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quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Visitando os quintais de Taubaté - I



Marcos Roberto Alves Moreira - Vera Lucia da Silva - Leonel Nascimento Trigueirinho

Em uma tarde ensolarada, no Bairro Marlene Miranda, município de Taubaté - SP, acompanhado pelos acadêmicos de nutrição da Universidade de Taubaté Marcos Roberto e Leonel, fomos visitar alguns quintais. O objetivo das visitas foi verificar a ocorrência de plantas espontâneas, que podem ser utilizadas na alimentação. Posteriormente, pretende-se realizar o trabalho de etnobotânica, com relação ao conhecimento popular, quanto ao aproveitamento dessas espécies na culinária.

No primeiro quintal visitado, recebemos uma verdadeira aula. Aliás, um curso sobre plantas medicinais, que podem ser cultivadas nos quintais. Dona Vera, detentora de vasto conhecimento, não só em relação às plantas dos quintais, mas também às espécies que ocorrem nos arredores de seu bairro, incluindo distantes áreas rurais, repassou-nos parte de seu conhecimento, sem se preocupar em guardar informações. Atitude valiosa, que muito contribui para a preservação do conhecimento popular.

Em um pequeno espaço, de aproximadamente 50 m², encontramos várias espécies comestíveis, as quais também possuem usos medicinais, que nascem espontaneamente, como, por exemplo, as indicadas nas fotos a seguir.
 
Funcho (Foeniculum vulgare
 Mentruz (Coronopus didymus)
 Pariparoba (Pothomorphe umbellata)
 Picão-preto (Bidens pilosa)
 
 Serralha (Sonchus oleraceus)
 Tanchagem (Plantago major)
Tanchagem (Plantago lanceolata
 Trapoeraba (Commelina sp)
Caruru (Amaranthus sp)


E algumas exclusivamente medicinais:
Erva-de-são-joão (Ageratum conyzoides)
 
 Gertrudes (Apium leptophyllum)
 
 Guiné (Petiveria alliacea). Obs.: cuidado com o uso, por ser tóxica
 Insulina-vegetal (Cissus sicyoides)
 Rubim (Leonurus sibiricus)
 Sete-sangria (Cuphea carthagenensis)
 
Vassourinha-de-nossa-senhora (Scoparia dulcis). Obs.: crescendo na calçada
 
 Carqueja (Baccharis trimera) - Obs.: coletada no campo

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Um quintal bem servido de Belo Horizonte

Um quintal com fartura de comida, tempero e medicamento.



Um quintal com muita vida.
Dona e responsável pela condução do quintal: Rosangela Amaral Martins Barbosa

Local: Bairro Floresta, Belo Horizonte MG

 Planta 1
 Plantas 2 e 3
 Planta 2
Planta 3
Planta 4
Planta 5 
 Planta 5
Planta 6
Planta 7
Planta 8
Planta 9
Planta 10
Planta 10
Planta 11
Planta 12
Planta 13
Planta 13

Durante a semana tentem identificar. Na próxima semana coloco o nome das espécies e algumas dicas sobre cada uma.


quinta-feira, 27 de junho de 2013

Planta dos quintais de João Pessoa: melão-de-são-caetano

 
Texto e foto: Jôse Barbosa de Morais

Por ser região de clima quente, o melão-de-são-caetano (Mormodica charantia), também denominado por melãozinho, se desenvolve com facilidade, principalmente usando as cercas para se espalhar. Antigamente era conhecido pela maioria, mas atualmente não são muitos que o conhecem por seu nome e muito menos aqueles que sabem sobre suas utilidades. Muitos, inclusive, têm medo dos frutos por acharem ser tóxico.

Usos tradicionais na região de João Pessoa

As indicações aqui mencionadas são relatadas pela população, e não podem ser consideradas como recomendações, pois há necessidade de confirmação científica, e também precisam do aval do profissional da saúde.

Seu uso popular em João Pessoa é amplo, e esses registros são apenas para demonstrar os usos efetuados pela população. É utilizado na região, por exemplo, como chá (das folhas) nos casos de gripe, de diabetes, de febre, de leucorreia, nas cólicas causadas por vermes, nas cólicas abdominais, na colite, para problemas gástricos, nos casos de reumatismo e nas menstruações. O suco do fruto é utilizado como purgativo, como vermífugo, contra hemorroidas e utilizado no tratamento das varizes.

Quando criança, pegava os frutos do melãozinho para fazer comidinha, e as pessoas usavam as folhas como alvejantes para lavar as roupas.  Também ainda é considerado como alimento.

SOPA DE MELÃO-DE-SÃO-CAETANO

Ingredientes: (para 2 porções)

4 copos de água
4 pedaços mais ou menos quadrados, de costela de porco ( de aprox. 6 cm)
2 colheres de molho de soja
1 pimenta dedo de moça fatiada em rodelinhas (sem as sementes)
1 cravo-da-índia
1 dente de alho
1 melão amargo
1 colher de zeite
1 folha de louro
1 pitada de açafrão da terra sal à gosto

PREPARO:

Corte o melão amargo ao meio, transversalmente e depois em pedaços de uns 6 cm.
Remova as sementes e a parte branca.
Refogue bem a costela de porco com o azeite e o louro. Adicione a água e os demais ingredientes e cozinhe em fogo médio. Você pode necessitar adicionar a água de tempo em tempo. Adicionar mais molho de soja, se necessário.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Cipó-de-são-joão (Pyrostegia venusta)


Trepadeira semi-lenhosa nativa de todo o território brasileiro. Seu nome origina-se do fato de ter sido historicamente muito utilizada na ornamentação dos mastros, carroças, charretes e outros elementos das festas de São João (comemorado no próximo 24 de junho). Encontrada com frequência revestindo cercas, margens de estradas, barrancos, árvores em pastagens e diversos outros tipos de suporte. Possui flores tubulares abundantes no inverno, nas colorações laranja e, mais raramente, amarela. Foi eleita representativa da cidade de Campinas (SP).
Hórtica Consultoria - São Paulo, Brazil
Link:

terça-feira, 11 de junho de 2013

Apareceu no quintal

Foto do Solanum mammosum (Maria Cristina Faria).

Um fruto interessante e diferente e que apareceu no quintal da Maria Cristina. No entanto, não é comestível e possui substâncias tóxicas. Pertence à família Solanaceae e o nome científico Solanum mammosum.

Popularmente é denominado teta-de-vaca, joá-bravo, peito-de-moça ou cara-de-raposa, dentre vários outros nomes populares.
Ficheiro:Gardenology.org-IMG 7330 qsbg11mar.jpg

sábado, 27 de abril de 2013

Los buenos bichos

manzana El 26 de abril de 2013
Ultimamente leo mucho sobre el tema del "colapso de la abejas", parece que la gente olvido que son muchos "los buenos bichos", y que de todos estos y de los malos también dependen nuestros ecosistemas y por ende la vida misma.
Cada uno cumple su parte, unos comen otros bichos que pueden ser plagas, otros airean la tierra, descomponen materia vegetal muerta etc. En este "mundo del revés" en el que vivimos, donde importa más un pedazo de papel pintado que el futuro de todos; estos buenos bichos son tratados como plagas, son exterminados a diario por manos humanas, insecticidas y otros tóxicos, mueren por culpa de plantas transgénicas que segregan insecticida, por no hablar de destrucción de su hábitat, desertificación, suelos contaminados y demás, parece que nuestro mundo debiera ser un lugar aséptico y estéril, no hay lugar para "los bichos".

El problema es que sin ellos, nuestras plantas no se reproducen no crecen, no se compostan, los precisamos.

La imperiosa necesidad de producir rápido y más, por el simple lucro, en este mundo loco,día a día se usan mas y mas agrotóxicos,los cuales además de matar a "los buenos bichos",matan a la gente que vive en las areas cercanas a los cultivos,a los campesinos, enferman a quienes los comen y contaminan el agua y la tierra.

Lo que hay que entender es bien simple; a larga este es un problema de todos los seres vivos, no existe el "yo no vivo ahí" o "no consumo eso", el problema en algún momento nos alcanzara a todos tarde o temprano.
Algunos de "los buenos bichos":

Nematodos, esta especie de gusanos, injustamente acusados y perseguidos por comer raíces de plantas, en verdad comen solo raíces muertes, por lo que en vez de ser perjudicial ayudan a descomponer materia orgánica en el suelo, brindando mas nutrientes, lo único que hay que tener en cuenta es dejar las raíces viejas en la tierra cuando cosechamos, para que tengan que comer.

Abejas y Sírfidos, son grandes polinizadores, de ellos dependemos para tener ricos frutos como el tomate, mas flores, mas plantas y mas vida, gracias a la genialidad transgénica, cambio climático, polución del aire e insecticidas, hoy este insecto que habita la tierra desde el periodo cretaceo y que es uno de los principales responsables de su verdor y de nuestra propia existencia, esta en un alarmante declive poblacional, al que se puso el nombre de "declive de polinizadores" ya que su numero en los ecosistemas es cada vez menor, situación que podría modificar la vida entera en el planeta.

Chinches, Carábidos, Mariquitas, Mantis, Bráconidos y Crísopidos, todos ellos controlan de forma natural a otros insectos considerados plagas, lamentablemente caen injustamente en batalla, por culpa de insecticidas y transgénicos Bt, el tema es que cuando ya no esten, no sabemos quien parara las plagas, ya que a largo plazo, los químicos no son sostenibles.

Lombrices, las pobres caen por culpa de los insecticidas, aunque no son insectos, un gran número de estos insecticidas las matan, la lombrices son como pequeñas, plantas de reciclaje, toman basura orgánica y fabrican suelo, alimentan aves y pequeños mamíferos airean la tierra mejor que un arado, y las estamos matando, ellas están en este mundo desde antes que los dinosuarios.

Todo cuenta, desde luego el grueso del problema, son las industrias, la agroexplotación, los monocultivos y los transgénicos, como hablamos en: Agricultura sin plaguicidas ,pero cada vez que rociamos con un spray por que nos molestan las moscas, o una araña, "los buenos bichos"también caen, hay ciudades donde ya no se ven ni moscas, ni pasto ni vida pero están llenas de seres humanos, este es el "mundo del revés" en el que vivimos y debemos cambiar o perecer en el intento.

Debemos abandonar los tóxicos y buscar soluciones naturales, como vimos en manejo de plagas y enfermedades, o en Insecticida, repelente y fungicida o en Como deshacerse de las hormigas. Dejemos de trabajar en contra de la naturaleza, es mucho más fácil y simple trabajar con ella.

Artículo escrito por Raúl Mannise para ecocosas.com
Link:

sexta-feira, 8 de março de 2013

Importância da flora espontânea - XIII

Texto


Marcos Roberto Furlan (Eng. Agrônomo)
Vera Marcia Domingues da Silva (Acadêmica de Biologia)

Nos quintais tem uma planta que nasce sem a ajuda do ser humano, cuja característica da folha tem uma relação com um de seus nomes populares, isto é, as suas folhas são mais esbranquiçadas e pilosas na parte inferior e, por isso, recebe o nome de língua-de-vaca. Mas também tem um nome que causa confusão, que é arnica ou arnica-do-mato, sem ter muita semelhança botânica com a Arnica Montana L., exceto que pertence a mesma família botânica (a Asteraceae) e também ser usada como anti-inflamatória  No entanto, é cada vez mais raro essa espécie receber o nome arnica.

Seu nome científico é Chaptalia nutans (L.) Polak. e ainda pode receber as denominações populares de costa-branca, fumo-do-mato, erva-de-sangue, tapira e serralha-de-rocha. Apesar de ser considerada uma planta invasora ou, injustamente, uma planta daninha, ela não é muito agressiva, e, quando ocorre, são poucos os exemplares presentes. Graças a sua grande produção de sementes, consegue ainda sobreviver e marcar presença nos quintais e nos seus arredores.

Como não tem muita “arma” para se defender da competição com as outras, ocorre em ambientes cujo solo está degradado, e que pode ser tanto ensolarado quanto semi-sombreado. No Brasil, pode ocorrer em todos os biomas, ou seja, é encontrada do Norte ao Sul, apesar de ser originária de regiões tropicais. E na América, é distribuída do México até a Argentina (YAMASHITA et al., 2009).

Com relação às suas principais características botânicas, é classificada como herbácea. Suas folhas saem em forma de roseta, alcança até 20 cm de altura e a inflorescência é formada em capítulo lilás ou roxo.
Folhas de Chaptalia nutans em forma de roseta

Na medicina popular, seu uso é amplo, e a comunidade usa, por exemplo, para tratamento da anemia, da febre, de dor de cabeça, de doenças de pele, da herpes e,  também, como diurética, além do já citado uso como anti-inflamatória  São utilizadas as folhas, a inflorescência e as raízes, em forma de decocção, cataplasma, infusão e xarope das sementes torradas contra tosse.

Infelizmente, talvez por não ser comum em outros Continentes, exceto as Américas Central e do Sul, a língua-de-vaca é pouco pesquisada do ponto de vista de suas ações farmacológicas. Pesquisas comprovaram a ação anti-inflamatória e antimicrobiana em feridas contaminadas por bactérias devido à ação furanocumarinas presente nas raízes da C. nutans (TRUITI et al., 2003). E outras espécies do gênero Chaptalia estão sendo pesquisadas.

Outros princípios ativos da planta são ácido parasórbico, 3a-hidroxi-5 metilvalerolactona, nas partes aéreas e nas folhas há também prunasina (TRUITI et al., 2003). 

Outros usos, é uma planta apícola, com a vantagem de florescer o ano todo.

Referencias

BEVILAQUA, G. A. P.; SCHIEDECK, G.; SCHWENGBER, J. E. Identificação e tecnologia de plantas medicinais da flora de clima temperado. Circular Técnica 61. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento: Pelotas, 2007. (http://www.cpact.embrapa.br/publicacoes/download/circulares/Circular_61.pdf)

TRUITI, M.C.T.; SERRAGIOTTO, M.H.; FILHO, B.A.A.; VATARU, C.N.; FILHO, B.P.D. Actividade antibacteriana in vitro de uma 7-O- b -D-glucopiranosil-nutanocoumarin de Chaptalia nutans(Asteraceae). Mem. Inst. Oswaldo Cruz, v. 98 n.2, 2003.

YAMASHITA, O.M.; GUIMARÃES, S.C. ALBUQUERQUE, M.C.F.; CARVALHO, M.A.C.; SILVA, J.L Efeitos de fatores ambientais induzidos na germinação de sementes de Chaptalia nutans (L.) Polack. Revista Brasileira de Sementes, v. 31, n. 3, p.132-139, 2009 (http://www.scielo.br/pdf/rbs/v31n3/a15v31n3.pdf)



Paulo Schwirkowski (FloraSBS)

quarta-feira, 6 de março de 2013

Importância da flora espontânea - XII

Pariparoba


Texto

Marcos Roberto Furlan (Eng. Agrônomo)

Vera Marcia Domingues da Silva (Acadêmica de Biologia)


Na maioria dos quintais não iremos encontrar essa planta, pois, por ser fácil de erradicá-la, não consegue se manter no local. Outra razão é que prefere locais sombreados, ricos em matéria orgânica e que não falte água. É comum ser encontrada próximo das matas, mas não dentro de uma floresta, por não conseguir competir com espécies arbóreas. Portanto, depende muito do ser humano para se manter nos quintais.

Neste blog, já foi destaque em função de sua comprovada ação medicinal, inclusive para inibir o desenvolvimento do melanoma e impedir que as células tumorais invadam a camada mais profunda da pele, e se espalhem para outros tecidos (http://quintaisimortais.blogspot.com.br/2012/03/pariparoba.html e http://quintaisimortais.blogspot.com.br/2013/01/pariparoba-protetor-solar-natural.html).

Pertence à família Piperaceae, a mesma da pimenta-do-reino (Piper nigrum L.) e o seu nome científico, mais encontrado nos textos científicos, é Potomorphe umbelatta (L.) Miq., com sinonímia científica Piper umbelatta (este já é considerado o mais atual). Pela população, é conhecida por pariparoba, malvisco ou caapeba, sendo este último nome de origem tupi. Significa mato baixo, ou seja, caá (mato ou folha) peba (chato) (1). Na primeira Farmacopeia Brasileira, foi usado a sinonímia Heckeria umbelatta (2).

É classificada como arbusto, podendo chegar até 3,0 m de altura, dependendo da região e do solo. De origem da Mata Atlântica, atualmente ocorre na maior parte do Brasil, inclusive na Amazônia. O seu plantio pode ser feito por meio de suas sementes ou estacas do caule. Para uso das folhas, estas podem ser secas em local ventilados, sem incidência de sol ou de umidade e armazenadas em sacos de papel ou pano.

Além da quantidade significativa de pesquisas sobre a planta, a população a usa em sua medicina há muito tempo, como, por exemplo, diurética, hepatoprotetora, analgésica e antimalárica, e no tratamento, por exemplo, de asma e epilepsia. 

Pesquisas já comprovaram suas ações como antimalárica, antiinflamatória, atividade protetora contra raios ultravioleta do tipo UVB (http://quintaisimortais.blogspot.com.br/2013/01/pariparoba-protetor-solar-natural.html), a qual é utilizada em formulações cosméticas para a prevenção do envelhecimento cutâneo. Tendo em vista os estudos indicando sua eficácia como protetor solar, já são encontradas formulações contendo extrato de Piper umbellata e empregadas em produtos de uso cosmético, tais como gel, creme e filtro solar.

Das raízes da caapeba, é extraído o 4-nerolidilcatecol (4-NRC), princípio ativo responsável pelas ações antioxidante e fotoprotetoras.

Um uso bem agradável é consumir suas folhas mais novas como alimento, as quais podem ser cozidas ou refogadas. Comprovamos o sabor mais picante quando fazemos um "charuto" com suas folhas, com recheio de ricota.

Referências

(1) DOMENICO, H. Léxico Tupi-Português: com aditamento de vocábulos de outras procedências indígenas. Taubaté, UNITAU, 2008.

(2) MORAES, Marlene Silva. Considerações sobre a pariparoba oficial Pothomorphe umbellata (L.) Miq.. Rev. bras. farmacogn. [online]. v.1, n.1, p. 101-108,1986

Algumas pesquisas recentes sobre a pariparoba:

Sobre ação antioxidante

BAGATELA, S.; ROSA, P. C. P.; NANAYAKKARA, D. N. P.; CARVALHO, J. C. T.; MAISTRO, E. L.; BASTOS, J. K.; PERAZZO, F. F.; BIANCA, A. P. L. Antioxidant and Cytotoxic Effects of Crude Extract, Fractions and 4-Nerolidylcathecol from Aerial Parts of Pothomorphe umbellata L. (Piperaceae). BioMed Research International, (online), v. 2013. (http://www.hindawi.com/journals/bmri/2013/206581/)

Sobre ação fotoprotetora

ROPKE, C.D.; SAWADA, T.C.; SILVA, V.V.; MICHALANY, N.S.; MORAES BARROS, S.B. Photoprotective effect of Pothomorphe umbellata root extract against ultraviolet radiation induced chronic skin damage in the hairless mouse. Clinical and Experimental Dermatology, v.30, n.3, 272-276, 2005. (http://europepmc.org/abstract/MED/15807688)

Cápsulas como fotoproteção para o 4-nerolidylcatechol

ARAUJO-JUNIOR, C. A. de et al. Preparation of pellets containing Pothomorphe umbellata extracts by extrusion-spheronization: improvement of 4-nerolidylcatechol photostability. Rev. bras. farmacogn. [online]. v.23, n.1, p. 169-174, 2013 (http://www.scielo.br/pdf/rbfar/v23n1/aop10712.pdf)

Sobre atividades em insetos:


RAMOS, C. S.; PAZ, A. J. L. N.; SILVA, T. M. G.; SILVA, T. M. S. Potentialization of antioxidant activity of Piper umbellata (Piperaceae) leaves after their metabolism in Heraclides brasiliensis larvae (Lepidoptera: Papilionidae). African Journal of Pharmacy and Pharmacology, v.6, n.48, p.3299-3301, 2012. (http://www.academicjournals.org/ajpp/PDF/pdf2012/29Dec/Ramos%20et%20al.pdf)


Importância da flora espontânea - XI

Picão branco ou fazendeiro

Texto
Marcos Roberto Furlan (Eng. Agrônomo)
Paloma Cristina da Silva (Acadêmica de Biologia)

Nos quintais, principalmente naqueles em que o solo é rico em matéria orgânica, ocorre uma planta semelhante a uma margarida, mas com flores bem menores. Apesar de não ser nativa, aqui se espalhou, e, atualmente, é encontrada em quase todas as regiões do Brasil e, também, em muitas regiões do mundo, incluindo as mais frias, apesar de ser originária da América Central.

Por ser considerada uma espécie invasora, ou até ser classificada injustamente como planta daninha, a maioria da população ignora os seus usos. É denominada popularmente, dependendo da região, por fazendeiro ou picão-branco, mas há várias outros nomes populares, como, por exemplo, margaridinha, botão-de-ouro e fazendeiro-peludo. Seu nome científico é Galinsoga parviflora Cav., e pertence à família Asteraceae.

O picão-branco é uma planta de porte herbáceo, com altura de aproximadamente 25 a 40 cm, variando muito em função do tipo de solo. É ereta e ramificada, e as suas flores são dispostas em inflorescências do tipo capítulo, de coloração branca nas laterais e amarela na parte central. Os frutos são pequenos e pretos. No Brasil, o seu desenvolvimento ocorre no outono e na primavera, com ciclo vegetativo de aproximadamente 50 dias.

Com relação aos usos em animais, são poucas as pesquisas, mas há relato da utilização tradicional, juntamente com o picão-preto (Bidens pilosa), para desintoxicação, tendo em vista a ação de ambas no fígado, segundo os que a utilizam. No entanto, ainda não há respaldo da ciência para essa finalidade.

Na agricultura, percebemos que, apesar de indicar um solo rico em matéria orgânica, sua presença, quando exclusiva, pode indicar solo desequilibrado com relação aos teores de nutrientes. Normalmente, há bom fornecimento de macronutrientes, com carência de alguns micronutrientes, como o cobre, o qual é importante na defesa das plantas contra patógenos.

Em hortas, quando se utiliza muito esterco (que é pobre em alguns nutrientes, principalmente os micronutrientes) e não se complementa com outros adubos, acaba prevalecendo a ocorrência do picão-branco. Isso serve como alerta para o agricultor, pois na horta ou no jardim em que há predomínio dessa espécie, a adubação está sendo inadequada.

Um uso interessante é colher seus ramos com flores e fazer um arranjo floral com plantas do campo. Assim como algumas espécies que nascem espontaneamente, as flores ficam abertas por um bom tempo após serem colhidas. Somente um cuidado deverá ser tomado, pois há algumas citações sobre causar alergia em quem colhe picão-preto.

Na medicina tradicional, é comum citações sobre o uso para problemas referentes à pele, como coceiras e ulcerações, como broncodilatadora, para gripes e resfriados, além do já citado uso para problemas hepáticos. Apesar de serem encontradas referências sobre o uso do picão-branco por comunidades, ela não é uma das mais conhecidas com relação aos aspectos medicinais pela população em geral.

Como formas de usos tradicionais, são citados os métodos de infusão, de decocção e por meio de compressa, dependendo do tipo de doença.  Por exemplo, a população usa para doenças broncopulmonares as formas de infuso ou de decocto das folhas. Para contusões e feridas, costumam-se fazer compressas com folhas aquecidas direto no local afetado. Também é utilizado em banho de assento, para o tratamento de infecções ginecológicas e do aparelho digestivo.

Apesar do uso popular, são raras as pesquisas sobre as atividades farmacológicas da espécie. No entanto, pesquisadores confirmaram a ação antidiarreica da planta (1) e outros relataram a presença de antioxidantes (2). Também, foi verificada ação positiva na cicatrização de feridas (3).

Outros usos são: pode inibir o crescimento de plantas que crescem próximas a ela, devido à alelopatia. Em algumas regiões da África, é utilizada inclusive como alimento (4).

Referências

(1) YADAV, A. K.; TANGPU, V. Therapeutic efficacy of Bidens pilosa L. var. radiata and Galinsoga parviflora Cav. in experimentally induced diarrhoea in mice. Recent Progress in Medicinal Plants(Eds. Govil, J. N. & Singh, V. K.). Vol. 23: Standardization of Herbal/Ayurvedic Formulation. ISBN: 1-9336991-4-0. Studium Press, LLC, Houston, USA, pp. 35-45, 2008.

(2) DERWINSKA, M.; BAZYLKO, A.; KOWALSKI, J. Antioxidant activity of Galinsoga parviflora and Galinsoga quadriradiata. Planta Medica 72. p.96, 2006.

(3)SCHMIDT, C., FRONZA, M.,GOETTERT, M.,GELLER, F., LUIK, S., FLORES, E.M.M., BITTENCOURT, C.F., ZANETTI, G.D.,HEINZMANN, B.M., LAUFER, S., MERFORT, I., Biological studies on Brazilian plants used in wound healing. J. Ethnopharmacol., v.122, n.3, p.523-32, 2009. 

(4) ODHAV, B.; BEEKRUM S.; AKULA, U.; BAIJNATH, H. Preliminary assessment of nutritional value of traditional leafy vegetables in KwaZulu-Natal, South Africa. Journal of Food Composition and Analysis, v.20, p. 430-435, 2007.
<strong>Caption:</strong> Wanganui East.<br><strong>Photographer:</strong> Colin Ogle
<strong>Caption:</strong> Stokes Valley. May 2006.<br><strong>Photographer:</strong> Jeremy Rolfe

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Polinização representada em selos dos EUA


...Post Offices will be abuzz with the release of the Pollination stamps. The 20-stamp booklet consists of four stamps arranged in two alternate and interlocking blocks of four. The intricate design of these four beautiful stamps emphasizes the ecological relationship between pollinators and plants and suggests the biodiversity necessary to ensure the viability of that relationship.

Depicted on the Pollination stamps are four wildflowers and four pollinators. The common and scientific names of the featured flowers are purple nightshade, also known as chaparral nightshade (Solanum xanti); hummingbird trumpet (Epilobium canum); saguaro (Carnegiea gigantea) and prairie ironweed, also known as common ironweed (Vernonia fasciculata). The common and scientific names of the featured animal pollinators are Morrison’s bumblebee (Bombus morrisoni); calliope hummingbird (Stellula calliope); lesser long-nosed bat (Leptonycteris yerbabuenae) and Southern dogface butterfly (Colias cesonia)...
Link:
http://apitherapy.blogspot.com.br/2007/07/honey-bees-left-off-new-us-pollination.html