domingo, 3 de março de 2013

Estudo da UnB qualifica manejo florestal na Amazônia

fevereiro 20, 2013
Floresta amazônica na borda do Rio Xingu a 140 km do município de Anapu em 19 de fevereiro de 2005 (Antonio Scorza/AFP/Getty Images)

Um estudo realizado na Universidade de Brasília qualificou 20 áreas privadas de manejo florestal na Amazônia. A pesquisa mostrou que áreas onde há maior presença do Estado e fiscalização apresentaram maior adoção de boas práticas de manejo.

O autor da tese de doutorado, o engenheiro florestal Marcos Antônio Camargo Ferreira, usou sua experiência de oito anos que adquiriu na antiga Diretoria de Florestas do IBAMA – atual Diretoria de Uso Sustentável da Biodiversidade e Floresta (DBFLO) – para responder à hipótese de que o manejo sustentável na Amazônia efetivamente é sustentável.

“O manejo florestal é a administração da floresta para a obtenção de benefícios econômicos, sociais e ambientais, respeitando-se os mecanismos de sustentação do ecossistema, onde ele ocorre”, explica Marcos.

Para manejar as florestas com fins madeireiros, um plano de manejo deve ser aprovado pelo IBAMA ou pelo órgão ambiental competente do Sistema Nacional do Meio Ambiente (SISNAMA).

“A não execução das atividades conforme aprovadas nos planos de manejo florestal pode acarretar na perda das características ambientais desejáveis da floresta incidindo em degradação ambiental”, disse Marcos.

As áreas analisadas na pesquisa estão localizadas nos municípios de Alta Floresta, Aripuanã, Colniza, Cotriguaçu, Marcelândia, Nova Bandeirantes, Nova Ubiratan, Paranaíta, Peixoto de Azevedo e São Félix do Araguaia, na região norte do estado de Mato Grosso.

Para analisar os dados coletados as 20 áreas que indicariam se as áreas estão adotando o manejo sustentável, Marcos usou a escala de sustentabilidade MoFRUS (sigla em inglês para Medida de Uso dos Recursos Florestais na Escala da Sustentabilidade).

Com base na metodologia aplicada na tese, os cuidados com biodiversidade e desenvolvimento da região no âmbito social, econômico e ambiental e segurança foram classificados como “potencialmente insustentável”. O cumprimento da legislação, utilização racional dos recursos florestais e respeito à água, solo e ar está entre “potencialmente sustentável” e “potencialmente insustentável”. Os quesitos que atingiram o nível de “potencialmente sustentável” foram à avaliação da instalação e infraestrutura do Acampamento.

Marcos identificou que as melhores práticas de manejo se encontram no “arco do desmatamento”, devido a presença do Estado. Já áreas da região nordeste da Amazônia matogrossense, onde a terra indígena do Xingu forma um “escudo”, há maior dificuldade de acesso e menor presença dos órgãos ambientais.

“De maneira geral, o manejo florestal na Amazônia brasileira, tem avançado no uso de técnicas e atividades que o conduzem em direção à sustentabilidade, mas essa mudança de paradigmas tem sido observada mais fortemente e em maior velocidade onde a presença do estado é mais constante”, disse.

Como recomendação do estudo, Marcos indica que o Brasil precisa ter um meio de sistematizar informações adquiridas das aplicações dos critérios e indicadores (C&I) de sustentabilidade nas áreas de manejo.

“É imperativo que a sistematização das coletas de dados obtidas em vistorias de campo realizadas pelos órgãos licenciadores da atividade de manejo florestal, sejam reunidos em um único banco de dados”, completa. E acrescenta que os C&I poderão ser a mais importante ferramenta para determinar as fortalezas e fragilidades do manejo florestal sustentável, e principalmente orientar políticas públicas para este fim, se utilizados corretamente

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Dias solitários podem fragmentar a noite de sono, aponta estudo nos EUA

fevereiro 07, 2013
A solidão está mais estreitamente associada à qualidade das relações e pode causar noites mal dormidas (Photos.com)

Sentimentos de solidão podem interferir com uma boa noite e influenciar negativamente a saúde, de acordo com um novo estudo realizado nos Estados Unidos.

“A solidão tem sido associada com efeitos adversos à saúde”, diz a autora do estudo, Lianne Kurina da Universidade de Chicago, num comunicado de imprensa.

“Nós queríamos explorar um caminho potencial para a teoria de que o sono é um fator chave para se manter saudável e pode ser comprometido por sentimentos de solidão.”

“O que descobrimos foi que a solidão não parece alterar a quantidade total de sono nos indivíduos, mas contribui para desperta-los mais vezes durante a noite”, explicou Kurina.

O grau de sonolência diurna e quantidade total de sono não foram afetados. Os pesquisadores acreditam que há uma nítida diferença entre isolamento social e solidão.

“Não é apenas um produto de indivíduos muito solitários com sono de má qualidade”, Kurina disse. “A relação entre solidão e sono agitado parece operar em toda a gama de conectividade percepcionada.”

O isolamento social é uma medida objetiva de interações e relações sociais, enquanto que a solidão é uma percepção dolorosa de isolamento social ou sentimentos de não pertencimento.

“Assim, a solidão é mais estreitamente associada com a qualidade e não a quantidade de relacionamentos”, escreveram os pesquisadores em seu artigo.

Estes resultados são semelhantes a um estudo realizado nos EUA em 2002 que comparou o grau de solidão de estudantes universitários e sua qualidade de sono. Quanto mais solitários eles se sentiam, mais a sua noite de sono era fragmentada.

“Quer seja um jovem estudante de uma grande universidade ou a pessoa idosa numa comunidade rural, todos nós podemos ser dependentes de nos sentirmos seguros em nosso meio social, para que possamos dormir profundamente”, concluiu Kurina.

“Os resultados destes estudos podem aprofundar nossa compreensão de como os fatores sociais e psicológicos ‘são absorvidos’ e afetam a saúde.”

Estes dados foram publicados no jornal Sleep no dia 1º de novembro de 2011.

Epoch Times publica em 35 países em 21 idiomas.

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