Sobre a importância dos quintais, cada vez mais desaparecidos e, com isso, as nossas raízes também.
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terça-feira, 26 de junho de 2018
Deep learning predicts drug-drug and drug-food interactions
Development of a deep learning-based computational framework that predicts interactions for drug-drug or drug-food constituent pairs
Date: April 18, 2018 Source: The Korea Advanced Institute of Science and Technology (KAIST) Summary: Scientists have developed a computational framework, DeepDDI, that accurately predicts and generates 86 types of drug-drug and drug-food interactions as outputs of human-readable sentences, which allows in-depth understanding of the drug-drug and drug-food interactions.
A Korean research team from KAIST developed a computational framework, DeepDDI, that accurately predicts and generates 86 types of drug-drug and drug-food interactions as outputs of human-readable sentences, which allows in-depth understanding of the drug-drug and drug-food interactions.
Drug interactions, including drug-drug interactions (DDIs) and drug-food constituent interactions (DFIs), can trigger unexpected pharmacological effects, including adverse drug events (ADEs), with causal mechanisms often unknown. However, current prediction methods do not provide sufficient details beyond the chance of DDI occurrence, or require detailed drug information often unavailable for DDI prediction.
To tackle this problem, Dr. Jae Yong Ryu, Assistant Professor Hyun Uk Kim and Distinguished Professor Sang Yup Lee, all from the Department of Chemical and Biomolecular Engineering at Korea Advanced Institute of Science and Technology (KAIST), developed a computational framework, named DeepDDI, that accurately predicts 86 DDI types for a given drug pair. The research results were published online in Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America (PNAS) on April 16, 2018, which is entitled "Deep learning improves prediction of drug-drug and drug-food interactions."
DeepDDI takes structural information and names of two drugs in pair as inputs, and predicts relevant DDI types for the input drug pair. DeepDDI uses deep neural network to predict 86 DDI types with a mean accuracy of 92.4% using the DrugBank gold standard DDI dataset covering 192,284 DDIs contributed by 191,878 drug pairs. Very importantly, DDI types predicted by DeepDDI are generated in the form of human-readable sentences as outputs, which describe changes in pharmacological effects and/or the risk of ADEs as a result of the interaction between two drugs in pair. For example, DeepDDI output sentences describing potential interactions between oxycodone (opioid pain medication) and atazanavir (antiretroviral medication) were generated as follows: "The metabolism of Oxycodone can be decreased when combined with Atazanavir"; and "The risk or severity of adverse effects can be increased when Oxycodone is combined with Atazanavir." By doing this, DeepDDI can provide more specific information on drug interactions beyond the occurrence chance of DDIs or ADEs typically reported to date.
DeepDDI was first used to predict DDI types of 2,329,561 drug pairs from all possible combinations of 2,159 approved drugs, from which DDI types of 487,632 drug pairs were newly predicted. Also, DeepDDI can be used to suggest which drug or food to avoid during medication in order to minimize the chance of adverse drug events or optimize the drug efficacy. To this end, DeepDDI was used to suggest potential causal mechanisms for the reported ADEs of 9,284 drug pairs, and also predict alternative drug candidates for 62,707 drug pairs having negative health effects to keep only the beneficial effects. Furthermore, DeepDDI was applied to 3,288,157 drug-food constituent pairs (2,159 approved drugs and 1,523 well-characterized food constituents) to predict DFIs. The effects of 256 food constituents on pharmacological effects of interacting drugs and bioactivities of 149 food constituents were also finally predicted. All these prediction results can be useful if an individual is taking medications for a specific (chronic) disease such as hypertension or diabetes mellitus type 2.
Distinguished Professor Sang Yup Lee said, "We have developed a platform technology DeepDDI that will allow precision medicine in the era of Fourth Industrial Revolution. DeepDDI can serve to provide important information on drug prescription and dietary suggestions while taking certain drugs to maximize health benefits and ultimately help maintain a healthy life in this aging society."
Story Source:
Materials provided by The Korea Advanced Institute of Science and Technology (KAIST). Note: Content may be edited for style and length.
Journal Reference:
Jae Yong Ryu, Hyun Uk Kim, Sang Yup Lee. Deep learning improves prediction of drug–drug and drug–food interactions. Proceedings of the National Academy of Sciences, 2018; 201803294 DOI: 10.1073/pnas.1803294115
Cite This Page:
The Korea Advanced Institute of Science and Technology (KAIST). "Deep learning predicts drug-drug and drug-food interactions: Development of a deep learning-based computational framework that predicts interactions for drug-drug or drug-food constituent pairs." ScienceDaily. ScienceDaily, 18 April 2018. <www.sciencedaily.com/releases/2018/04/180418111623.htm>.
sexta-feira, 2 de março de 2018
Resenha do artigo - Efeito dos alimentos na biodisponibilidade de medicamentos antirretrovirais: revisão sistemática
Autoria da resenha:
Ana Carolina Vaz - Acadêmica de Nutrição da Universidade de Taubaté - UNITAU
Referência:
SOUZA, Daiane Spitz et al. Efeito dos alimentos na biodisponibilidade de medicamentos antirretrovirais: Revisão Sistemática. Nutrire, v. 39, n. 2, p. 243-251, 2014. Disponível em: <http://sban.cloudpainel.com.br/files/revistas_publicacoes/429.pdf>. Acesso em: 02.03.2018
Uma revisão sistemática foi desenvolvida em Agosto de 2014 e conduzida por cinco integrantes da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Foram selecionados 11 artigos, sendo: seis nos Estados Unidos, dois na Espanha, um na Austrália, um na Alemanha e um na Suíça. O objetivo foi avaliar a interação dos alimentos com os medicamentos em pacientes que utilizam a terapia antirretroviral.
Os medicamentos antirretrovirais são destinados à terapia que impede a multiplicação de vírus no organismo, em específico o HIV. Eles não matam este vírus, mas impedem que o sistema imune seja enfraquecido e traga outras diversas complicações ocasionadas por essa imunossupressão.
Estes medicamentos são divididos em três classes. Os inibidores da transcriptase reversa análogos de nucleosídeos (ITRN), os inibidores da transcriptase reversva não análogos de nucleosídeos (ITRNN) e os inibidores de proteases (IP’s). Os autores observam que os medicamentos e os nutrientes ocupam o mesmo espaço para o processo de absorção, digestão, metabolismo e excreção, ambos utilizando do sistema de biotransformação que é por meio do citrocomo P450.
Dentre os medicamentos pertencentes às classes de antirretrovirais, alguns são mais utilizados, como, por exemplo, Tenofovir, Lamivudina e Efavirenz. Cada um deles apresenta suas interações com os alimentos. O que tem maior suscetibilidade é o ritonavir (IP’s), e o que não sofre alterações significativas é o Efavirenz (ITRNN). Os que melhoram seus efeitos quando administrados com alimento são o Saquinavir e o Nelfinavir, segundo o Kupferschmidt et al., autor citado na revisão. Já em contra partida outro autor citado, o Nettles, defende que a biodisponibilidade do Ritonavir, do Nelfinavir e do Saquinavir é alterada pelos alimentos.
Esta revisão tem grande contribuição para o nicho que depende do tratamento e anseia sempre por melhoras efetivas da terapia. Por esta razão, os profissionais da saúde devem desenvolver outras análises com pacientes em tratamento para trazer novas descobertas.
Por fim, é importante ressaltar que estas interações direcionadas a terapia antirretroviral devem ser estudas mais profundamente, mesmo que já existam documentos que descrevam se os medicamentos devem ou não ser administrados em conjunto com a alimentação.
De modo geral, é imprescindível um acompanhamento nutricional crítico para este público, pois muitas das interações resultam na falha terapêutica e já é estabelecido que a dieta destes indivíduos devem ser monitoradas e não deve ser hipoproteica, porque a queda deste nutriente afeta os mecanismos do citrocomo P450 e a dieta deve conter um percentual significativo de gordura, para que por meio desta sejam reguladas as atividades do CYP P450 e otimize o efeito da terapia antirretroviral.
Bibliografia
1- http://sban.cloudpainel.com.br/files/revistas_publicacoes/429.pdf
2- http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/06consenso.pdf4
3- http://giv.org.br/HIV-e-AIDS/Medicamentos/index.html
quinta-feira, 5 de outubro de 2017
Pomelo e interação com medicamentos
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terça-feira, 8 de agosto de 2017
Artigo sobre interação entre plantas medicinais e retro-virais
Resenha:
Marcos Roberto Furlan - Professor e Engenheiro Agrônomo
Michelly Caldi - Farmacêutica (michellycaldi@gmail.com, www.dramichellycaldi.com.br)
Para indivíduos infectados pelo HIV, a "Highly active antiretroviral therapy" (HAART) tem demonstrado ótimos resultados, com melhoras consideráveis de seus parâmetros de saúde, apesar de que há ainda dúvidas quanto a natureza crônica da administração.
Nesse artigo, os autores demonstraram as interações que ocorrem entre extratos de plantas medicinais e os medicamentos anti-retrovirais usados contra o HIV/AIDS. Dentre eles, o Efavirenz (EFV) e o nevirapina (NVP) são os principais componentes do HAART, ambos metabolizados pela CYP2B6, uma enzima que pode ser potencialmente inibida ou induzida por compostos encontrados em extratos de plantas medicinais.
As plantas medicinais analisadas foram Hyptis suaveolens, Myrothamnus flabellifolius, Launaea taraxacifolia, Boerhavia diffusa e Newbouldia laevis.
Foi verificado o potencial desses extratos medicinais para causar interação com o fármaco, sendo que o inibidor mais potente para CYP2B6 foi extrato de Hyptis suaveolens (IC50 = 19,09 ± 1,16 μg / mL), seguido pelo extrato de Myrothamnus flabellifolius (IC50 = 23,66 ± 4,86 μg / mL), extrato de Launaea taraxacifolia (IC50 = 33,87 ± 1,54 μg / mL), e extrato de Boerhavia diffusa (IC50 = 34,93 ± 1,06 μg / mL). O extrato de Newbouldia laevis, no entanto, apresentou fracos efeitos inibitórios (IC50 = 100 ± 8,71 μg / mL) no CYP2B6. Launaea taraxacifolia mostrou uma alta concentração de compostos fenólicos inibitórios da CYP450, como o ácido clorogênico e o ácido cafeico.
A principal conclusão dos autores, é que os fármacos que são metabolizados pelo CYP2B6 quando co-administrados com medicamentos à base de algumas plantas, podem ter suas concentrações afetadas, o que poderá levar à toxicidade.
Referência:
Thomford, N.E.; Awortwe, C.; Dzobo, K.; Adu, F.; Chopera, D.; Wonkam, A.; Skelton, M.; Blackhurst, D.; Dandara, C. Inhibition of CYP2B6 by Medicinal Plant Extracts: Implication for Use of Efavirenz and Nevirapine-Based Highly Active Anti-Retroviral Therapy (HAART) in Resource-Limited Settings. Molecules 2016, 21, 211.
quinta-feira, 3 de agosto de 2017
O uso de chás: camomila x anticoagulantes - CRF- RS
Uso anticoagulante, posso tomar chá de camomila?
A utilização de plantas medicinais é uma prática generalizada na medicina caseira e que envolve questões sócio-culturais seculares. O uso crescente vem sendo estimulado de forma pouco criteriosa, divulgando-se muitas vezes propriedades milagrosas. No entanto, o uso de plantas medicinais pode ter alguns riscos, entre os quais destacamos nesta matéria potenciais interações com medicamentos.
A camomila (Matricaria chamomilla L.), por exemplo, pode estar ligada com sinergismo de efeito quando associada a anticoagulantes dependentes da vitamina K1, pois pode inibir a CYP3A4, enzima que pertence ao complexo hepático citocromo P4502. Entre os anticoagulantes que podem ter interação com a camomila está a varfarina, a qual possui uma janela terapêutica estreita. A interação farmacodinâmica ocorrida pode ser explicada pelo fato do componente cumarina da camomila interagir de forma sinérgica com a varfarina e resultar em anticoagulação supraterapêutica.
Revisão sistemática do ano de 2014 inferiu que a camomila, bem como gingko biloba e alho podem estar associados ao aumento de sangramentos em pacientes que usam anticoagulantes orais. Os autores concluem que é importante que os profissionais de saúde conheçam os produtos à base de plantas e melhorem a comunicação com os pacientes que os utilizam para fornecer cuidados de saúde seguros e abrangentes.
28.07.2017
Fonte: CIM-RS
sábado, 17 de junho de 2017
Confusões na horta medicinal - 23
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Alho e suas interações com medicamentos
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Camomila e interações com medicamentos
Camomila também pode interagir. Fonte da informação: www.oipm.uc.pt
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domingo, 16 de outubro de 2016
Interação Valeriana officinalis x medicamentos sintéticos
Fitoterapia - 36. #fitoterapia #plantasmedicinais #phytotherapy
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segunda-feira, 3 de outubro de 2016
Interação alimentos x medicamentos sintéticos
Interação alimentos X medicamentos - 1
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sexta-feira, 12 de agosto de 2016
In Vitro Reversible and Time-Dependent CYP450 Inhibition Profiles of Medicinal Herbal Plant Extracts Newbouldia laevis and Cassia abbreviata: Implications for Herb-Drug Interactions
This study evaluated the effects of Newbouldia laevis and Cassia abbreviata extracts on CYP450 enzyme activity. Recombinant CYP450 enzyme and fluorogenic substrates were used for evaluating inhibition, allowing the assessment of herb–drug interactions (HDI). Phytochemical fingerprinting was performed using UPLC-MS. The herbal extracts were risk ranked for HDI based on the IC50 values determined for each CYP enzyme. Newbouldia laevis inhibited CYP1A2, CYP2C9, and CYP2C19 enzyme activities with Kiof 2.84 µg/mL, 1.55 µg/mL, and 1.23 µg/mL, respectively. N. laevis exhibited a TDI (4.17) effect on CYP1A2 but not CYP2C9 and CYP2C19 enzyme activities. Cassia abbreviata inhibited CYP1A2, CYP2C9, and CYP2C19 enzyme activities showing a Ki of 4.86 µg/mL, 5.98 µg/mL, and 1.58 µg/mL, respectively. TDI potency assessment for Cassia abbreviata showed it as a potential TDI candidate (1.64) for CYP1A2 and CYP2C19 (1.72). UPLC-MS analysis showed that Newbouldia laevis and Cassia abbreviata possess polyphenols that likely give them their therapeutic properties; some of them are likely to be responsible for the observed inhibition. The observations made in this study suggest the potential for these herbal compounds to interact, especially when co-administered with other medications metabolized by these CYP450 enzymes.

Thomford, N.E.; Dzobo, K.; Chopera, D.; Wonkam, A.; Maroyi, A.; Blackhurst, D.; Dandara, C. In Vitro Reversible and Time-Dependent CYP450 Inhibition Profiles of Medicinal Herbal Plant Extracts Newbouldia laevis and Cassia abbreviata: Implications for Herb-Drug Interactions. Molecules 2016, 21, 891.
Link:
sábado, 2 de abril de 2016
Potencial de interação entre Hydrastis canadensis L. e medicamentos convencionais alopáticos - PLANFAVI Nº 36 outubro/ dezembro 2015
O Departamento Federal de Saúde do Canadá (Health Canada) iniciou uma revisão de segurança para avaliar informações sobre o risco de interações entre produtos contendo Hydrastis canadensis (popularmente conhecida como goldenseal no Canadá e “hidraste” no Brasil) e medicamentos alopáticos.
Produtos de ingestão oral contendo Hydrastis canadensis são utilizados tradicionalmente na fitoterapia para o tratamento ou alívio de sintomas em uma variedade de problemas digestivos, tais como: indigestão ou azia; condições infecciosas ou inflamatórias do trato digestivo, como gastrite; ou para aumentar o apetite.
As evidências disponíveis atualmente sugerem que o uso oral de Hydrastis canadensis pode contribuir para interações planta-medicamento, porém os dados são limitados e casos de tais interações não são conhecidos. Alguns estudos demonstraram que essa planta pode diminuir a atividade de certas enzimas do citocromo P450 no fígado. Essas enzimas são responsáveis por processar e eliminar diversas substâncias ingeridas oralmente, incluindo medicamentos. Em alguns casos, essas enzimas convertem medicamentos da sua forma inativa à sua forma ativa no corpo. Diminuindo a atividade dessas enzimas, certos medicamentos podem permanecer no corpo mais tempo do que o normal, atingindo potencialmente níveis tóxicos. Diversos outros fatores podem afetar o potencial de interação planta-medicamento, incluindo genética, idade e estado de saúde, bem como o tipo, a dose e a composição dos produtos utilizados concomitantemente.
O Departamento de Saúde do Canadá está monitorando atualmente informações sobre as reações adversas relacionadas ao uso de produtos contendo Hydrastis canadensis, e encoraja a notificação de tais reações.
Referências:
Goldenseal. Potential herb-drug interaction. Summary Safety Review, Health Canada, 30/04/2015. (http://www.hc-sc.gc.ca/dhp-mps/medeff/reviews-examens/hydrastis-eng.php).
Goldenseal (Hydrastis canadensis). Potential herb-drug interaction. WHO Pharmaceuticals Newsletter, nº 3, p. 19-20, 2015.
(http://www.who.int/medicines/publications/PharmaNewsletter3_15/en)
quinta-feira, 15 de outubro de 2015
Erva de São João pode reduzir efeitos de contraceptivos hormonais - Boletim PLANFAVI, N.35, jul/set, 2015
A Agência Regulatória de Medicamentos e Produtos de Saúde do Reino Unido anunciou que a erva de São João pode interagir com contraceptivos hormonais. Esta interação reduz a efetividade contraceptiva e aumenta o risco de gravidez não planejada.
A erva de São João (Hypericum perforatum L.) é utilizada na medicina tradicional para aliviar depressão e ansiedade moderadas. No último trimestre de 2013, a referida agência recebeu dois relatos de suspeitas de interações em mulheres que utilizavam contraceptivos implantados contendo etonogestrel (Nexplanon® e Implanon®, no Reino Unido). Estas mulheres ficaram grávidas após iniciar o uso da erva de São João.
Há avisos sobre estas interações potenciais e suas consequências nas bulas dos contraceptivos e dos produtos registrados contendo a erva de São João. Contudo, produtos não registrados comercializados pela internet não incluem avisos apropriados alertando sobre possíveis interações. E a falta de informações não quer dizer que estes produtos não interajam com outros produtos/medicamentos.
É recomendável que profissionais da saúde alertem às mulheres que utilizam contraceptivos hormonais que não utilizem produtos que contenham a erva de São João. Isso se aplica a todos os contraceptivos hormonais, incluindo implantes, exceto dispositivos intrauterinos, para os quais não há dados até o momento. Recomenda-se também a leitura das informações contidas na bula dos contraceptivos.
Referência:
Drug Safety Update. Medicines and Healthcare products Regulatory Agency (MHRA, www.mhra.gov.uk) Volume 7, edição 8, 2014.
quinta-feira, 1 de outubro de 2015
Consumo de toranja na quimioterapia (www.stopcancerportugal.com)
30 SETEMBRO, 2015
O consumo de toranja tem sido associado a várias atividades potencialmente benéficas para a saúde, incluindo a proteção contra danos do ADN. No entanto, atualmente, sabe-se que a toranja e outros frutos cítricos podem interagir com mais de 85 medicamentos, entre os quais estão aqueles usados durante a quimioterapia.
Esta interação pode ocorrer aumentando a concentração sanguínea dos fármacos (por prejuízo do seu metabolismo) ou diminuindo a sua concentração (por inibição dos seus transportadores no sangue). Estas interações podem resultar em efeitos adversos graves, como por exemplo, dificuldade respiratória, hemorragias gastrintestinais ou afetando os rins, dependendo da suscetibilidade do doente e da forma de consumo do fruto.
As ações dos medicamentos são determinadas por diversos mecanismos, os quais dependem de aceleradores das reações químicas (enzimas). Os mecanismos que envolvem enzimas da família do citocromo P450 são os mais importantes, estando o citocromo P450 3A4 envolvido no metabolismo de cerca de metade de todos os medicamentos. Esta enzima está localizada nas células do intestino e do fígado, pelo que os fármacos orais podem ser metabolizados antes de atingir a circulação e a quantidade absorvida de forma inalterada ser atenuada. Por esta razão, com a ingestão de toranja, pode ocorrer um aumento elevado da concentração no sangue, aumentando o risco de dose excessiva, já que o fruto diminui a atividade do citocromo P450 3A4, principalmente no intestino delgado.
Os químicos presentes na toranja envolvidos nesta interação são os furanocoumarinos, os quais inativam de forma irreversível o citocromo P450 3A4.
No que diz respeito a fármacos administrados por via intravenosa, o mesmo já não acontece. Uma vez que os furanocoumarinos existem naturalmente na toranja, todas as formas de consumo do fruto (sumo, congelado e inteiro) têm a capacidade de reduzir a atividade do enzima, podendo uma única toranja ou 200ml de sumo da mesma, serem suficientes para causar efeitos adversos relevantes. No entanto, esta ação estende-se a outros citrinos. A laranja-de-sevilha (usada frequentemente em marmeladas), as limas e os pomelos são outros frutos que, além da toranja, podem interagir desta forma. Variedades de laranja doce, como as navel e as valencianas, não contêm os furanocoumarinos, pelo que não originam esta interação.
A interação entre medicamentos e a toranja é específica de cada fármaco e não a uma classe de medicamentos. Tendo em consideração os fármacos citotóxicos usados em quimioterapia, aqueles que estão documentados como interagir com o fruto são: dasatinib (leucemia), erlotinib (pulmão), nilotinib (leucemia), crizotinib (pulmão), ciclofosfamida (tumores sólidos, leucemias, linfomas), imatinib (leucemia), lapatinib (mama), pazopanib (sarcoma dos tecidos moles), sorafenib (fígado), sunitinib (rim, estroma gastrintestinal), vandetanib (tiróide) e venurafenib (melanoma).
Referências:
Bailey DG, Dresser G, Arnold JMO. Grapefruit–medication interactions: Forbidden fruit or avoidable consequences? CMAJ. 2013; 185(4): 309–316.
Yin OQ, Gallagher N, Li A, Zhou W, Harrel R, Schran H. Effect of grapefruit juice on the pharmacokinetics of nilotinib in healthy participants. J Clin Pharmacol. 2010;50(2):188-94.
Fontes de imagens:
http://www.newschoolbeer.com/2015/08/oregon-fruit-products-introduces-grapefruit-antiseptic-puree-for-brewers.html; http://350sav.fotomaps.ru/grapefruit-medication.php
Link:
quarta-feira, 19 de agosto de 2015
Boletim PLANFAVI, n.34, jabr/jun de 2015 - Cuidado: lorazepam não combina com plantas ansiolíticas
A grande maioria dos usuários de fitoterápicos ainda acredita que os mesmos são seguros e sem efeitos colaterais. Porém muitas interações entre os medicamentos convencionais e os fitoterápicos têm sido descritas nos últimos anos.
O presente estudo relata o caso de um paciente que se automedicou com Valeriana officinallis L. e Passiflora incarnata L. enquanto estava em tratamento com o lorazepam. O paciente apresentava tremores nas mãos, tontura e fadiga muscular, dentre outros sintomas, 32 horas antes do diagnóstico clínico, sem apresentar nenhum outro tipo de sintoma neurológico.
Seu histórico familiar descartou doença de Parkinson e de Wilson. Já o seu histórico clínico revelou um transtorno generalizado de ansiedade e distúrbios do sono. O paciente fazia uso de lorazepam (2mg/dia) regularmente há dois meses. Quatro dias antes do atendimento, o paciente passou a ingerir diariamente uma infusão de Passiflora e Valeriana, sem apresentar efeitos adversos. Após três dias o mesmo passou a tomar Passiflora e Valeriana em comprimidos com intervalo de uma hora antes de dormir, o que diminuiu os seus tremores e gerou sonolência. Porém, no quarto dia de tratamento, foram reportados grandes tremores nas mãos, tontura e palpitações seguidas por uma grande sonolência. Observou-se uma grande agitação e fala compulsiva durante o exame clínico, sendo que todos os seus exames não mostraram nenhuma alteração. Foi relatado ao paciente que o episódio foi, provavelmente, causado pela interação entre as plantas medicinais e o lorazepam.
A retirada da Passiflora e Valeriana fez com que estes sintomas desaparecessem. O lorazepam e outros benzodiazepínicos são descritos como causadores de tremores e a Valeriana, em altas doses, pode também provocar tremores nas mãos, fadiga, contrações abdominais, aperto no peito, tontura e midríase. A Passiflora, em altas doses, causa náusea e tontura, sintomas também relatados pelo paciente. Os sintomas apresentados pelo paciente foram causados provavelmente por um efeito sinérgico de todos os medicamentos que estavam sendo utilizados sobre o sistema GABAérgico, provocando severos efeitos adversos.
Carrasco, M.C. et al. Interactions of Valeriana officinalis L. and Passiflora incarnata L. in a Patient Treated with Lorazepam. Phytother Res 23: 1795-1796, 2009.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Valeriana_officinalis#/media/File:Valeriana_officinalis.jpg
Carrasco, M.C. et al. Interactions of Valeriana officinalis L. and Passiflora incarnata L. in a Patient Treated with Lorazepam. Phytother Res 23: 1795-1796, 2009.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Valeriana_officinalis#/media/File:Valeriana_officinalis.jpgsegunda-feira, 1 de junho de 2015
Tese: Interação medicamento - preparação à base de plantas medicinais
Orientador: Miguel, Maria Graça da Costa
Issue Date: 2013
Resumo
As plantas medicinais desde há séculos que têm sido utilizadas numa diversidade de patologias, tendo ganho uma acrescida popularidade nos últimos anos e, particularmente nos países mais desenvolvidos (1,2,3). É opinião corrente que os produtos à base de plantas são seguros como consequência das características naturais dos mesmos. Contudo, esta é uma simplificação que pode ser perigosa, pois diversos efeitos adversos relacionados com a sua utilização têm sido descritos, incluindo efeitos adversos causados por interações com fármacos (4). Esta interação ganha relevância com fármacos que têm uma janela terapêutica mais estreita, como é o caso da varfarina e da digoxina (5). As plantas medicinais apresentam uma mistura de mais do que um constituinte ativo, e atendendo a este facto, esta combinação de diversas substâncias aumenta exponencialmente a possibilidade de interações farmacocinéticas e/ou farmacodinâmicas com fármacos (1,4). Muitos doentes tomam os medicamentos receitados pelos seus médicos e ao mesmo tempo consomem medicamentos à base de plantas ou preparados à base de plantas. Na maioria dos casos ocultam este facto ao médico, farmacêutico ou outro profissional de saúde (3). Todavia as interações entre fármacos e plantas medicinais são um fenómeno que, sendo frequentemente esquecido pelos profissionais de saúde, merecem uma atenta reflexão na avaliação da eficácia da terapêutica medicamentosa. Com a realização desta monografia pretende-se fazer uma revisão bibliográfica das interações entre fármacos e as principais preparações à base de plantas medicinais mais utilizadas em Portugal, nomeadamente o alho, cardo mariano, equinácea, ginkgo biloba, ginseng, hipericão e valeriana (6).
Tese na íntegra:
sexta-feira, 10 de abril de 2015
Interações entre fármacos e medicamentos fitoterápicos à base de ginkgo ou ginseng
ALEXANDRE, Rodrigo F.; BAGATINI, Fabíola and SIMOES, Cláudia M. O.. Interações entre fármacos e medicamentos fitoterápicos à base de ginkgo ou ginseng. Rev. bras. farmacogn. [online]. 2008, vol.18, n.1, pp. 117-126. ISSN 0102-695X.
domingo, 8 de março de 2015
Alerta sobre suplementos dietéticos que prolongam a hemorragia
Medicamentos homeopáticos e suplementos dietéticos
Alguns suplementos dietéticos contêm substâncias químicas que prolongam a hemorragia de forma semelhante aos anticoagulantes sujeitos a prescrição médica. O danshen ou salva chinesa, o dong quai, o crisântemo, o alho, o gengibre, a ginkgo biloba, o ginseng e a vitamina E são alguns deles.
Mais informações sobre hemorragia nasal:
terça-feira, 24 de fevereiro de 2015
Coordenadora do Sinitox/Fiocruz aborda os riscos da automedicação
Na próxima vez em que você estiver num consultório médico, ou em outro estabelecimento de saúde, e um profissional lhe perguntar se está fazendo uso de algum medicamento, procure responder o mais detalhadamente que puder. Não se esqueça de relatar o uso de chás, pomadas ou até mesmo aquele comprimido habitual para dor de cabeça. Essa é uma chance de tentar prever e prevenir um evento ao qual geralmente não se dá muita atenção, até que ocorra: a interação medicamentosa. Ela acontece quando os efeitos de um remédio são alterados pela presença de outro, bem como pela mistura com fitoterápicos (os chamados remédios naturais), alimentos, bebidas ou algum agente químico ambiental — como o calor emanado pelo chuveiro de casa.
O Sistema Nacional de Informações Tóxico Farmacológicas (Sinitox/Fiocruz) registrou, só em 2011, cerca de 30 mil casos de intoxicação por uso de medicamentos. Embora não seja possível afirmar quais deles ocorreram por interação medicamentosa, em três circunstâncias específicas a possibilidade é muito extensa: pelo uso terapêutico errado, pela prescrição médica incorreta e por automedicação. “Às vezes a pessoa está fazendo uso de determinado medicamento e não informa isso ao médico, durante a consulta. Em outras, o próprio médico desconhece o potencial de interação dos remédios. E há ainda os casos em que o paciente usa medicamentos que tem em casa, seguindo palpites de amigos ou parentes, sem ter noção se eles podem realmente ser misturados”, descreve a coordenadora do Sinitox, Rosany Bochner.

Embora nem toda interação medicamentosa seja ruim, é preciso estar atento aos riscos de reunir, sem intenção prévia, dois ou mais efeitos terapêuticos. As consequências variam de dores pelo corpo, sangramentos e até problemas cardíacos, podendo, no extremo, ser fatal. No artigoInterações medicamentosas: uma contribuição para o uso racional de imunossupressores sintéticos e biológicos, disponível na base Scielo, os autores apontam duas questões que reforçam a necessidade de atenção ao assunto. A primeira delas é que a incidência de reações adversas causadas por interações medicamentosas não é totalmente conhecida, especialmente devido à dificuldade de sistematizar, num amplo banco de dados, os números e os tipos de pacientes aos quais foram e são prescritas as combinações com potencial para problemas. E a segunda é que “não é possível distinguir claramente quem irá ou não experimentar uma interação medicamentosa adversa”. Alguns cuidados, contudo, reduzem sensivelmente as surpresas indesejáveis. O primeiro deles é optar pela informação.
Ler a bula
Seja pelo tamanho ou pela linguagem, ninguém nega: ler a bula é uma tarefa difícil. Mas é ela que contém todas as informações úteis a respeito do medicamento a ser administrado, inclusive se ele pode, ou não, ser consumido junto a outros remédios, com água ou outros líquidos, em jejum ou alimentado etc. Um fato que preocupa é que, dependendo do canal através do qual se dá o acesso ao medicamento, o cidadão nem chega a ter a bula em mãos. Mas ela é um direito. Desde 2009 a Anvisa determinou que devem existir três tipos de bula: a do profissional de saúde, a do usuário (de linguagem mais simples e no formato de perguntas e respostas) e a bula em formato especial (destinada aos portadores de deficiência visual, e que deve ser solicitada no estabelecimento, caso a caso). Quando a dispensação se dá em farmácias comerciais, a bula que vem dentro da caixa do medicamento já é a do paciente. E, quando o medicamento é disponibilizado na rede pública de saúde, podendo vir fracionado, o cidadão pode solicitar a bula impressa. É obrigação do serviço de saúde fornecê-la.
No site da Anvisa existe o Bulário Eletrônico, onde uma busca simples — até pelo nome comercial do medicamento — já aponta as bulas disponíveis. Uma impressora que funcione e um profissional consciente podem estimular a maior busca por informação. É o que defende o farmacêutico do Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) José Liporage: “Em muitas unidades assistenciais os profissionais não entregam as bulas. Em alguns casos, porque acreditam que, assim, estão evitando que o cidadão comercialize o medicamento que recebeu no Sistema Único de Saúde. Em outros, porque fazem questão de controlar a informação sobre o remédio, de manter o seu poder como profissional.”

Além de informar, a bula é importante porque pode ser um mecanismo de proteção do cidadão. “Ela é extensa justamente porque precisa orientar sobre todas as possibilidades de ocorrência daquele medicamento, além das interações. Ela precisa dizer o que pode acontecer ao paciente. Se alguém ingere um remédio que causa determinado efeito que não foi previsto nem na bula, o paciente pode recorrer judicialmente, exigindo reparação”, diz Liporage. Mas nem sempre vai estar escrito neste documento a expressão ‘interação medicamentosa’. Na maioria das vezes a informação será algo do tipo “este medicamento não pode ser usado em tais situações”, lembra o farmacêutico.
Automedicação
Profissionais de diferentes unidades da Fiocruz têm um relato em comum: um dos maiores geradores de interação medicamentosa é a prática da automedicação. O Instituto de Pesquisa e Pós-Graduação para Farmacêuticos (ICTQ) realizou uma pesquisa que revela este cenário: 76,4% da população brasileira faz uso de medicamentos a partir da indicação de familiares, amigos, colegas e vizinhos. São pessoas que consomem qualquer tipo de remédio quando necessitam e dispõem, inclusive aumentando suas dosagens afim de obter um efeito mais acelerado. O estudo foi realizado em 12 capitais brasileiras e a cidade do Rio de Janeiro ficou acima da média nacional, com 91% de sua população se automedicando.

Bula é mecanismo de proteção para o paciente, defende o farmacêutico José Liporage (foto: Acervo Fiocruz)
“Sempre alertamos para a necessidade do uso racional de medicamentos. As pessoas não fazem ideia dos riscos que estão correndo ao tomar esses fármacos aleatoriamente, por conta própria. Em nossa cultura um medicamento se tornou tão usual quando uma blusa, uma calça ou qualquer coisa já naturalizada no cotidiano. As famílias estocam medicamentos, não têm muito cuidado com o prazo de validade, fazem combinações baseadas em efeitos ocorridos com terceiros, enfim, agem de forma muito arriscada. E sequer têm noção desse risco”, alerta Rosany.
Para discutir a prática da automedicação é preciso, contudo, discutir também o acesso aos medicamentos e aos serviços de saúde, lembra Liporage. “Mesmo com todo o avanço do SUS, ainda temos uma grande dificuldade de garantir o direito à saúde. Temos uma parcela muito significativa da população que se automedica especialmente porque a farmácia comercial é sua porta de entrada ao acesso. E esse processo não vem com o suporte de informação necessário para garantir a segurança do uso do medicamento.”
Na farmácia comercial o profissional que pode assegurar todas as informações com relação à interação medicamentosa é o farmacêutico. No SUS, a luta é para que esse profissional seja parte de uma equipe multiprofissional, trabalhando desde a Atenção Básica, onde a orientação farmacêutica será parte fundamental do atendimento ao paciente. “Evitar a interação medicamentosa começa no atendimento, que deveria ser multiprofissional em todos os serviços. No primeiro contato do paciente com o medicamento, ele deveria receber uma atenção especial sobre como administrá-lo. Quando a pessoa é adulta e a consulta é para si, já há essa necessidade. Mas, quando é uma cuidadora, sua responsabilidade duplica. Quando se trata de um medicamento que deve ser manipulado, o processo se torna ainda mais complexo”, aponta Liporage.
Por Clarisse Castro / Portal Fiocruz
Publicado no Portal EcoDebate, 23/02/2015
segunda-feira, 15 de dezembro de 2014
Novel Natural Inhibitors of CYP1A2 Identified by in Silico and in Vitro Screening
Abstract
Inhibition of cytochrome P450 (CYP) is a major cause of herb–drug interactions. The CYP1A2 enzyme plays a major role in the metabolism of drugs in humans. Its broad substrate specificity, as well as its inhibition by a vast array of structurally diverse herbal active ingredients, has indicated the possibility of metabolic herb–drug interactions. Therefore nowadays searching inhibitors for CYP1A2 from herbal medicines are drawing much more attention by biological, chemical and pharmological scientists. In our work, a pharmacophore model as well as the docking technology is proposed to screen inhibitors from herbal ingredients data. Firstly different pharmaphore models were constructed and then validated and modified by 202 herbal ingredients. Secondly the best pharmaphore model was chosen to virtually screen the herbal data (a curated database of 989 herbal compounds). Then the hits (147 herbal compounds) were continued to be filtered by a docking process, and were tested in vitrosuccessively. Finally, five of eighteen candidate compounds (272, 284, 300, 616 and 817) were found to have inhibition of CYP1A2 activity. The model developed in our study is efficient for in silico screening of large herbal databases in the identification of CYP1A2 inhibitors. It will play an important role to prevent the risk of herb–drug interactions at an early stage of the drug development process.
Conclusions
In this study, we have selected several template molecules to generate pharmacophores. 202 different herb compounds were used as test data to test their inhibitory activity against CYP1A2 in vitro and used to identify the best pharmacophore with the highest external predictive power. A highly predictive pharmacophore model was generated with three bifonazole (TMI) in different conformations with sophisticated optimization. A rigorously validated pharmacophore model was then used to screen our in-house database collection of a total of over one thousand herb compounds. 147 hits were filtered out by the selected pharmacophore model and were docked into the active site of CYP1A2. Finally, 18 hits were further filtered and experimentally validated. Five of them were confirmed to have inhibitory activities to CYP1A2, and the accuracy of the model was 27.8%. This study illustrates that the model developed here is efficient for virtual screening of large databases in the identification of CYP1A2 inhibitors or non-inhibitors. Accordingly, the models can play an important role to prevent the risk of e.g., herb–drug interactions through metabolism at an early stage of the drug development process.
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