segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Diversidade genética em áreas restauradas de Mata Atlântica surpreende pesquisadores

Parâmetros encontrados são semelhantes aos de remanescentes florestais. Análise teve como foco quatro espécies de plantas com potencial fitoterápico (foto: divulgação/APTA)

Ao comparar a diversidade genética vegetal de três remanescentes florestais de Mata Atlântica com a de duas áreas em processo de restauração, todas no interior de São Paulo, pesquisadores da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA) não observaram diferença significativa na maioria dos parâmetros analisados.

Apenas em termos de riqueza alélica (número de alelos diferentes para uma mesma região do genoma) e de riqueza de alelos privados (exclusivos de uma determinada população) as porcentagens encontradas nas áreas nativas foram maiores em relação às reflorestadas.

A análise, realizada com apoio da FAPESP, foi centrada em quatro espécies com potencial fitoterápico: araribá (Centrolobium tomentuosum, anti-inflamatório e anti-leishimania), cabreúva (Myroxylon peruiferum, antibiótica e analgésica), guaçatonga (Casearia sylvestris, anticancerígena) e pau-jacaré (Piptadenia gonoacantha, antioxidante).

Os dados foram apresentados pela pesquisadora Maria Imaculada Zucchi, da APTA, durante a 7ª Reunião de Avaliação do Programa BIOTA-FAPESP, realizada em São Paulo no dia 7 de agosto.

“A diversidade genética está diretamente relacionada com a longevidade de uma população e com a sua capacidade de evoluir em resposta a mudanças ambientais. No entanto, há algumas décadas, os projetos de restauração foram implantados com alta diversidade interespecífica [muitas espécies diferentes], mas pouca ou nenhuma atenção foi dada à diversidade intraespecífica [sementes oriundas de poucas matrizes de cada espécie]. Por esse motivo o resultado do estudo nos surpreendeu”, disse Zucchi.

O uso de sementes coletadas de um pequeno número de matrizes, explicou a pesquisadora, pode restringir a base genética nas áreas de restauração florestal, resultando em uma população constituída de plantas aparentadas.

“Inicialmente, não se observa nenhum problema. Contudo, ao chegar à fase reprodutiva, haverá grande número de cruzamentos entre indivíduos aparentados, causando a endogamia e podendo aumentar a frequência de alelos deletérios ou letais nessas populações, levando-as à diminuição ou ao declínio”, explicou Zucchi.

Outra consequência da utilização de plantas com base genética restrita em áreas de reflorestamento é o chamado “efeito fundador”, ou seja, o estabelecimento de uma nova população formada por um pequeno número de genótipos.

Para verificar se áreas reflorestadas de São Paulo estavam sofrendo com esse fenômeno, os cientistas da APTA e alunos do programa de Pós-graduação em Genética e Biologia Molecular do Instituto de Biologia (IB) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) coletaram amostras das quatro espécies fitoterápicas na região de Cosmópolis, em processo de restauração há 54 anos, e em Iracemápolis, em restauração há 24 anos.

Também foram feitas coletas nos remanescentes da Estação Ecológica de Caetetus, ligada ao Instituto Florestal e situada na região de Gália; na Unidade de Pesquisa e Desenvolvimento de Tietê (UPD-Tietê), da APTA; e na Área de Relevante Interesse Ecológico (ARIE) Mata de Santa Genebra, no município de Campinas.

Ao todo, foram coletadas 414 amostras de araribá, 182 de cabreúva, 546 de guaçatonga e 394 de pau-jacaré. Desse total, foram selecionadas 20 matrizes produtoras de sementes de cada espécie com o intuito de estudar a taxa de cruzamento. O passo seguinte foi fazer a extração de DNA das amostras, a genotipagem – por um método semelhante ao usado nos testes de paternidade humanos – e o cálculo das frequências dos diferentes alelos encontrados.

De acordo com Zucchi, não houve diferença significativa entre as áreas estudadas na maioria dos parâmetros de diversidade genética – que leva em conta vários fatores populacionais como, por exemplo, o número de indivíduos heterozigotos encontrados.

Uma diferença pequena foi encontrada nas porcentagens de riqueza alélica. No caso da guaçatonga, os números foram 64% nas áreas naturais e 36% nas áreas restauradas. Para a cabreúva, as porcentagens foram de 54% e 46%, respectivamente. Para o araribá, foram 52% e 48% e, para o pau-jacaré, 56% e 44%.

Os pesquisadores também compararam os valores dos chamados alelos privados – aqueles que são exclusivos da população estudada. Nesse caso ficou mais evidente a discrepância entre áreas sendo que, para a guaçatonga, as porcentagens foram 92% nos remanescentes em relação a 8% nas áreas restauradas. No caso da cabreúva, as porcentagens foram 74% e 26%, respectivamente. Para o araribá foram 70% e 30% e, para o pau-jacaré, 68% e 32%.

Uma possível explicação para a pouca variação nos parâmetros de diversidade genética seria a ocorrência de fluxo de genes de remanescentes para as áreas reflorestadas próximas – processo que, segundo Zucchi, ficou evidente ao analisar os dados da cabreúva.

“Os indivíduos jovens das áreas restauradas possuíam alelos que não eram comuns aos indivíduos adultos da mesma área, mas eram semelhantes aos alelos encontrados em adultos de remanescentes florestais próximos, sugerindo a ocorrência de fluxo gênico da área natural para a restaurada”, comentou a pesquisadora.

O estudo da taxa de cruzamento mostrou que as espécies estudadas apresentam sistema misto de cruzamento, ou seja, podem tanto se autofecundar (autogamia) quanto cruzar com outros indivíduos da mesma espécie (alogamia). A exceção foi o araribá, que apresentou tendência à alogamia.

“Ao elaborar um projeto de conservação, uma das primeiras coisas a serem estudadas é a taxa de cruzamento, para entender como as espécies se reproduzem. Isso é importante, por exemplo, para calcular quantas matrizes diferentes serão utilizadas em uma determinada área a fim de garantir a diversidade genética necessária”, explicou Zucchi.

Genômica populacional

Nas últimas décadas, segundo Zucchi, a restauração florestal deixou de constituir o simples plantio de árvores para recobrir uma área desmatada, transformando-se na ciência que visa a reconstruir interações ecológicas complexas em comunidades vegetais degradadas pelas ações antrópicas.

Em artigo publicado no Journal od Biotechnology and Biodiversity, pesquisadores da APTA e da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de São Paulo (USP) discutem como os conceitos de genética de populações podem contribuir para tornar as políticas de restauração ainda mais eficientes.

“Indicadores de diversidade genética de populações, associados a outras ferramentas de conservação, são importantes para que consigamos implantar áreas reflorestadas com os níveis mínimos de riqueza alélica e de diversidade genética, que auxiliarão a conexão de remanescentes naturais, restaurando os processos ecológicos e garantindo ecossistemas funcionais, biologicamente viáveis e perpetuados no tempo”, opinou Zucchi.

Por Karina Toledo, da Agência FAPESP, no EcoDebate, 01/09/2014

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domingo, 31 de agosto de 2014

Cosméticos orgânicos, para uma beleza mais natural

Escrito por Carmen S. Berdejo, jornalista especializada em saúde

Produtos cosméticos naturais estão desbancando marcas tradicionais de beleza. Dizemos-lhe como eles são, o que eles podem fazer por você e como distingui-los daqueles que querem parecer ecológico sem ser um. 

O que é um cosmético orgânico 

Como distinguir um cosmético orgânico 

Cosméticos orgânicos certificados do mundo 

Onde encontrar produtos cosméticos orgânicos 

Benefícios dos cosméticos orgânicos e contra-indicações 
Cosméticos orgânicos são mais líquido e oleoso do que o convencional 

COSMÉTICOS ECOLÓGICOS

Cosméticos verdes, natural, ecológica, todos estes termos aparecem mais nas embalagens dos cosméticos. E é que o verde já está resolvido na nossa sociedade e significativamente a influência de decisões dos consumidores. Opte para o uso de cosméticos orgânicos também carrega uma filosofia dupla. Por um lado, eles são produtos cujos ingredientes, naturalmente, não contêm substâncias artificiais (alumínio, parabeno ou perfumes sintéticos) que se acumulam no corpo e melhora as funções da pele de forma saudável. Por outro lado, seu uso faz-nos participantes de um cosmético cujos princípios activos, derivados de extratos de plantas, foram obtidos através de ecológica de sistemas agrícolas, livres de OGM e pesticidas, à procura de mínimo impacto ambiental. 

Além disso, as principais marcas de cosméticos orgânicos desenvolveram políticas sobre o comércio justo, os agricultores a proteger e promover o desenvolvimento das comunidades em países e continentes onde estão as culturas de legumes para criar suas fórmulas. Empresas de produtos cosméticos orgânicos utilizados para a preparação de cremes os processos de transformação mínima e utilizados materiais reciclados nos métodos de embalagem. 

Quando testado pela primeira vez, impressionante que os cosméticos orgânicos são mais líquidos e oleosos do que os convencionais, porque não contêm em suas fórmulas de agentes derivadas de petróleo, tais como os Silicones, ou outras espessantes. Por outro lado, são encontradas uma série de extratos de plantas provenientes do uso tradicional de plantas e óleos essenciais. Por sua alta qualidade e a sensação de bem-estar que produzem são, cada vez mais, uma verdadeira alternativa aos tradicionais produtos cosméticos. 

Como distinguir um cosmético orgânico

Com o boom dos cosméticos ecológicos muitas marcas e produtos têm queria participar do movimento do natural e verde, adicionando estes termos nos rótulos dos seus produtos. É fácil de ser confundido quando selecionando uma, porque não existe um certificado internacional comum. Existem também produtos, ambas as empresas locais e multinacionais eco-minded e quem praticar o comércio justo, que ter um alto nível de composição natural não posso investimento posou para conseguir estes selos. Quando você se aproxima para pesquisar qualquer siga estas pistas, e você não pode errar 

Formulações não são normalmente contanto que os cosméticos convencionais e o mais simples também é mais provável que seja natural. 

A lista de ingredientes desses produtos tendem a ser de origem vegetal, e as plantas sendo nomes são em latim. Assim, o nome latino, seguido pelos termos aparece primeiro aqua, água, óleo, preferência destilada ou extrair. 

A ordem da lista de ingredientes, entre os quais tem maior proporção em direção contendo menos. Se você estiver procurando por uma essência em particular, que aparece em primeiro lugar. 

As cores dos produtos cosméticos orgânicos tendem a ser suaves, desde que eles obtiveram de minerais e plantas longe de tons artificiais. 

Eles nunca incluem ingredientes sintéticos, tais como conservantes (parabenos) ou alumínio, cuja segurança de saúde é ainda um assunto da controvérsia, bem como não geneticamente modificados ou irradiados. 

Produtos cosméticos orgânicos seguem uma rigorosa política de respeito para os animais, para que ele não contém ingredientes de origem animal, exceto a cera de abelha, ou são testados em animais. 

Cosméticos orgânicos certificados do mundo

O uso da expressão 'cosmético natural ' difere de um país para outro e o mesmo acontece no que diz respeito às orientações aplicáveis ao fabrico, comercialização e rotulagem. O que se entende por um cosmético natural ou ecológico é diferente de acordo com cada país, bem como as regras sobre ingredientes, métodos de fabrico e rotulagem. 

Na Europa, existe atualmente um padrão que unifica critérios ou formulário internacional para certificar a estes produtos. Até agora, as empresas que tem se dedicado ao fabrico de produtos cosméticos orgânicos têm recorrido a organismos de certificação nacionais para fixá-los. Mas embora eles têm níveis de demandas diferentes e os parâmetros que identificador aquando da concessão de um selo de certificação variam, todos são garantia de produtos de qualidade, baseado na filosofia de respeito ao meio ambiente e a saúde humana. 

A certificação de cosméticos ecológicos mais importantes são: 
BDIH (Alemanha)

É formado por uma associação de empresas industriais, que incluem produtos farmacêuticos, produtos alimentares e dietéticos e cosméticos orgânicos. Certificado de cosméticos naturais, mas não orgânicos. Eles exigem que os ingredientes vegetais são orgânicos (com exceções) e não permitir que o animal se eles são vertebrados. Premiado com o selo "Produto cosmético natural controlada" e são avaliadas por um laboratório independente. 

Associação de solo (Reino Unido)

Desde 2002, ele é o mais importante órgão que concede os certificados para os produtos que querem ser chamados ecológicos na Inglaterra. Por esta razão, apenas impõe seu selo para ser de origem orgânica e cujos ingredientes e processamento mínimo aparecem refletidas claramente nos rótulos. 

ECOCERT (França)

Embora seja de origem francesa, é o principal organismo de certificação na Europa e tem escritórios em mais de 50 países ao redor do mundo. Um nível que é mais rigoroso do que o habituais regulamentos sobre produtos orgânicos, com dois rótulos de cosméticos naturais e cosméticos orgânicos. Eles estabelecem as normas de protecção do ambiente em toda a cadeia de produção, incluindo a distribuição. 

AIAB (Itália)

Entre as condições para a concessão de seu certificado é uma lista restritiva de 350 elementos, que não inclui formulações e também regras estritas para a embalagem e rotulagem dos produtos que pretendem alcançar este objectivo. 

Deméter (Internacional)

Esta associação sem fins lucrativos baseia seu certificado o endosso da agricultura ecológica e busca a cooperação internacional, como evidenciado pelos seus membros, que vêm da Europa, América, África e Nova Zelândia. Tem três níveis de rotulagem, sendo a média e alta que têm mais restritivas listas de ingredientes proibidos. É a única entidade que estabeleceu uma rede internacional para conceder certificados de cosméticos orgânicos através de agências independentes. 

Nos Estados Unidos.UU. Não existem leis federais que regem a composição de cosméticos orgânicos. Portanto, fabricantes olhando para carregar na etiqueta do certificado que concede o programa nacional de agricultura orgânica (USDA), quando 95% de seus ingredientes orgânicos provenientes de cultivo. 

Outras agências que também concedem certificados de grande prestígio no mundo são Cosmebio (França) e CCPB (Itália) e Eco Garantie Bioforum (Bélgica). 

Onde encontrar produtos cosméticos orgânicos

Se inicialmente era escassas marcas que ofereceram cosméticos orgânicos, agora, em paralelo ao desenvolvimento de grandes multinacionais que eles abriram a estrada neste sector, também têm surgido um grande número de empresas locais em quase todos os países europeus e americanos que vendem-los. Assim, atualmente produtos cosméticos ecológicos não são apenas em centros especializados em beleza sustentável mas também e cada vez mais, nas prateleiras dos supermercados, competindo em igualdade com produtos convencionais. 

Nos últimos anos, algumas marcas abriram um grande número de estabelecimentos dedicados exclusivamente à venda de produtos de beleza orgânicos. Neles você pode encontrar todos os tipos de produtos eco, de cremes, sabonetes, xampu, tratamentos de cabelo, ou máscaras, maquiagem formulado os princípios de cosméticos ecológicos. 

Por outro lado, também vi um boom na abertura de centros e spas que se aplicam a esses produtos para tratamentos mais complexos e específicos problemas como celulite e manicures ecológicas. Se você ainda dúvida, lembre-se que é fácil de encontrá-los e que usam esses produtos não só promove o conceito de beleza natural e saudável, também nos faz participantes do desenvolvimento local e crescimento sustentável. 

Benefícios dos cosméticos orgânicos e contra-indicações

O primeiro benefício derivado de um cosméticos orgânicos que dispensa com substâncias químicas artificiais é a qualidade de seus produtos. Cada vez mais, aqueles que parar de ler os ingredientes de cosméticos que usam e simples, bem, porque eles oferecem maior tolerância na pele delicada, também porque eles optam por escolher o natural em todos os aspectos da vida. 

Para a pele, o maior órgão do ser humano, é o uso de cosméticos naturais saudáveis e assimila-lo melhor do que aquele que é formulado com uma elevada percentagem de concentrados químicos e sintéticos que eles desempenham o papel de conservar e produto de texturização. Eles têm sem efeitos colaterais nocivos à saúde, tais como irritação da pele e outras reações adversas aos produtos químicos de cosméticos tradicionais. 

Você pode ver os benefícios dos efeitos fungicidas e bactericidas, entre outros, de plantas, bem como as propriedades regenerativas e hidratantess de óleos, que pode ser usado tanto para massagem terapêutica para o tratamento da nutrição da pele. Apropriado para a maioria, especialmente indicada em todos os casos de peles intolerantes, pois suas fórmulas são livres de componentes que normalmente dão reação. 

Contra-indicações de cosméticos ecológicos

Em princípio, produtos cosméticos ecológicos minimizam os riscos de alergias, mas ocasionalmente podem ocorrer problemas de intolerância a qualquer um dos componentes da fórmula. É por isso que é importante ler a lista INCI de rotulagem onde todos os componentes do produto devem aparecer. Eles devem se abster de utilizar estas pessoas ecológica de cremes que sofrem de rosácea ou diagnosticada acne inflamatória que requer tratamento específico.

Artigo traduzido para fins educacionais
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