quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Dissertação: Valor nutricional de partes convencionais e não convencionais de frutas e hortaliças

Betania de Andrade Monteiro. Valor nutricional de partes convencionais e não convencionais de frutas e hortaliças. [Dissertação]. Botucatu: UNESP; 2009.

Resumo, conclusões e algumas tabelas da dissertação


Resumo

As informações sobre a composição de vegetais cultivados em solos brasileiros são escassas e mais ainda de partes não convencionais dos alimentos, como cascas, talos e folhas. O desconhecimento dos valores nutricionais dessas partes induz ao mau aproveitamento, ocasionando o desperdício de toneladas de recursos alimentares. Como incentivo ao melhor aproveitamento dos alimentos e como alternativa de dieta nutritiva e de baixo custo, foram verificados o rendimento e as composições de calorias, proteínas, carboidratos, lipídeos, fibras, vitamina C, ferro, cálcio, potássio e umidade em partes convencionais e não convencionais de frutas e hortaliças, amplamente consumidas pela população. Os vegetais foram adquiridos em estabelecimentos comerciais da cidade de Botucatu / SP. As análises foram realizadas em polpas, cascas, flores, folhas ou talos de abacaxi, abóbora, beterraba, brócolis, chuchu, couve, couve-flor, manga, mamão, pepino e salsa. Para comparação entre as médias dos resultados, foi utilizado o teste de Tukey ao nível de 5% de probabilidade, sendo os valores encontrados mais significativos para carboidratos em frutas, proteínas em folhas, lipídeos em pequenas quantidades para todas as partes analisadas, fibras em todas as partes não convencionais, vitamina C em mamão, brócolis e salsa, ferro em folhas e talos de beterraba, cálcio em todas as folhas principalmente a de couve-flor e potássio em cascas de mamão e talos de brócolis e salsa. No presente trabalho pode-se concluir que a utilização integral dos vegetais pode auxiliar no alcance das necessidades nutricionais e na melhora do estado de saúde e qualidade de vida dos indivíduos, principalmente com a ajuda de programas que divulguem essas informações através de receitas práticas para o dia a dia e orientações para uma alimentação mais saudável e econômica.

Conclusões

Nas condições em que foi realizado esse trabalho, pode-se concluir que os resultados mais relevantes foram de rendimento nas partes não convencionais em beterraba, brócolis, couve e salsa, de carboidratos nas frutas, de proteínas nas folhas, de lipídeos em baixos teores para todos os vegetais, de fibras em todas as partes não convencionais, de vitamina C em mamão, brócolis e salsa, de ferro em folhas e talos de beterraba, de cálcio em todas as folhas e principalmente na folha de couve-flor e de potássio em cascas de mamão e talos de brócolis e salsa. 

Todas as partes não convencionais apresentaram teores de fibras, vitamina C e minerais Fe, Ca e K próximos ou superiores às suas partes convencionais, com exceção do talo de couve-flor para fibra e ferro e talo de salsa para vitamina C. As partes não convencionais dos vegetais analisados podem ser consideradas como fontes alternativas de nutrientes, auxiliando no alcance das necessidades nutricionais, assim como suas partes convencionais, colaborando para a redução do desperdício alimentar, melhora do estado de saúde e qualidade de vida dos indivíduos. 


quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Epamig incentiva o resgate de hortaliças não convencionais na alimentação da população

Data: 06.08.2013

Plantas características de diversas regiões do Estado possuem, além do paladar agradável, alto valor nutricional, destaca o jornal Estado de Minas

A Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), desenvolve pesquisas com o objetivo de resgatar o cultivo de alimentos regionais, informa o Estado de Minas.

A intenção é de estimular o consumo de hortaliças não convencionais que, além do paladar agradável, são fáceis de ser preparadas e contêm alto valor nutricional. As receitas, por sua vez, chamam a atenção pela criatividade e pelos nomes inusitados.

"O objetivo é incentivar, ainda, a plantação de hortaliças por meio de práticas ecologicamente mais equilibradas, a fim de promover a sustentabilidade social, ambiental e econômica", afirma a reportagem.

Clique aqui para ler a reportagem na íntegra.
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