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sexta-feira, 15 de abril de 2016

Anvisa: lei que autoriza uso da fosfoetanolamina pode colocar população em risco

A lei que autoriza o uso da fosfoetanolamina sintética, sancionada ontem (14) pela presidenta Dilma Rousseff, pode colocar a população brasileira em risco sanitário porque libera a utilização de uma substância que não passou por nenhum tipo de teste capaz de assegurar sua segurança e eficácia. A avaliação é do diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Jarbas Barbosa.

Em entrevista à Agência Brasil, o médico sanitarista lembrou que a agência vinha manifestando, de forma reiterada, grande preocupação em relação à lei. O texto, publicado ontem no Diário Oficial da União, autoriza o uso da fosfoetanolamina sintética por pacientes diagnosticados com câncer e define a permissão como de relevância pública. Segundo a publicação, a opção pela utilização voluntária da substância não exclui o direito de acesso a outras modalidades de tratamento contra o câncer.

Saiba Mais

“Agora, com essa lei, vai poder ser vendida, comercializada e distribuída uma substância que não estará sujeita à fiscalização sanitária. Quem vai garantir que o que tem dentro da cápsula é mesmo fosfoetanolamina, na quantidade que está escrita na caixa? Quem vai impedir que sejam falsificadas e produzidas, por pessoas inescrupulosas, cápsulas com farinha colocadas numa caixa que diga que é fosfoetanolamina? Vai ter bula? Se sim, a bula vai poder afirmar que a pessoa deve parar a quimioterapia?”, questionou o diretor da Anvisa.

Para Jarbas Barbosa, os riscos representados pela legislação recém-sancionada são tremendos por colocar a fosfoetanolamina sintética fora do ambiente regulatório brasileiro, que vinha sendo construído desde 1970 e culminou, em 1999, na criação da agência. Jarbas disse lamentar a sanção e garantiu que o órgão vai estudar juridicamente manobras capazes de fazer com que o dano à saúde das pessoas seja minimizado.

“Eu tenho o maior respeito pelo Congresso Nacional, mas ele não é capaz de fazer uma análise técnica. E a autorização de um medicamento tem que ser feita por meio de uma análise técnica com base na ciência e em informações. O Congresso tem uma visão política porque é um órgão político. É por isso que, em nenhum lugar civilizado e em nenhum país desenvolvido, é o Congresso Nacional quem autoriza o uso do medicamentos”, afirmou Jarbas Barbosa.

De acordo com a lei, a ingestão da fosfoetanolamina sintética, conhecida popularmente como pílula do câncer, poderá ser feita por livre escolha do paciente, que precisa ter um laudo médico que comprove o diagnóstico e assinar um termo de consentimento e responsabilidade. Apesar de a posse e o uso da substância estarem autorizados, mesmo sem registro na Anvisa, os laboratórios só poderão fazer a produção, manufatura, importação, distribuição e prescrição da fosfoetanolamina sintética mediante permissão da agência.

A autorização de uso da fosfoetanolamina sintética estabelecida pelo texto é de caráter excepcional, enquanto estiverem sendo feitos estudos clínicos acerca da utilização da substância.

Por Aline Leal e Paula Laboissière, da Agência Brasil, in EcoDebate, 15/04/2016

domingo, 20 de março de 2016

Nanoestrutura conduz fármaco até tumor de câncer

Por Júlio Bernardes - jubern@usp.br

Publicado em 16/março/2016 | Editoria : Ciências | Imprimir

Pesquisa realizada na Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da USP testou o uso de nanoestruturas (micelas) para a administração do tamoxifeno, fármaco muito usado no tratamento do câncer de mama, mas que apresenta efeitos colaterais cuja severidade tem relação direta com a dose utilizada. Como as micelas podem vir a liberar baixas quantidades do fármaco no sangue antes de chegar à região tumoral, seria possível injetar doses menores e mais efetivas, o que reduziria os efeitos colaterais. O estudo da pesquisadora Marina Claro de Souza foi orientado pela professora Juliana Maldonado Marchetti, cujo grupo de pesquisa vêm desenvolvendo diversos trabalhos envolvendo nanotecnologia farmacêutica aplicada ao tratamento do câncer.
Nanoestrutura pode ser administrada na forma de injeção intravenosa

Micelas são nanoestruturas formadas a partir de substâncias anfifílicas (que possuem uma região hidrofílica, que atrai água, e outra hidrofóbica, que repele a água, na mesma molécula) em meio aquoso. Essas estruturas têm uma alta capacidade de solubilizar fármacos insolúveis em água. “Quando um fármaco insolúvel, como o tamoxifeno, é adicionado a uma solução de micelas, ele migra para a região hidrofóbica no interior da micela, onde é solubilizado”, aponta Marina. “Assim, torna-se possível preparar uma solução aquosa de um composto insolúvel em água, permitindo, por exemplo, que o mesmo possa ser administrado na forma de injeção intravenosa”.

Marina relata que os tratamentos disponíveis não apenas para o câncer de mama, mas para tumores malignos em geral, apresentam uma série de efeitos colaterais bastante severos, prejudicando de maneira expressiva a sobrevida e a qualidade de vida do paciente. “Um das estratégias para a veiculação de medicamentos mais eficazes e com menos efeitos colaterais é a incorporação do fármaco em um sistema de liberação nanotecnológico, cujo desenvolvimento é muito mais rápido e menos oneroso do que o desenvolvimento de novos fármacos”, diz. “No caso do tamoxifeno, desenvolver formulações que permitam a administração de doses menores e mais efetivas é uma estratégia bastante promissora para minimizar este problema”.

Sistemas de liberação nanotecnológicos são formulações que possuem partículas com tamanho muito reduzido (até 100 nanômetros [nm]), onde podem ser incorporados os mais diversos fármacos a serem utilizados no tratamento de diferentes doenças. “No caso do tratamento de tumores sólidos, como o câncer de mama, este tamanho de partícula tão reduzido faz com que essas formulações tenham uma tendência a acumular-se nas regiões tumorais, as quais possuem permeabilidade maior do que os tecidos normais do organismo”, conta a pesquisadora. “Com isso, é possível fazer com que uma quantidade maior do fármaco chegue até o tumor, aumentando a eficácia do tratamento e ao mesmo tempo, uma quantidade menor do mesmo se distribua pelo restante do organismo, reduzindo os efeitos colaterais”.

Micelas

Existem vários tipos de sistemas de liberação nanotecnológicos, como por exemplo, as micelas, os quais vêm sendo desenvolvidos e utilizados para o tratamento dos mais diversos tipos de câncer. “Estes sistemas apresentam uma série de vantagens sobre as formulações convencionais, tais como a redução de efeitos colaterais, aumento do índice terapêutico, ou seja, do intervalo compreendido entre a dose terapêutica e a dose tóxica, maior facilidade de administração do medicamento e o consequente aumento na aderência dos pacientes ao tratamento”, destaca a pesquisadora.

Entre todas as formulações desenvolvidas, duas delas se mostraram mais promissoras e foram selecionadas para dar continuidade à pesquisa. “Estas duas formulações foram submetidas à avaliação do perfil de liberação do tamoxifeno in vitro e os resultados demonstraram a influência da composição das micelas sobre a liberação do fármaco”, afirma a pesquisadora. “Este estudo é muito importante, pois por meio dele podemos conhecer as características da formulação que influenciam na liberação do fármaco, de modo que possamos modulá-la para obter o perfil desejado”.

Os resultados indicaram que ambas as formulações foram capazes de sustentar a liberação do fármaco, tendo sido verificadas diferenças estatisticamente significativas entre a quantidade liberada entre uma formulação e outra em função da composição das micelas. “Ao final do estudo, verificou-se que a maior parte do fármaco permaneceu no interior das micelas ao invés de ter sido liberado para o meio externo”, observa Marina. “A baixa taxa de liberação in vitro sugere que a maior parte do fármaco mantenha-se no interior da estrutura micelar durante o período de permanência no sangue, favorecendo a chegada da nanoestrutura íntegra à região tumoral, onde deverá exercer sua ação”.

No estudo preliminar realizado em ratas Wistar saudáveis, não foi possível detectar o fármaco no sangue uma hora após a administração das formulações. “Isso sugere que os sistemas micelares tenham migrado rapidamente para os órgãos devido ao seu tamanho muito reduzido”, ressalta a pesquisadora. “Estudos futuros precisam ser realizados em animais portadores de tumores mamários para confirmar a migração da formulação para a região tumoral”. O estudo teve apoio financeiro da Fapesp.

Foto: Marcos Santos / USP Imagens

Mais informações: email marinacs@fcfrp.usp.br, com Marina Claro de Souza

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terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Valproato: exposição fetal e prejuízo cognitivo - Boletim PSIFAVI, n.54, abril/maio/junho - 2015

WHO (2014), Fetal exposure and cognitive impairment, WHO Pharmaceuticals News letter, 5, 6.

A Agência Australiana de controle de medicamentos (Terapeutic Goods Administration - TGA) incluiu informações na bula do valproato sobre a associação entre o uso deste medicamento na gestação e o prejuízo cognitivo em crianças.

Valproato é um anticonvulsivante indicado para o tratamento de epilepsia primária generalizada e epilepsia parcial. O valproato é também indicado para o tratamento de mania refrataria, quando outros tratamentos são contraindicados.

Em 2013 o estudo NEAD – Neurodevelopmental Effects of Antiepileptic Drugs publicou seu relatório final, no qual encontrou uma uma relação dose-dependente entre a exposição-fetal ao valproato e redução nas habilidades cognitivas em crianças com até 6 anos de idade.

Por outro lado, outro estudo encontrou uma ligação entre o uso do valproato durante a gravidez e transtornos do espectro autista e autismo infantil na prole resultante.

Nota do CEBRID: Nome comercial do valproato de sódio é Depacon®Boletim

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E-mail: cebrid.unifesp@gmail.com
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Quetiapina: risco no prolongamento QT - Boletim PSIFAVI, n.54, abril/maio/junho - 2015

WHO (2014), Risk of QT prolongation Australia. WHO Pharmaceuticals Newsletter,2 , 7.

A Agência Australiana de controle de medicamentos (Terapeutic Goods Administration - TGA) informa aos profissionais da saúde que a bula da quetiapina passou a incluir nova informação sobre os perigos do prolongamento do intervalo QT, principalmente em pacientes idosos. A quetiapina (Seroquel® e genéricos), é um antipsicótico atípico indicado para o tratamento da esquizofrenia e transtorno bipolar. A TGA adverte que os perigos são maiores quando a quetiapina é usada concomitantemente com outras substâncias que também podem prolongar o intervalo QT.

Entre os medicamentos que não devem ser receitados concomitantemente estão: vários antiarrítmicos (ex., amiodarona), antipsicóticos (ex., ziprazidona e haloperidol), antibióticos (ex., eritromicina), dentre outros (ex., citalopram e metadona.

A bula, agora atualizada, também adverte que a quetiapina deve ser evitada em casos de risco aumentado para “Torsades de points” e morte súbita, incluindo arritmias cardíacas, hipopotassemia e hipomagnesemia.

Além disso, a atualização inclui informações adicionais sobre aumento do risco de tromboembolismo venoso, neutropenia e acatisia.

Finalmente, a TGA encoraja os profissionais da saúde e rever a última versão da bula e as informações adicionais citadas anteriormente.

Nota do CEBRID: Nome comercial do fumarato de quetiapina: Seroquel® (comprimidos de 25,50 e 100 mg). Lab. Astrazenica do Brasil Ltda.

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Topiramato e efeitos no campo visual - Boletim PSIFAVI, n.54, abril/maio/junho - 2015

MEDSAFE, Safety Information, 05 August 2014 (www.medsafe.govt.nz/), WHO (2014), WHO Pharmnaceuticals Newsletter, 5, 5.

A Agência de Medicina da Nova Zelândia (MEDSAFE), informa sobre notificações recebidas sobre defeitos no campo visual de pacientes que usaram medicamentos à base de topiramato.

O topiramato é um medicamento anticonvulsivante (antiepiléptico) que foi previamente utilizado “offlabel” (fora do uso clínico aprovado pelas autoridades de saúde) para produzir perda de peso. Em ensaios clínicos anteriores, a maior parte dos eventos adversos produzidos foram reversíveis após a descontinuação do medicamento, independente do grau de elevação da pressão intraocular.

Defeitos no campo visual são conhecidas reações adversas produzidas pelo topiramato.

Baseado em uma recente revisão de dados de pós-comercialização e ensaios clínicos, as autoridades neo-zelandezas passaram a exigir que a informação a respeito desta reação adversa, fosse acrescentada à bula para aumentar a precaução deste sério risco.

Notas do CEBRID:

1 - Nome comercial do topiramato: Topamax®.

2 – No Brasil, o topiramato também é utilizado para o tratamento de dependência de drogas (offlabel).

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Brupopiona: riscos sérios eventos adversos cardiovasculares - Boletim PSIFAVI, n.54, abril/maio/junho - 2015

WHO (2014), Serious cardiovascular adverse events. WHO Pharmaceuticals News letter,5, 4.

A Agência Australiana de controle de medicamentos (Terapeutic Goods Administration - TGA) informa que a bula da bupropiona foi atualizada, informando sobre os riscos de eventos cardiovasculares sérios. A bupropiona é um inibidor seletivo da recaptação de catecolaminas (noradrenalina e dopamina), utilizada como auxiliar no tratamento de dependência de nicotina, auxiliando o cessar de fumar.

Esta mudança na bula ocorreu devido a TGA ter detectado relatos espontâneos de sérios eventos cardiovasculares, inclusive infarto do miocárdio. Houveram também, relatos de pacientes recebendo a bupropiona que apresentaram hipertensão severa com necessidade de tratamento agudo; em pacientes com ou sem hipertensão pré-existente.

Existem evidências clínicas limitadas para estabelecer a segurança da bupropiona em casos de históricos recentes de infarto do miocárdio ou doença cardíaca instável; desta maneira, os profissionais da saúde devem proceder com cautela caso estes pacientes venham a ser tratados com a bupropiona.

Se a bupropiona for usada em combinações com adesivos de nicotina, deve-se proceder com cautela, sendo recomendado o monitoramento semanal da pressão arterial.

Nota do CEBRID: o cloridrato de bupropiona é comercializado no Brasil em comprimidos de 150 mg, com nomes fantasia do BUP® (Eurofarma) Cloridrato de Buprenorfina (Eurofarma), Wellbutrin® (Glaxo SK), Zetron® (Libbs) e Zyban® (Glaxo SK). Estes produtos são também prescritos por serem antidepressivos.

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segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Benzodiazepínicos e o Aumento do Risco de Alzheimer - Boletim PSIFAVI, n.54, abril/maio/junho - 2015

A doença de Alzheimer (DA) não possui sua fisiopatologia totalmente elucidada, porém, os sintomas mais frequentes são perda da memória, alteração da cognição, agitação, ansiedade e irritabilidade. Assim, o tratamento sintomático com benzodiazepínicos (BDZ) é muito usual.


Estudos recentes vêm demonstrando que o uso de BDZ poderia aumentar o risco no desenvolvimento e no tratamento da DA. Esses trabalhos mostraram que pacientes com DA utilizaram por um período os BDZ, antes do desenvolvimento da doença; outros correlacionam uma piora do quadro clínico devido aos efeitos adversos desses medicamentos serem sintomas caracteríscos da doença.

Além disso, foi observado o envolvimento dos BDZ na inibição de uma enzima importante para produção da acetilcolina, um neurotransmissor que possui importância clínica na patogenia da DA.

Portanto, deve-se ficar atento ao uso de BDZ em pacientes que possuem a DA, pois seus efeitos podem piorar o quadro clínico do paciente.

-Sereniki A., Vital M. A. B. F. A doença de Alzheimer: aspectos fisiopatológicos e farmacológicos. Revista de Psiquiatria. 2008, RS.

-http://ltc.nutes.ufrj.br/toxicologia/mV.im.benz.htm Acessado em 09/04/2015 às 16:01.

-Filho G. B. Bogliolo Patologia. Guanabara Koogan. 2008.

-Watts V. Long-term use of benzodiazepines may be linked to Alzheimer’s. Psychiatric News. 2014.

-Gage S. B., Moride Y., Ducruet T., et al. Benzodiazepine use and risk of Alzheimer’s disease: case-control study. CrossMark, 2014, BMJ 2014;349:5205.

-Yamamoto N., Arima H., Sugiura., et al. Midazolam inhibits the formation of amyloid fibrils and GM1 ganglioside-rich microdomains in presynaptic membranes through the gamma-aminobutyric acid A receptor. 2015.

-http://www.alzheimermed.com.br/perguntas-e-respostas/existem-fases-ou-estagios-na-doenca-de-alzheimer Acessado em 09/04/2015 às 15:30BOLETIM PSIFAVI SISTEMA DE PSICOFARMACOVIGILÂNCIA CEBRID

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quarta-feira, 29 de abril de 2015

Nova iniciativa pretende acelerar ensaios pré-clínicos de fármacos

28 de abril de 2015

Karina Toledo | Agência FAPESP – Acelerar o avanço da ciência básica necessária para o desenvolvimento de novos fármacos por meio de uma parceria entre academia, governos e indústria farmacêutica em um ambiente de acesso aberto ao conhecimento tem sido o objetivo principal do Structural Genomics Consortium (SGC) em seus 10 anos de existência.

O SGC propõe agora levar seu modelo de colaboração livre de patentes (open source) para a etapa seguinte do processo de descoberta de drogas: os testes pré-clínicos feitos com células e tecidos de pacientes em conjunto com laboratórios de pesquisa. A ideia foi apresentada em um comentário publicado recentemente na revista Nature Reviews Drug Discovery.

“Os dois principais objetivos da nossa iniciativa são aumentar a compreensão das bases moleculares do câncer e das doenças inflamatórias (bem como de outras doenças, na medida em que nossa rede crescer) e identificar alvos específicos que possam ser farmacologicamente modulados para melhorar o fenótipo dessas enfermidades”, afirmam os autores do artigo.

Entre os que assinam o comentário estão os brasileiros Katlin Brauer Massirer e Mário Henrique Bengtson – ambos pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e integrantes do centro vinculado ao SGC recentemente inaugurado com apoio da FAPESP (leia mais em: http://agencia.fapesp.br/20790).

“Essa ideia seria uma continuação do trabalho que o SGC já vem desenvolvendo. Atualmente, o consórcio tem o papel de gerar moléculas com potencial para se tornarem fármacos. O artigo busca mostrar que, mesmo que sejam encontrados compostos com ação biológica, ainda existe um longo caminho a ser percorrido até eles serem testados em pacientes e mostrarem eficácia”, afirmou Massirer.

O SGC foi oficializado em 2004 com o objetivo de promover pesquisa básica em áreas consideradas de alto risco, como epigenética, para as quais seria difícil obter financiamento pelos métodos tradicionais. O foco inicial era investigar as diferenças genéticas entre os seres humanos. Em seguida, o grupo se voltou ao estudo da estrutura tridimensional de proteínas de relevância biomédica, que poderiam servir de alvos para novos medicamentos.

Por meio da parceria com mais de 300 grupos de pesquisas em 40 países, além de dez dos maiores laboratórios farmacêuticos e entidades sem fins lucrativos de apoio à pesquisa, o consórcio ajudou a descrever a estrutura de mais de 1.500 proteínas, com implicações para o desenvolvimento de terapias contra câncer, diabetes, obesidade e transtornos psiquiátricos.

Além das sedes já existentes na University of Toronto (Canadá) e na University of Oxford (Reino Unido), o SGC passou a contar em 2015 com uma equipe de pesquisadores brasileiros, reunidos no Centro de Biologia e Química de Proteínas Quinases – apoiado pela FAPESP por meio do Programa Parceria para a Inovação Tecnológica (PITE). O Centro está sediado na Unicamp e é coordenado pelo professor Paulo Arruda.

Ganhou também duas novas linhas de pesquisa. Uma é o estudo de inibidores para quinases (uma classe de enzimas) que controlam o processo de RNA splicing – uma espécie de edição da molécula para torná-la madura e pronta para codificar uma proteína. A outra é encontrar proteínas-alvo para modular a resistência das plantas ao estresse hídrico.

Criando atalhos

De acordo com Massirer, entre a descoberta de uma molécula com potencial farmacológico no laboratório e sua transformação em um medicamento para uso humano podem se passar mais de dez anos.

A meta da nova parceria proposta pelo SGC é acelerar esse processo e aumentar as taxas de sucesso dos candidatos a fármacos nos ensaios clínicos, atualmente em torno de 4% apenas.

“Uma das causas desse alto índice de fracasso é a escolha inapropriada do alvo inicial da droga. E esse não é um problema fácil de solucionar. Precisamos ampliar o conhecimento sobre a biologia fundamental e esse é o tipo de pesquisa que mesmo uma grande farmacêutica não é capaz de fazer sozinha”, disse Bill Zuercher, representante da GlaxoSmithKline (GSK), durante a inauguração do novo centro da Unicamp, em março.

A nova iniciativa busca atrair também os grupos de pesquisa ligados à área clínica, com acesso a tecidos de portadores das doenças-alvo. “A proposta é usar essas células em laboratório, para validar os alvos e aumentar as chances de sucesso nas etapas futuras”, explicou Massirer.

Em vários dos experimentos colaborativos, acrescentou a pesquisadora, o enfoque será coletar células da pele de pacientes e reprogramá-las para induzir a pluripotência. “Esse estado não diferenciado permite que células sejam então direcionadas em experimentos de laboratório para gerar uma linhagem específica. Podemos, por exemplo, induzir a diferenciação em cardiomiócitos para entender o funcionamento do coração”, disse.

No artigo, o grupo ressalta que raramente uma única instituição concentra todos os ingredientes necessários para fazer ensaios pré-clínicos de qualidade e relevância.

“A indústria tem geralmente mais experiência na concepção e desenvolvimento de novos produtos químicos ou de anticorpos; a comunidade acadêmica ligada à área clínica pode oferecer profundo conhecimento sobre a doença e cuidados com o paciente; e a comunidade acadêmica de pesquisa normalmente fornece conhecimentos moleculares e tecnológicos para estudos de mecanismos”, afirmam os autores.

A exemplo do trabalho que já vem sendo realizado, o SGC propõe a colaboração entre essas três áreas em um ambiente livre de patentes.

“O compromisso de acesso aberto e compartilhamento de dados é uma característica fundamental deste plano e é necessário para acelerar a ciência, tornar a geração de dados mais transparentes e, portanto, mais reprodutível, reduzir os custos e tempo associados com a execução de colaborações multi-institucional, multinacional e multisetorial e aliviar as preocupações éticas que podem surgir quando interesses comerciais e científicos são justapostos com as amostras dos pacientes”, defendem os autores.

Segundo Bengtson, a ideia é que até a etapa de identificação de moléculas com ação biológica e validação do alvo terapêutico as pesquisas sejam de acesso aberto.

“Desse ponto em diante, qualquer grupo que tenha interesse pode investir e desenvolver um produto com base nesse conhecimento. Achar uma molécula que provoca o efeito desejado em células/tecidos é apenas um dos primeiros passos do processo de drug discovery [desenvolvimento de fármacos]. Geralmente, essa molécula precisa passar por várias alterações até poder ser testada com sucesso em pacientes e aprovada para uso, e isso envolve bastante investimento da indústria farmacêutica”, disse. 
Proposta foi apresentada por pesquisadores ligados ao Structural Genomics Consortium (SGC) na revista Nature Reviews Drug Discovery(imagem: divulgação)

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domingo, 26 de outubro de 2014

Cuidado! A automedicação pode trazer consequências graves

Já diz o ditado popular: "De médico e louco, todo mundo tem um pouco". Mas, por acreditar nisso, muito gente já sofreu consequências graves, principalmente por causa da automedicação. A história de muitas comunidades relatam a época em que o acesso ao serviço de saúde era muito difícil, principalmente em áreas ribeirinhas e rurais. Por isso, a busca de alternativas para a cura de muitas doenças englobavam soluções caseiras e a prática da automedicação. Receitas que atravessavam gerações. Hoje, está se fortalecendo cada vez mais na população a consciência de que remédios, só com receita médica. A orientação do serviço de saúde na prevenção e cura de doenças é fundamental para se obter um resultado seguro e benéfico para todos.

A automedicação é perigosa, pois, em alguns casos, ela pode até causar a morte, por efeitos adversos do medicamento. É comum ainda vermos pessoas que tomam o remédio que sobrou, ou mesmo que tomou em um problema de saúde anterior, sem nem mesmo saber qual é a doença.

Pior ainda são aqueles que "receitam" para os outros os remédios que tomaram, achando que farão bem para os problemas de saúde de outra pessoa. Isto se torna mais grave ainda em caso de crianças e gestantes. Gestantes só podem tomar remédios se passados pelo médico e crianças também, porque os remédios para crianças têm que ser conforme a idade, peso e condição de saúde da criança. Mesmo que se diga que a intenção é boa, é para ajudar, vamos respeitar as competências dos profissionais de saúde. Ajude a divulgar essa orientação: remédio, só com receita médica! Faz bem para você, faz bem para a sua saúde.
Regina Reinaldin - Enfermeira da Pastoral da Criança

“Medicamentos: sempre fora do alcance das crianças e seu uso somente com recomendação médica”, alerta Regina.

“Para tudo tem remédio, menos para a morte”, já diziam os nossos avós. Essa crença de que toda dor pode ser combatida com medicamentos, traz uma série de riscos para a saúde. Uma prática muito comum adotada por grande parte da população é o consumo de remédios sem prescrição médica, a chama automedicação. Para entender os perigos da automedicação, confira a entrevista com Regina Reinaldin, enfermeira da coordenação nacional da Pastoral da Criança.

O que é a automedicação?

Automedicação é a administração de medicamentos sem orientação ou receita médica. No Brasil, a automedicação é uma prática bastante comum, não é raro encontrar alguém utilizando o mesmo remédio que o irmão está usando ou que o vizinho tomou. Portanto, é importante alertar a todos que a administração de medicamentos por contra própria pode ter consequências graves, principalmente a intoxicação nas crianças e pode até levar à morte

Quais são os riscos de se utilizar medicamentos durante a gravidez?

Os medicamentos podem atravessar a placenta, exercendo efeitos sobre o bebê, como malformações, alterações bioquímicas e de comportamento. Durante a gestação, a mulher deve evitar usar medicamentos, álcool, fumos, cafeína e drogas em geral. Se houver necessidade do uso de algum medicamento, o médico irá avaliar qual medicamento produz menos efeito adverso. Os três primeiros meses de gestação se constituem num período de maior risco, mas os medicamentos podem afetar todos os períodos da gravidez.

Quais cuidados nós devemos ter ao utilizarmos medicamentos em crianças?

A utilização dos medicamentos em crianças, principalmente nos bebês, necessita de uma atenção especial, porque elas reagem aos medicamentos de forma diferente dos adultos. E estão mais sujeitas a casos de intoxicações por remédios. Por isso, não dê medicamento de uso adulto para as crianças. Use apenas os medicamentos de uso pediátrico. A receita do médico deve ser clara quanto à forma de administração, dosagem e tempo de duração do tratamento. Não suspenda o medicamento antes do prazo de uso estipulado. Qualquer dúvida, converse com o médico. Não use medicamentos de tosse ou resfriados para crianças com menos de 2 anos de idade, a não ser que você receba orientações especificas do médico para utilizá-los. Lembre-se: o remédio que você toma, ou o aquele que o filho da sua vizinha usa, pode ser prejudicial para o seu filho.


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segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Anvisa autorizou 113 pedidos de importação de Canabidiol

13 de outubro de 2014

Assessoria de Imprensa da Anvisa

A Anvisa já recebeu 167 pedidos de importação do Canabidiol (CBD) para uso pessoal, por meio do pedido excepcional de importação de medicamentos de controle especial e sem registro no Brasil.

Dos 167 pedidos encaminhados à Agência, 113 foram autorizados, dez aguardam o cumprimento de exigência pelos interessados e 39 estão em análise pela área técnica. O prazo médio das liberações é de uma semana.

Ocorreram, ainda, quatro arquivamentos de processos por interesse da família ou caso de falecimento de paciente, logo após a entrada do pedido na Agência.

O pedido de excepcionalidade é necessário porque medicamentos sem registro no País não contam com dados de eficácia e segurança registrados na Anvisa. Neste caso, cabe ao profissional médico a responsabilidade pela indicação do produto, especialmente na definição da dose e formas de uso.

Os procedimentos para a importação da substância sem a necessidade de demandas judiciais estão publicados no Portal da Anvisa. Confira o link mais orientações para importação: http://s.anvisa.gov.br/wps/s/r/cTr3

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quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Uso de medicamento para deficit de atenção cresceu 775% em 10 anos

Um projeto de lei obriga o governo a manter um programa de acompanhamento integral doTDAH para estudantes do ensino básico da rede pública e privada.

Cada vez mais comum no Brasil, o transtorno do Deficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) costuma causar problemas no convívio social e familiar, e muitas vezes atrapalha o desempenho na escola. Em geral, aparece na infância – afeta de 3% a 5% das crianças.

Nos últimos 10 anos, o uso de ritalina – nome comercial do metilfenidato, receitado para o transtorno – subiu 775% no Brasil. O dado, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), levanta dúvidas sobre possíveis erros de diagnóstico e sobre o tratamento.

De um lado, efeitos colaterais do remédio. Do outro, consequências psicológicas graves provocadas pela falta de medicação, como baixa autoestima, depressão e abuso de drogas. No meio do caminho, o paciente.

A questão é tema de um projeto de lei, em análise na Câmara dos Deputados. O PL 7081/10 obriga o governo a manter um programa de acompanhamento integral do TDAH e de outros transtornos de aprendizagem para estudantes do ensino básico da rede pública e privada.

A relatora do projeto na Comissão de Educação, deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP), aposta na capacitação dos profissionais da saúde para garantir diagnósticos mais precisos. “Quando a gente qualifica o diagnóstico, fazendo com que as informações cheguem de forma aprofundada aos médicos, com certeza a prescrição de ritalina passa a ser mais coerente, e não de forma deliberada”, afirma a parlamentar.

Erro de diagnóstico

Não existe um exame para comprovar a existência do transtorno. O diagnóstico é dado com base na rotina do paciente. Em crianças, são levadas em conta informações dos pais e da escola. Entre as características mais comuns estão: dificuldade de concentração e de seguir instruções. Pessoas inquietas, agitadas e muito falantes também são candidatas a receber o diagnóstico.

Como forma de questionar uma possível prescrição indiscriminada do remédio, foi criado em 2010 o Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade, que reúne 40 entidades acadêmicas profissionais para difundir as críticas que existem na literatura científica.

A psicanalista e especialista em psicologia escolar Kátia Batheney questiona o excesso de diagnósticos. “Será que as crianças estão realmente mais agitadas, que nós estamos diante de uma epidemia de hiperatividade, ou estamos superestimando as crianças?”, questiona ela. Kátia ressalta que, desde cedo, as crianças são expostas a vários estímulos tecnológicos, ao mesmo tempo em que a escola não acompanha essa demanda por estímulos.

Tecnologia

O pediatra e professor da Universidade de Brasília (UnB) Carlos Nogueira Aucélio concorda que a tecnologia (computadores, tablets, videogames, etc.) pode gerar um estresse cerebral e levar a um quadro de TDAH. “É preciso ter um controle de horas e momentos de uso de tecnologia. Não pode ser algo exagerado.”

Ele acrescenta que o diagnóstico do transtorno é subjetivo e, por isso, precisa ser criterioso. Segundo o pediatra, a idade mínima para começar a tomar medicamento é 10 anos, em razão do estágio das funções cerebrais. “É muito comum crianças com menos de 10 anos que tomam ritalina e, em vez de melhorar a atenção, só têm efeito colateral.”

Íntegra da proposta: PL-7081/2010

Reportagem – Mariana Przytyk
Edição – Daniella Cronemberger

Fonte: Agência Câmara Notícias

Publicado no Portal EcoDebate, 29/09/2014

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Automedicação

20 Agosto 2014
Foto: Hero Images/Corbis

A automedicação pode trazer consequências graves à saúde como reações alérgicas e dependência. Além disso, de acordo com o Ministério da Saúde, o hábito pode aumentar a resistência de microorganismos e inibir a eficácia dos remédios.

O estudante, Stuart Figueredo, por exemplo, tem bronquite asmática e compra os medicamentos sem receita médica para tratar a doença. Ele conta que já percebeu os efeitos da automedicação. "Eu compro bombinha, inalador, para melhorar da asma e já tem tanto tempo que eu faço essa automedicação que às vezes o remédio não surte tanto efeito. Já teve algumas situações que o uso da bombinha ou então do inalador, da nebulização, não surtiu efeito que eu precisava. Eu precisa de verdade ir no hospital e fazer o tratamento correto para que eu pudesse sarar daquele sintoma", conta.

O secretário de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde, Carlos Gadelha, alerta que Stuart está em risco. Segundo Gadelha , optar pela automedicação pode trazer consequências graves para a saúde. "Pode matar, os excessos de medicamentos ou às vezes o uso prolongado de um medicamento. Os efeitos colaterais, os efeitos adversos. Basta ler as bulas, vocês vão ver que todos os medicamentos, eles podem ter efeitos adversos. O uso indevido de medicamentos, ele pode piorar a qualidade de vida em vez de melhorar a qualidade de vida se ele for utilizado inadequadamente", reforça.

De acordo com o Ministério da Saúde, nos últimos cinco anos, quase 60 mil casos de internações por automedicação foram registrados no Brasil. 

Fonte: Karina Chagas/ Agência Saúde

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domingo, 6 de julho de 2014

Cancer risk: Aspirin and smoking affect aging of genes

Date: July 1, 2014

Source: Universität Basel

Summary:
The risk of developing cancer increases with age. Outside factors can affect that risk, like smoking, which increases cancer risk, and regular aspirin use, which has been shown to decrease it. Now researchers have demonstrated the change in risk connected to colorectal cancer with regard to aspirin use. Numerous studies have confirmed the protective effect of the drug against different types of cancer, including reducing the risk to develop colorectal cancer by an average of 40%. However, it is unknown how exactly the drug influences the cancer risk.
Our lifestyle choices affect the aging processes of our genome which can cause cell transformation and cancer.
Credit: Martin Oeggerli / Micronaut, in cooperation with FHNW

The risk of developing cancer increases with age. Factors like smoking and regular aspirin use also affect the risk of cancer -- although in the opposite sense. Researchers from the University of Basel were now able to show that aspirin use and smoking both influence aging processes of the female genome that are connected to colorectal cancer. The Journal of the National Cancer Institute has published their results.

Already in the 1990s, scientists discovered that regular use of aspirin over long periods of time decreases the cancer risk. Since then, numerous studies have confirmed the protective effect of the drug against different types of cancer. Regular aspirin use is said to reduce the risk to develop colorectal cancer by an average of 40%. However, it is unknown how exactly the drug influences the cancer risk.

A research group led by Prof. Primo Schär, molecular geneticists at the Department of Biomedicine from the University of Basel and gastrointestinal specialist PD Dr. Kaspar Truninger, has now discovered a possible mechanism of how aspirin decreases the risk of cancer: It slows down certain aging processes of the genome -- namely modifications that also play an important role in the development of tumors.

In order to analyze the relationships between lifestyle and genome aging, the researchers examined intestinal tissue samples of 546 healthy women over 50 years of age. They compared age-specific changes of gene markers, so-called DNA methylations, with the women's lifestyle factors regarding aspirin use, smoking, body mass index and hormonal replacement therapy. The most significant effects were measured for aspirin use and smoking.

Aging Markers

"Each cell's genome resembles a library that is full of bookmarks," explains Schär. Thanks to these bookmarks, the cells know which genes to read, so that they can fulfill their specialized tasks as skin, muscle or intestinal cells. "But these markers are not very stable and change during the course of age. If, at certain parts of the genome, the change is to drastic, tumors can develop," says Schär.

In this study, the researchers were able to show for the first time that this age-related decay of gene markers can be slowed down by the regular use of aspirin. Smoking on the other hand, accelerates the aging process. "Especially affected are genes that also play a role in the development of cancer," says Dr. Faiza Noreen, research associate at the Department of Biomedicine from the University of Basel and first author of the study.

Truninger emphasizes that it would be premature to start taking aspirin solely for cancer prevention without consulting a doctor first -- especially when regarding the potential side effects such as gastrointestinal bleeding.

Story Source:

The above story is based on materials provided by Universität Basel. Note: Materials may be edited for content and length.

Journal Reference:
F. Noreen, M. Roosli, P. Gaj, J. Pietrzak, S. Weis, P. Urfer, J. Regula, P. Schar, K. Truninger. Modulation of Age- and Cancer-Associated DNA Methylation Change in the Healthy Colon by Aspirin and Lifestyle. JNCI Journal of the National Cancer Institute, 2014; 106 (7): dju161 DOI: 10.1093/jnci/dju161

Cite This Page:

Universität Basel. "Cancer risk: Aspirin and smoking affect aging of genes." ScienceDaily. ScienceDaily, 1 July 2014. <www.sciencedaily.com/releases/2014/07/140701085332.htm>.

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sábado, 3 de maio de 2014

Vibrating capsule shows promising results in treating chronic constipation: Non-pharmacological therapy

Date: May 3, 2014

Source: Digestive Disease Week

Summary:
An oral capsule that vibrates as it moves through the digestive tract has shown notable promise as a non-pharmacological treatment for constipation, according to new research. The capsule, which houses a small engine inside, is programmed to begin vibrating six to eight hours after swallowing. The vibrations (mechanical stimulations) cause contractions in the intestine, which help move stool through the digestive tract.

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sexta-feira, 21 de março de 2014

Antibiotic-resistant bacteria among children in U.S. on the rise

Date: March 20, 2014

Source: Rush University Medical Center

Summary:
Infections caused by a specific type of antibiotic-resistant bacteria are on the rise in U.S. children, according to new study. While still rare, the bacteria are increasingly found in children of all ages, especially those 1-5 years old, raising concerns about dwindling treatment options. "The overwhelming majority of current research for new pharmaceuticals against antibiotic-resistant organisms are in adults. More research is needed to define risk factors for these infections in children, their prevalence in different settings, and their molecular epidemiology," the researchers note.

Infections caused by a specific type of antibiotic-resistant bacteria are on the rise in U.S. children, according to new study published in the Journal of the Pediatric Infectious Diseases Society. While still rare, the bacteria are increasingly found in children of all ages, especially those 1-5 years old, raising concerns about dwindling treatment options.

"Some infections in children that have typically been treated with oral antibiotics in the past may now require hospitalization, treatment with intravenous drugs, or both, as there may not be an oral treatment option available," said Dr. Latania K. Logan, lead author of the study and an assistant professor of pediatrics and pediatric infectious disease specialist at Rush University Medical Center.

The team of researchers led by Logan analyzed resistance patterns in approximately 370,000 bacterial cultures from pediatric patients collected nationwide between 1999 and 2011.

They found that the prevalence is increasing in a resistant type of bacteria, which produces a key enzyme, extended-spectrum beta-lactamase (ESBL), that thwarts many strong antibiotics, making them ineffective.

Another indicator of ESBL prevalence, susceptibility to third-generation cephalosporins -- an important class of antibiotics used to treat many infections -- was also measured.

The prevalence of ESBL-producing bacteria increased from 0.28 percent to 0.92 percent from 1999 to 2011; resistance to third-generation cephalosporins increased from 1.4 percent to 3.0 percent. ESBLs were found in children across the country of all ages, but slightly more than half of the bacteria with this resistance were from those 1-5 years old. Nearly three-quarters (74.4 percent) of these bacteria were resistant to multiple classes of antibiotics.

While the overall rate of these infections in children is still low, ESBL-producing bacteria can spread rapidly and have been linked to longer hospital stays, higher health care costs, and increased mortality, the study authors noted. In a 2013 report, the Centers for Disease Control and Prevention called ESBLs a "serious concern" and a significant threat to public health.

"These antibiotic-resistant bacteria have traditionally been found in health care settings but are increasingly being found in the community, in people who have not had a significant history of health care exposure," Logan said. "In our study, though previous medical histories of the subjects were unknown, 51.3 percent of the children with these infections presented in the outpatient or ambulatory setting."

"Physicians should obtain cultures for suspected bacterial infections to help determine which antibiotics are best," said Logan.

Additional drug development, keeping younger patients in mind, is also needed. "The overwhelming majority of current research for new pharmaceuticals against antibiotic-resistant organisms are in adults," said Logan.

"More research is needed to define risk factors for these infections in children, their prevalence in different settings, and their molecular epidemiology," Logan said. A companion study by several of the same researchers is now available online in the Journal of the Pediatric Infectious Diseases Society, which suggests that children with neurologic conditions are at higher risk for infections caused by ESBL-producing bacteria.

Story Source:

The above story is based on materials provided by Rush University Medical Center.Note: Materials may be edited for content and length.

Journal Reference:
L. K. Logan, N. P. Braykov, R. A. Weinstein, R. Laxminarayan. Extended-Spectrum -Lactamase-Producing and Third-Generation Cephalosporin-Resistant Enterobacteriaceae in Children: Trends in the United States, 1999-2011. Journal of the Pediatric Infectious Diseases Society, 2014; DOI:10.1093/jpids/piu010

Cite This Page:

Rush University Medical Center. "Antibiotic-resistant bacteria among children in U.S. on the rise." ScienceDaily. ScienceDaily, 20 March 2014. <www.sciencedaily.com/releases/2014/03/140320100522.htm>.

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The insane choices you face at the drug store

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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Limitações da farmacocinética

Em relação aos fármacos algumas limitações da abordagem farmacocinética são óbvias a partir do exposto anteriormente, como a proliferação de parâmetros a partir de modelos conceitualmente simples.

Pode-se dizer que existem duas premissas que baseiam a idéia de que, ao relacionar a resposta a um fármaco com a sua concentração plasmática, reduziremos a variabilidade ao considerar a variação farmacocinética – ou seja, variação da absorção, distribuição, metabolismo e excreção, são elas:

1) A concentração plasmática de um fármaco apresenta uma relação precisa com a concentração de um fármaco próximo ao seu alvo (receptor, enzima, proteína transportadora ou canal iônico);

2) A resposta ao fármaco depende apenas da sua concentração no ambiente ao redor de seu alvo (o que acontece com a maioria dos fármacos e plantas medicinais).

A premissa 1) é bastante plausível no caso de um fármaco que tenha o seu alvo no sangue circulante (ex.: anticoagulantes), no entanto, em mecanismos diversos que possam envolver diversas enzimas, canais iônicos, receptores acoplados à proteína G ou ligados à quinases localizadas na membrana celular ou pior ainda no caso de receptores nucleares ou quando as células-alvo estão protegidas pela barreira hematoencefálica ela não se aplica.

No caso da segunda premissa, existe uma aplicação equivocada de parâmetros condenatórios adotados em ensaios de farmacocinética em fármacos ou constituintes de plantas que formam ligação covalente estável com seus alvos, e assim produzem um efeito superior à sua presença em solução. Sem falar nos casos de ferramentas terapêuticas que apresentam ação ou efeito somente após um determinado tempo como muitas plantas adaptógenas e antidepressivos ou gradualmente induzem tolerância como a maioria dos alcaloides ou adaptações fisiológicas que alteram a relação entre a concentração e o efeito do fármaco de maneira tempo-dependente assim como os hormônios sexuais.

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quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Desreguladores endócrinos: eles estão dentro e fora das nossas casas

Desreguladores endócrinos são substâncias que estão no meio ambiente e que têm ação no sistema endócrino, por mecanismos diferentes -
Esses desreguladores podem ser naturais ou sintéticos e essas substâncias se acumulam no meio ambiente e entram no nosso organismo por meio do ar, água, embalagens que acondicionam alimentos e outros produtos usados no trabalho e em casa. Além disso, os desreguladores podem ter passagem pela placenta e pelo leite materno.

Alguns exemplos de desreguladores: fitoestrógenos, alguns pesticidas, ftalatos, metais pesados (arsênio, cádmio, mercúrio), medicamentos, bisfenol A e determinados produtos de beleza.

Além de altas concentrações, provavelmente o tempo de exposição a essas substâncias também é importante para determinar um efeito deletério no nosso organismo. Esses efeitos foram encontrados em estudos animais, após a exposição a essas substâncias. Em humanos, há apenas estudos de associação, mostrando a ligação entre a exposição a alguns desreguladores e alterações no sistema reprodutivo, na glândula tireoide, entre outros.

A idade em que ocorre a exposição também é um fator importante, ressaltando a infância e o período de gestação.

O bisfenol A (BPA) é uma substância presente no plástico policarbonato e resina epóxi e está associado a alterações no nosso sistema reprodutivo, risco maior de obesidade, entre outros problemas de saúde. Recentemente, a Anvisa proibiu no nosso país o uso de mamadeiras com BPA, importante ação para reduzir a exposição de crianças a essa substância.

Várias sociedades médicas no mundo têm utilizado o princípio da precaução em relação aos desreguladores, ou seja, há uma preocupação com relação aos potenciais efeitos deletérios em nosso organismo, mas ainda sem comprovação científica. Seria importante, portanto, tentar reduzir a exposição a essas substâncias, especialmente de nossas crianças.

Por Dra. Cristiane Kochi, SBEM-SP – Fonte: desreguladoresendocrinos.org.br

Data: 11.01.2014
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EUA querem limitar receita com paracetamol por lesões no fígado

Os reguladores da área de Saúde nos Estados Unidos solicitaram aos médicos que não prescrevam medicamentos com mais de 325 miligramas por comprimido de acetaminofen (paracetamol), devido ao temor de que cause lesões ao fígado. Matéria da AFP, no UOL Notícias.

As receitas de analgésicos comuns no país, como Vicodin e Percocet, contêm paracetamol e podem ser perigosos, se forem combinados com outros remédios, como Tylenol, ou com o álcool.

“Não há dados disponíveis que mostrem que tomar mais de 325 miligramas de acetaminofen por dose proporciona benefícios adicionais que superem o risco aumentado de uma lesão do fígado”, afirmou a FDA, o órgão que regula o setor de alimentos e remédios nos Estados Unidos.

“Limitar a quantidade de acetaminofen por dose reduzirá o risco de feridas graves no fígado, devido a uma overdose não intencional de acetaminofen, que pode produzir insuficiência hepática, levar a um transplante de fígado, ou à morte”.

A dose máxima diária para adultos é de 4.000 miligramas.

Para evitar superar esse teto, a FDA pediu aos pacientes que não tomem mais de um remédio que contenha paracetamol por vez. Pede-se ainda que esses medicamentos sejam evitados, em caso de ingestão de mais de três doses alcoólicas no mesmo dia.

A FDA também recomenda que os profissionais de Saúde considerem receitar combinações de medicamentos com menos de 325 miligramas de acetaminofen, conhecido como paracetamol fora dos Estados Unidos e do Canadá.

Em 2011, a FDA solicitou aos fabricantes de remédios que limitem a quantidade de paracetamol a até 325 miligramas em cada comprimido para proteger os consumidores. Em 14 de janeiro, mais da metade dos fabricantes que existem no país haviam cumprido a determinação, informou a agência.

O problema é que as overdoses não intencionais – devido a combinações de remédios com esse princípio ativo – ainda são responsáveis por metade dos casos de insuficiência hepática relacionada ao paracetamol no país, alertou a FDA.

EcoDebate, 16/01/2014
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