sábado, 7 de fevereiro de 2015

Another reason to drink wine: It could help you burn fat, study suggests

Date: February 6, 2015

Source: Oregon State University

Summary:
Drinking red grape juice or wine -- in moderation -- could improve the health of overweight people by helping them burn fat better, a new study indicates. The findings suggest that consuming dark-colored grapes, whether eating them or drinking juice or wine, might help people better manage obesity and related metabolic disorders such as fatty liver.
OSU's Neil Shay studies metabolic effects of grape chemicals. Here he pours grape juice into a wine vat.
Credit: Lynn Ketchum

Drinking red grape juice or wine -- in moderation -- could improve the health of overweight people by helping them burn fat better, according to a new study coauthored by an Oregon State University researcher.

The findings suggest that consuming dark-colored grapes, whether eating them or drinking juice or wine, might help people better manage obesity and related metabolic disorders such as fatty liver.

Neil Shay, a biochemist and molecular biologist in OSU's College of Agricultural Sciences, was part of a study team that exposed human liver and fat cells grown in the lab to extracts of four natural chemicals found in Muscadine grapes, a dark-red variety native to the southeastern United States.

One of the chemicals, ellagic acid, proved particularly potent: It dramatically slowed the growth of existing fat cells and formation of new ones, and it boosted metabolism of fatty acids in liver cells.

These plant chemicals are not a weight-loss miracle, cautions Shay. "We didn't find, and we didn't expect to, that these compounds would improve body weight," he said. But by boosting the burning of fat, especially in the liver, they may improve liver function in overweight people.

"If we could develop a dietary strategy for reducing the harmful accumulation of fat in the liver, using common foods like grapes," Shay said, "that would be good news."

The study, which Shay conducted with colleagues at the University of Florida and University of Nebraska, complements work with mice he leads at his OSU laboratory. In one 2013 trial, he and his graduate students supplemented the diets of overweight mice with extracts from Pinot noir grapes harvested from Corvallis-area vineyards.

Some of the mice were fed a normal diet of "mouse chow," as Shay calls it, containing 10 percent fat. The rest were fed a diet of 60 percent fat -- the sort of unhealthy diet that would pile excess pounds on a human frame.

"Our mice like that high-fat diet," said Shay, "and they overconsume it. So they're a good model for the sedentary person who eats too much snack food and doesn't get enough exercise."

The grape extracts, scaled down to a mouse's nutritional needs, were about the equivalent of one and a half cups of grapes a day for a person. "The portions are reasonable," said Shay, "which makes our results more applicable to the human diet."

Over a 10-week trial, the high-fat-fed mice developed fatty liver and diabetic symptoms -- "the same metabolic consequences we see in many overweight, sedentary people," Shay said.

But the chubby mice that got the extracts accumulated less fat in their livers, and they had lower blood sugar, than those that consumed the high-fat diet alone. Ellagic acid proved to be a powerhouse in this experiment, too, lowering the high-fat-fed mice's blood sugar to nearly the levels of the lean, normally fed mice.

When Shay and his colleagues analyzed the tissues of the fat mice that ate the supplements, they noted higher activity levels of PPAR-alpha and PPAR-gamma, two proteins that work within cells to metabolize fat and sugar.

Shay hypothesizes that the ellagic acid and other chemicals bind to these PPAR-alpha and PPAR-gamma nuclear hormone receptors, causing them to switch on the genes that trigger the metabolism of dietary fat and glucose. Commonly prescribed drugs for lowering blood sugar and triglycerides act in this way, Shay said.

The goal of his work, he added, is not to replace needed medications but to guide people in choosing common, widely available foods that have particular health benefits, including boosting metabolic function.

"We are trying to validate the specific contributions of certain foods for health benefits," he said. "If you're out food shopping, and if you know a certain kind of fruit is good for a health condition you have, wouldn't you want to buy that fruit?"

The research was supported by the Institute of Food and Agricultural Science at the University of Florida and Florida Department of Agriculture and Consumer Services. The study appears in the January issue of the Journal of Nutritional Biochemistry.

Shay's research with mice was supported by the Blue Mountain Horticultural Society, the Erath Family Foundation, and the OSU College of Agricultural Sciences.

Story Source:

The above story is based on materials provided by Oregon State University. The original article was written by Gail Wells. Note: Materials may be edited for content and length.

Journal Reference:
Meshail Okla, Inhae Kang, Da Mi Kim, Vishnupriya Gourineni, Neil Shay, Liwei Gu, Soonkyu Chung. Ellagic acid modulates lipid accumulation in primary human adipocytes and human hepatoma Huh7 cells via discrete mechanisms. The Journal of Nutritional Biochemistry, 2015; 26 (1): 82 DOI:10.1016/j.jnutbio.2014.09.010

Cite This Page:

Oregon State University. "Another reason to drink wine: It could help you burn fat, study suggests." ScienceDaily. ScienceDaily, 6 February 2015. <www.sciencedaily.com/releases/2015/02/150206111702.htm>.

Estudantes não percebem tecnologia como parte do aprendizado

Guilherme Caetano - guilherme.manoel.caetano@usp.br
Publicado em 6/fevereiro/2015 

Alunos de classes populares ainda não veem a presença de aparelhos tecnológicos em sala de aula como parte do processo de aprendizagem. Principalmente em escolas públicas, estudantes manuseiam aparelhos celulares sem a orientação ou intervenção de seus professores, apesar da proibição de sua utilização por lei. É o que mostra pesquisa de mestrado de André Toreli Salatino, na Faculdade da Educação (FE) da USP. O pesquisador acompanhou regularmente dezenas de estudantes de uma escola pública. A ideia do trabalho foi compreender as tensões que conformam a experiência escolar contemporânea, a forma como os jovens vivenciam mundos culturais e tecnológicos distantes entre si.
Missão de criar situações de aprendizagem usando aparelhos tecnológicos é do professor

Segundo o estudo, é do professor a responsabilidade de tentar criar situações de aprendizagem que incluam a utilização dos diversos aparelhos tecnológicos, já que as tecnologias não fazem nada por si mesmas. Esses jovens não mobilizam as novas tecnologias para construírem relações com os saberes escolares, em grande parte utilizam seus celulares para se ausentarem daquele mundo. O uso das tecnologias, entretanto, não poderá se tornar a finalidade de nenhuma instituição escolar, e seu uso deve ser pensado nos valores que são reforçados por meio de sua prática. Com foco no processo de aprendizagem, cabe ao professor avaliar, em sua realidade concreta, se a implementação dos aparelhos tecnológicos contribuem para que os alunos criem uma relação com o conteúdo de sua disciplina.

Durante um ano letivo, Salatino observou três turmas do ensino médio de um colégio da periferia da cidade de São Paulo, na zona leste. O acompanhamento não se deu apenas em sala de aula, mas também em outros espaços escolares, como o pátio em horário de intervalo entre as aulas e períodos de entrada e saída. Esses espaços se mostraram interessantes por também participarem do mundo de exibição produzido com esses aparelhos tecnológicos, em meio à experiência escolar desses jovens.

Metodologia

A metodologia do trabalho teve inspiração da etnografia, método utilizado pela antropologia na coleta de dados. O pesquisador tentou compreender essa cultura escolar específica a partir do significado construído pelos jovens em sua relação com celulares e aparelhos eletrônicos em geral e com a escola dos dias atuais. Essa análise se deu por intermédio de um trabalho de campo prolongado com jovens de classes populares.

Foram aplicados questionários fechados a todos os alunos presentes nas turmas, cujas respostas foram comparadas com dados estatísticos publicados por diferentes institutos internacionais que tinham por objeto a relação dos jovens com a tecnologia. Para amenizar a distância entre “aquilo que somos” e “aquilo que dizemos que somos”, buscou-se refletir sobre o que as ações desses alunos têm a dizer sobre a sociedade em que estão inseridos.

Resultado

Por mais que a cooperação entre docente e tecnologia para auxiliar no progresso do ensino seja importante, não se pode deixar iludir. Em determinadas situações, será difícil introduzir recursos tecnológicos, mesmo porque a cultura brasileira não tem a aprendizagem como valor. Grande parte dos estudantes de classes populares não compreende o ensino em instituições escolares como meio de ascensão social. Muitos, aliás, observam a promessa da escola como ilusão, pela própria experiência com pessoas que concluíram o ensino médio e mesmo assim não galgaram condições financeiras melhores.

De acordo com Salatino, não significa, porém, que a proibição de telefones celulares em sala de aula seja o suficiente. Durante o percurso escolar esses alunos distraem-se com ou sem a presença de recursos tecnológicos, embora os aparelhos tecnológicos levem essa dispersão para outra escala. “Temos que considerar que a proibição não retirou os aparelhos da escola”, lembra o pesquisador, “pois a dinâmica de leis no Brasil é abstrata, constituída de cima para baixo e despreocupada com sua implementação prática”.

O pesquisador ainda vê eventos de distúrbio, como músicas tocadas em sala de aula para provocar os professores, como obstáculo à convivência de ensino e tecnologia. “Os jovens devem crescer em dois mundos: o juvenil e o escolar. Tudo se passa como se esses jovens não tivessem crescido no mundo escolar, não vendo perspectivas em seus estudos. Dessa maneira, a maioria dos jovens mostra uma forma de socialização paralela à escola, investindo sua criatividade, inteligência e seu tempo na utilização de aparelhos tecnológicos e em algo que se mostrou central nessa experiência: a produção e manutenção de redes de sociabilidade via formas rápidas de comunicação, que cadenciavam o decorrer de todas as aulas observadas”, afirma Salatino.

Foto: Marcos Santos

Mais informações: email andre.salatino@usp.br, com André Toreli Salatino

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Fruta ou Suco: qual a melhor opção?

06.02.2015
Esta dúvida é muito comum e sem dúvida, as duas opções podem ser saudáveis. Mas como todos os outros alimentos, elas também possuem particularidades e para que possamos fazer a escolha certa é importante conhecermos as diferenças que existem entre as frutas e os diferentes tipos de sucos. Acompanhe a seguir:

1) FRUTA: já vem prontinha, com todos os nutrientes preservados e em equilíbrio. Composta por: água, frutose que é o açúcar natural das frutas, minerais, vitaminas e outras substâncias funcionais que regulam o funcionamento do nosso organismo, fibras que fazem com que a frutose seja absorvida de forma mais lenta e gradativa não provocando picos de glicemia. As fibras ainda causam mais saciedade fazendo com que a fome demore mais para vir, melhoram o funcionamento intestinal e controlam os níveis sanguíneos de gorduras. O ato da mastigação também favorece a saciedade. Apesar de todas estas vantagens, não quer dizer que devemos comer 5 laranjas, afinal, a quantidade do que ingerimos também influencia na qualidade da nossa alimentação.

2) SUCO NATURAL: assim como as frutas, também são fontes de água, vitaminas, minerais e substâncias funcionais, porém a quantidade de fibras é reduzida ou eliminada dependendo da maneira de preparo. Ainda, quando não ingeridos logo após o preparo, tem suas propriedades nutricionais reduzidas ou eliminadas pela oxidação.

Quando fazemos um suco no liquidificador e sem coar, eliminamos parte das fibras, mas acabamos diluindo um pouco os nutrientes, pela necessidade de adicionarmos água para o seu preparo.

Na centrífuga retiramos todas as fibras presentes, porém, temos um concentrado de todos os nutrientes. As fibras, apesar de importantes, também podem impedir a absorção de alguns minerais importantes como ferro, zinco, cobre e magnésio, quando ingeridas em excesso.

Então, de acordo com o tipo de preparo e os ingredientes usados, podemos ter variações em sua qualidade nutricional. Vejam alguns exemplos:

▪ Suco de laranja puro coado (01 copo = 3 a 4 laranjas): a quantidade de laranjas aumentam muito a concentração de frutose (açúcar). Com uma alta concentração de açúcar natural e sem as fibras, este açúcar é absorvido muito rápido, elevando a glicose sanguínea rapidamente também. Esta sobrecarga acaba causando desequilíbrios à longo prazo, que podem gerar desde quilinhos extras até aumento dos níveis de glicemia.

▪ Suco de 01 laranja + ½ maçã + 01 colher de linhaça hidratada + água (liquidificado e não coado): esta combinação já é melhor do que o suco de laranja simples, pois reduzimos a quantidade de laranja, adicionamos a maçã e a linhaça que possuem fibras que diminuem a velocidade de absorção da frutose.

▪ Água de coco + maçã + cenoura + couve + gengibre + inhame + hortelã (centrifugado): apesar das fibras serem eliminadas, a combinação dos ingredientes torna o suco mais completo e nutritivo.

3) SUCO DE POLPA CONGELADA: a polpa industrializada é a fruta liquidificada com bastante água, peneirada e congelada. Sendo assim, não contem fibras e poucas substâncias nutritivas. Algumas marcas contêm conservantes, sendo importante observar sempre os ingredientes. Porém, quando feitas em casa, as polpas podem ser uma alternativa muito boa, pela praticidade que oferecem. Prepare-as com um mínimo de água e não coe.

4) SUCO DE GARRAFA INTEGRAL: composto apenas pela fruta processada e sem adição de açúcar. A concentração de frutose é bem alta, portanto deve ser diluído e ingerido alternadamente com outros sucos. Sucos de uva, por exemplo, encontram-se nesta apresentação. Ler os ingredientes é fundamental, pois alguns contêm aditivos e açúcar.

5) SUCO DE LATA OU DE CAIXINHA: fruta de menos, aditivos de mais, é o que encontramos nesta categoria: água, polpa de fruta, açúcar ou adoçante, aditivos químicos (para conservar, dar sabor, dar cor). Fora isto, temos o alumínio da lata que é neurotóxico ou então o BPA (bisfenol A) que reveste internamente as caixinhas e também está nas garrafas de plástico e que é um disrruptor endócrino. Os disrruptores se alojam em receptores hormonais causando um estrago enorme no nosso metabolismo. Portanto aqui não há nada de natural e nem de nutritivo.

Por: Vanessa Schwab, nutricionista e personal diet / CRN-DF 1916
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Green antibiotics


GREEN ANTIBIOTICS from Katrien van't Hooft on Vimeo.
This film presents the exchange project between Dutch and Indian experts in dairy farming on ways to reduce antibiotic use. In innovative ways the expertise from India on medicinal plants is combined with expertise from the Netherlands on farm management and milk quality control.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Sementes e Histórias

Água aromatizada



Boicote o Consumismo

Edible weeds

Wild Edible and Medicinal Plants

Leites vegetais


Os leites vegetais podem ser feitos com grãos, sementes ou cereais.É uma boa opção para os veganos e aos intolerantes à lactose.

Nossa sugestão é utilizar além do leite de soja, o amendoim, o gergelim, a aveia, o girassol, a castanha, a amêndoa e a quinoa.

O modo de preparo é muito simples,lavar e deixar os alimentos de molho, descartar essa água e bater no liquidificador com uma água filtrada, coar em um pano bem fininho. Pode ser tomado puro ou adoçado com melaço, por exemplo. Vale inventar e criar suas próprias receitas. Eles combinam muito bem com frutas e podem ser batidos no liquidificador.

Também ficam ótimos com frutas secas como ameixa-preta (sem caroço), damascos e uva-passa. Uma boa opção é deixar as frutas secas de molho por algumas horas antes de acrescentá-las ao leite, para que fiquem mais macias e soltem com facilidade seu açúcar natural. Conserve sempre na geladeira.


Dica da:

Dengue e a chikungunya

Can pot treat depression?


"Chronic stress is one of the major causes of depression," Samir Haj-Dahmane says. "Using compounds derived from cannabis—marijuana—to restore normal endocannabinoid function could potentially help stabilize moods and ease depression." (Credit: Mark/Flickr)


Posted by Cathy Wilde-U. Buffalo on February 6, 2015

Marijuana appears to ease symptoms of depression caused by chronic stress, new research with animals suggests.

The study focused on endocannabinoids, which are brain chemicals similar to substances found in marijuana.

“In the animal models we studied, we saw that chronic stress reduced the production of endocannabinoids, leading to depression-like behavior,” says Samir Haj-Dahmane, a senior research scientist at the Research Institute on Addictions at the University at Buffalo.

STABILIZE MOOD, EASE DEPRESSION

Endocannabinoids are naturally produced chemical compounds in the brain that affect motor control, cognition, emotions, and behavior.

As the name suggests, they are similar to the chemicals found in marijuana (Cannabis sativa) and its active ingredient, delta-9-tetrahydrocannabinol (THC).

“Chronic stress is one of the major causes of depression,” Haj-Dahmane says. “Using compounds derived from cannabis—marijuana—to restore normal endocannabinoid function could potentially help stabilize moods and ease depression.”

The research, published in the Journal of Neuroscience, is preliminary, Haj-Dahmane says.

RELIEF FROM PTSD

“Our research thus far has used animal models; there is still a long way to go before we know whether this can be effective in humans.

“However, we have seen that some people who suffer from post-traumatic stress disorder have reported relief using marijuana.”

The next step is to see if using a marijuana extract, cannabidiol (CBD), restores normal behaviors in animals without leading to dependence on the drug.

Medical marijuana remains a controversial issue. Although 23 states and the District of Columbia have approved its use to provide relief for health problems such as glaucoma, nerve pain, epilepsy, multiple sclerosis, and nausea from chemotherapy, some experts are concerned that medical use of marijuana may normalize attitudes about the drug and lead people—especially youth—to believe it is completely safe.

The National Institute of Mental Health provided funding.


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Quando sinto que já sei

Dicas para reduzir o sal/sódio da alimentação

Dicas da www.pastoraldacrianca.org.br


O excesso de sódio, ingrediente presente no sal de cozinha, é um fator que pode levar uma pessoa a desenvolver a pressão alta (hipertensão arterial), problemas renais e problemas de coração (como arritmia e infarto).
Dicas:

• Faça o seu prato colocando primeiro a salada, incluindo frutas, vegetais e grãos integrais, se possível. O organismo precisa mais de potássio do que de sódio e muitas frutas e legumes são ricos em potássio;

• Evite o macarrão instantâneo de pacotinho, que vem junto com o tempero, pois tem muito sódio. Prefira o macarrão comum;

• Salames, mortadelas, salsichas e presuntos têm muita concentração de sódio. Substitua por queijo branco e frango grelhado nos seus sanduíches;

• Congelados também têm muito sal, que atua como conservante. Prefira comidas feitas na hora;

• Refrigerantes, mesmo sendo doces, contêm altas doses de sódio em sua composição. Substitua por sucos;

• O shoyu tradicional tem muito sódio. As versões light apresentam uma redução de mais ou menos 25% na quantidade de sódio. Outra opção é trocar por suco de limão, ou ainda, fazer um molho com limão, mostarda, cebola e azeite;

• Para temperar a salada, coloque: azeite, limão, vinagre e outros temperos, como ervas, orégano, manjericão, coentro, salsinha e cebolinha. Não coloque o sal, pois estes temperos já vão dar um sabor agradável a sua salada;

• Evite as sopas industrializadas, pois também são itens com muito sódio. Experimente preparar, você mesmo, sopas e caldos em casa, começando por receitas simples;

• Evite enlatados e biscoitos industrializados: todos tem sódio;

• Prefira gorduras e óleos de origem vegetal, como o azeite extra virgem, óleo de canola, girassol ou soja;

• Quando comprar um produto, leia a parte nutricional do rótulo. Procure aqueles com até 300 mg de sódio por porção, ou não mais do que um miligrama de sódio para cada caloria do alimento;

• Se houver possibilidade, substituir os pães brancos por integrais;

• Retire o sal da comida que você faz em casa. Pare de adicionar sal aos seus alimentos, a não ser quando absolutamente necessário. Corte pela metade as quantidades de sal sugeridas por receitas e continue cortando. Se possível, adicione o sal perto do final do processo de preparo ou logo antes de comer. Não adicione sal à água fervente. Desse jeito, apenas um pouco de sal irá satisfazê-lo, visto que há menos tempo para ele penetrar na comida.

• Segundo a Organização Mundial da Saúde, é recomendado o consumo diário de até 5 gramas de sal. Contudo, a maioria dos brasileiros ingere até 12 gramas por dia. Por isso, fique atento!

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Conheça 7 materiais e tecnologias sustentáveis para sua reforma (dicas do www.autossustentavel.com)

É possível ter uma casa com práticas sustentáveis para ajudar o meio ambiente e gerar economia

Englobar economia, sociabilidade e práticas ambientais está se tornando algo cada vez mais importante na vida das pessoas. Se você acha que a reforma da sua casa é uma oportunidade para fazer escolhas mais sustentáveis, essa dica é pra você. E o melhor, tem opções para todos os bolsos.

Existem diversas formas de praticar a sustentabilidade dentro de casa e de forma barata e rápida. Dicas como reciclagem e economia de água já está mais do que clara na cabeça das pessoas e devem ser práticas rotineiras.

Mas, a sustentabilidade não para por aí. Outras coisas, um pouco mais complexas, podem fazer com que os hábitos de sua vida mudem. Separamos uma lista de materiais e tecnologias sustentáveis que você pode aplicar na sua próxima reforma. 

Telhado verde
Telhado verde permite a criação de horta orgânica no próprio telhado com hortaliças, suculentas, grama amendoim, rabo de gato, entre outras

É um tipo de cobertura sobre o teto de casas e edifícios feita com plantas. Em geral, são usadas plantas pequenas, que precisam apenas de uma estreita camada de terra, como suculentas ou hortaliças, mas, dependendo da estrutura da laje é possível até ter um pequeno pomar. Para se fazer um teto verde, é preciso cuidado com impermeabilização da laje e com a drenagem da água.

O serviço de empresas especializadas custa em torno de R$150,00/m², mas elas terão cuidado com o peso que a laje pode suportar (lembrando que haverá terra, água e plantas sobre ela) e a impermeabilização adequada para que não ocorram infiltrações pelo teto, que vai ficar cheio de água. Além da diversão de usar uma área verde, ele gera conforto térmico e acústico da casa e contribui pra diminuir a poluição ambiental e aumentar a umidade do ar. 

Captação e reuso de água de chuva
Projeto de baixo custo permite a criação de uma cisterna própria em casa

A ideia aqui é simples, criar um sistema que coleta e armazena a água da chuva e que permita que ela seja usada para situações que não requerem água potável, como regar o jardim, lavar o quintal ou para a descarga do banheiro, por exemplo.

Os fatores importantes neste caso são: saber dimensionar a quantidade de água que provavelmente cai sobre sua casa – para poder prever a tubulação que vai transportar essa água e o tamanho da cisterna em que ela ficará armazenada – um sistema para filtrar essa água e a forma de fazê-la ficar disponível pra você reusar.

Você pode ter um sistema mais complexo, feito por engenheiros ou técnicos especializados, em que a água é conduzida e bombeada para a tubulação que fica nas paredes da casa, mas você também pode optar por um sistema bem simples e barato, em que a água que cai no telhado é conduzida por uma calha até um reservatório pequeno com uma mangueira acoplada e fica lá guardada pra quando você precisar usar. Dá pra começar com um investimento de R$250,00.

Lâmpadas LED
Troque a lâmpada convencional pela de LED e ganhe em economia

Elas são feitas com um dispositivo eletrônico que precisa de muito menos energia para gerar luz. Além de consumir menos energia, elas também têm vida útil 40 vezes maior do que as lâmpadas incandescentes comuns. Hoje em dia elas usam o mesmo soquete que as lâmpadas incandescentes e as fluorescentes (ou frias), então são bem fáceis substituir.

Uma lâmpada LED custa cerca de R$ 40, mas a diferença de preço é compensada no longo prazo e na economia de energia.

Tinta ecológica
Tinta ecológica é apropriada para quem tem algum tipo de alergia

Essas tintas são feitas com matérias-primas naturais, sem componentes sintéticos ou insumos derivados de petróleo. E podem ser de três tipos: minerais, vegetais e com insumos animais. Geralmente são livres de VOC (Compostos Orgânicos Voláteis), eliminando o impacto negativo na qualidade do ar e não agredindo a camada de ozônio.

Por serem mais naturais são muito usadas em ambientes com pessoas que tem alergias e também são recomendadas para hospitais, restaurantes e quartos de criança. A diferença de preço com relação às tintas convencionais é pequena.

Compostagem
Compostagem ajuda a diminuir a quantidade de lixo nos aterros e permite ainda a produção de um adubo forte

Este é um processo para aproveitar resíduos orgânicos (cascas e restos de frutas, verduras e legumes, podas de plantas, etc) e transformá-los em adubo. Em vez de desperdiçar todos esses nutrientes e mandar para o aterro sanitário ou para o lixão, ele pode ser usado para fazer um composto rico que pode ser usado como adubo.

Não deixa cheiro e é simples de manejar. Só de curiosidade, 50% do ‘lixo’ gerado por uma pessoa poderia ser compostado. Você pode comprar um minhocário, que é um conjunto de 3 caixas onde são colocados os resíduos e minhocas fazem o trabalho de transformá-los em composto. Uma composteira doméstica precisa de uma área de 1 m² na sombra e custa cerca de R$ 180,00.

Energia solar
Apesar do alto custo, o benefício da energia solar é muito bom

A energia solar é uma fonte abundantee de baixo impacto ambiental. E é uma alternativa para você produzir sua própria energia. Para isso, é preciso instalar painéis solares que são placas capazes de transformar a energia do sol em energia elétrica. Uma casa que consome 500kWh/mês precisaria de cerca de 20 painéis de 240 Wp.

Esses painéis ocupam mais ou menos 35m², e ter a área disponível também é importante. Eles podem ser instalados sobre o telhado ou cobertura da garagem, por exemplo. Um engenheiro saberá avaliar corretamente. A questão é o custo. Neste exemplo de uma família que consome 500 kWh/mês, os painéis custam o equivalente a 10 anos de conta de luz. Ou seja, você faz um investimento inicial que vai demorar 10 anos pra se pagar, mas vai continuar durando por mais quinze depois disso. Vale muito a pena.

Vaso sanitário com duplo acionamento
Duplo acionamento na descarga economiza muitos litros de água

O duplo acionamento é um sistema que possibilita usar a descarga com opção para 3 ou 6 litros, ao invés de apenas um sifão, como nas descargas comuns.

Este vaso possui uma caixa com dois compartimentos, que podem ser acionados juntos ou separadamente. Este dispositivo com dois botões possibilita a utilização da água de acordo com a necessidade específica de cada um, proporcionando uma economia de mais de 60% no consumo de água. A caixa de descarga com acionamento duplo custa em torno de R$ 250,00.

quinta-feira, dezembro 04, 2014

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Jacareí, São Paulo: Núcleo de Educação Ambiental tem estudo de plantas medicinais

Ao longo do ano a Secretaria de Meio Ambiente realiza encontros mensais com os grupos PAS (Plantas Medicinais, Meio Ambiente e Saúde), que visam à troca de saberes científico e popular das plantas medicinais. Além de divulgar a ação de plantas no organismo e a interação medicamentosa, nos encontros os participantes trocam informações e recebem orientação sobre o cultivo, as formas de utilização e a introdução em hábitos alimentares saudáveis.

Na quarta-feira (11), às 14h, a planta medicinal que será apresentada durante o encontro é a erva de Santa Maria. Os encontros são realizados uma vez por mês no Núcleo de Educação Ambiental do Viveiro Municipal, no CAPS II e nas UMSF dos bairros Parque Meia-Lua e São Silvestre.

Serviço -- O Núcleo de Educação Ambiental fica dentro do Viveiro de Jacareí, na rua Theófilo Teodoro Rezende, 39, Campo Grande.
(Arisly Franco)

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Na Bahia, agricultores Sem Terra iniciam produção de plantas medicinais

O objetivo é contribuir para o desenvolvimento socioambiental e sanitário em sete pré-assentamentos e comunidades rurais.

5 de fevereiro de 2015 

Da Página do MST

As famílias Sem Terra do extremo sul baiano iniciaram nesta semana o projeto “Saúde e Plantas Medicinais em Sistemas Produtivos Agroecológicos”.

O projeto é uma iniciativa do MST em parceria com a Fiocruz e a ESALQ/USP. No recorrer das etapas, se relacionará com outras esferas do Sistema Único de Saúde (SUS). 

O objetivo é contribuir para o desenvolvimento socioambiental e sanitário em sete pré-assentamentos e comunidades rurais do estado.
Além disso, o projeto pretende monitorar e acompanhar mais de perto as condições de vida e saúde das famílias Assentadas na região.

De acordo com Enedina, militante do MST e coordenadora do projeto, “é necessário debater a questão da saúde na sociedade como qualidade de vida e não pontualmente como um problema de doença. Pensar a saúde é ter condições de moradia, educação, alimentação, cultura”.

Compreendendo a importância deste projeto para melhoria de vida dos trabalhadores, os representantes da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) afirmam que “essa é uma oportunidade de resgatar e fortalecer o conhecimento popular sobre as plantas medicinais. Para isso, é necessário estruturar bases produtivas agroecológicas ligadas ao desenvolvimento tecnológico, assim como contribuir para a melhoria das condições de saúde e vida dos trabalhadores rurais”. 

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O que está em jogo no Projeto de Lei (PL) 7.735/2014 de acesso aos recursos genéticos do Congresso?

Blog do ISA
Instituto Socioambiental (ISA)

A votação do Projeto de Lei (PL) 7.735/2014 na Câmara pode acontecer nos próximos dias. A proposta pretende regulamentar o acesso aos recursos genéticos e aos conhecimentos tradicionais associados à biodiversidade. Veja abaixo uma breve contextualização e análise da proposta elaborada pelo ISA que aponta alguns dos principais retrocessos para povos indígenas e tradicionais que sua aprovação pode significar

Projeto de Lei 7.735/2014: O que está em jogo na regulamentação do acesso aos recursos genéticos e ao conhecimento tradicional associado para os detentores desse conhecimento?

Um dos mais significativos avanços da Convenção sobre Diversidade Biológica é o reconhecimento do conhecimento tradicional de comunidades locais e povos indígenas como fundamental para a conservação e para o uso racional da biodiversidade. Desse reconhecimento, se derivaram importantes direitos a esses povos e comunidades, sendo os principais: (i) o consentimento prévio informado para o acesso ao conhecimento tradicional associado aos recursos genéticos e (ii) a repartição justa e equitativa dos benefícios advindos da utilização de recursos genéticos e do conhecimento tradicional a eles associados.

Tais direitos, porém, encontram-se ameaçados em razão do Projeto de Lei (PL)7.735/2014, tramitando em regime de urgência na Câmara dos Deputados, que visa substituir a Medida Provisória 2.186-16/2001. As ameaças vêm daí, tanto por seu conteúdo como pela forma de sua concepção e tramitação.

Povos indígenas e comunidades locais, detentores do conhecimento tradicional associado aos recursos genéticos, foram excluídos do processo de elaboração do referido PL e sequer foram consultados sobre seu conteúdo. Por outro lado, a elaboração do PL, oriundo do Poder Executivo, contou com intensa participação dos setores empresariais envolvidos, o que garantiu a consolidação de seus interesses privados, como a dispensa de qualquer autorização para o acesso a recurso genético e conhecimento tradicional associado, a anistia geral e irrestrita a todas as penalidades impostas por suas irregularidades e a dispensa de pagamento de repartição de benefícios em diversas hipóteses. .

Além da falta de participação no processo de elaboração do PL, seu conteúdo também deve ser motivo de preocupação para os detentores de conhecimento tradicional. Direitos já consagrados na legislação brasileira, como o consentimento prévio informado e a repartição de benefícios derivada do uso dos recursos genéticos e do conhecimento tradicional associado, se apresentam de forma desfigurada no PL, sendo objeto de grandes limitações.

O processo de consentimento prévio informado, por exemplo, pressupõe que seja possível não consentir, ou seja, dizer ‘não’ ao acesso e ao uso do conhecimento tradicional. No PL, essa possibilidade não existe (veja o anexo para uma análise mais detalhada). A repartição dos benefícios advindos do acesso aos recursos genéticos e ao conhecimento tradicional, por sua vez, deixa de ser justa e equitativa no PL, para ser injusta e insignificante.

Assim sendo, é fundamental que os detentores do conhecimento tradicional associado ao patrimônio genético se mobilizem e se envolvam nesse debate, sob o risco de se permitir a consolidação de limitações aos seus direitos, tal como que sejam acessados seus conhecimentos para exploração econômica sem sua concordância e sem a justa e equitativa repartição de benefícios.

As relações de força no Congresso Nacional são desfavoráveis aos direitos dos povos e comunidades tradicionais, tornando necessária a incidência das organizações junto aos parlamentares, bem como ao governo federal, autor da proposta e de seu regime de urgência.


Sobre a tramitação do Projeto de lei, acesse aqui
Arquivo:



Publicado no Portal EcoDebate, 06/02/2015

Cardiologistas alertam para perigo da mistura de álcool com energético

A mistura de bebidas alcoólicas com energéticos pode acarretar perigos para os usuários e atrapalhar o carnaval de muita gente, alerta o vice-presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio de Janeiro (Socerj), Ricardo Mourilhe.

Segundo ele, os energéticos são ricos em cafeína e taurina, que são “potentes estimulantes – assim como o álcool -, e podem induzir ao aumento da pressão arterial, à arritmia”. Uma doença cardíaca pré-existente pode ser agravada, e se o usuário tem uma doença incipiente, ainda não manifestada, ela pode ser potencializada por causa do uso dessas substâncias, disse Mourilhe.

O cardiologista explicou à Agência Brasil que se o consumidor tem pressão arterial já elevada e toma estimulante misturado com álcool, a pressão sobe mais ainda, e isso pode levar a um acidente vascular cerebral (AVC).

Pessoas de qualquer idade estão sujeitas a esses perigos, mas Mourilhe explicou que, nos jovens, o risco da combinação álcool e energético é maior porque “o jovem, em geral, faz uso dessas substâncias em quantidade muito maior. Se ele tem, por exemplo, a doença não diagnosticada, não conhecida, o risco dele acaba sendo maior por esse motivo. Normalmente, a pessoa mais velha tende a se cuidar mais e se policia”. O jovem, ao contrário, mesmo que tenha algum problema, costuma relaxar mais e ignorar os perigos, apontou.

O vice-presidente da Socerj recomenda que se a pessoa resolver beber, é importante que se mantenha hidratada, porque a hidratação oral ajuda a minimizar a questão. Um dos problemas da combinação álcool e energético, segundo ele, é a rápida desidratação, o que agrava ainda mais os riscos, e isso dá mais arritmia, mais hipertensão arterial.

É preciso também que os foliões não esqueçam de se alimentar no período do carnaval. Nunca devem beber em jejum, destacou Mourilhe. “Como a mistura de energéticos com álcool leva à desidratação, se junta desidratação com jejum, o quadro se agrava mais”. Por isso, indica que é importante se alimentar durante o consumo da mistura e beber muita água em paralelo.

O ideal, porém, advertiu o cardiologista, é reduzir ao máximo a combinação de bebidas alcoólicas e energéticos, ou não consumir, e se for usar, que o faça com “extrema moderação”. Ele diz que hoje em dia os jovens costumam misturar energéticos com vodca, que é uma bebida mais barata. Isso é um agravante, disse, porque o destilado tem um percentual de álcool muito mais alto que a cerveja, por exemplo. “Então, tendo mais álcool, maior o risco”, ressalta.

De acordo com a presidenta da Socerj, Olga Ferreira de Souza, os energéticos permitem que a pessoa beba em maior quantidade. Com isso fica mais sujeita a embriaguez e a riscos de quedas, de acidentes, de dependência e até de morte, com redução de reflexos.

Pesquisa feita em 2002 pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) mostra que a cafeína presente nos energéticos, quando combinada com álcool, tem impacto negativo no cérebro, podendo levar ao envelhecimento precoce e a doenças como o Mal de Parkinson e Alzheimer.

Por Alana Gandra, da Agência Brasil.

Publicado no Portal EcoDebate, 06/02/2015

ONU alerta: apenas 20% da água residual é tratada, provocando riscos para saúde e biodiversidade

O acesso escasso à água e a contaminação desse bem natural geram doenças graves, principalmente na África onde mais de 547 milhões de pessoas carecem de acesso a saneamento básico.
Em tempos de crise hídrica, uma solução para minimizar a falta de água pode ser sua reciclagem. Mas, apenas 20% da água residual do mundo é atualmente tratada, prejudicando, principalmente, os países de baixa renda. A informação faz parte de um relatório elaborado por várias agências da ONU e divulgado na última segunda-feira (02).

O documento, produzido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o Programa da ONU para o Meio Ambiente (PNUMA) e o Programa da ONU para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat), em nome da ONU Água, intitulado Gestão de Águas Residuais, descreve os danos provocados no ecossistema e biodiversidade pela contaminação da água e a falta de tratamento, que prejudicam a saúde, as atividades econômicas e a segurança desse recurso natural.

Nos países de baixa renda, esse problema se agrava, com apenas 8% dos países capazes de tratar as águas residuais. O acesso escasso à água e a contaminação desse bem natural geram doenças graves, que poderiam ser facilmente evitadas, principalmente na África, onde mais de 547 milhões de pessoas carecem de acesso a saneamento básico.

Para o diretor executivo do ONU-Habitat, Joan Clos, o gestão da água residual deve ser parte integral do planejamento urbano e da legislação de um país e a Conferência sobre Moradia e Desenvolvimento Urbano Sustentável (Habitat III), que acontece em 2016, oferecerá uma oportunidade para tratar esse tema de forma global.

Já o chefe do PNUMA, Achim Steiner, ressaltou que cerca de 70% dos resíduos industriais em países em desenvolvimento não são tratados. Uma cifra que se bem administrada pode converter-se em uma oportunidade de conservação e acesso para diferentes setores.

“A agricultura consome 70% da extração global de água, mas a irrigação da agricultura com água residual reaproveitada está em alta e é usada para irrigar entre 20 e 45 milhões de hectares em todo o mundo. Isso é apenas uma fração do que é possível, se políticas e tecnologias disponíveis convergirem para assegurar que a água residual e água de qualidade sejam integradas em uma agenda de água mais holística dentro do processo pós-2015”, adicionou.

Fonte: ONU Brasil

Publicado no Portal EcoDebate, 06/02/2015

Carioca desenvolve aplicativo que ajuda a controlar consumo de energia

Cálculo de Consumo de Energia, disponível para Android, auxilia consumidor a controlar despesas domiciliares
O programador carioca Claudioney Loureiro, de 33 anos, não estava satisfeito com os gastos mensais em energia. Achava o consumo alto para sua família e decidiu criar uma ferramenta para ajudá-lo a controlar as despesas e, ao mesmo tempo, identificar os vilões do consumo de energia em sua casa.

Foi assim que surgiu a ideia do aplicativo Cálculo de Consumo de Energia. Com ele, Claudioney começou a calcular a quantidade de energia que cada aparelho consumia e com isso tomou algumas medidas.

“Usando o aplicativo, descobri que dois aparelhos da minha casa, um ar condicionado e a geladeira, estavam consumindo muita energia. O aparelho de ar era bem velho e aí decidi substituir por um novo.

Com relação à geladeira, descobri que estava com um problema no termostato e isso fazia o consumo ser muito alto. Para se ter uma ideia, por dia eu gastava 15 kw a cada 24 horas e hoje eu gasto em média de 2 a 4kw a cada 24 horas”, conta.

Esses pequenos reparos, aliados a mudanças na casa, fizeram com que o consumo de energia de Claudioney, sua esposa e a filha caísse substancialmente.

“Acho que consegui economizar meus gastos em mais de 15% por mês”, garante. Ele classifica os reparos e mudanças na casa um investimento, e não uma despesa. “O que você gasta substituindo uma lâmpada, trocando a janela de madeira por uma de vidro, em pouco tempo se converte em economia na conta de luz”, avalia.

O que era para ser uma ferramenta pessoal de acompanhamento de gastos acabou se transformando em um aplicativo disponível para download e surpreendeu o idealizador em termos de receptividade.

“Eu coloquei ele para download e me surpreendi que várias pessoas baixaram, comentaram e mandaram sugestões de melhorias. E foi com base nessas melhorias que estou trabalhando em uma atualização e ela deve estar disponível em breve”, afirma.

Para Claudioney, a conscientização do consumo deve ser uma preocupação de todas as pessoas, não apenas por conta dos gastos, mas também pela questão ambiental.

“Acho que as pessoas hoje em dia estão se preocupando mais com isso. Não somente em diminuir o consumo como também procurar meios alternativos. Esse aplicativo é a minha contribuição, de certa forma”, finaliza.

O aplicativo Cálculo de Consumo de Energia está disponível em https://play.google.com/store/apps/details?id=com.claudioney.calculaenergia

Fonte: Portal Brasil

Publicado no Portal EcoDebate, 06/02/2015

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Enriquecimento da caatinga com umbuzeiros: caderneta de poupança verde do meio rural para agricultura familiar.

Documental arca del gusto en Chile (PT-04)

Documental Arca del gusto en Chile (PT-03)

Documental Arca del gusto en Chile (PT-02)

Documental Arca del gusto en Chile (PT-01)

Oportunidade para gestor de projeto de fortalecimento da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares

02 Fevereiro 2015 
A Fiotec (Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico em Saúde) da Fiocruz abre vaga para 1 profissional (gestor) para trabalhar no projeto “Gestão de recursos humanos apoiada por instrumentos de informação para o fortalecimento da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares”. Os currículos devem ser cadastrados até o dia 13 de fevereiro. O candidato/a deve possuir graduação na área de saúde e no mínimo 2 anos de experiência no exercício de gestão pública municipal e/ou estadual e/ou Federal. A remuneração é R$ 6 mil mensais e o período de contratação de 6 meses. O local de prestação do serviço será Brasília-DF. 

Para mais informações e inscrições acesse o site da Fiotec > vagas em projetos > gestor de recursos humanos apoiada por instrumentos de informação para o fortalecimento da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares.

Ou diretamente neste link.

Link da reportagem:

Anvisa suspende venda de composto de ervas para artrose

21/01/2015 

Paula Laboissière - Repórter da Agência Brasil Edição: Graça Adjuto

Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), publicada hoje (21) no Diário Oficial da União, suspende a fabricação, distribuição, divulgação, comercialização e o uso do produto Rematrós – composto de ervas naturais à base de sementes de sucupira, garra do diabo, unha de gato e vinho tinto, fabricado por empresa desconhecida.

Saiba Mais

De acordo com o texto, foi comprovada a divulgação e a comercialização do produto, que não tem registro na Anvisa, por meio de dois endereços eletrônicos: http://www.rematros.net.br ehttp://www.remedioparadornojoelho.com.br.

A agência determinou ainda a apreensão e a inutilização das unidades do produto encontradas no mercado. A resolução entra em vigor hoje.

Na internet, o produto é comercializado como “remédio para dores no joelho” e também para o “tratamento” de dores causadas por artrose, artrite, reumatismo, gota, bursite, tendinite, hérnia de disco, bico de papagaio, omalgia (dor no ombro) e lombalgia.

Na internet, o Rematrós é oferecido por R$ 38 mais o valor do frete. Na página virtual, onde não é informado a procedência nem os responsáveis pelo produto, há orientações sobre o consumo e contra-indicações.

Link:

Cora Coralina

É que tem mais chão nos meus olhos
do que cansaço nas minhas pernas,
mais esperança nos meus passos
do que tristeza nos meus ombros,
mais estrada no meu coração do que medo na minha cabeça.

Desmatamento afeta balanço hídrico do cerrado e causa erosão

Uso do solo para agricultura e pecuária altera processos hidrológicos e potencializa processos erosivos

Na Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP, estudo do engenheiro e pesquisador Paulo Tarso Sanches Oliveira procura entender os mecanismos dos processos hidrológicos e de erosão do solo no cerrado brasileiro. A partir das informações obtidas por sensoriamento remoto e em áreas experimentais, a pesquisa constatou que o desmatamento para implantação de cultivos agrícolas e atividades pecuárias altera o balanço hídrico da região e potencializa os efeitos da erosão. O trabalho recomenda que os dados obtidos sirvam de base para um zoneamento que regule o uso e manejo do solo.

Estudo usou informações de sensoriamento remoto e de áreas experimentais

A pesquisa adotou diferentes escalas de trabalho (vertentes, bacias hidrográficas e continental), com base em dados experimentais obtidos em um fragmento de cerrado em Itirapina (interior de São Paulo), em laboratório e a partir de sensoriamento remoto (imagens de satélite). “Assim, foram estudados cada componente do balanço hídrico”, descreve o pesquisador, “tais como a precipitação, precipitação interna [parte da precipitação que passa pela vegetação e atinge o solo], escoamento pelo tronco das árvores, interceptação da chuva, evapotranspiração [parcela da água que evapora mais o uso da água pela vegetação denominado de transpiração], infiltração, água armazenada no solo, que recarrega o aquífero subterrâneo, e o escoamento superficial”.

“O balanço hídrico foi avaliado primeiramente para toda a região do cerrado a partir de dados de sensoriamento remoto no período de 2003 a 2010, que permitiram quantificar o aumento e diminuição de água na superfície terrestre e visualizar espacialmente as regiões mais afetadas”, diz Oliveira.

A estimativa dos valores médios de evapotranspiração variou entre 1,91 a 2,60 milímetros diários (mm d-1) para a estação seca e chuvosa, respectivamente. Os valores de interceptação da chuva variam de 4% a 20% e o escoamento pelo tronco das árvores foi de aproximadamente 1% da precipitação total no cerrado. “O coeficiente de escoamento superficial foi menor que 1% nas parcelas de cerrado e o desmatamento tem o potencial de aumentar em ate 20 vezes esse valor”, relata. “Neste estudo também foi desenvolvido um modelo regional para estimativa da evapotranspiração a partir de dados de sensoriamento remoto, que estima a evapotranspiração de forma satisfatória a cada 16 dias, com uma resolução espacial de 250 metros (m)”.

Erosão

A pesquisa aponta que no cerrado os valores de escoamento superficial, erosão do solo e o fator C da Equação Universal de perda do Solo (USLE), que fornece uma estimativa das perdas, variam de acordo com as estações do ano. “Os maiores valores do fator C foram encontrados no verão e outono”, ressalta. “O uso do solo é considerado um dos principais fatores que controlam o processo de erosão hídrica. Os resultados sugerem que mudanças no uso do solo, como por exemplo a substituição da vegetação original do cerrado pelos cultivos agrícolas, têm o potencial de intensificar a erosão do solo em mais 10 vezes”.

Localizado na porção central do Brasil, o cerrado é o segundo maior bioma da América do Sul e ocupa uma área de aproximadamente 2 milhões de quilômetros quadrados (km2), correspondente a 22% do território nacional e abrange dez das 12 grandes regiões hidrográficas brasileiras. “A água dessas bacias hidrográficas são cruciais para o abastecimento humano e dessedentação animal, manutenção de funções ecohidrológicas de sistemas no cerrado e outros biomas como o pantanal e caatinga, e para o fornecimento de água para a indústria, agricultura, navegação e turismo”, conta. “Várias usinas hidroelétricas do Brasil usam águas provenientes da região de cerrado, que também abriga aquíferos de água subterrânea”.

O pesquisador ressalta que o desflorestamento do cerrado, motivado pela expansão dos cultivos agrícolas, ocorre mais rapidamente que na floresta amazônica e pode levar ao desaparecimento do ecossistema nos próximos anos. “A partir dos dados sobre balanço hídrico e de erosão do solo seria fundamental a elaboração de um zoneamento para definir as áreas prioritárias de preservação, as que possuem melhor e pior potencial agrícola ou de pecuária, as regiões mais vulneráveis a erosão e as que precisam ser recuperadas”, afirma. “Os resultados obtidos na pesquisa podem fornecer alguns subsídios para auxiliar neste processo, que levaria alguns anos para ser concluído”.

A tese de doutorado apresentada no EESC foi dividida em cinco artigos científicos que contemplam estudos sobre o balanço hídrico e erosão do solo no Cerrado em diferentes escalas espaciais e temporais. A pesquisa foi liderada pelo professor Edson Cezar Wendland, do Departamento de Engenharia Hidráulica e Saneamento. O pesquisador Mark Nearing foi supervisor do trabalho no período de intercâmbio no United States Department of AgricultureAgricultural Research Service (USDA-ARS) e na University of Arizona (Estados Unidos). Também participaram pesquisadores da Queens School of Engineering, na University of Bristol (Reino Unido) do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP e o Departamento de Agronomia da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS).

Foto: Divlugação

Por Júlio Bernardes, da Agência USP de Notícias.

Publicado no Portal EcoDebate, 05/02/2015

Programa na Caatinga promoverá uso florestal sustentável


Desmatamento para fins energéticos é o principal vetor da degradação ambiental e da intensificação do processo de desertificação

Quase 1.500 municípios brasileiros se encontram em processo de desertificação, o que corresponde a 16% da área do território brasileiro. Tal situação desafia os gestores de políticas públicas a promover ações estruturantes para convivência sustentável com a semiaridez e o efetivo combate à desertificação.

Diante deste cenário, foi lançado na última sexta-feira (30), em Campina Grande (PB), um Programa de Segurança Bioenergética Florestal que visa promover a conservação e o uso sustentável da biodiversidade da Caatinga para a sustentabilidade da matriz energética das indústrias cerâmicas.

Pioneiro no Nordeste, o Programa é uma iniciativa do Departamento de Combate à Desertificação do Ministério do Meio Ambiente (DCD/MMA) e será desenvolvido em parceria com o Instituto Interamericano de Cooperação para Agricultura (IICA) e o Parque Tecnológico da Paraíba (PaqTcPB), por meio do Centro de Produção Industrial Sustentável (Cepis), com apoio do Fundo Clima e da Associação dos Ceramistas do Sertão e do Seridó da Paraíba (Solidos), composta por 25 cerâmicas com atuação em 15 municípios do Semiárido paraibano.

Uma das estratégias de ação encontradas pelo DCD/MMA tem sido promover a sustentabilidade da matriz energética, por meio de parcerias com o setor industrial, da promoção da segurança energética domiciliar e do manejo florestal sustentável da Caatinga.

A lenha, recurso florestal nativo, sempre foi a principal fonte de energia do bioma Caatinga, representando cerca de 30% da matriz energética e 40% do parque industrial, sendo que o setor cerâmico representa hoje mais da metade (cerca de 60%) da demanda do setor industrial por lenha no bioma.

Durante o lançamento, o diretor do DCD, Francisco Barreto Campello, destacou que o Programa é emblemático por colocar em evidência o papel do manejo florestal e a importância de trabalhar a questão da melhoria da eficiência energética para o setor cerâmico, com um olhar estratégico para o quadro das mudanças climáticas e o manejo da paisagem. “É um setor que tem uma representação importante no Nordeste em todos os sentidos, principalmente na geração de empregos, e é extremamente relevante trabalhar estas cerâmicas da Paraíba como referência para o cenário do setor industrial da região. Nesse contexto de mudanças climáticas o maior desafio hoje é promover as ações de adaptação, mostrando, por um lado, que a paisagem que está posta vai ser conservada e, por outro, que será mantido dentro do setor uma estratégia para utilizar a lenha, biocombustível renovável e fonte energética mais adaptada que dispomos hoje na Caatinga”, assegura o diretor.

No Brasil e no mundo um dos principais vetores da degradação ambiental e da intensificação do processo de desertificação é o desmatamento para fins energéticos. Por esta razão, o Programa irá investir na qualificação das práticas de manejo florestal, visando uma política florestal sustentável para a convivência com a semiaridez.

“Em 2002 a área desmatada da Caatinga era de 43,38%, enquanto em 2008 era de 45,39%, com perda de cerca de 2% da vegetação nativa durante o período, o que confirma, mais uma vez, que não existe uma frente de desmatamento na Caatinga, mas práticas de manejo por meio do sistema de rodízio para descanso do solo, conhecido localmente como pousio. Isso tem que ser inserido nas políticas públicas para que possamos de fato dispor de uma forma diferente de trabalhar promovendo a conservação da biodiversidade, o ordenamento dos recursos florestais, o incremento na economia local e a sustentabilidade da matriz energética por meio do uso de biocombustível renovável e local, que é a lenha”, completou Campello.

Estima-se que a demanda atual de lenha por parte das indústrias e comércio da região seja mais de 25 milhões de metros ésteres ano (1 éstere corresponde a 1 metro cúbico de madeira retorcida). A área potencial de uso sustentável disponível é de cerca de 6 milhões de hectares com cobertura vegetal passível de manejo florestal, sendo que para atender a demanda do Nordeste é necessário apenas 2,5 milhões de hectares, o que corresponde a 7% da área remanescente florestal da Caatinga. “Ainda não existe ameaça, temos áreas suficientes para utilizar, capaz de atender a demanda, o problema é que não estamos sabendo aproveitar este potencial”, ressaltou Campello. Os dados são de estudo do Fundo para o Meio Ambiente Global (GEF), realizado em 2010.

Novos paradigmas

Na busca de promover alternativas de sustentabilidade ambiental e socioeconômica do bioma Caatinga, o Programa irá estruturar estratégias de comunicação com o objetivo de sensibilizar a sociedade e produtores para dar visibilidade ao conjunto das atividades sustentáveis a serem implantadas. Também utilizará estratégias de extensão rural, com mobilização de um quadro técnico especifico para sensibilizar, orientar e cadastrar os produtores rurais para as práticas florestais (manejo e plantios) e implantação das Áreas Protegidas.

Estas ações serão importantes em razão da necessidade de romper com paradigmas extremamente consolidados na sociedade contra o uso do potencial da biodiversidade florestal. É muito comum encontrar visões preconcebidas que associam certas atividades produtivas de exploração de recursos ambientais necessariamente como ações de degradação.

No entanto, muitas vezes se tratam de produtores que valorizam e utilizam o potencial da biodiversidade do espaço semiárido, com um plano de manejo aprovado, licenciado e acompanhado pelo órgão ambiental, que promovem a conservação das florestas, mas que são equivocadamente marginalizados pela sociedade. Assim, a necessidade de mudança de paradigmas foi apontada como um dos grandes desafios a serem superados durante a implantação do Programa.

Tais preconceitos também se refletem no âmbito das relações institucionais e nas ações de fomento e crédito para a biodiversidade florestal. Existe certa marginalização da presença da lenha na matriz energética, que tem focado seu planejamento estratégico muito mais na preocupação de encontrar fontes energéticas alternativas (eólica, solar, etc), ao invés de também qualificar a biomassa florestal como atividade importante de sua política.

Os bioenergéticos florestais são economicamente viáveis pelo seu baixo custo e, se utilizados de forma sustentável com melhoria dos processos e adaptação de inovações tecnológicas, podem contribuir para a inclusão social, para valorizar os recursos ambientais e para diminuir a vulnerabilidade regional frente às mudanças climáticas.

O Presidente da Solidos-PB, Gideão Tibúrcio dos Santos, ressaltou que o grupo de ceramistas tentava e vem tentando legalizar 100% de suas ações e sempre havia empecilhos, mas acredita que essas novas parcerias irão ajudar a desmitificar o problema que sempre enfrentaram.

O fundador da Associação, José Moura Filho, complementou: “nosso ramo não é uma atividade ilegal, antes nós nos sentíamos marginalizados por conta que usávamos diretamente o meio ambiente, como o barro, a argila e a lenha. Hoje com as formas de sustentabilidade que o Programa vem nos mostrando, a gente começa a entender que saímos dessa área da marginalização para uma margem de reconhecimento, porque o crescimento do nosso estado e do nosso país se dá mediante a necessidade de construção de habitações que exige do mercado a fabricação de telhas e tijolos que têm como principal matéria-prima o barro e a lenha, desde que este insumo seja utilizado de forma racional e sustentável”.

Neste sentido, o entendimento da gestão do Programa é que para a mudança de paradigmas é necessário que as práticas de utilização sustentável dos sistemas agroflorestais da Caatinga sejam legalizadas, por meio do fortalecimento do diálogo entre órgãos ambientais e usuários do meio ambiente.

Outros comportamentos institucionais importantes são: fortalecer o processo de descentralização da gestão florestal; promoção do uso sustentável pelas linhas de crédito e utilização das estratégias de comunicação para implantar os sistemas de manejo adequado como instrumento de gestão ambiental.

O projeto será executado a partir deste mês e é coordenado pela pesquisadora Aluzilda Oliveira, do Cepis/PaqTcPB, Agência Implementadora do MMA.

Fonte: Portal Brasil

Publicado no Portal EcoDebate, 05/02/2015

Novos nanobiossensores vão analisar presença de OGM’s em alimentos e produtos biotecnológicos

Inovações baseadas em nanomateriais irão analisar a presença de organismos geneticamente modificados (OGM’s)

Uma iniciativa coordenada pela Universidade do Porto, em Portugal, está pesquisando novos nanobiossensores e dispositivos baseados em nanomateriais que poderão analisar a presença de organismos geneticamente modificados (OGM’s) em alimentos e produtos biotecnológicos. Em determinadas quantidades, os OGM’s podem causar diversos danos à saúde, entre os quais, numerosos tipos de alergias e até poluição do meio ambiente.

IFSC é uma das instituições colaboradoras do projeto internacional

O Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP é uma das instituições que cooperam com o projeto Monitoring Genetically Modified Organisms in Food and Feed by Innovative Biosensor Approaches. O projeto tem a participação de centros de pesquisas e universidades de Portugal, Espanha, França, Brasil e Argentina, com coordenação da pesquisadora Cristina Delerue-Matos, da universidade portuguesa. O objetivo principal é criar uma rede ativa de colaboração, intensificando e promovendo o intercâmbio de pesquisadores entre instituições da Europa e América Latina.

Além do intercâmbio entre os profissionais que atuam nessa área, o projeto tem promovido workshops que contribuem para a difusão do conhecimento, principalmente dentro da comunidade científica. Durante o mês de janeiro, o professor Valtencir Zucolotto, coordenador do Grupo de Nanomedicina e Nanotoxicologia, do IFSC, recebeu professora Beatriz Lópes-Ruiz, especialista na área farmacêutica e docente da Universidad Complutense de Madrid (Espanha).

Atualmente, o docente trabalha com a pesquisadora Maria Cristina Freitas, do Instituto Superior de Engenharia do Porto – ISEP (Portugal), que tem realizado estudos sobre o controle de qualidade de alimentos no Instituo de Física.

A pesquisadora Beatriz Lópes-Ruiz, que se surpreendeu com a qualidade da infraestrutura do IFSC, se mostra bastante esperançosa com o impacto que o projeto pode causar, já que há uma grande mobilidade da comunidade científica, com grupos trabalhando em várias vertentes dessa pesquisa e facilitando a colaboração entre cada instituição envolvida. A jovem pesquisadora Maria Cristina Freitas já finalizou o seu mestrado em Portugal e pretende iniciar seu doutorado nos laboratórios do IFSC — fator que reforça o conceito de intercâmbio proposto pela iniciativa.

Visibilidade internacional
 
O professor Valtencir Zucolotto sublinha que o IFSC tem recebido alunos de Portugal, Espanha, Suíça, e de diversos outros países europeus e latino-americanos, envolvidos neste e em outros projetos. Além disso, ele conta que a Unidade já desenvolveu sistemas que detectam a quantidade de proteínas relacionadas aos Organismos Geneticamente Modificados. “O IFSC tem colaborado com esse projeto de maneira bastante importante, recebendo pesquisadores e desenvolvendo esse tipo de tecnologia, sendo que esse trabalho tem oferecido uma visibilidade internacional para o nosso Instituto, por meio de um tema que é bastante relevante em termos mundiais”, afirma.

Outra vertente bastante importante dessa rede é sua contribuição à saúde pública. Além das técnicas desenvolvidas no IFSC, outros grupos da rede já projetaram novos dispositivos que também detectam a quantidade de transgênicos nos alimentos. “Na União Europeia existe uma legislação direcionada a alimentos biotecnológicos. Se um produto alimentício tem mais de 0,9% de transgênicos em sua composição, deve haver uma etiqueta alertando o consumidor”, explica a pesquisadora Maria Cristina. Nos Estados Unidos, esse processo é facultativo a partir de 0,5%, enquanto que no Brasil a quantidade é raramente identificada nas embalagens dos alimentos. Mesmo assim, Maria Cristina acredita que o alerta nas embalagens poderá vigorar em nosso País: “No Brasil, já tenho encontrado muitos pacotes de alimentos com o alerta de transgênicos”, diz.

O trabalho em questão deverá ser finalizado em outubro, mas Beatriz garante que há chances de renová-lo: “Espero que possamos solicitar outro projeto para continuarmos com essa proposta. Assim que terminarmos as apresentações dos workshops, estaremos em contato periodicamente com nossos parceiros, através de vídeo-transferência, para atualizarmos todo o trabalho conjunto”, conclui Beatriz.

Além do Instituto de Física de São Carlos, a Universidade Federal do Piauí (UFPI), Campus Parnaíba, também representa o Brasil na rede internacional.

Foto: Divulgação IFSC

Fonte: IFSC / Agência USP de Notícias.

Publicado no Portal EcoDebate, 05/02/2015