quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Acordo de cooperação promove produção de plantas medicinais e fitoterápicos

28/01/2013

Foto: Eduardo Aigner/Ascom-MDA

A cadeia produtiva de plantas medicinais e medicamentos fitoterápicos vai receber um grande estímulo em 2013 com o acordo de cooperação firmado entre o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Itaipu Binacional. A articulação entre as três instituições visa promover ações para implementar o Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos. Juntos, os parceiros vão contribuir para desenvolver os arranjos produtivos locais, envolvendo a agricultura familiar, além de povos e de comunidades tradicionais.

"É um acordo importante para a agricultura familiar. A iniciativa permitirá um apoio técnico imprescindível de uma instituição do governo tem know how nas áreas de processamento, beneficiamento e distribuição de medicamentos que é a Fiocruz. Ela vai nos ajudar a abrir um novo mercado para a agricultura familiar, o mercado de plantas medicinais e medicamentos fitoterápicos", afirma o diretor do Departamento de Geração de Renda e Agregação de Valor da Secretaria da Agricultura Familiar do MDA, Arnoldo de Campos.

O diretor do MDA ressalta também a experiência da Itaipu Binacional, que já participa da gestão de projeto no mercado de plantas medicinais. "Os municípios que estão na área de atuação da Itaipu se dispõem a comprar plantas medicinais e medicamentos fitoterápicos e isso nos permite construir uma importante referência para que isso aconteça em outras áreas do País", resume Campos.

O calendário de ações será executado ao longo de três anos (trinta e seis meses), sendo que o acordo pode ser renovado. A parceria vai ampliar a produção, o cultivo, o beneficiamento e a comercialização de plantas medicinais, extratos, tinturas, drogas vegetais, medicamentos e outros insumos relativos. Um dos objetivos é capacitar e qualificar a mão de obra, preferencialmente, situada em áreas de extrema pobreza. O outro é capacitar profissionais de saúde em fitoterapia para o Sistema Único de Saúde (SUS).

O Acordo, de âmbito nacional, foi assinado em 2012 e seu cronograma de ações de 2013 será fechado na primeira semana de fevereiro. O MDA fará o mapeamento das organizações econômicas da Agricultura Familiar e Povos e Comunidades Tradicionais produtores de plantas medicinais e fitoterápicos, visando à comercialização dos produtos, além de apoiar a qualificação do público beneficiário.

Atribuições 

A Itaipu Binacional desenvolverá ações educativas e de capacitação relativas ao cultivo, produção, beneficiamento e assistência técnica da cadeia produtiva. A Fiocruz (instituição que trabalha com ensino, pesquisa, desenvolvimento tecnológico e produção) está encarregada de articular instituições de ensino, pesquisa e extensão para desenvolver estudos e inovações para o fortalecimento do uso de plantas medicinais e fitoterápico no SUS, entre outras ações. A Fundação é membro do Comitê Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos e, também, promoverá uma rede de tecnologias sociais nesse segmento.

"Nessa parceria com o MDA, estamos conseguindo agregar faces do Programa Nacional de Plantas Medicinais que são de grande importância. Vamos contribuir com toda a cadeia produtiva", diz o vice-presidente de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Valcler Rangel Fernandes.

As faces do Programa citadas por Valcler são: a agregação de valor com capacitação de pessoas, contribuindo para a produção efetiva da agricultura familiar e promoção de pesquisas que possam dar qualidade para o produto fitoterápico; e o desenvolvimento de tecnologias que façam a produção ganhar escala e consiga chegar até a última etapa da cadeia produtiva (uma fábrica de medicamentos, por exemplo).

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A hora e a vez do dendê: fácil de plantar e agradável ao paladar

26/02/2013
Foto: Ascom/MDA

O óleo de palma, mais conhecido como dendê, é a oleaginosa mais produzida e consumida no mundo. O Brasil, contudo, é deficitário na produção e necessita importar o produto, mas o panorama deve mudar nos próximos anos, devido ao potencial nacional para o cultivo e produção do biodisel. “Temos uma expectativa de expansão muito grande. Nós temos uma área de 30 milhões de hectares, no mínimo, pronta para o plantio da palma”, afirma o coordenador de Biodiesel do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), André Machado.

E para promover essa expansão o objetivo é alcançar o máximo de esferas envolvidas na produção, fomento e disseminação de conhecimentos relacionados à cultura da palma de óleo. Com essa finalidade, o MDA e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em conjunto com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), promovem o I Workshop do Programa de Produção Sustentável de Palma de Óleo no Brasil: Agricultura Familiar e Pesquisa, Desenvolvimento & Inovação. O seminário ocorre entre os dias 26 e 28 de fevereiro, em Belém (PA). 
Segundo André, o Brasil precisa dar maior atenção ao plantio do óleo de dendê, de fácil cultivo em terras nacionais. “O pacote de produção do plantio da palma de óleo está consolidado. Existe um manual e qualquer um pode plantar. Além disso, tem uma pesquisa avançada sobre o dendê na Embrapa”, conta o coordenador.

O evento tem como público-alvo: profissionais de instituições públicas, privadas e de federações, técnicos de extensão e assistência rural (Ater), produtores e agricultores de palma de óleo.

Ainda de acordo com André, o Brasil necessita de uma maior produção do óleo. “É o mais usado no mundo. Macarrão, feijão, arroz... Se você olhar nos ingredientes do produto vai estar lá ‘óleo vegetal’. Se não estiver especificado qual óleo foi, com certeza é o de palma”, conclui.

Colaboração

Quem mais produz palma de óleo no Brasil é a agricultura familiar e um dos colaboradores é Pedro Bernardo Júnior, 27 anos. Paraense de Bujaru, Pedro dedica 10 hectares do Sítio Guimarães, de sua propriedade, ao cultivo da oleaginosa. “Nós estamos produzindo uma média mensal de três toneladas. Isso porque a gente só colhe duas vezes por mês. Mas eu já deixei um espaço reservado para poder plantar mais palma de óleo.”

Pedro recebe assistência técnica da Biopalma, empresa da Vale que também compra os frutos. Pedro endossa o coro de André Machado e acredita que a cultura ainda vai ser grande no Brasil. “A tendência é aumentar. Nós estamos em período de entressafra e o período de safra deve chegar nos próximos meses. Aí deve melhorar bastante o quanto vamos produzir. Além disso, os vizinhos aqui também estão começando a plantar”, avalia.

Pronaf Eco e Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel

Os agricultores familiares podem acessar o crédito para a produção de palma para biodiesel e para outras finalidades, como as indústrias alimentícia e cosmética. Para isso, contam com o Pronaf Eco – linha especial do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar – que assegura juros de 2% ao ano, pagamento em até 14 anos e carência de seis anos.

"A palma é uma cultura que tem um potencial de produção de óleo enorme, cerca de quatro mil litros por hectare plantado. Portanto, está dentro da pauta do Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB), que é a diversificação de cultura", ressalta André Machado. "As empresas estão trabalhando de acordo com as regras do Selo Combustível Social. Estão fazendo contrato prévio de compra e venda e garantindo assistência técnica aos agricultores. O diferencial desses contratos é que existe uma linha de crédito de investimento criada pelo MDA que financia a cultura", explica o coordenador.

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