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sábado, 30 de abril de 2016

Estão calando aos poucos as raízes indígenas: a memória oral é um caminho necessário, artigo de Sucena Shkrada Resk

Quando anunciam que dezenas de línguas indígenas podem morrer, como centenas já desapareceram no Brasil, dá uma sensação de vazio. O processo de extermínio das raízes vem se acelerando, desde o “Descobrimento do Brasil”, quando se estima que havia o registro entre 1.500 e 2.000 línguas presentes. Hoje chegam a um universo entre 150 e 180. O que se vê é que as novas gerações estão cada vez mais distantes dos seus ancestrais.

A recuperação, por meio da memória oral, é uma das estratégias fundamentais para tentar frear esta ruptura cultural na contemporaneidade. A tecnologia, que hoje é vista como uma das propulsoras deste perigo, pode ser convertida em benefício, se utilizada para este fim. Mas a pressão da urbanização e da monocultura e pecuária extensivas, entorno dessas terras, trazendo todo tipo de conflito, ainda é um dos principais males que afligem estes povos.

O projeto Vídeo nas Aldeias, que capacita os próprios índios a serem seus pauteiros, roteiristas, cinegrafistas e diretores é um caminho interessante para esta recuperação. Durante seu histórico, já foram produzidos documentários dos Ashaninka, Atroari, Enawenê-Nawê, Fulni-ô, Guarani-Mbya, Ikpeng, Kuikuro, Panará e Xavante, entre outros.

O Museu do Índio em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), no RJ, também mantém o Programa de Documentação de Línguas e Culturas Indígenas-PROGDOC. As iniciativas envolvem dossiês lingüísticos com publicações, todo material de áudio e vídeo produzido durante as viagens a campo pelas equipes de pesquisadores de línguas indígenas com aprovação das comunidades envolvidas. Até 2015, foram 13 línguas documentadas. Mas todas estas ações dependem de financiamento e isso não pode sair de vista: a necessidade de maior investimento.

Fazer trabalhos organizados de educomunicação, que tenham dinâmicas que envolvam áudio, vídeo e escrita também são alternativas que podem promover esses estímulo para esta valorização. Em qualquer circunstância, o indígena tem de ser autor desse processo histórico e o branco, um facilitador, se for necessário.

Os dados do Censo de 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelam que 37,4% dos 896.917 brasileiros que se declararam como índios falam a língua de sua etnia e 17,5% desconhecem o português. Ao mesmo tempo, há um fluxo migratório, traduzido pela declaração de 36%, que se estabeleceram em cidades e desse percentual, apenas 12,7% falam a língua. Apesar das escolas bilíngues serem oficializadas no papel, sob a coordenação do Ministério da Educação (MEC), muitas têm dificuldades de serem exercidas na prática. Há falta de suporte básico, quando se vê os problemas no dia a dia.
Quando menos de mil pessoas detêm o domínio de sua língua, aí está o sinal de que a mesma está ameaçada, de acordo com critérios internacionais. No Brasil, há também outras métricas, como do Museu Paraense Emilio Goeldi, que faz o recorte no limite de 100. Mas independente destes critérios, o que é um fato em comum: se nada for feito, as próximas gerações indígenas perderão suas conexões históricas e culturais. Estima-se que anualmente uma língua indígena tende a desaparecer nos próximos anos.

Aqui no Noroeste do estado do Mato Grosso, Amazônia, onde estou trabalhando e vivendo há um ano e quatro meses, isso ocorre, por exemplo, com o povo Rikbaktsa, que se divide em três aldeias, e falam o Rikbaktsa, do tronco Macro-Jê. Segundo a Unesco, o perigo é acentuado.

Em 2011, foi feito um levantamento pelo Museu do Índio, do perfil tipológico da língua Rikbaktsa, dentro do Projeto de Documentação da Cultura. Na ocasião, os pesquisadores não tiveram condições de fazer o levantamento no Território Indígena Escondido, onde estou mais próxima, e conheço representantes da aldeia local. De acordo com os pesquisadores, durante a atividade, pôde ser observado que na casa dos homens (mykyry), onde fazem plumárias, flechas e degustam caças das quais contam os pormenores das caçadas e onde se ensina mais intensamente todas estas atividades aos mais jovens, o idioma nativo é mais cultivado. Segundo o Museu Emilio Goeldi, no caso dos Apiakás, também em MT, o último falante fluente morreu, em 2010, aos 70 anos.

Segundo especialistas, no inventário de perdas recentes, estão a da língua xipaia, de povo da região de Altamira (PA) e dos guató. Ao mesmo tempo, há alguns casos de resiliência, como o do povo Fulni-ô, no Nordeste, que está conseguindo manter a sua língua.

Para organizar essa documentação imensa, a academia e alguns órgãos internacionais e nacionais desenvolvem trabalhos de registros das línguas indígenas, que são importantes para que esta memória não se perca. Entre eles, estão:

– Portal Ethnologue.com

Estas iniciativas são importantes, mas não cobrem a lacuna maior que envolve o contexto de autonomia indígena, que sofre pressões pelo modelo de desenvolvimento que vivemos.

Sucena Shkrada Resk é jornalista, formada há 24 anos, pela PUC-SP, com especializações lato sensu em Meio Ambiente e Sociedade e em Política Internacional, pela FESPSP, e autora do Blog Cidadãos do Mundo – jornalista Sucena Shkrada Resk (http://www.cidadaosdomundo.webnode.com), desde 2007, voltado às áreas de cidadania, socioambientalismo e sustentabilidade.

in EcoDebate, 27/04/2016
"Estão calando aos poucos as raízes indígenas: a memória oral é um caminho necessário, artigo de Sucena Shkrada Resk," in Portal EcoDebate, ISSN 2446-9394, 27/04/2016,https://www.ecodebate.com.br/2016/04/27/estao-calando-aos-poucos-as-raizes-indigenas-a-memoria-oral-e-um-caminho-necessario-artigo-de-sucena-shkrada-resk/.

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Um círculo virtuoso: a integração de catadores na gestão de resíduos sólidos

Catadores de lixo são os principais atores na recuperação de resíduos para a indústria de reciclagem. Entre suas demandas está o reconhecimento dos serviços que prestam, o acesso aos resíduos e o direito de concorrer a contratos de gestão. O Banco Mundial tem desenvolvido programas para reconhecer e apoiar os catadores como integrantes do setor de resíduos sólidos.
Mulheres da Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis da Ilha de Vitória (Amariv). Foto: EBC

O lixo – sua geração, coleta e disposição – é um grande desafio mundial do século 21. A reciclagem de resíduos impulsiona a sustentabilidade ambiental, reduzindo as emissões de gases de efeito estufa, e estimula a economia, pelo fornecimento de matérias-primas e materiais de embalagem.

Os catadores de lixo são os principais atores na recuperação de resíduos para a indústria de reciclagem. Em todo o mundo, um grande número de pessoas de baixa renda e de comunidades desfavorecidas ganha a vida coletando e separando lixo, e depois vendendo resíduos recuperados por meio de intermediários para a indústria de reciclagem.

Onde alguns veem restos ou lixo, os catadores veem papel, papelão, vidro e metal. Eles são hábeis em separar e empacotar diferentes tipos de resíduos por cor e peso para vender à indústria de reciclagem. No entanto, são raramente reconhecidos pelo importante papel que desempenham na criação de valor a partir dos resíduos e na contribuição para a redução das emissões de carbono.

No entanto, por todo o mundo os catadores têm se organizado, e as cidades tem promovido esse círculo virtuoso com a integração de catadores na gestão de resíduos sólidos.

Caso brasileiro

O Brasil foi o primeiro país a integrar catadores, por meio de suas cooperativas, a sistemas de gestão de resíduos sólidos municipais e o primeiro a adotar uma Política Nacional de Resíduos, reconhecendo as contribuições desses trabalhadores e proporcionando um enquadramento jurídico para permitir que cooperativas sejam contratadas como provedores de serviços.

Na Colômbia, um recente decreto federal determinou que as cidades do país terão de desenvolver sistemas de gestão de resíduos sólidos contratando organizações de catadores para coletar, transportar e separar resíduos recicláveis.

Na Índia, uma cooperativa de catadores denominada SWaCH recebeu um contrato da cidade de Pune para a coleta de resíduos domésticos.

Em Joanesburgo, na África do Sul, uma cooperativa de catadores alavancou parcerias público-privadas para criar um programa de reciclagem em comunidades locais. Inaugurado em 2014 para servir 3 mil residências, o Centro de Reciclagem Vaal Park está gradualmente expandindo seu alcance.

O futuro de milhões de catadores em todo o mundo está em jogo, dependendo em grande parte das políticas e práticas dos governos municipais.

Tanto a rede de proteção a trabalhadores informais WIEGO como o Banco Mundial estão desenvolvendo programas e promovendo políticas que reconheçam e apoiem os catadores como integrantes do setor de resíduos sólidos, que fazem contribuições valiosas para cidades, para o meio ambiente e suas comunidades com a recuperação de materiais recicláveis; proporcionando-lhes espaço e equipamentos para facilitar este importante trabalho.

O que os catadores têm a oferecer é bastante claro: serviços de coleta, triagem, recuperação e reciclagem de resíduos a um custo razoável. O que eles querem também é bastante claro: o reconhecimento dos serviços que prestam; acesso aos resíduos; o direito de concorrer a contratos de gestão de resíduos sólidos; caminhões para transportar resíduos; espaço seguro e equipamentos para armazenamento, compactação, agregação e processamento de resíduos; e preços justos para os resíduos que coletam e os materiais reciclados que recuperam, processam e vendem.

Integrar os catadores na gestão de resíduos sólidos é a opção mais vantajosa para todos.

Da ONU Brasil, in EcoDebate, 15/04/2016

domingo, 25 de outubro de 2015

Horta e flores tropicais serão cultivadas por reeducandas em Cuiabá

ROSANA PERSONA
Assessoria/Empaer-MT

O presidente da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Layr Mota Silva, esteve reunido com o secretário de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), Márcio Dorileo para definir o projeto de implantação de hortas, cultivo de plantas medicinais e flores tropicais que serão executados no presídio feminino Ana Maria do Couto, em Cuiabá. O objetivo do projeto é capacitar as mulheres que estão cumprindo pena na unidade, fornecer hortaliças para consumo no refeitório e comercialização. 

Conforme Layr será assinado um termo de cooperação e os técnicos da Empaer auxiliarão as reeducandas com informações para montagem da horta, no preparo da terra, plantio das hortaliças, além de técnicas para manter os alimentos saudáveis até a colheita. Os canteiros de flores tropicais e plantas medicinais serão mais uma alternativa de ressocialização na unidade prisional e, futuramente, para comercialização. 

O secretário Márcio destacou que está empenhado em estreitar a parceria. E lembra que todas as detentas serão devolvidas para a sociedade quando cumprir a pena e ainda terão uma profissão no futuro. O projeto está previsto para começar em novembro, com a preparação do terreno e plantio das mudas. 

Para discutir o termo de cooperação e o projeto a ser executado foi realizada uma reunião com a presença dos diretores da Empaer, Antonimar Marinho dos Santos, Rogério Monteiro Costa e Silva, superintendente de Gestão Penitenciária, Flávia Emanuelle de Souza Soares, assessor da Sejudh, Jefferson Luz, representante da igreja Assembléia de Deus, Marco Antônio Pardi e técnicos da Empaer. 

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quarta-feira, 22 de julho de 2015

Um alerta foi feito: é preciso conservar as sementes tradicionais

Foi quando os Krahôs necessitaram de algumas sementes que as demais etnias começaram a buscar as sementes que lhes faltavam. Agora muitas vivem o resgate da alimentação indígena e do extrativismo sustentável.

Magali Colonetti
Em 19/07/2015
Lideranças Krahô falaram sobre sua busca por sementes tradicionais. . Foto: Leonil Junior

Na mitologia Krahô a estrela mulher Catxêkwyj é a responsável pelas sementes da terra. Com o tempo muitas dessas sementes se perderam por alguns motivos, entre eles a falta de terra produtiva. O costume nômade dos indígenas foi podado ao terem que ficar em terras demarcadas, impedindo migrar para terras boas depois de usufruir de uma outra. Para completar, em algumas aldeias os jovens deixaram de plantar. E com a necessidade de ter as sementes da Deusa novamente, o povo Krahô pediu ajuda a Terezinha Dias na Embrapa iniciando assim um resgate importante na plantação dos alimentos tradicionais de muitos povos. História essa contada na roda de prosa da tarde deste domingo. 

Terezinha foi quem iniciou o papo sobre a conservação de sementes tradicionais e crioulas, extrativismo sustentável e segurança alimentar de povos indígenas. Segundo ela, a busca pela preservação de sementes tradicionais é uma questão de política pública. Atualmente são 200 mil tipos de sementes espalhados pelas sedes da Embrapa e disponíveis para que o plantio das mesmas seja feito. “A gente só muda os costumes a partir de uma demanda popular. Procurar a Embrapa quando uma semente acabou é um serviço e divulgação do uso da instituição que precisa ser mais divulgado”, comentou. 

E foi nessa busca do povo Krahô que surgiu a troca de sementes em 2007 e desde então eles realizam uma feira em suas terras todo mês de setembro do ano. Outras etnias aderiram a ideia na sequencia e houve o retorno da troca de sementes entre os povos. Um costume que se perdeu ao longo dos anos devido à distância territorial entre as aldeias. “Quando eu era criança minha avó contou sobre as sementes antigas que minha aldeia perdeu. Eu pensava onde encontrar essas sementes. A Terezinha que contou tudo pra mim e falou sobre a feira dos Krahô”, contou o Cacique José Guimarães Sumené Xavante. Atualmente eles também realizam sua feira de trocas e estão em constante busca das sementes tradicionais. “Eu fiz reunir a comunidade porque não posso olhar comida no mercado. Não tenho grana pra isso e são comidas de branco. Não faz bem, não me da a força que preciso. Eu vou trabalhar junto com a comunidade, não posso ficar quieto”, completou. “A semente que nós pegamos não é de hoje, nem de ontem... é da mulher estrela. Não dá para adubar alimento sagrado. Nós não plantamos para revender no mercado, nós plantamos para ter o alimento suficiente até a próxima safra”, contou o cacique Getúlio Krahô. Ele terminou sua fala afirmando que todos nós formamos o povo da terra sagrada e que nós fizemos esse intercâmbio de sementes. 

Toda ajuda é bem-vinda 

Enquanto a prosa acontecia, uma feira de troca acontecia. Tudo arquitetado pelo projeto Raízes das Imagens que surgiu ao trabalhar com oficinas de vídeo nas aldeias. Durante as conversas viram o problemas que aconteciam pela falta de sementes tradicionais nas aldeias que passavam. Também observaram a falta de conhecimento em técnicas de plantio. Dessa necessidade surgiu o projeto Multiplica para buscar conscientizar no auto-reflexo do valor da tradição que essas sementes carregam. Assim o grupo começou a passar por comunidades agrícolas, principalmente os novos rurais que hoje investem no plantio consciente, passando as sementes para quem quer ajudar a criar um banco de sementes na terra. 

Para reforçar a importância da semente na cultura dos povos, a etnia Krahô demonstrou uma das danças feitas na Festa da Batata. Essa é a festa da semente e é uma festa sagrada. Realmente a questão de plantio e regaste de sementes tradicionais é uma das principais questões do povo indigina atualmente. 

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segunda-feira, 13 de abril de 2015

Prisões: a experiência radical de Porto Velho

Por INÊS CASTILHO - 06/04/2015
Prisioneiros dançam com daimistas num templo de Ji-Paraná, Rondônia, depois de tomar o chá

Ao invés de maus tratos e superlotação, presídio de segurança máxima recorre a massagens, meditação, reiki — e até ayuahusca — para tentar reduzir índices de reincidência

Por Simon Romero, do New York Times | Fotos Lalo de Almeida | Tradução Inês Castilho

Assim que o céu noturno envolveu esse posto avançado da Amazônia brasileira, começou a cerimônia no templo ao ar livre. Dezenas de adultos e crianças, todos trajados de branco, postaram-se numa fila. Um “padrinho” ofereceu a cada um deles uma xícara de ayahuasca – bebida alucinógena fermentada e barrenta. Eles a engoliram; alguns vomitaram. Cantaram hinos. Mais ayahuasca foi consumida. À meia-noite, os fieis pareciam estranhamente energizados. Então, a dança começou.

Esses rituais são costumeiros em toda a Amazônia, região onde a ayahuasca vem sendo consumida há séculos e onde várias religiões se formaram em torno do preparado psicodélico. Mas a cerimônia deste mês foi diferente: entre os que receberam a bebida das mãos do homem santo estavam presidiários condenados por crimes como assassinato, sequestro e estupro.

“Finalmente estou entendendo que estava levando a vida para o caminho errado”, disse Celmiro de Almeida, 36, que cumpre sentença por homicídio num presídio que fica a quatro horas dali, por uma estrada que serpenteia através da floresta. “Cada experiência ajuda a me comunicar e implorar perdão a minha vítima”, disse Almeida, que tomou ayahuasca cerca de vinte vezes nesse santuário.

A oferta de um alucinógeno para detentos em licença breve, no meio da floresta tropical, mostra a busca contínua de modos de aliviar a pressão no sistema prisional brasileiro. A população carcerária do país dobrou desde o início do século, para mais de 550 mil, tensionando prisões subfinanciadas repletas de violações dos direitos humanos e violentas revoltas, que podem acabar com degolas.

Uma das revoltas mais sangrentas das últimas décadas ocorreu numa cidade próxima de Porto Velho, em 2002, quando ao menos 27 detentos foram mortos na penitenciária de Urso Branco. Na mesma época, a Acuda (Associação Cultural e de Desenvolvimento do Apenado e Egresso), grupo de Porto Velho pioneiro em direitos dos presos, começou a oferecer aos detentos sessões de terapia com ioga, meditação e reiki, um ritual de cura com as mãos sobre o corpo do paciente.

Matéria completa no link:

sábado, 4 de maio de 2013

Informe sobre Desarrollo Humano 2013

Países de América Latina sacan a millones de personas de la pobreza y posibilitan que otros muchos asciendan a la clase media, según el Informe sobre Desarrollo Humano 2013

Ciudad de México, 14 de marzo de 2013. En las últimas décadas, países de América Latina y otras regiones en desarrollo han logrado impresionantes avances en desarrollo humano, sacando a cientos de millones de personas de la pobreza y posibilitando el surgimiento de miles de millones a una nueva clase media global, tal y como afirma el Informe sobre Desarrollo Humano 2013, lanzado en el día de hoy en Ciudad de México por la Administradora del Programa de las Naciones Unidas para el Desarrollo (PNUD) Helen Clark y el Presidente de México Enrique Peña Nieto.

El Informe sobre Desarrollo Humano 2013, titulado El ascenso del Sur: progreso humano en un mundo diverso, analiza más de 40 países en desarrollo, a los que denomina "el Sur", y que han conseguido un rápido avance en el desarrollo humano en los últimos años. El Informe elogia los programas sociales innovadores aplicados en la región de América Latina, en particular aquellos dirigidos a reducir la pobreza y las desigualdades sociales históricas, como el programa Oportunidades de México y Bolsa Familia de Brasil.

"El desarrollo económico por sí solo no se traslada automáticamente en avances en desarrollo humano," apunta la Helen Clark, Administradora del PNUD, en el prólogo del Informe. "Las políticas dirigidas a los pobres y las inversiones significativas en las capacidades de las personas, centradas en la educación, la alimentación y la salud, y las habilidades de empleo, pueden ampliar el acceso a un trabajo digno y ayudar a lograr avances sostenidos." "El acenso del Sur es uno de los hechos más notables del nuevo escenario mundial," dijo Heraldo Muñoz, Director del PNUD para América Latina y el Caribe. "Entre 40 países de diversas regiones a nivel mundial, el Informe de este año destaca a América Latina, especialmente Brasil, Chile y México, considerados pioneros en los tres impulsores del desarrollo: mayor proactividad del Estado en las políticas de desarrollo, mayor integración con los mercados globales, y sobre todo innovación ejemplar en políticas sociales."

En Brasil, por ejemplo, el porcentaje de población que vive con menos de 1,25 de dólares/día ha caído del 17,2% al 6,1% entre 1990 y 2009. El país ha logrado cuatro de sus ocho Objetivos de Desarrollo del Milenio antes del plazo establecido en 2015 y está en el buen camino para lograr los otro cuatro a tiempo. Para 2030, América Latina y el Caribe serán el hogar de uno de cada diez miembros de una emergente clase media global. Miles de millones de personas de todo el mundo están cada vez más formados, socialmente comprometidos e internacionalmente interconectados. Cuatro de los cinco países con el mayor número de usuarios de Facebook se encuentran en el Sur: Brasil, India, Indonesia y México.

Según el Informe, el crecimiento de América Latina ha sido liderado por estados fuertes que han experimentado una integración gradual y secuencial en la economía mundial. Mientras Brasil siguió experimentando con estrategias económicas dirigidas al mercado interior, las empresas nacionales también fueron animadas a exportar y competir a nivel mundial. La empresa brasileña Embraer, por ejemplo, es ahora la principal productora mundial de aeronaves a reacción de tamaño medio. Chile fomentó la inversión en sectores en los que el país contaba con una ventaja comparativa, como el vino, productos madereros y la acuicultura, que a la postre también impulsaría el empleo en el sur rural del país.

La innovación en los programas sociales también es otra característica de los estados que han tenido esta evolución positiva, según concluye el Informe sobre Desarrollo Humano.

"El ascenso del Sur está dando lugar a una agenda social y de reducción de la pobreza más amplia, en la que las políticas para tratar las desigualdades, las fallas institucionales, las barreras sociales y las vulnerabilidades de las personas son tan importantes como la promoción del crecimiento económico," afirma el Informe.

Los conocidos programas de transferencia condicional de dinero de América Latina, como el Bolsa Familia de Brasil, Oportunidades en México y Chile Solidario, por ejemplo, han contribuido a impulsar una distribución más equitativa de las oportunidades socioeconómicas. Los programas de transferencia condicional de dinero están diseñados para aumentar los ingresos de las personas y su acceso a la salud y la educación mediante transferencias condicionales de dinero a cambio de requisitos como acudir al centro de salud y asistir a la escuela. Estos programas cuestan menos que las ayudas sociales en especie tradicionales; por ejemplo, Bolsa Familia y Oportunidades cuestan menos que el 1% del producto interior bruto (PIB). Los éxitos en política social de América Latina se están emulando cada vez más en otras regiones. El Alcalde de Nueva York, Michael Bloomberg, viajó hasta México para estudiar este programa Oportunidades antes de lanzar Opportunity NYC: Family Rewards, el primer programa de transferencia condicional de dinero de los Estados Unidos.

"A la hora de diseñar Family Rewards, nos basamos en las lecciones aprendidas en Brasil, México y otra decena de países", apunta el Alcalde Bloomberg en el Informe sobre Desarrollo Humano 2013. "Nadie tiene el monopolio de las buenas ideas."

Brasil, por ejemplo, ha trabajado con gobiernos africanos para adaptar sus programas de ayuda escolar, campañas de alfabetización y proyectos de salud pública a las necesidades y circunstancias locales. En 2011, contaba con 53 acuerdos bilaterales obre salud con 22 países africanos.

No obstante, el Informe recalca que queda mucho por hacer. "En los próximos años, los políticos de los países en desarrollo tendrán que seguir una agenda ambiciosa que responda a las difíciles condiciones mundiales, especialmente la ralentización económica, que ha disminuido la demanda del Norte. Al mismo tiempo, deberán tratar sus propias prioridades políticas más apremiantes."

América Latina ha visto como la desigualdad de ingresos ha caído en la mayoría de países desde 2000, en gran medida debido a las iniciativas nacionales de lucha contra la pobreza, pero sigue teniendo la distribución de riqueza más desigual de todas las regiones del mundo. "En Brasil, al menos una cuarta parte de la desigualdad en ingresos está asociada con circunstancias familiares, como los logros educativos de los padres, la raza o la etnia, o el lugar de nacimiento. Dicha persistencia de los patrones de distribución de ingresos transgeneracional también se hace patente en Chile y México, si bien este último ha aumentado la movilidad intergeneracional en los últimos años," resalta el Informe.

Otro desafío analizado por el PNUD es el de la sostenibilidad. El Informe del PNUD muestra que los desafíos medioambientales plantean una seria amenaza al desarrollo: cerca de 3.100 millones de personas vivirán en extrema pobreza de ingresos en todo el mundo en 2050 en el escenario de desastre medioambiental examinado por el PNUD, 155 millones de ellos en América Latina y el Caribe.

Los gobiernos y las empresas latinoamericanas están cooperando para desarrollar y compartir nuevas tecnologías respetuosas con el medio ambiente, poniendo a América Latina en la vanguardia. Brasil está invirtiendo miles de millones en energías renovables, y México ha aprobado recientemente la primera ley climática nacional integral del mundo, con objetivos para reducir las emisiones de CO2 y la dependencia del petróleo para el transporte y la creación de electricidad. Las cada vez más activas organizaciones sociales están cerrando la brecha entre ciudadanos y gobiernos en América Latina, al igual que en otras regiones. Tal y como muestra el Informe, estas organizaciones van desde movimientos sociales hasta grupos dedicados a la defensa de temas concretos, pasando por sindicatos y grupos comunitarios. En Brasil, por ejemplo, el movimiento Sanitarista de profesionales de la salud desempeña un papel fundamental para desarrollar el sistema sanitario público del país y ampliar los servicios prestados a los pobres.

Aunque se buscan nuevas formas de involucrar a los ciudadanos en el proceso de toma de decisiones, los gobiernos de América Latina y de otros muchos países del Sur también están trabajando por tener más participación en la toma de decisiones en la esfera mundial. La creación del G20 es un primer paso, tal y como reconoce el Informe Sobre Desarrollo Humano, pero no es suficiente.

"Las principales instituciones internacionales necesitan ser más representativas, transparentes y responsables," apunta el Informe. "Las instituciones Bretton Woods, los banco de desarrollo regional e incluso el propio Sistema de Naciones Unidas se encuentran en riesgo de perder relevancia si no consiguen representar adecuadamente a todos los estados miembro y a todos sus ciudadanos."

Aunque las instituciones de gobernanza global a menudo parecen ser inefectivas, hay algunas nuevas que están floreciendo en el Sur. Los acuerdos comerciales regionales se han ampliado y profundizado en áfrica, Asia y América Latina, incluso a pesar del estancamiento de las negociaciones comerciales mundiales de la Ronda de Doha. La región también ha creado nuevas instituciones para el desarrollo y la asistencia económica, incluyendo el Fondo Latinoamericano de Reserva y el CAF, un banco de desarrollo latinoamericano. El cambiante sistema multilateral de acuerdos políticos y económicos globales y regionales está abonando el terreno para lo que el Informe sobre Desarrollo Humano 2013 denomina "pluralismo coherente", con diferentes estructuras internacionales que cooperan para la consecución de objetivos comunes.

Según el informe, los países en desarrollo también son cada vez más importantes en los mercados del Norte. En los últimos cinco años, por ejemplo, las exportaciones de EE.UU. a países desarrollados pertenecientes a la Organización de Cooperación y Desarrollo Económico (OCDE) aumentó solo el 20%, mientras que las exportaciones a América Latina y el Caribe lo hicieron en más del 50%.

La lección, concluye el Informe sobre Desarrollo Humano 2013, es bien sencilla: "El Sur necesita al Norte, pero cada vez más, el Norte también necesita al Sur."
Indice de Desarrollo Humano (IDH) 2013. Destacados:

De los países de la región, hay tres (Barbados, Chile y Argentina) en el grupo de desarrollo humano muy alto, 19 en el grupo de desarrollo humano alto y otros 10 en el grupo de desarrollo humano medio. Haití es el único que se encuentra en el grupo de desarrollo humano bajo.

El valor IDH promedio para la región es 0,741, el segundo mayor (después de Europa y Asia central, con un 0,771) y por encima de la media mundial, situada en el 0,694.

Entre 2000 y 2012, la región registró un crecimiento anual medio del 0,67% en el valor IDH, el mayor crecimiento de entre todas las regiones. Nicaragua registró un crecimiento anual medio del 1,04% durante dicho periodo, seguido de la República Bolivariana de Venezuela y Cuba, con un crecimiento anual del 1,04% y 1,02%, respectivamente.

La región muestra un buen comportamiento en todos los indicadores que componen el IDH. La esperanza de vida media al nacer es de 74,7 años y el promedio de años de escolarización previstos esperados de 13,7 sitúa a la región a la cabeza de otras regiones en lo que respecta a estos componentes. De hecho la esperanza de vida media al nacer es casi cinco años superior que el promedio mundial. La región también ocupa la segunda posición tanto en años promedio de instrucción (con una media de 7,8 años) y producto nacional bruto (PNB) per cápita. El PNB per cápita promedio se encuentra por encima de la media mundial de 10.184 dólares estadounidenses.

La región sufre una pérdida media del 25,7% en cuanto al IDH ajustado por la Desigualdad, por encima de la pérdida media mundial del 23,3%. El componente de ingresos es donde la pérdida debida a la desigualdad es mayor (38,5%) seguido de la educación (23%).

La mayor pérdida debida a las desigualdades la sufre Haití (40,2%), seguido de Bolivia (34,2%). El país de la región que sufre la pérdida menor es Trinidad y Tobago (15,3%). La desigualdad de ingresos parece ser generalizado en la región, con pérdidas que van del 21,9% al 47,9% cuando el componente de ingresos se ajusta según la desigualdad.

La media del valor del índice de Desigualdad de Género para la región es de 0,419, inferior a la media mundial situada en el 0,463, situándose como tercera región. La tasa de fertilidad adolescente media de la región se encuentra por encima de la media mundial, mientras que los logros de educación secundaria y terciaria está por debajo, tanto en el caso de los varones como en el de mujeres. Sin embargo, la región encabeza la lista en cuanto a escaños ocupados por parlamentarias, 23%, más de tres puntos porcentuales por encima de la media mundial del 19,5%. Las tasas de participación de mujeres y varones en el mercado laboral también se encuentra por encima de la media mundial.

La pobreza multidimensional medida por el IPM es relativamente baja en la región, en comparación con regiones como el Sur de Asia y el áfrica Subsahariana. Haití tiene el mayor valor en el IPM de la región (0,299) en base a los datos de la encuesta 2005/06, seguido por Honduras (0,159).

El valor de las exportaciones de mercancías total de la región fue de 857.800 millones de dólares, lo que representa el 6,3% del total mundial y un 18,9% del PIB de la región. México encabeza estos números, con bienes exportados por valor de 298.300 millones de dólares en 2010, un 31% de su PIB. Le sigue Brasil, con exportaciones valoradas en 197.400 millones de dólares, cerca del 10,5% del PIB del país.

La región cuenta con la tercera mayor relación empleo-población (67,2%), que va desde el 56,4% de Surinam hasta el 77,4% de Bolivia y Perú.

La mano de obra infantil parece ser un problema en Perú y Belice, donde más de un tercio (34% y 40%, respectivamente) de los menores comprendidos entre 5 y 14 años están económicamente activos.

La media general de bienestar de vida basado en la Encuesta Mundial Gallup para la región es del 6,5 (en una escala de 0 a 10), el mayor de todas las regiones.

Leer y descargar el Informe Sobre Desarrollo Humano 2013

Data: 14.03.2013
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segunda-feira, 1 de abril de 2013

Dusik e o Mousekey são realizações que desafiam nossos preconceitos e ignorâncias, artigo de Montserrat Martins


Um exagero carinhoso seria chamá-lo de “nosso Hawking”, mas seu sobrenome é Dusik, ele é de Esteio e desenvolveu um teclado virtual que facilita o acesso ao computador a pessoas com limitações físicas, como ele próprio. Dusik apresenta atrofia muscular espinhal, que dificulta ao extremo seus movimentos, mas os obstáculos desde pequeno não foram só físicos: seus pais tiveram de lutar contra os preconceitos para conseguir um lugar na escola para o filho. Uma luta que culminou emocionando a banca do Mestrado na UFRGS, em março de 2013, na dissertação sobre o aplicativo que ele criou.
Os diagnósticos médicos, na sua infância, eram de que ele viveria no máximo até os 14 anos, mas além de já ter chegado aos 36 anos de idade, Dusik agora pode ser reconhecido como o criador do Mousekey. Ele era graduado em Psicologia, antes do Mestrado em Educação. Ah, Mousekey é o techado virtual, pelo qual ele ganhou nota máxima da banca. Seu aplicativo será colocado livremente à disposição das pessoas que dele necessitarem, como explicou na entrevista sobre sua dissertação “Tecnologia Virtual silábico-alfabético: tecnologia assistiva para pessoas com deficiência”.
Mas o Mousekey pode ser interessante para mais pessoas: uma educadora da UFSM descreve que com um clique no mouse é possível digitar maiúsculas ou minúsculas dispensando a tecla ‘shift’, além disso permite digitar sílabas prontas, conjugações verbais e pronomes. Palavras ou sentenças podem ser repetidas com apenas um clique, entre outros recursos inteligentes. No seu blog sobre educação, Tissiana Köhler conclui que “eu testei o software e achei muito interessante, imaginando a pessoa que já adquiriu essa habilidade com o uso do mouse, o quão rápido seria”.
Dusik era visto pela sociedade – pelas escolas, mais especificamente – como um problema, mas ele acaba de demonstrar que é uma solução. O que me lembra um teste sobre prognósticos de saúde, “o pai é alcoólatra e dos sete irmãos quatro morreram na infância, você seria a favor do nascimento dessa criança?”. Se você dissesse que não, estaria sendo contra o nascimento de Beethoven, o maior gênio musical da história, um dos pilares de toda a música ocidental.
Médicos haviam “desenganado” a família dizendo que Dusik viveria no máximo até os 14 anos. Eu, que também sou médico, compreendo que prognósticos reservados podem ser formas de prevenir contra expectativas exageradas, que gerem sofrimentos futuros, mas também compreendo que médicos não são deuses e não deveríamos nos comportar como tal. Felizmente, a família Dusik não desistiu de lutar e hoje está aí, dando a sua contribuição para a humanidade.
Tanto o Mestre, quanto o Mousekey, são realizações que desafiam nossos preconceitos e ignorâncias.
Montserrat Martins, Colunista do Portal EcoDebate, é Psiquiatra.
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segunda-feira, 25 de março de 2013

Talento em culinária garantiu a jovem com síndrome de Down emprego no Senai

21/03/2013 
Fernanda Cruz
Repórter da Agência Brasil
São Paulo – Edmilson Luiz Lourenço da Silva, 20 anos, tem síndrome de Down e um grande talento para a culinária. Quando se tornou aluno da Associação para Desenvolvimento Integral do Down (Adid) há sete anos, não sabia ler nem escrever, mesmo tendo frequentado a rede de ensino comum. Depois de se alfabetizar e ter o potencial para a gastronomia revelado, ele foi contratado pelo Senai como auxiliar de ensino em panificação.

A contratação, que ocorreu há uma semana, veio depois que ele ficou em quarto lugar na Olimpíada do Conhecimento, promovida no final do ano passado pelo Senai. Participaram da competição alunos de todo o país com deficiência intelectual e que treinavam há mais de dois anos. Edmilson competiu na categoria de panificação, curso no qual havia se matriculado juntamente com estudantes sem deficiência, há apenas 5 meses.

“Na Olimpíada, eu fiz um pão de trança com açúcar cristal em cima. Sempre gostei de cozinhar. Na minha casa, eu fazia arroz, feijão, carne, macarrão, sopa, frango assado”, conta Edmilson.

O talento do rapaz vem sendo aprimorado desde então e os pães fazem sucesso. “São uma delícia, os pães do Edmilson nunca sobram”, diz Alda Lúcia Pacheco Vaz, diretora educacional da Adid. Segundo ela, as pessoas com a síndrome que são atendidas pela associação e que ingressam com idade superior a 14 anos recebem orientação vocacional.

“Até algum tempo atrás, as possibilidades oferecidas [para portadores de síndrome de Down] eram mais na área de atendimento ao público e de auxiliar administrativo. Mas nós queríamos muito mais que isso e eles também querem mais. Direcionamos de uma forma diferente o trabalho de orientação vocacional para que eles pudessem se descobrir.”

Segundo a diretora da instituição, a Adid é uma entidade sem fins lucrativos, que atende a cerca de 70 crianças, adolescentes e adultos. Desde o ano passado, a associação passou a oferecer também atividades escolares de base, no ensino fundamental (do 1º ao 5º anos), com reconhecimento do Ministério da Educação (MEC). “Esse certificado tem valor no mercado de trabalho, as empresas sempre perguntam o nível de escolarização.”

Para auxiliar no processo de orientação vocacional dos jovens e adultos na Adid, são feitas visitas às empresas que possibilitam ao aluno descobrir a atividade com a qual mais se identifica e suas preferências no mercado profissional. O próximo passo, explica Alda, é o início das vivências educacionais, que são uma espécie de estágio não remunerado.

Beatriz Cardoso Miranda, 25 anos, começou a trabalhar há duas semanas como recepcionista de uma academia de ginástica. Além de trabalhar, ela é destaque na Adid pelo seu talento artístico – Beatriz é dançarina do ventre, atriz e faz atividades circenses como dança no tecido e trapézio.

Pelos trabalhos artísticos, Beatriz recebe até cachê. “Sempre vou ao banco, eu mesma, e coloco tudo na poupança”, conta ela. “Ela é super tímida, mas na hora de [vestir] a roupa de dançarina do ventre, muda completamente”, conta a mãe da artista, Rosa Cardoso Miranda.

A única coisa que deixa Beatriz tão animada quanto dançar e se apresentar em público é o namorado Felippe, de 20 anos.“Por enquanto, eles estão só no beijo. A gente vai orientando o que deve, o que não deve. Ficam juntos, sozinhos, no quarto assistindo à televisão, mas vira e mexe tem que dar umas olhadas. Eles têm uma sexualidade muito aflorada, então é prevenir, acompanhar”, conta a mãe de Beatriz.

Edição: Tereza Barbosa

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