marcha y parada) y de gran autonomía energética. Ya que obtiene su energía primaria directamente de la radiación lumínica solar con un precio de obtención y abastecimiento nulo.

Esta clase de equipo puede alcanzar los 30 años de vida media útil, a causa de su solidez y simplicidad de diseño. Consecuentemente, nos encontramos ante una innovadora técnica que cuenta con numerosos resultados prácticos y datos reales. Y Por lo tanto se trata de una infraestructura energética descentralizada que asegura el suministro de energía a largo plazo, contribuyendo al desarrollo local y evitándose el impacto ambiental (sin contaminación atmosférica, acuática, ni acústica), fomentando la cultura del consumo responsable y la creación de nuevos puestos de trabajo. Su coste ronda los 8.000 €, pero hay que pensar que nunca más vamos a pagar un recibo de electricidad, por mucho que suba anualmente la factura.

B) Energía eólica: Los aerogeneradores son sistemas de conversión de la energía eólica en electricidad. Un aerogenerador no es más que un rotor provisto de palas que capta la energía cinética del viento y mueve un generador eléctrico. Los principales inconvenientes que presenta la energía eólica es la inconstancia de la fuerza del viento.

Los generadores necesitan viendo de fuerza y velocidad lo más constantes posibles, siendo estas necesidades función del aerogenerador instalado. Si la velocidad (aunque también es función de la densidad del viento) está por debajo de la velocidad mínima del aerogenerador, el viento no tiene fuerza suficiente para mover el rotor. Si está por encima de la velocidad máxima, el rotor debe detenerse para evitar que se rompa. Es necesario un estudio muy concienzudo de las condiciones de viento de la zona. En zonas adecuadas, el porcentaje de horas de funcionamiento a pleno rendimiento puede estar incluso por encima del 50%. Estas instalaciones tiene un coste de unos 2.000 €, con una duración de unos 15 años. Por lo tanto, es una solución profesional económica, limpia y satisfactoria, para potencias superiores a 5 kW, principalmente en zonas rurales o áticos con terraza.

C) Sistema híbrido fotovoltaico-eólico: Utiliza la energía eléctrica de los paneles solares combinada con una fuente de energía de origen eólico. Los sistemas híbridos, que utilizan simultáneamente varias fuentes de energía, presentan una mayor fiabilidad para producir energía eléctrica que los sistemas puros, que solamente utilizan una fuente de energía. Pero, siempre es recomendable disponer de algún sistema de generación auxiliar como medida de seguridad.

1.2.2) Aumento de la Eficiencia Eléctrica:

Cabe recordar que la electricidad de origen convencional procede en su mayoría (95%) de centrales eléctricas, que utilizan como materias primas combustibles fósiles (centrales térmicas) y uranio (centrales nucleares). Para conseguir obtener energía eléctrica a partir de estas materias primas (contaminantes y no renovables), es necesario realizar un conjunto de procesos de conversión sobre la energía desde sus fuentes de origen hasta su uso final, que denominaremos sistema energético. Cuyas fases son: Extracción o captura (minas y pozos), transporte primario (barcos y gaseoductos), destilado (refinerías), transporte secundario (trenes y camiones), transformación (central eléctrica), distribución (tendido eléctrico) y consumo final (bombeo de agua).

Cada proceso de conversión dentro del sistema energético, conllevará numerosas perdidas energéticas, como por ejemplo, el 60% de la energía eléctrica se pierde en forma de calor al atravesar el tendido eléctrico, o el rendimiento energético de una central térmica es del 45% (pérdidas de calor en calderas, turbinas, condensador, tuberías, etc.). Por lo tanto este tipo de electricidad tiene un rendimiento neto del 27%.

Además estos procesos energéticos (insostenibles) suponen grandes costes ocultos: de construcción, mantenimiento, desmantelamiento y eliminación del impacto ambiental producido por su construcción (centrales nucleares y minas a cielo abierto), impactos ambientales indirectos (“mareas negras”, cambio climático, “efecto invernadero”, lluvia ácida, fugas radiactivas,…), guerras y conflictos bélicos por el control de yacimientos de materias primas, etc.
Por lo tanto, es más eficiente, sostenible y económico, ahorrar energía que producirla. Este ahorro se puede conseguir mediante:

A) Auditorias energéticas: Con el objetivo de saber cuánta energía consumimos mensual y anualmente (tanto de electricidad, como de hidrocarburos), mediante facturas y/o recibos. Para posteriormente realizar un análisis estadístico simple de los datos (medias mensuales y anuales, graficas). De este modo sabremos si hemos reducido nuestro consumo y en que medida.

B) Diversificación de las fuentes de energía: La utilización racional de todos las fuentes de energía sostenible disponibles aumentando la seguridad y eficiencia de suministros. Ya que para cada aplicación existen unos recursos mas apropiados que otros. Como por ejemplo para el caso de energía eléctrica es más eficiente la utilización de aerogeneradores y módulos fotovoltaicos, mientras que para generar energía térmica la biomasa y los colectores solares son la elección mas apropiada.

C) Sistema de gestión de consumos: Una estrategia de gestión racional de los consumos es tan importante como la eficiencia de los equipos y de sus componentes. Como adaptar las conductas de consumo a las de generación de energía y el aprovechamiento de la energía en los periodos excedentarios. Por ejemplo, en horas diurnas de gran irradiación solar se debe aprovechar la energía solar fototérmica y lumínica.

C.2) Evitarse consumos “parásitos”: Como aparatos encendidos en situación de espera.

C.3) Revisar y mantener en buen estado de los electrodomésticos: Limpieza del hielo del frigorífico, del polvo de las placas y colectores solares, etc.

C.4) Utilizar electrodomésticos de alta eficiencia (categoría A): Consumen 3 veces menos.

C.5) Utilizar lámparas de bajo consumo: Ahorran un total de 400 kWh durante su toda su vida. O mejor aun utilizar la luz solar por el día.
C.6) Mejorar la orientación de las ventanas: En la fachada norte hay evitar la colocación de ventanas, para evitar las pérdidas de calor en invierno. Mientras que en la fachada oeste hay que minimizar su tamaño, para evitar un exceso de las temperaturas en verano, a causa de las largas tardes, y de pérdidas térmicas en invierno, debido a los vientos dominantes.

Por lo tanto, la mayoría de las ventanas se colocaran en la fachada sur y este, aprovechando la mayor incidencia de la radiación solar durante todo el día y todo el año.

C.7) Utilizar protecciones solares fijas (voladizas) o móviles (toldos): Que ofrecen protección solar y control de la iluminación interior. Aprovechando la luz solar directa en invierno (27º ), y evitándola en verano (50º).

C.9) Recurrir a ventilación bioclimática: Abrir el balcón y las ventanas por la noche en verano. Y dejar entrar la luz solar por el día en invierno..
1.3) ENERGÍA QUÍMICA:

1.3.1) Alimentos:

A) Huerto domestico: Fabricar un huerto doméstico, ya sea en el jardín o con macetas en la terraza o balcón, es la manera más idónea de luchar contra las grandes corporaciones agroalimentarias. Porque sin soberanía alimentaria, no hay ningún tipo de soberanía. Su coste puede estimarse entre 50 y 400 €.

CERRAR CICLOS DE MATERIA

En Europa ya se han construido casas de fardos que están tan bien aisladas, que no necesitan calefacción, aun en días con temperaturas bajo cero.
2.1.) Reutilizar y Reciclar Alimento

Aparte de las comunes croquetas, hay muchas maneras de reutilizar alimentos; como el pan rallado. Además te puedes comprar un par de gallinas y/o conejos que se alimentaran de los restos alimentos que ya no son aptos para el consumo humano, transformándolos en maravillosas proteínas, sin olvidar el estupendo abono de sus heces. Y aun más, con un compostador (reciclaje in situ de la materia orgánica gracias a lombrices), para reciclar nuestros residuos orgánicos, orina y heces fecales. Ahorrándote el agua del WC (80 % del consumo domestico de agua) y obteniendo abono para tu huerto doméstico. Su precio, unos 150 €.
2.1.) Reutilizar y Reciclar Agua

Mediante aireadores para nuestros grifos (6 €), ahorraremos una gran cantidad de agua. Reutilizar las aguas grifes (agfua del fregadero, lavadora, lavabo y ducha) también es un gran opción, la cual de puede utilizar para el WC o para regar el huerto. Con respecto a la limpieza domestica y personal, ya que como: “No es más limpio el que más limpia sino al que menos ensucia”. Por mi parte, me gustaría recordar que el jabón, vinagre, limón y bicarbonato, son productos de limpieza tradicionales, y por tanto baratos y ecológicos, al alcance de todos nosotros. Finalmente el disponer de un aljibe, donde almacenar el agua de lluvia puede de ser de gran utilidad, como demostraron nuestros antepasados, durante los asedios a los castillos, con un precio aproximado de 2.000 €, pero un valor incalculable, ya que el agua es vida.


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