Mostrando postagens com marcador Plantas tóxicas para animais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Plantas tóxicas para animais. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 7 de agosto de 2019

Mamona nas pastagens


Texto:
Marcos Roberto Furlan – Engenheiro agrônomo – Prof. UNITAU/FIC
Riane Caroline Pinto – acadêmica de agronomia - UNITAU


São algumas subespécies, e dezenas de variedades e centenas de cultivares, mas todas têm algumas características em comum, como, por exemplo, serem exigentes quanto ao solo rico em matéria orgânica, terem crescimento rápido e produzirem a substância tóxica ricina. Além de serem chamadas de mamonas, receberem o nome científico Ricinus communis e pertencerem à família Euphorbiaceae.

As mamonas são versáteis quanto ao uso, pois podem ser utilizadas como adubo, fonte de energia, e até mesmo na área da saúde, com o famoso óleo de rícino ou para uso em prótese humana. Para alimentação animal a torta de mamona, muito utilizada como fonte de nitrogênio na adubação, não deve ser usada por causar também alergia. Pesquisas buscam a produção de cultivares que produzam óleo sem ricina.

No Brasil, vinda provavelmente do continente africano, se espalhou pois se adaptou às diferentes condições climáticas do país.

Como são inúmeras as cultivares, há grande diversidade de hábito de crescimento, de coloração das folhas e o conteúdo de óleo em suas sementes.

Apesar de suas aplicações em benefício do ser humano, no pasto pode causar intoxicação nos animais, tanto por meio do consumo de suas folhas quanto de suas sementes.

Se o animal está com fome, o que é mais comum na seca devido a falta de gramíneas no pasto, e encontra a mamona, ele poderá consumi-la. Pesquisas indicam que apenas o consumo de 20g de folha por quilo do animal pode ser fatal. A intoxicação por sementes pode ocorrer quando há ingestão pelos animais de alimentos que sofreram a adição acidental ou intencional de sementes ou de resíduos da mamona (1).

Após 3 a 6 horas do consumo da mamona surgem os sintomas, os quais são de ordem neuromuscular. Animais ficam desequilibrados, deitam-se, têm tremores musculares, apresentam, salivação excessiva, arrotos e recuperação ou morte rápida.

Quando ingerem sementes, os sintomas nos animais aparecem em algumas horas e em até 2 e 3 dias. A evolução é aguda ou subaguda. Nota-se perda de apetite, diarreia quase sempre sanguinolenta, fraqueza, apatia e morte (1).

Foto: mamona na pastagem.
Riane Caroline Pinto

Referência:
1. https://www.afe.com.br/noticias/intoxicacao-do-gado-por-mamona

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

Samambaia nas pastagens

Texto:
Marcos Roberto Furlan – Engenheiro agrônomo – Prof. UNITAU/FIC
Riane Caroline Pinto – acadêmica de agronomia - UNITAU

Com a chegada do inverno, chega também a época da seca, e, com isso, diminuem drasticamente as pastagens, na quantidade e, principalmente, na qualidade bromatológica. Como as pastagens são as principais fontes de alimentos para bovinos criados no sistema extensivo, a sua escassez faz com que o gado comece a buscar novas fontes de alimentos ou, até mesmo ingerir plantas tóxicas entre as gramíneas ralas.

Muitas das plantas tóxicas são atrativas e com uma boa palatabilidade, o que faz com que o gado seja atraído por elas e, consequentemente, se intoxicando. Apesar desse aspecto comum entre elas, cada uma tem sua particularidade. Algumas possuem um grau de toxicidade maior do que as outras e após a ingestão, cada uma intoxica de uma forma e em um órgão diferente.

Dentre essas, se destacam as samambaias do gênero Pteridium. São perenes, rizomatosas, herbáceas, eretas e ramificadas. Elas se proliferam em maior quantidade em solos ácidos, de pouca fertilidade e que retêm boa umidade. Assim como todas as pteridófitas, preferem locais onde não incida sol direto ou ficam no meio de espécies arbóreas. Como o gado muitas vezes vai pastar em local sombreado, acaba por consumir partes da samambaia.

A espécie Pteridium aquilinum é uma planta inteiramente tóxica, sendo a brotação a sua porção mais perigosa ao gado. A planta também conserva a toxidez por muito tempo, mesmo quando seca.

Os princípios tóxicos da planta possuem efeito cumulativo, sendo que os sintomas dependem da dose diária ingerida e por quanto tempo o animal ingeriu a planta;

Devido à carência de pastagem fibrosa e como a samambaia costuma se desenvolver e atingir boa altura, os bovinos suprem a necessidade de fibra, comendo os seus caules e suas folhas longas. Os bovinos que ingerem a samambaia acabam “viciados na planta”, caracterizando, com isso, ingestões repetidas e compulsivas.

 
Foto: Samambaia no pasto.

Referências

OLIVEIRA, Vânia Maria et al. Plantas Tóxicas em Pastagens: Samambaia-do-campo (Pteridium esculentum subsp. arachnoideum (Kaulf.) Thomson, Família Dennstaedtiaceae). http://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/173802/1/COT-84-Plantas-Toxicas-Samambaia.pdf
 

MARÇAL, Wilmar Sachetin. A Toxidez da Samambaia nos Bovinos. http://www.saudeanimal.com.br/2015/12/14/a-toxidez-da-samambaia-nos-bovinos/

quinta-feira, 21 de março de 2013

Plantas tóxicas para ruminantes e equídeos

BEZERRA, Cícero Wanderlô Casimiro et al. Plantas tóxicas para ruminantes e equídeos da microrregião do Cariri Cearense. Cienc. Rural [online]. 2012, vol.42, n.6, pp. 1070-1076. ISSN 0103-8478.


Em um levantamento, feito no período de agosto de 2009 a novembro de 2010, sobre as plantas tóxicas para ruminantes e equídeos no Cariri Cearense (municípios de Juazeiro do Norte, Crato, Barbalha e Missão Velha), foram realizadas 21 entrevistas a produtores, médicos veterinários, engenheiros agrônomos e técnicos agropecuários. As intoxicações por Ipomoea asarifolia, mencionada por 38% e 19% dos entrevistados como tóxicas para bovinos e ovinos, respectivamente, e Enterolobium contortisiliquum, mencionada como tóxica para bovinos (47,6% dos entrevistados) e ovinos (4,7%) foram as mais frequentemente mencionadas. Ocorrem, também, na região, intoxicações por Mascagnia rigida (mencionada por 38% do entrevistados), Anadenanthera colubrina var. cebil (=A. macrocarpa) (14%), Ricinus communis (14%), Thiloa glaucocarpa (9%) e Sorghum halepense (4%) em bovinos, Brachiaria decumbens em ovinos e bovinos (38%), Mimosa tenuiflora em ovinos, caprinos e bovinos (38%), Manihot spp. em bovinos e caprinos (28%) e Leucaena leucocephala em ovinos e equinos (4%). Seis plantas não conhecidas anteriormente como tóxicas, mas mencionadas como causa de intoxicação pelos entrevistados, foram testadas experimentalmente em diferentes doses. Somente Casearia commersoniana resultou tóxica para caprinos na dose diária de 20g kg-1 de peso vivo por 2-4 dias. Os sinais clínicos, semelhantes aos descritos pelos produtores, foram de relutância em movimentar-se, meteorismo discreto, polaquiúria, vocalização, ingurgitamento da jugular e pulso jugular, andar cambaleante, quedas, espasticidade dos membros, movimentos de pedalagem, opistótono, taquicardia e taquipneia, seguidos de bradicardia e bradipnéia. A morte ocorreu 6 e 19 horas após o início dos sinais. Não foram encontradas lesões macroscópicas nem histológicas de significação. Conclui-se que as intoxicações por plantas são uma causa importante de perdas econômicas para a região, cuja população é de 53.473 bovinos, 4.799 caprinos, 9.149 ovinos e 7.060 equídeos.



Link:

http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0103-84782012000600020&script=sci_abstract&tlng=pt

Plantas tóxicas e animais domésticos: uma combinação perigosa

27 Dezembro 2012 
O Brasil é conhecido por abrigar uma diversificada flora, ainda bastante desconhecida e que pode propiciar intoxicações vindas de plantas venenosas (muitas vezes diagnosticadas ou confundidas com doenças infecciosas). O problema ameaça cães e gatos, que podem ingeri-las, seja por disfunções digestivas, deficiências alimentares, distúrbios comportamentais ou simplesmente por puro tédio.

Caso o seu cão ou gato coma alguma delas, entre os diversos sintomas podemos identificar: agitação, sonolência, salivação intensa, vômitos, náuseas, dor abdominal, hemorragias, tremores, falta de apetite, dificuldades respiratórias, alteração do ritmo cardíaco e até óbito.

Tudo irá depender da espécie da planta e da relação de proporção entre o peso do animal, tempo e quantidade ingerida. A suspeita de intoxicação é confirmada, muitas vezes, pela presença de restos de folhas no ambiente junto ao vômito ou fezes. Geralmente, os filhotes de cães são mais suscetíveis a comerem em razão da curiosidade e hábitos da idade.

Segundo a pesquisadora Mitsue Haraguchi, do Instituto Biológico de São Paulo, o consumo de plantas tóxicas se deve principalmente a três fatores: palatabilidade (sabor), fome e sede, o que leva os animais a perderem a capacidade de seleção do que comem.

Selecionamos uma lista das principais plantas venenosas e populares encontradas em jardins, quintais, parques e praças. É importante lembrar que o adubo ou inseticidas também são perigosos para os bichos. Como prevenção, recomenda-se que o dono imprima essa lista e guarde-a, caso o animal de estimação ingira alguma delas.

Comigo-ninguém-pode: a ingestão de qualquer parte dessa planta pode causar irritação na boca, edema nos lábios, língua e palato, queimação, salivação, esofagite, dificuldade de se alimentar, cólicas abdominais, náuseas e vômito.

Flor das Almas: náusea, vômitos, cólica abdominal, aumento do fígado e baço, hepatite aguda ou crônica. A exposição aos princípios ativos pode provocar uma cirrose hepática.

Espirradeira: dor e queimação na boca, salivação, náuseas, vômitos intensos, cólicas abdominais, diarreia e alterações cardíacas.Mamona: náuseas, vômito, cólicas abdominais e diarreia. Em casos mais graves, podem ocorrer convulsões, coma e óbito.

Coroa de cristo: a seiva leitosa causa irritações na pele e na mucosa, inchaço nos lábios, boca e língua, ardor e coceira. O contato com os olhos provoca irritações e inchaço nas pálpebras. A ingestão pode causar náuseas, vômito e diarreia.

Copo-de-leite: inchaço nos lábios, boca e língua, náuseas, vômito, diarréia, salivação intensa, dificuldade de deglutição e asfixia. O contato com os olhos pode provocar irritação.

Bico-de-papagaio ou “Flor do Natal”: a seiva leitosa causa irritações na pele e na mucosas, inchaço dos lábios, boca e língua, ardor e coceira. O contato com os olhos provoca irritação, lacrimejamento, inchaço das pálpebras e alteração temporária da visão. A ingestão pode causar náuseas, vômitos e diarreia.

Pinhão-roxo: náuseas, vômito, cólicas abdominais, dificuldade respiratória, arritmia e parada cardíaca.Saia branca: boca e pele secas, taquicardia, dilatação das pupilas, agitação, alucinação e óbito.

Olho-de-Cabra: náuseas, vômitos intensos, cólicas abdominais e diarreia  Os distúrbios gastrointestinais podem levar a desidratações sérias seguidas por convulsões, choque e óbito.

Plantas que causam dermatite de contato

Sangue-de-boi, Coroa-de-Cristo, Bico-de-papagaio, Dedo-do-Diabo, Unha-de-gato, Cambará.

Plantas que podem causar morte súbita

Erva-de-rato, Vernônia, Cipó-prata, Ximbuva.

Outras plantas tóxicas

Aloe Vera (Babosa), Cheflera, Jarro dos campos, Meimendro, Mezereão, Morrião, Oleandro, Orelha-de-elefante, Tremoço, Tulipa, Trombeteira, Alamanda (Roxa), Samambaia, Azaleia, Chapéu de Napoleão.

Em caso de suspeita de intoxicação, preste atenção se há plantas arrancadas ou destruídas e se houve dedetização do ambiente ou aplicação de agrotóxicos no jardim. Se você suspeitar que seu pet tenha comido algo, contate um profissional imediatamente e não tente resolver o problema sozinho.

Dependendo da planta ingerida, os sintomas podem ser agravados caso o proprietário induza o vômito no animal. Isso porque algumas plantas são irritantes e cáusticas para a mucosa oral e para o esôfago. Por isso, lave com abundância a boca do pet. Não dê leite, azeite ou qualquer outro alimento. Não permita que eles comam plantas ou grama durante passeios, pois é comum que elas estejam contaminadas com veneno de rato ou formiga. 

Fonte: PetMag
Link:

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Essential News: Boom di cani che sballano!

La CBS News riferisce di come, con la legalizzazione del consumo della marijuana per “scopi medicinali” in diversi importanti stati americani, i veterinari stanno vedendo una drammatica impennata nei casi di avvelenamento da cannabis nei cani. I principi attivi della “erba”, dagli effetti perlopiù benigni negli esseri umani, possono invece incidere molto negativamente sul sistema nervoso dei canidi, causando in casi eccezionali perfino la morte. Secondo la Dr.ssa Stacy Meola, una veterinaria che ha studiato il fenomeno, i suoi colleghi hanno visto quadruplicare i casi del genere negli ultimi cinque anni. L’avvelenamento avviene più comunemente attraverso l’ingestione da parte degli animali di alimenti contenenti la sostanza – specialmente prodotti da forno come torte e biscotti – lasciati incautamente in giro dai loro padroni. Il consiglio è di conservare la marijuana con cura, come qualsiasi altro farmaco, e sopratutto di portare Fido subito dal veterinario – confessando i propri peccati – se avete motivo di pensare che abbia rubato la vostra scorta. I sintomi caratteristici sono il barcollamento, la letargia, il vomito e un’accresciuta sensibilità alla luce e ai suoni. 

Data: 03.12.2012
Link: