quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Concentração de gases estufa na atmosfera atinge novo recorde em 2012

Dióxido de carbono é o maior responsável pelo aumento e um dos vilões do aquecimento global. Segundo a WMO, maior presença de gases estufa na atmosfera interfere no equilíbrio do planeta.

A concentração dos gases de efeito estufa na atmosfera atingiu novo recorde em 2012, divulgou a Organização Meteorológica Mundial (WMO, na sigla em inglês) nesta quarta-feira (06/11) . Segundo o relatório, o dióxido de carbono, CO2, é o maior responsável por esse aumento.

Desde 1750, época pré-industrial, a concentração global de CO2 aumentou 141%. Segundo a WMO, em 2012 a quantidade desse gás na atmosfera era de 393.1 partes por milhão – 2.2 acima do valor medido em 2011. Nesse período, o aumento registrado foi maior que a média da última década. O dióxido de carbono é o principal gás estufa emitido em consequência da atividade humana,como a queima de combustíveis fósseis e o desmatamento.

“O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas aponta que o aumento das concentrações atmosféricas de dióxido de carbono, metano e óxido nitroso atingiram níveis sem precedentes, pelo menos nos últimos 800 mil anos”, disse o secretário-geral da WMO, Michel Jarraud, em Genebra.

Além do CO2, a presença de metano e óxido nitroso – também de efeito estufa – na atmosfera cresceram consideravelmente. “Os gases estufa provenientes das atividades humanas têm interferido no equilíbrio natural da nossa atmosfera e estão diretamente ligados às mudanças climáticas”, afirmou Jarraud.

A concentração desses gases influenciou ainda o efeito de aquecimento que eles têm sobre o clima – o aumento foi de 32% entre 1990 e 2012.

Futuro comprometido

Durante a divulgação dos dados, o órgão ressaltou a possibilidade de as mudanças climáticas influenciarem a forma de vida na terra no curto prazo de tempo. “A temperatura média global pode ser de até 4,6 graus a mais até o final do século em relação aos níveis registrados antes da era industrial, e ainda maior em algumas partes do mundo. Isso teria consequências devastadoras”, ressalta Jarraud.

A divulgação ocorre às véspera da Conferência de Mudanças Climáticas, que acontece em Varsóvia, na Polônia, entre os dias 11 e 22 de novembro. O assunto será uma das pautas do encontro e deve ocupar boa parte das discussões.

“Os números mostram a necessidade da redução na emissão de gases de efeito estufa. Precisamos agir agora, caso contrário, vamos comprometer o futuro dos nossos filhos, netos e muitas outras gerações”, disse Jarraud. “O tempo não está do nosso lado”, acrescentou.

Matéria de Carlos Machado, da Agência Deutsche Welle, DW, reproduzida pelo EcoDebate, 07/11/2013

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Parte dos brasileiros desconhece alimentos com alto teor de sal

06/11/2013 
Da Agência Brasil
Brasília – Mesmo com uma intensa publicidade nos meios de comunicação e nos próprios consultórios médicos, muitas pessoas desconhecem os perigos que o consumo excessivo de sal pode causar à saúde. Outras, por sua vez, sabem dos riscos à saúde mas ignoram os alimentos que têm alto valor de sal ou sódio, como os embutidos – presunto, mortadela e mortadela de frango –, macarrão instantâneo e maionese, por exemplo.

Tabela da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mostra que o queijo parmesão ralado, tão utilizado pelas famílias brasileiras nas macarronadas de fim de semana, lidera os alimentos com maior teor de sal em sua composição. Ontem (5), o Ministério da Saúde e a Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação assinaram o quarto acordo para diminuir a quantidade de sal nos produtos que vão à mesa dos brasileiros.

O médico cardiologista Geniberto Paiva Campos, ex-presidente da Sociedade de Cardiologia do Distrito Federal (SBC-DF) e atualmente coordenador do Observatório da Saúde do Distrito Federal disse à Agência Brasil que o sal é o grande responsável por problemas como o infarto, a diabetes e a hipertensão, esta última de difícil diagnóstico que se tornou um problema de saúde pública. “O excesso de sal é ruim, traz problemas para o coração, para os rins, eleva a pressão arterial e está diretamente ligado as causas de infarto”, destacou o cardiologista.
Segundo ele, todo esse impacto na saúde do brasileiro torna o consumo excessivo de sal e de sódio um problema de saúde pública e, por isso, torna-se necessária a redução do uso do sódio nos alimentos. Ele reconheceu que a tradição da culinária brasileira é um dos pontos que mais dificultam o processo de convencimento do cidadão. Geniberto citou, por exemplo, o tradicional churrasco gaúcho. Uma forma de driblar a quantidade de sal colocada na carne, segundo ele, é descartar a capa da carne, onde o produto se concentra. “Agora, vai dizer isso para o gaúcho”, brincou.

Apesar de o consumo excessivo fazer mal a saúde, o sal é necessário para o corpo humano e, ao mesmo tempo, a redução da quantidade ingerida é facilmente aceita pelo organismo. O segredo é diminuir gradativamente o consumo e não tentar cortá-lo da dieta de uma vez.

A nutricionista e professora da Universidade de Brasília (UnB), Raquel Botelho, deu dicas para controlar o consumo de sal. “Nós temos que incentivar a população a usar temperos a base de ervas, até mesmo pimentas, porque não contêm sódio”. Outro produto que pode ajudar no processo de redução do consumo de sal é o alho, tempero que é benéfico à saúde que contribui no tratamento de infecções patogênicas e previne doenças como o câncer e problemas cardiovasculares.

A professora explicou que o cidadão tem que tomar cuidado com os temperos industrializados. “Cada tablete de tempero contém mais de 1 mil miligramas de sódio”. Segundo ela, o brasileiro consome três vezes mais sal do que deveria.
Edição: Marcos Chagas

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