
Sobre a importância dos quintais, cada vez mais desaparecidos e, com isso, as nossas raízes também.
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quinta-feira, 16 de agosto de 2018
Feno-grego: especiaria com potencial uso medicinal? Boletim PLANFAVI, n. 45, abr/jun 2018
O feno-grego ou fenacho (Trigonella foenum-graecum L.), planta da família das leguminosas, é utilizado desde a antiguidade como suplemento na ração animal, especiaria e na medicina tradicional.
O seu nome em latim ‘foenum graecum’ relaciona-se ao uso que os gregos destinavam a esta planta - melhorar a qualidade do feno oferecido a animais. No Egito antigo consta o seu emprego em cerimônias religiosas, no processo de embalsamamento e como afrodisíaco. Descreve-se ainda a sua aplicação como tônico capilar e hidratante em cosméticos.
As sementes desta planta, constituinte do ‘curry’ indiano, tem sido foco de estudos buscando suporte para alguns dos usos na medicina popular, além de sua toxicidade. Nos últimos anos, estudos em modelos animais têm mostrado potencial como hipoglicemiante e hipocolesterolêmico, entre outros. Dentre as pesquisas, destaca-se a atividade galactagoga (indutora de lactação) relacionada, em princípio, à presença de saponinas (diosgenina) e flavonoides.
Na década de 1960, com a divulgação de casos de intoxicação de animais após o seu consumo, bem como a ação abortiva e distúrbios locomotores verificados em animais, a toxicidade do feno-grego tem sido estudada.
Efeitos adversos como diarreia e flatulência são descritos, além do risco de ocorrência de alergias semelhantes àquelas desenvolvidas pelo consumo de amendoim e grão-de-bico.
Em razão de sua atividade anticoagulante, os pacientes tratados com varfarina devem se atentar para o risco de hemorragias ao consumir o feno grego. Considerando a observação de malformação fetal em modelos animais, o feno-grego não deve ser consumido por gestantes. Assim, verifica-se a necessidade de pesquisas aprofundadas para o entendimento dos seus presumíveis efeitos terapêuticos e tóxicos. No presente, considera-se seguro o seu consumo em culinária, não se excedendo as quantidades destinadas a esta finalidade.
Ouzir et al. 2016. Toxicological properties of fenugreek (Trigonella foenum graecum). Food and Chemical Toxicology, v. 96, p. 145-154.

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Trigonella_foenum-graecum_-_K%C3%B6hler%E2%80%93s_Medizinal-Pflanzen-273.jpg
segunda-feira, 13 de agosto de 2018
Algumas pesquisas sobre a segurelha
Texto: Nutricionista Simone Evangelista e Engenheiro Agrônomo Marcos Roberto Furlan
Alguns textos sobre a segurelha (foto) já foram escritos no blog. No entanto, devido à importância deste condimento tanto na saúde humana quanto na proteção de fungos que infeccionam plantas, o presente texto traz resultados de duas pesquisas recentes.
Assim como os condimentos da família a que pertence, Lamiaceae, a segurelha, cujo nome científico é Satureja hortensis, produz óleo essencial rico em substâncias antioxidantes, isto é, que combatem os efeitos prejudiciais dos radicais livres.
Foto: segurelha.
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Satureja_hortensis_Prague_2011_3.jpg
Farzaneh et al. (2015) verificaram que óleos essenciais de três espécies de Satureja (incluindo S. hortensis), possuem atividade antifúngica contra fungos nascidos em morango. Carvacrol, γ-terpineno e p-cimeno foram os principais constituintes dos óleos analisados.
Na pesquisa de Yaldiz e Çamlica (2017), os autores observaram que o óleo essencial obtido da segurelha colhida em plena floração, apresenta maior concentração fenólica e atividade antioxidante. Concluíram que a espécie é uma boa fonte antioxidante natural com alta concentração fenólica e atividade antioxidante.
Referências
FARZANEH, Mohsen et al. Chemical composition and antifungal effects of three species of Satureja (S. hortensis, S. spicigera, and S. khuzistanica) essential oils on the main pathogens of strawberry fruit. Postharvest Biology And Technology, [s.l.], v. 109, p.145-151, nov. 2015. Elsevier BV. http://dx.doi.org/10.1016/j.postharvbio.2015.06.014.
YALDIZ, Gülsüm; ÇAMLICA, Mahmut. Antioxidant Activities of Satureja hortensis L. Essential Oil during the Flowering Period. Indian Journal Of Pharmaceutical Education And Research, [s.l.], v. 51, n. 3, p.258-261, 25 jul. 2017. EManuscript Services. http://dx.doi.org/10.5530/ijper.51.3s.25.
domingo, 22 de julho de 2018
Botany Lab of the Month, Presidential Inauguration Edition: Saffron
If you like your spices gold-colored and expensive, find some fresh Crocus sativus flowers and grab ‘em by the…disproportionately large female reproductive organ. Small hands might work best, though it might turn your skin orange. Saffron is probably from the Middle East. If that bothers you, you may want to ban it from your spice shelves, however ill that bodes for the quality of your cabinet. After all, there is a stigma against that sort of thing.
The most expensive oversized reproductive organ in the world
A pile of dried saffron stigmas (“threads”). Photo from Wikipedia
You may know that saffron is the most expensive spice in the world. A Spanish farmer sold his crop of high quality saffron this year for four euros per gram, which is a ninth of today’s price of gold (36 euros per gram). Saffron is expensive because its production requires a huge amount of labor and land. Saffron production is labor- and land-intensive because saffron is a botanically unique food item that defies mechanical harvest and accounts for a miniscule proportion of the plant that bears it. The saffron threads sold as spice are the dried stigmas of the flowers of the saffron crocus (Crocus sativus, family Iridaceae). Recall that the stigma is the part of the flower’s female reproductive organs that catches pollen. Pollen travels from the stigma through the style into the flower’s ovary (collectively, the stigma, style, and ovary comprise the pistil).
quarta-feira, 4 de julho de 2018
Segurelha: condimento e medicinal
Texto:

Também se destaca como medicinal. Popularmente, a segurelha é consumida na forma de infuso para problemas digestivos, como expectorante, cicatrizante e contra cólicas.
- Marcos Roberto Furlan - Engenheiro Agrônomo - Professor - Faculdade Cantareira e Universidade de Taubaté - UNITAU.
- Letícia Fonseca do Pinhal - Ciências Biológicas - bacharelado UNIP - Universidade Paulista.

Nativa do Mediterrâneo, na Europa é usada desde a antiguidade na culinária, onde faz parte, por exemplo, em tempero para carnes devido ao seu aroma, proveniente de seu óleo essencial. É uma planta interessante para ser cultivada em vasos ou jardineiras devido à sua altura, que alcança no máximo 40 cm. Cada "galhinho" pode gerar muda. Mas exige incidência de luz direta.
Também se destaca como medicinal. Popularmente, a segurelha é consumida na forma de infuso para problemas digestivos, como expectorante, cicatrizante e contra cólicas.
Quanto às pesquisas, Millezi et al. (2014) citam que seu óleo essencial possui carvacrol, cimeno e timol, os quais são responsáveis por sua ação antibacteriana contra a Staphylococcus aureus e Escherichia coli, bactérias relacionadas à diarreias e náuseas. Leandro (2015) observaram que os flavonoides encontrados na segurelha, possuem ação antioxidante testada em patas de ratos, e anti-inflamatório testado na úlcera dos ratos.
Referências
LEANDRO, Raquel. Avaliação do potencial anti-inflamatório, antioxidante e antimicrobiano de extratos de segurelha, salsa e coentros. Faculdade de Ciências e tecnologia, Universidade Nova de Lisboa. Setembro de 2015. https://run.unl.pt/bitstream/10362/16083/1/Leandro_2015.pdf acesso em: 03 Jul. 2018.
Referências
LEANDRO, Raquel. Avaliação do potencial anti-inflamatório, antioxidante e antimicrobiano de extratos de segurelha, salsa e coentros. Faculdade de Ciências e tecnologia, Universidade Nova de Lisboa. Setembro de 2015. https://run.unl.pt/bitstream/10362/16083/1/Leandro_2015.pdf acesso em: 03 Jul. 2018.
MILLEZI, A.f. et al. Caracterização química e atividade antibacteriana de óleos essenciais de plantas condimentares e medicinais contra Staphylococcus aureus e Escherichia coli. Revista Brasileira de Plantas Medicinais, [s.l.], v. 16, n. 1, p.18-24, mar. 2014. FapUNIFESP (SciELO). http://dx.doi.org/10.1590/s1516-05722014000100003.
quarta-feira, 30 de maio de 2018
Carolina reaper e a escala de Scoville
Texto: Marcos Roberto Furlan
As pimentas do gênero Capsicum se caracterizam pela grande variação no teor de capsaicina (Figura 1), uma das substâncias responsáveis pelas ações vasodilatadora, anti-inflamatória e analgésica.

Figura 1. Capsaicina
Esta variação faz com que sejam proporcionados sabores e aromas diferentes, e, consequentemente, diferentes aceitações pelos consumidores. Algumas pessoas preferem as cultivares da pimenta-biquinho, por possuírem teores de capsaicina próximos a zero, sendo valorizadas pelo sabor suave e ausência da pungência (HEINRICH et al., 2015). Outras valorizam as pimentas com altos teores de capsaicina, como as do grupo Habanero, a Trinidad Scorpion, a Naga Viper, a Infinity Chilli e a Naga Bhut Jolokia.
As pimentas do gênero Capsicum se caracterizam pela grande variação no teor de capsaicina (Figura 1), uma das substâncias responsáveis pelas ações vasodilatadora, anti-inflamatória e analgésica.

Figura 1. Capsaicina
Esta variação faz com que sejam proporcionados sabores e aromas diferentes, e, consequentemente, diferentes aceitações pelos consumidores. Algumas pessoas preferem as cultivares da pimenta-biquinho, por possuírem teores de capsaicina próximos a zero, sendo valorizadas pelo sabor suave e ausência da pungência (HEINRICH et al., 2015). Outras valorizam as pimentas com altos teores de capsaicina, como as do grupo Habanero, a Trinidad Scorpion, a Naga Viper, a Infinity Chilli e a Naga Bhut Jolokia.
No Brasil, nos últimos anos começou a aparecer nos mercados a pimenta Carolina Reaper (Figura 2), tanto na forma de molho como in natura. Oficialmente, por aqui ainda é considerada a campeã no teor de capsaicina, mas há uma concorrente que deverá surgir no mercado nacional, com valor superior, a Pepper X.

Figura 2. Carolina Reaper adquirida em Taubaté, SP.
Para se ter uma ideia da picância destas espécies, a pimenta-malagueta alcança até 100.000 na escala de Scoville, a Carolina Reaper ultrapassa 2 milhões, e a Pepper X está vindo com a marca superior a 3 milhões.
A escala foi desenvolvida, em 1912, pelo farmacêutico americano Wilbur Lincoln Scoville. De forma simplificada, no início o método era baseado em quanto mais alta a pungência da pimenta, mais solução de água e açúcar era necessária para diluir uma pimenta. Com o tempo, o método foi sendo aprimorado e foram criadas as unidades de calor Scoville (Scoville heat units ou SHU).
Referência:
HEINRICH, Ana G.; FERRAZ, Rodrigo M.; RAGASSI, Carlos F.; REIFSCHNEIDER, Francisco J.B. Caracterização e avaliação de progênies autofecundadas de pimenta biquinho salmão. Horticultura Brasileira, v.33, n.4, p.465-470, 2015. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/hb/v33n4/1806-9991-hb-33-04-00465.pdf. Acesso em: 21 de mai 2018.
terça-feira, 17 de abril de 2018
Dez fatos sobre o coentrão
Texto:
Giovanna Brito Lins - Graduanda em Ciência e Tecnologia e Ciências Biológicas na Universidade Federal do ABC
Marcos Roberto Furlan - Engenheiro Agrônomo - Professor - Faculdade Cantareira/Unitau
No Brasil, esta espécie (foto) é mais comum no Norte e no Nordeste, onde é cultivada principalmente nos quintais. Seu nome científico é Eryngium foetidum L. e pertence à família Apiaceae. Popularmente, devido à semelhança no sabor e no aroma com o coentro, é conhecida principalmente por coentrão.
Embora seja utilizada como hortaliça e condimento, possui, comprovadamente, propriedades medicinais. Em alguns estados brasileiros como o Amazonas, serve como uma boa fonte de renda para pequenos agricultores, pois é uma planta com alto consumo e ótima aceitação popular.
Foto: Eryngium foetidum
Não se sabe ao certo sua origem, mas acredita-se que seja natural da América do Sul, embora também possa ser encontrada com facilidade na América Central e na Ásia. É uma herbácea perene que normalmente atinge até 30 cm de altura, tendo, por vezes, crescimento espontâneo principalmente nas regiões Norte e Nordeste. Desenvolve-se bem em climas quentes, preferindo solo fértil (embora possa crescer em condições adversas) e úmido. Suas folhas são relativamente grandes e duras.
10 usos e curiosidades sobre o coentrão
1. Tradicionalmente, esta planta é utilizada na medicina popular como diurético, antídoto contra alguns venenos, febrífugo, emenagogo, antiespasmódico e afrodisíaco (http://nerua.inpa.gov.br/NERUA/08.htm), além de possuir vitaminas A, B1, B2 e C; sais minerais tais como cálcio e ferro e ser excelente fonte de fibras e antioxidantes.
2. É considerado ingrediente essencial na preparação do tacacá e pato no tucupi. Pode ser, ainda, usado na preparação de peixes, moquecas e sopas além de ser possível encontrar receitas de shakes e doces na internet.
3. É possível encontrar descrições da planta na obra do século XVI "Tratado Descritivo do Brasil " de 1587, que informava à Portugal sobre espécies de plantas e animais encontradas no Brasil. Segue-se, para o coentrão, o seguinte: "Há uma erva que se chama nhambí, que se parece na folha com coentro, e queima como mastruços, a qual os comem os índios e mestiços crua, e temperam as panelas dos seus manjares com ela, de quem é mui estimada.".
Referência: História da alimentação no Brasil, do Luis da Câmara Cascudo.
4. Pertence à Família Apiaceae, a qual inclui, por exemplo, aipo, alcarávia, cenoura, cominho, coentro, erva-doce, funcho, salsinhas, dentre outros. Outras denominações populares são: chicória, chicória-do-amazonas, chicória-do-pará, coentro-de-caboclo, coentro-japonês, coentro-verdadeiro e nhambi, dentre outras.
5. O constituinte do óleo essencial responsável pelo cheiro característico, comum também ao coentro (Coriandrum sativum), é o trans-2-tridecaenal. Este composto é agradável para algumas pessoas, para outras não e, ainda, pode passar despercebido por outras. Ainda não se sabe exatamente os motivos destas distinções, embora estudos mostrem que podem ser culturais ou mesmo genéticos.
6. O epíteto específico "foetidum" vem do latim e significa "fedido", em referência ao cheiro da planta. O nome do gênero é derivado de "eryngion", o nome popular grego da planta Eryngium maritimum.
7. A praga mais comum associada à plantação do coentrão, é o lepidóptero Plutella xylostella, conhecido como traça-das-crucíferas.
8. Diferente do coentro comum, o coentrão é rústico quanto às exigências de cultivo. Pode sobreviver por até 2 anos (é bianual) e as folhas resistem por dias, quando guardadas na geladeira.
9. Ainda é considerada uma PANC (Planta Alimentícia Não Convencional), uma vez que seu consumo somente é considerável em algumas regiões do Brasil.
10. Tem se mostrado promissora a exportação desta planta para o Reino Unido e Oriente Médio. (https://www.fag.edu.br/upload/revista/cultivando_o_saber/57746a41661d2.pdf)
Outras fontes:
quinta-feira, 15 de março de 2018
Aroeira nativa - condimento na Europa
Texto:
Engenheiros Agrônomos Marcos Roberto Furlan e Priscila da Silva Dantas
Espécie de origem da América do Sul. Nasce com facilidade em quase todas as regiões brasileiras. É uma pequena árvore de crescimento rápido, e utilizada na arborização urbana, onde se destaca pela intensa produção de seus frutos marrons ou vermelhos. Nas áreas rurais é comum seu uso para fornecimento de lenha, moirões e carvão.
Além de aroeira, recebe outros nomes populares, como, por exemplo, aroeira-mansa, fruto-de-sabiá, cambu e corneita. Um nome que se tornou comum é pimenta-rosa, principalmente quando começou a ser reconhecida como condimento. O nome científico é Schinus terebinthifolius.
Na medicina é de amplo uso popular, com referências aos usos como adstringente, diurética, purgativa, anti-inflamatória e tônica, dentre outros. Importante realçar que seu uso medicinal é mencionado desde o século XVI no Brasil.
Pesquisas científicas já comprovaram alguns de seus usos, o que justifica ser uma das plantas de uso oficial como anti-inflamatória. O fitoterápico produzido a partir da espécie faz parte da Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename).
Atualmente, está presente na culinária europeia, tanto isolado quanto em misturas (Foto).
Foto: Priscila da Silva Dantas
Monografia sobre a planta:
Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename):
quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018
Os condimentos e a saúde
Link:
MARCOS FURLAN 08 FEVEREIRO 2018
Na culinária, uma pequena quantidade de condimento, além de realçar ou melhorar o sabor, pode proporcionar que menores porções do alimento, do qual faça parte, já sacie a vontade de se alimentar. Mas o destaque, atualmente, para os condimentos, e objetivo principal deste artigo, são as suas propriedades funcionais e medicinais.
São considerados alimentos funcionais porque previnem doenças e fornecem nutrientes, e são medicinais porque atuam no tratamento de doenças. Estas atividades podem ser obtidas por meio dos usos das plantas condimentares in natura, secas ou até mesmo em molhos.
Deve-se realçar que há muitas confusões no Brasil quando se faz referência ao condimento utilizando o nome popular, o que justifica ter o conhecimento de seu nome científico, inclusive, quando se possível, o nome da cultivar ou da variedade.
Alguns exemplos: há pelo menos quatro plantas com o nome açafrão (o legítimo, de cultivo raro no Brasil, é o Crocus sativus); aneto, endro e dill são sinônimos, há dezenas de plantas que recebem o nome de pimenta (maioria do gênero Capsicum), assim como de manjericão, e o manjericão do molho pesto é o cultivar Genovese.
Quanto à saúde, há inúmeras pesquisas comprovando as propriedades medicinais dos condimentos. Uma das mais estudadas é a Curcuma longa, denominada popularmente, por exemplo, por cúrcuma, açafrão-da-terra e falso-açafrão.
Há centenas de artigos científicos que evidenciam suas ações anti-inflamatória, no tratamento da diabetes e antimicrobiana. É considerada uma esperança bastante promissora no tratamento de alguns tipos de canceres.
Quanto à C. longa, a ciência demonstrou algo que o conhecimento popular do Oriente já disseminava, isto é, que a eficiência da planta é mais eficaz quando utilizada no molho curry. Esta mistura contém, dentre outros, a cúrcuma e a pimenta-do-reino (Piper nigrum). Esta última fornece a substância piperina, que melhora a biodisponibilidade da curcumina da cúrcuma.
Há relatos da antiguidade sobre os usos da raiz da salsinha como diurética, atividade terapêutica comprovada pela ciência. Alho, também referido como medicinal em textos antes de Cristo, é considerado antisséptico e coadjuvante no tratamento da hipertensão.
Importante destacar que o alho, assim como outros, pode interagir com medicamentos sintéticos, ou seja, é importante dizer em consulta médica quais condimentos está consumindo. Estas interações também ocorrem entre alimentos, medicamentos sintéticos e medicamentos à base de plantas, como os fitoterápicos.
Atividades antimicrobianas são comprovadas cientificamente para vários condimentos, tais como: alecrim (Rosmarinus officinalis), orégano (Origanum vulgare), sálvia (Salvia officinalis) e tomilho (Thymus vulgaris). As pimentas (do gênero Capsicum), graças ao composto bioativo capsaicina, são consideradas termogênicas e vasodilatadoras.
Quanto à ação preventiva de diversas doenças, como câncer, diabetes e hipertensão, as plantas condimentares também são consideradas eficazes, o que justifica a sua inclusão na alimentação. Os compostos responsáveis são aquelas com capacidade antioxidante, isto é, combatem o excesso de radicais livres, responsáveis pelo início de muitas doenças.
A quantidade a ser incorporada na alimentação não é muito. Uma colher de chá diária de manjericão, alecrim, orégano, tomilho ou manjerona, por exemplo, já é o suficiente para proteger nosso corpo.
Eng. Agr. Marcos Roberto Furlan – Prof. Faculdade Cantareira
sábado, 16 de dezembro de 2017
sexta-feira, 15 de dezembro de 2017
quinta-feira, 30 de novembro de 2017
Pimenta Carolina Reaper
Uma publicação compartilhada por Marcos Roberto Furlan (@quintaisimortais) em
sábado, 3 de junho de 2017
Pimenta-arriba-saia
Pimenta umbigo-de-tainha ou arriba-saia. Bem mais ardida que a pimenta-malagueta. #capsicum #pimenta
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Cultivo caseiro de condimentos - 1
Temperando o muro. #hortaurbana #plantasaromáticas Projeto: @sabordefazenda
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sábado, 8 de abril de 2017
Curcuma longa no campo
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quinta-feira, 23 de março de 2017
Tomilho - composição química do óleo essencial
Texto:
Carolina Faria Ferreira: acadêmica de agronomia - Faculdade Cantareira
Marcos Roberto Furlan: Engenheiro Agrônomo - Professor UNITAU e Faculdade Cantareira
O que tem em comum oréganos, manjeronas e tomilhos? Por exemplo, além de pertencerem à família Lamiaceae (antes Labiatae), são herbáceos e aromáticos. Oréganos, tomilhos e manjeronas possuem algumas variedades e cultivares (variedades comerciais).
Dependendo da variedade ou do cultivar, o tomilho também possui aroma que confunde com o de orégano ou da manjerona. No entanto, a composição varia muito entre essas espécies.
O tomilho possui como componentes majoritários o timol (figura 1) e o carvacrol (figura 2). No entanto, há pesquisas que demonstram que o carvacrol pode ocorrer em pequenas quantidades.
Figura 1: timol.

Figura 2: carvacrol.
Sobre o tomilho, já foram publicados vários estudos in vitro demonstrando ações terapêuticas, como, por exemplo, antimicrobiana, antioxidante, carminativa, expectorante e espasmolíticas, graças, principalmente à presença do timol e do carvacrol. Estudos realizados pela Biochemical and Biophysical Research atestam que o óleo essencial de tomilho ajuda a proteger o organismo contra mudanças relacionadas ao avanço da idade nas células cerebrais de ratos (1).
Na medicina popular, o tomilho é utilizada na forma de líquido para limpeza bucal, dores de garganta e amigdalite, na forma de compressas para congestão pulmonar e bronquites, lavagem para infecções fungosas, dentre outras aplicações.
Assim como nas manjeronas e nos oréganos, o óleos essencial do tomilho está armazenado nos tricomas. Algumas pesquisas indicam que há maior teor de óleo no tomilho, durante a época da floração.
No Brasil também encontramos um híbrido originado do T. vulgaris e do T. pulegioides. É o tomilho-limão (Thymus x citriodorus), também considerado anitmicrobiano e desodorizante.
Com relação aos componentes, ensaios evidenciam que o timol é antibacteriano, antifúngico e anti-helmíntico, além de ser utilizado em pastas de dente. O carvacrol tem sido pesquisado quanto aos efeitos bactericidas.

Foto: Thymus vulgaris
Referências:
Referências:
1. Tomilho: benefícios e propriedades medicinais. Disponível em: http://www. plantasmedicinaisefitoterapia. com/tomilho-thymus-vulgaris/
2. MEDICE, Regiane et al . Óleos essenciais no controle da ferrugem asiática da soja Phakopsora pachyrhizi Syd. & P. Syd. Ciênc. agrotec., Lavras , v. 31, n. 1, p. 83-90, Feb. 2007 . Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo. php?script=sci_arttext&pid= S1413-70542007000100013&lng= en&nrm=iso>. Acesso em 23 Mar. 2017.
sexta-feira, 3 de março de 2017
Produção de tomilho em Teresópolis, RJ
Produção de tomilho em Teresópolis, RJ. #condimentares #plantamedicinal #plantaaromática Foto: @jessicatyamashita Thymus vulgarisUma publicação compartilhada por Marcos Roberto Furlan (@quintaisimortais) em
domingo, 29 de janeiro de 2017
Flora em Santo Antônio do Pinhal, SP - Tropaeolum majus
Texto:
Gleiciane Gabrielli - Massoterapeuta- acadêmica de Agronomia - Universidade de Taubaté
Marcos Roberto Furlan - Eng. Agrônomo - Universidade de Taubaté, Faculdade Cantareira
Santo Antônio do Pinhal, município localizado no Estado de São Paulo, está localizado a uma altitude de 1080 m, variável que proporciona clima tropical de altitude com verão temperado e inverno seco.
As suas características climáticas proporcionam uma vegetação diferenciada com relação à maioria das regiões do Estado de São Paulo.
Espécies exóticas como alfazema (Lavandula angustifolia ou L. dentata), se desenvolvem bem. Uma outra espécie exótica encontrada no município é a capuchinha (Tropaeolum majus).
A capuchinha, também denominada na região por chagas ou chagas-de-cristo, cresce quase que de forma espontânea, inclusive no verão, ao contrário do que acontece nos municípios paulistas de clima mais quente. A sua propagação pode ser feita por estaca de galhos (é de fácil enraizamento), mas se produzir por sementes pode obter plantas com flores de coloração diferentes.
Além de ornamental, é utilizada como alimento, medicamento, condimento ou cosméticos.
Na medicina tradicional da região é utilizada na prevenção ou no tratamento de gripes e resfriados, para tratamento de doenças da pele e para fortificar o cabelo. Pesquisas já indicaram altos teores de vitamina C nas folhas e nas flores, efeito positivo de suas substâncias no tratamento da glaucoma e como tônico capilar.
Uso como alimento é amplo, sendo utilizados folhas, flores e frutos em saladas e conservas, principalmente. Seu sabor é picante, semelhante ao do agrião.
Foto: capuchinhas (Tropaeolum majus) encontradas em Santo Antônio do Pinhal.
Autora da foto: Gleiciane Gabrielli
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