
Sobre a importância dos quintais, cada vez mais desaparecidos e, com isso, as nossas raízes também.
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quarta-feira, 22 de agosto de 2018
A switch to turn fragrances on and off
Key to mass-producing beneficial plant compounds
Date: August 21, 2018 Source: Salk Institute Summary: Scientists have discovered the switch in plants that turns off production of terpenoids -- carbon-rich compounds that play roles in plant physiology and are used by humans in everything from fragrances and flavorings to biofuels and pharmaceuticals.

Salk Institute and Purdue University scientists have discovered the switch in plants that turns off production of terpenoids -- carbon-rich compounds that play roles in plant physiology and are used by humans in everything from fragrances and flavorings to biofuels and pharmaceuticals.
Credit: Salk Institute
Plant terpenoids are found in nutritional supplements, natural insecticides, and drugs used to treat malaria and cancer. The chemotherapy drug Taxol, which is used to treat breast, ovarian, lung, bladder and prostate cancers, is a plant terpenoid. But plants often make them in such low quantities that extracting them for such uses is costly and often impractical.
The findings were reported in the journal Nature Plants on August 20, 2018.
"Several years ago my laboratory discovered a new enzyme found in all plants called isopentenyl phosphate kinase (IPK) that regulates the ebb and flow of living, carbon-based molecules called terpenoids. As is often the case in science, we first unraveled the role of this enzyme in completely different organisms, bacteria and a very ancient group of life called Archaea," says Professor Joseph P. Noel, director of Salk's Jack H. Skirball Center for Biology and Proteomics, Howard Hughes Medical Institute investigator and the paper's co-corresponding author. "By elucidating the three-dimensional structure and chemistry of this enzyme reported in ACS Chemical Biology and eLife in 2010 and 2013, respectively, we revealed that a previously unknown gene found in all plants encoded the very same enzyme as originally discovered in microbes."
Because terpenoids use up considerable amounts of carbon and energy in plants, it had been recognized that their formation must be under tight control so that they are produced only when important for the bacterium or plant hosts.
For the paper, the Noel lab teamed up with the laboratory of co-corresponding author Natalia Dudareva, Purdue distinguished professor in the Department of Biochemistry and researcher in the Purdue Center for Plant Biology, to unravel how plants switch on and off metabolic pathways controlling the ebb and flow of terpenoid production by regulating the availability of their chemical starting materials.
The Salk-Purdue team had earlier determined how plants turn on terpenoid production, but having an understanding of both the "on" and "off" -- the yin and yang switches -- as well as the bottlenecks for flux are essential for understanding and ultimately tuning up terpenoid yield.
"This is important basic knowledge that opens new targets for engineering of terpenoid metabolic pathways," says Dudareva. "Plants produce these compounds already, but the amounts are small. It might have taken hundreds or thousands of plants to get enough of a compound to use it for something like a pharmaceutical. This new set of unanticipated discoveries will lead to faster, more efficient ways way to obtain sufficient amounts of these products for the benefit of humans."
IPKs convert chemical pools of inert monophosphate terpenoid building blocks into readily used diphosphate building blocks. Using a multipronged approach that includes structural biology, biochemistry, plant genetics and synthetic biology, the research team determined that two Nudix enzymes were the missing links responsible for the removal of a phosphate group to return the active terpenoid diphosphates back to the inert pool of terpenoid monophosphates.
"The Nudix hydrolase family of enzymes are conserved in all organisms, yet their biological roles are largely undefined. Here we uncover an unexpected and new function for members of this family in plants," remarks co-first author Suzanne Thomas, a postdoctoral researcher in the Noel lab.
"We have shown that IPK and Nudix are working together to regulate downstream terpenoid product formation," says co-first author Laura Henry, a recent doctoral graduate of Dudareva's lab who is now an analytical chemist for Heritage Research Group. "Some of these products may be toxic to the plants if the plants make too much of them. This is how the plants regulates their output."
Other authors included Joshua R. Widhalm, Joseph H. Lynch, Thomas C. Davis and Sharon A. Kessler of Purdue; and Jörg Bohlmann of the University of British Columbia.
The work was funded by the USDA National Institute of Food and Agriculture, Purdue University, the Howard Hughes Medical Institute and the Arthur and Julie Woodrow Chair at the Salk Institute.
Story Source:
Materials provided by Salk Institute. Note: Content may be edited for style and length.
Journal Reference:
Laura K. Henry, Suzanne T. Thomas, Joshua R. Widhalm, Joseph H. Lynch, Thomas C. Davis, Sharon A. Kessler, Jörg Bohlmann, Joseph P. Noel, Natalia Dudareva. Contribution of isopentenyl phosphate to plant terpenoid metabolism. Nature Plants, 2018; DOI: 10.1038/s41477-018-0220-z
Cite This Page: Salk Institute. "A switch to turn fragrances on and off: Key to mass-producing beneficial plant compounds." ScienceDaily. ScienceDaily, 21 August 2018. <www.sciencedaily.com/releases/2018/08/180821185242.htm>.
quarta-feira, 4 de julho de 2018
Segurelha: condimento e medicinal
Texto:

Também se destaca como medicinal. Popularmente, a segurelha é consumida na forma de infuso para problemas digestivos, como expectorante, cicatrizante e contra cólicas.
- Marcos Roberto Furlan - Engenheiro Agrônomo - Professor - Faculdade Cantareira e Universidade de Taubaté - UNITAU.
- Letícia Fonseca do Pinhal - Ciências Biológicas - bacharelado UNIP - Universidade Paulista.

Nativa do Mediterrâneo, na Europa é usada desde a antiguidade na culinária, onde faz parte, por exemplo, em tempero para carnes devido ao seu aroma, proveniente de seu óleo essencial. É uma planta interessante para ser cultivada em vasos ou jardineiras devido à sua altura, que alcança no máximo 40 cm. Cada "galhinho" pode gerar muda. Mas exige incidência de luz direta.
Também se destaca como medicinal. Popularmente, a segurelha é consumida na forma de infuso para problemas digestivos, como expectorante, cicatrizante e contra cólicas.
Quanto às pesquisas, Millezi et al. (2014) citam que seu óleo essencial possui carvacrol, cimeno e timol, os quais são responsáveis por sua ação antibacteriana contra a Staphylococcus aureus e Escherichia coli, bactérias relacionadas à diarreias e náuseas. Leandro (2015) observaram que os flavonoides encontrados na segurelha, possuem ação antioxidante testada em patas de ratos, e anti-inflamatório testado na úlcera dos ratos.
Referências
LEANDRO, Raquel. Avaliação do potencial anti-inflamatório, antioxidante e antimicrobiano de extratos de segurelha, salsa e coentros. Faculdade de Ciências e tecnologia, Universidade Nova de Lisboa. Setembro de 2015. https://run.unl.pt/bitstream/10362/16083/1/Leandro_2015.pdf acesso em: 03 Jul. 2018.
Referências
LEANDRO, Raquel. Avaliação do potencial anti-inflamatório, antioxidante e antimicrobiano de extratos de segurelha, salsa e coentros. Faculdade de Ciências e tecnologia, Universidade Nova de Lisboa. Setembro de 2015. https://run.unl.pt/bitstream/10362/16083/1/Leandro_2015.pdf acesso em: 03 Jul. 2018.
MILLEZI, A.f. et al. Caracterização química e atividade antibacteriana de óleos essenciais de plantas condimentares e medicinais contra Staphylococcus aureus e Escherichia coli. Revista Brasileira de Plantas Medicinais, [s.l.], v. 16, n. 1, p.18-24, mar. 2014. FapUNIFESP (SciELO). http://dx.doi.org/10.1590/s1516-05722014000100003.
domingo, 1 de julho de 2018
Pelargonium graveolens na aquicultura
Texto:
- Letícia Fonseca do Pinhal - Ciências Biológicas - bacharelado UNIP - Universidade Paulista
- Marcos Roberto Furlan - Engenheiro Agrônomo - Professor Faculdade Cantareira e Universidade de Taubaté - UNITAU
Malva, gerânio e malva-cheirosa são nomes populares para o Pelargonium graveolens (foto). Curioso que não pertence à família Malvaceae da Malva, mas pertence à mesma família do Geranium, a Geraniaceae. Talvez uma das justificativas da confusão com estes nomes é o fato de ser “aveludada” e ser de uso popular para higiene bucal.

O P. graveolens no Brasil é utilizado principalmente como ornamental. Em alguns países é cultivado próximos das entradas das casas com o objetivo de repelir mosquitos e pernilongos. Seu cultivo é relativamente fácil, mas é bom sempre retirar as folhas que caem no chão, pois seu óleo essencial pode prejudicar a ação das bactérias benéficas no solo.
Apesar de ser pouco conhecido como medicinal, há um número significativo de pesquisas que atestam algumas de suas atividades farmacológicas. Também para uso na agricultura e na medicina veterinária são encontrados artigos científicos.
Com relação às aplicações na aquicultura, Can et al. (2018) demostraram que seu óleo essencial é um anestésico eficaz, e que pode ser para sedação e anestesia em peixes da espécie Sciaenochromis fryeri e Labidochromis caeruleus.
Ao avaliar a suplementação de dietas para Oreochromis niloticus com extratos de óleo essencial de Cymbopogon citratus e Pelargonium graveolens, Al-Sagheer et al. (2017), observaram que houve melhora no crescimento e na resistência às doenças, e maior controle de radicais livres.
Referências
AL-SAGHEER, A. A. et al. Supplementation of diets for Oreochromis niloticus with essential oil extracts from lemongrass (Cymbopogon citratus) and geranium (Pelargonium graveolens) and effects on growth, intestinal microbiota, antioxidant and immune activities. Aquaculture Nutrition, [s.l.], v. 24, n. 3, p.1006-1014, 13 out. 2017. Wiley. http://dx.doi.org/10.1111/anu.12637.
CAN, Erkan et al. Anesthetic potential of geranium (Pelargonium graveolens) oil for two cichlid species, Sciaenochromis fryeri and Labidochromis caeruleus. Aquaculture, [s.l.], v. 491, p.59-64, abr. 2018. Elsevier BV. http://dx.doi.org/10.1016/j.aquaculture.2018.03.013.
quinta-feira, 22 de março de 2018
Chemicals in lavender and tea tree oil appear to be hormone disruptors
Date: March 18, 2018 Source: The Endocrine Society Summary: A new study lends further evidence to a suspected link between abnormal breast growth in young boys -- called prepubertal gynecomastia -- and regular exposure to lavender or tea tree oil, by finding that key chemicals in these common plant-derived oils act as endocrine-disrupting chemicals.
A new study lends further evidence to a suspected link between abnormal breast growth in young boys -- called prepubertal gynecomastia -- and regular exposure to lavender or tea tree oil, by finding that key chemicals in these common plant-derived oils act as endocrine-disrupting chemicals. The study results will be presented Monday at ENDO 2018, the Endocrine Society's 100th annual meeting in Chicago.
Lavender and tea tree oil are among the so-called essential oils that have become popular in the United States as alternatives for medical treatment, personal hygiene and cleaning products, and aromatherapy. Various consumer products contain lavender and tea tree oil, including some soaps, lotions, shampoos, hair-styling products, cologne and laundry detergents.
"Our society deems essential oils as safe," said study lead investigator J. Tyler Ramsey, a postbaccalaureate research fellow at the National Institute of Environmental Health Sciences (NIEHS), part of the National Institutes of Health. "However, they possess a diverse amount of chemicals and should be used with caution because some of these chemicals are potential endocrine disruptors."
An endocrine-disrupting chemical is a chemical in the environment that interferes with hormones and their actions in the body.
Male gynecomastia occurring before puberty is relatively rare, but a growing amount of cases have been reported to coincide with topical exposure to lavender and tea tree oil, and the condition went away after the boys stopped using the oil-containing products, Ramsey said. Researchers at the NIEHS, including Kenneth Korach, Ph.D., a co-investigator for the new study, previously found laboratory evidence that lavender and tea tree oil have estrogenic (estrogen-like) properties and anti-androgenic (testosterone inhibiting-like) activities, meaning they compete or hinder the hormones that control male characteristics, which could affect puberty and growth.
Under Korach's direction, Ramsey and his NIEHS colleagues went a step further. From the hundreds of chemicals that comprise lavender and tea tree oil, they selected for analysis eight components that are common and mandated for inclusion in the oils. Four of the tested chemicals appear in both oils: eucalyptol, 4-terpineol, dipentene/limonene and alpha-terpineol. The others were in either oil: linalyl acetate, linalool, alpha-terpinene and gamma-terpinene. Using in vitro, or test tube, experiments, the researchers applied these chemicals to human cancer cells to measure changes of estrogen receptor- and androgen receptor-target genes and transcriptional activity.
All eight chemicals demonstrated varying estrogenic and/or anti-androgenic properties, with some showing high or little to no activity, the investigators reported. Ramsey said these changes were consistent with endogenous, or bodily, hormonal conditions that stimulate gynecomastia in prepubescent boys.
"Lavender oil and tea tree oil pose potential environmental health concerns and should be investigated further," he said.
Of further concern, according to Ramsey, is that many of the chemicals they tested appear in at least 65 other essential oils. Essential oils are available without a prescription and are not regulated by the U.S. Food and Drug Administration. Thus, the public should be aware of these findings and consider all evidence before deciding to use essential oils. The NIEHS Division of Intramural Research funded this study through its support of Korach.
Story Source:
Materials provided by The Endocrine Society. Note: Content may be edited for style and length.
Cite This Page:
MLA
APA
Chicago
The Endocrine Society. "Chemicals in lavender and tea tree oil appear to be hormone disruptors." ScienceDaily. ScienceDaily, 18 March 2018. <www.sciencedaily.com/releases/2018/03/180318144856.htm>.
A new study lends further evidence to a suspected link between abnormal breast growth in young boys -- called prepubertal gynecomastia -- and regular exposure to lavender or tea tree oil, by finding that key chemicals in these common plant-derived oils act as endocrine-disrupting chemicals. The study results will be presented Monday at ENDO 2018, the Endocrine Society's 100th annual meeting in Chicago.
Lavender and tea tree oil are among the so-called essential oils that have become popular in the United States as alternatives for medical treatment, personal hygiene and cleaning products, and aromatherapy. Various consumer products contain lavender and tea tree oil, including some soaps, lotions, shampoos, hair-styling products, cologne and laundry detergents.
"Our society deems essential oils as safe," said study lead investigator J. Tyler Ramsey, a postbaccalaureate research fellow at the National Institute of Environmental Health Sciences (NIEHS), part of the National Institutes of Health. "However, they possess a diverse amount of chemicals and should be used with caution because some of these chemicals are potential endocrine disruptors."
An endocrine-disrupting chemical is a chemical in the environment that interferes with hormones and their actions in the body.
Male gynecomastia occurring before puberty is relatively rare, but a growing amount of cases have been reported to coincide with topical exposure to lavender and tea tree oil, and the condition went away after the boys stopped using the oil-containing products, Ramsey said. Researchers at the NIEHS, including Kenneth Korach, Ph.D., a co-investigator for the new study, previously found laboratory evidence that lavender and tea tree oil have estrogenic (estrogen-like) properties and anti-androgenic (testosterone inhibiting-like) activities, meaning they compete or hinder the hormones that control male characteristics, which could affect puberty and growth.
Under Korach's direction, Ramsey and his NIEHS colleagues went a step further. From the hundreds of chemicals that comprise lavender and tea tree oil, they selected for analysis eight components that are common and mandated for inclusion in the oils. Four of the tested chemicals appear in both oils: eucalyptol, 4-terpineol, dipentene/limonene and alpha-terpineol. The others were in either oil: linalyl acetate, linalool, alpha-terpinene and gamma-terpinene. Using in vitro, or test tube, experiments, the researchers applied these chemicals to human cancer cells to measure changes of estrogen receptor- and androgen receptor-target genes and transcriptional activity.
All eight chemicals demonstrated varying estrogenic and/or anti-androgenic properties, with some showing high or little to no activity, the investigators reported. Ramsey said these changes were consistent with endogenous, or bodily, hormonal conditions that stimulate gynecomastia in prepubescent boys.
"Lavender oil and tea tree oil pose potential environmental health concerns and should be investigated further," he said.
Of further concern, according to Ramsey, is that many of the chemicals they tested appear in at least 65 other essential oils. Essential oils are available without a prescription and are not regulated by the U.S. Food and Drug Administration. Thus, the public should be aware of these findings and consider all evidence before deciding to use essential oils. The NIEHS Division of Intramural Research funded this study through its support of Korach.
Story Source:
Materials provided by The Endocrine Society. Note: Content may be edited for style and length.
Cite This Page:
MLA
APA
Chicago
The Endocrine Society. "Chemicals in lavender and tea tree oil appear to be hormone disruptors." ScienceDaily. ScienceDaily, 18 March 2018. <www.sciencedaily.com/releases/2018/03/180318144856.htm>.
sexta-feira, 6 de outubro de 2017
Capuchinha
Capuchinha no Canadá. Panc, medicinal, condimento, ...Foto enviada por Adriana A. Oliveira
Uma publicação compartilhada por Marcos Roberto Furlan (@quintaisimortais) em
sábado, 3 de junho de 2017
Cultivo caseiro de condimentos - 1
Temperando o muro. #hortaurbana #plantasaromáticas Projeto: @sabordefazenda
Uma publicação compartilhada por Marcos Roberto Furlan (@quintaisimortais) em
sábado, 8 de abril de 2017
domingo, 2 de abril de 2017
Lavandula em Santo Antônio do Pinhal, SP
Texto:
Gleiciane Gabrielli - Massoterapeuta- acadêmica de Agronomia - Universidade de Taubaté
Marcos Roberto Furlan - Eng. Agrônomo - Universidade de Taubaté, Faculdade Cantareira
A família Lamiaceae fornece inúmeras plantas de interesse medicinal e alimentício, além de aplicações na indústria de cosméticos. Dentre os seus gêneros, há cerca de 40 espécies de Lavandula, como a Lavandula angustifolia Mill e a Lavandula dentata L. Essas duas espécies são originadas do Mediterrâneo, onde se desenvolvem como subarbustos perenes, florescem sem dificuldades, são eretas e formam grande ramificação.
No Brasil, são encontradas algumas plantas com o nome de alfazema ou de lavanda. As que pertencem ao gênero Lavandula possuem usos pela população como ornamentais, na medicina tradicional, em artesanatos e na cosmética. No entanto, as consideradas mais eficientes para produção de óleos essenciais utilizados em cosméticos não são comuns no país.
Em cidades de clima mais ameno como as localizadas nos Estados do Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, e em alguns municípios de São Paulo, como Santo Antônio do Pinhal, é comum, inclusive de ser encontrada nas praças e ruas, a espécie Lavandula dentata (foto 1). O florescimento dessa espécie é comum no Brasil, ao contrário de algumas variedades de L. angustifolia.
Ambas possuem aroma semelhante, o que contribui para a confusão na identificação. No entanto, as folhas de L. dentata são diferentes, e tem a ver com o epíteto específico "dentata" (foto 1). As folhas de L. angustifolia possuem bordas lisas. Portanto, não é complicado diferenciar as duas espécies
.

Foto 1. Lavandula dentata.
quinta-feira, 23 de março de 2017
Tomilho - composição química do óleo essencial
Texto:
Carolina Faria Ferreira: acadêmica de agronomia - Faculdade Cantareira
Marcos Roberto Furlan: Engenheiro Agrônomo - Professor UNITAU e Faculdade Cantareira
O que tem em comum oréganos, manjeronas e tomilhos? Por exemplo, além de pertencerem à família Lamiaceae (antes Labiatae), são herbáceos e aromáticos. Oréganos, tomilhos e manjeronas possuem algumas variedades e cultivares (variedades comerciais).
Dependendo da variedade ou do cultivar, o tomilho também possui aroma que confunde com o de orégano ou da manjerona. No entanto, a composição varia muito entre essas espécies.
O tomilho possui como componentes majoritários o timol (figura 1) e o carvacrol (figura 2). No entanto, há pesquisas que demonstram que o carvacrol pode ocorrer em pequenas quantidades.
Figura 1: timol.

Figura 2: carvacrol.
Sobre o tomilho, já foram publicados vários estudos in vitro demonstrando ações terapêuticas, como, por exemplo, antimicrobiana, antioxidante, carminativa, expectorante e espasmolíticas, graças, principalmente à presença do timol e do carvacrol. Estudos realizados pela Biochemical and Biophysical Research atestam que o óleo essencial de tomilho ajuda a proteger o organismo contra mudanças relacionadas ao avanço da idade nas células cerebrais de ratos (1).
Na medicina popular, o tomilho é utilizada na forma de líquido para limpeza bucal, dores de garganta e amigdalite, na forma de compressas para congestão pulmonar e bronquites, lavagem para infecções fungosas, dentre outras aplicações.
Assim como nas manjeronas e nos oréganos, o óleos essencial do tomilho está armazenado nos tricomas. Algumas pesquisas indicam que há maior teor de óleo no tomilho, durante a época da floração.
No Brasil também encontramos um híbrido originado do T. vulgaris e do T. pulegioides. É o tomilho-limão (Thymus x citriodorus), também considerado anitmicrobiano e desodorizante.
Com relação aos componentes, ensaios evidenciam que o timol é antibacteriano, antifúngico e anti-helmíntico, além de ser utilizado em pastas de dente. O carvacrol tem sido pesquisado quanto aos efeitos bactericidas.

Foto: Thymus vulgaris
Referências:
Referências:
1. Tomilho: benefícios e propriedades medicinais. Disponível em: http://www. plantasmedicinaisefitoterapia. com/tomilho-thymus-vulgaris/
2. MEDICE, Regiane et al . Óleos essenciais no controle da ferrugem asiática da soja Phakopsora pachyrhizi Syd. & P. Syd. Ciênc. agrotec., Lavras , v. 31, n. 1, p. 83-90, Feb. 2007 . Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo. php?script=sci_arttext&pid= S1413-70542007000100013&lng= en&nrm=iso>. Acesso em 23 Mar. 2017.
sexta-feira, 3 de março de 2017
Produção de tomilho em Teresópolis, RJ
Produção de tomilho em Teresópolis, RJ. #condimentares #plantamedicinal #plantaaromática Foto: @jessicatyamashita Thymus vulgarisUma publicação compartilhada por Marcos Roberto Furlan (@quintaisimortais) em
terça-feira, 7 de fevereiro de 2017
Flora de Santo Antônio do Pinhal: Foeniculum vulgare
Marcos Roberto Furlan - Eng. Agrônomo - Universidade de Taubaté, Faculdade Cantareira
Funcho ou erva-doce? Quando se trata de nome popular, não há restrições. No entanto, no comércio de plantas aromáticas, condimentares e medicinais, alguns vernáculos populares podem gerar confusões. Até mesmo o bolo de fubá com erva-doce pode não sair tão saboroso.
Vamos aos exemplos. São pelo menos duas espécies que recebem comumente o nome erva-doce: o Foeniculum vulgare (foto) e a Pimpinella anisum, ambas com aromas semelhantes, devido à presença do anetol em seus óleos essenciais. Portanto, ficaria complicado especificar qual é, se for utilizado o nome erva-doce.
No comércio, existe quase que uma norma. A erva-doce é a Pimpinella anisum. Já o Foeniculum vulgare recebe o nome de funcho. A variedade de F. vulgare, que fornece o bulbo, é denominada de erva-doce para salada.
O bolo de fubá mais saboroso é com Pimpinella anisum.
Em Santo Antônio do Pinhal é raro encontrar a P. anisum, principalmente por ser anual e de difícil cultivo. O F. vulgare é comum. Encontrado nos terrenos baldios e nos quintais, nasce espontaneamente e se destaca com sua flores amarelas e altura por volta de 1,5 m.

Foeniculum vulgare em Santo Antônio do Pinhal
Vamos aos exemplos. São pelo menos duas espécies que recebem comumente o nome erva-doce: o Foeniculum vulgare (foto) e a Pimpinella anisum, ambas com aromas semelhantes, devido à presença do anetol em seus óleos essenciais. Portanto, ficaria complicado especificar qual é, se for utilizado o nome erva-doce.
No comércio, existe quase que uma norma. A erva-doce é a Pimpinella anisum. Já o Foeniculum vulgare recebe o nome de funcho. A variedade de F. vulgare, que fornece o bulbo, é denominada de erva-doce para salada.
O bolo de fubá mais saboroso é com Pimpinella anisum.
Em Santo Antônio do Pinhal é raro encontrar a P. anisum, principalmente por ser anual e de difícil cultivo. O F. vulgare é comum. Encontrado nos terrenos baldios e nos quintais, nasce espontaneamente e se destaca com sua flores amarelas e altura por volta de 1,5 m.

Foeniculum vulgare em Santo Antônio do Pinhal
Foto: Gleiciane Gabrielli
sábado, 19 de novembro de 2016
Poejos
Poejos. #plantasaromáticas #plantasmedicinais #plantasmedicinales
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quinta-feira, 18 de agosto de 2016
sexta-feira, 12 de agosto de 2016
Phenolic and Volatile Composition of a Dry Spearmint (Mentha spicata L.) Extract
The present paper reports a complete mass spectrometric characterization of both the phenolic and volatile fractions of a dried spearmint extract. Phenolic compounds were analysed by ultra-high performance liquid chromatography-electrospray ionization-mass spectrometry (UHPLC-ESI-MSn) and a total of 66 compounds were tentatively identified, being the widest phenolic characterisation of spearmint to date. The analysis suggests that the extract is composed of rosmarinic acid and its derivatives (230.5 ± 13.5 mg/g) with smaller amounts of salvianolic acids, caffeoylquinic acids, hydroxybenzoic acids, hydroxycinnamic acids, flavones, and flavanones. Head space solid-phase microextraction (HS-SPME) coupled with gas chromatography-mass spectrometry (GC-MS) technique, that was applied to characterize the volatile fraction of spearmint, identified molecules belonging to different chemical classes, such as p-cymene, isopiperitone, and piperitone, dihydroedulan II, menthone, p-cymen-8-ol, and β-linalool. This comprehensive phytochemical analysis can be useful to test the authenticity of this product rich in rosmarinic acid and other phenolics, and when assessing its biological properties. It may also be applied to other plant-derived food extracts and beverages containing a broad range of phytochemical compounds.
Cirlini, M.; Mena, P.; Tassotti, M.; Herrlinger, K.A.; Nieman, K.M.; Dall’Asta, C.; Del Rio, D. Phenolic and Volatile Composition of a Dry Spearmint (Mentha spicata L.) Extract. Molecules 2016, 21, 1007.
Link:
domingo, 20 de março de 2016
Citronelol possui atividade contra parasita de verminose
Publicado em 29/fevereiro/2016
Da Assessoria de Comunicação do IFSC
Citronelol pode até matar o verme, dependendo da concentração
Duas pesquisadoras do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP assinam um artigo recentemente publicado na revista científica internacional Chemico-Biological Interactions em que descrevem a atividade do terpeno ctironelol contra o Schistosoma mansoni, parasita causador da esquistossomose. Ana Carolina Mafud, pós doutoranda do Grupo de Cristalografia (GC) do IFSC e a docente aposentada Yvonne Primerano Mascarenhas analisaram as atividades de terpenos (compostos naturais presentes em plantas) contra a verminose que acomete cerca de 10 milhões de brasileiros. Ao todo, foram testados 38 terpenos e o citronelol mostrou que é capaz de danificar a proteção do parasita, dependendo da concentração.
Terpenos são uma classe de substâncias naturais que geralmente se encontram em sementes, flores, folhas, raízes e madeiras de plantas superiores. A essência de diversas plantas é considerada terpenos, como a essência de eucalipto e a citronela, por exemplo. Ana Carolina explica que o tegumento (camada externa corporal) do Schistosoma é o que permite que o verme consiga se camuflar. “Isso impede que o organismo hospedeiro crie anticorpos para exterminá-lo, pois o verme também incorpora partes de proteínas do organismo do hospedeiro, o que dificulta ainda mais seu reconhecimento como um corpo estranho”, afirma.
Os pesquisadores também verificaram que o citronelol, dependendo da concentração no Schistosoma mansoni, não só rompe seu tegumento, como também é capaz de matar o verme. Testes in vitro foram realizados no Núcleo de Enteroparasitas do Instituto Adolfo Lutz, que tem como colaborador junto ao IFSC o pesquisador Pedro Luiz da Silva Pinto, e no Núcleo de Pesquisa em Doenças Negligenciadas da Universidade de Guarulhos (UnG), coordenado por Josué de Moraes.
Citronelol
Embora com diversos resultados positivos, testes in vivo são requeridos para atestar a eficácia do terpeno no organismo humano. No entanto, como o citronelol já é uma substância liberada pela ANVISA e pelo FDA, os testes com humanos poderão ser feitos mais rapidamente e, caso os resultados sejam novamente favoráveis, um fármaco também poderá ser desenvolvido e disponibilizado com mais rapidez. “Nossos últimos testes têm sido feitos somente com medicamentos já existentes, a fim de propor o reposicionamento de fármacos”, adianta Ana Carolina.
Os pesquisadores verificaram que o citronelol age de maneira “dose-dependente” no Schistosoma, ou seja, quanto maior a dose, maior a atividade. “Verificamos também que, quanto maior for o tempo de incubação do verme, maior o efeito do citronelol. Isso, porque, quanto mais tempo o citronelol fica em contato com o Schistosoma, mais ele altera as propriedades físico-químicas do verme”, elucida a pesquisadora.
Diante disso, os pesquisadores concluíram que o modo de ação do citronelol pode ocorrer pela alteração das propriedades físico-químicas do meio, assim como anestésicos, que atuam no organismo por interações não-específicas. Estudos futuros do grupo irão em direção a essa comprovação, bem como ao melhor detalhamento dos mecanismos de ação do próprio citronelol.
Foto: Assessoria de Comunicação / IFSC
Mais informações: (16) 3373-9770
Link:
quinta-feira, 17 de março de 2016
Lavandula angustifolia

ALFAZEMA – Lavandula angustifolia (Família das Lamiáceas). O género Lavandula compreende cerca de 40 espécies de plantas vivazes arbustivas e aromáticas, originárias do Mediterrâneo, África do Norte, Ilhas Atlânticas (até Cabo Verde), Ásia Ocidental, Arábia e Índia. Para além da alfazema (ou alfazema-comum) incluiem-se neste género outras espécies bastante semelhantes e os rosmaninhos, que são plantas típicas de muitos matos portugueses. A alfazema é originária dos Pirinéus e regiões montanhosas do norte de Espanha, pelo que apresenta uma certa resistência à seca e às baixas temperaturas (algumas variedades resistem a -10ºC). É cultivada em todo o Mundo em jardins e serve de base à extracção industrial de uma essência importante em perfumaria, existindo dezenas de cultivares que se distribuiem por 3 grupos: anãs (que podem ter apenas 15 centímetros de altura), semi-anãs e gigantes (que podem atingir os 2 metros). A cor das flores, mais usualmente azul violeta, pode todavia variar bastante, desde o branco, o rosado, ao violeta escuro.
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