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terça-feira, 23 de julho de 2019

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Assentamentos do MST apostam no cultivo de plantas medicinais

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Integrantes do movimento defendem os benefícios e a eficácia da fitoterapia
12 de setembro de 2018 

Sanuza Motta mora no Assentamento Zumbi dos Palmares (ES) e defende o uso da fitoterapia. Foto: Divulgação MST

Por Júlia Rohden Do Brasil de Fato

As plantas curam. A fitoterapia, estudo das plantas medicinais, é uma prática milenar que pode auxiliar no tratamento de vários problemas de saúde. Sanuza Motta é integrante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e produz preparados fitoterápicos no assentamento Zumbi dos Palmares, localizado no norte do Espírito Santo. Ela explica que uma das vantagens da fitoterapia é que uma mesma planta pode ajudar de diferentes maneiras. “Semana passada eu conversava com um rapaz que pegou uma tintura de 'canela de velho' para dores nas articulações, artrite e artrose, e ele tem problema de diabetes e mede todo dia. Ele notou que, a partir do momento que começou a tomar 'canela de velho', a glicose dele não subiu mais. Então vale a pena tentar, ninguém perde em conhecer plantas medicinais e começar a fazer o uso delas”, defende Motta.

Sanuza conta que sua mãe já fazia o uso de plantas medicinais, mas foi junto ao MST que pode participar de cursos de formação sobre o assunto. Ela se tornou especialista em saúde para a população do campo, por meio de uma parceria entre o MST e a Fiocruz. A assentada defende que o uso de plantas medicinais pode ser facilmente aprendido por quem tem interesse e conta que o cultivo das plantas pode ser feito mesmo por quem não mora no campo. “As plantas vão se adequando, quem gosta da planta vai criar uma maneira, uma alternativa. No apartamento pode não ter luz nenhuma, mas se tem claridade, perto de uma janela, de uma porta, vai dar um jeito de colocar a planta ali e ela vai responder aquilo. Inicialmente pode até ficar frágil e ter dificuldade, mas ela vai reagir, porque as plantas têm capacidade de adaptação”, afirma.

A prática da fitoterapia foi adotada pelo MST nas comunidades, acampamentos e outros espaços do movimento. A assentada Sandra Maria da Silva mora na região de Planaltina, no Distrito Federal, e relata que sentiu mudanças no corpo ao deixar de utilizar os medicamentos vendidos em farmácias.“Todos os nossos espaços [do MST] de cuidado, tanto na comunidade, como externo também nas nossas lutas, a gente não usa mais o [remédio] convencional, só usa mesmo a medicina alternativa com as plantas medicinais", conta. "Muda totalmente. Os efeitos colaterais não são os mesmos dos remédios convencionais que você toma um remédio pra dor de cabeça e fica com outro problema de saúde. Com as plantas você de fato faz um tratamento, cuida do corpo, da alma, do espírito, da vida mesmo”, avalia.

O acampamento 8 de março, onde Sandra vive, produz fitoterápicos há seis anos. Além disso, as famílias também produzem cosméticos naturais a base de plantas. “Nós produzimos tinturas, que é extração feita da planta, com álcool de cereal, entre elas tem anti-inflamatória, analgésico, antibióticos. Nós também fazemos sabonetes íntimos com barbatimão e aroeira, desodorante natural, shampoo para crescimento do cabelo, sinergias respiratórias feita com óleos essenciais, óleo de massagem e repelentes", explica Sandra.

Ela recomenda a erva baleeira para os casos de artrite, reumatismo, dor nas articulações e até cólicas menstruais, já que é uma planta com propriedades anti-inflamatórias. Outra opção para combater as cólicas menstruais é com uso do alecrim que também ajuda contra os sintomas de gripes e resfriados.

São muitas as plantas com propriedades medicinais. Xaropes, tinturas, infusões ou chás, seja como for, elas são uma ótima alternativa para cuidar da saúde. 

*Editado por Camila Salmazio do Brasil de Fato

quarta-feira, 11 de julho de 2018

Cooperativa de mulheres em SP produz ervas medicinais orgânicas para remédios do SUS

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A Cooplantas funciona em um assentamento do MST, na cidade de Itaberá, no interior de São Paulo

Camila Maciel

Brasil de Fato | Itaberá (SP),19 de Junho de 2018 às 16:10

A Cooplantas foi formalizada em 2009, mas o trabalho com plantas medicinais já tem mais de 20 anos / Camila Maciel | Brasil de Fato

O cuidado milenar dos povos tradicionais por meio das plantas hoje também se faz pelas mãos de mulheres agricultoras da região sudoeste de São Paulo.

“A capuchinha a gente usa mais para pomada milagrosa, cicatrizante. Camomila é digestiva, para cólicas menstruais, dor de estômago, intestino. A calêndula é anti-inflamatória. Vivendo e aprendendo, né? Todo dia a gente aprende um pouco”.

A afirmação é de Vanilda Santos, 42 anos, moradora do Assentamento da Fazenda Pirituba, na cidade de Itapeva, no interior paulista.

Ela faz parte da Cooperativa de Produção de Plantas Medicinais, a Cooplantas, junto com outras 30 mulheres e dois homens. Eles são organizados pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, o MST.

Com o trabalho na lavoura, elas produzem dezenas de variedades de plantas. Cavalinha, melissa, erva cidreira, capim limão, goiaba, amora são apenas algumas delas.

Parte dessa produção, que é toda orgânica e agroecológica, vai para o SUS em forma de medicamentos fitoterápicos.

A cooperativa foi formalizada em 2009, mas o trabalho com plantas medicinais já tem mais de 20 anos, como explica Nazaré Carvalho, de 62 anos, uma das fundadoras da iniciativa.

“Quando nós entramos no acampamento, veio uma pessoa de São Paulo e ela fez uma pomada milagrosa aqui. As crianças eram cheias de feridas. Aí começamos a fazer a pomada milagrosa para consumo próprio e a gente começou a trabalhar com plantas medicinais e até hoje. Faz 27 anos já", diz.

Para Nazaré, esse trabalho é também uma resistência ao poder da indústria farmacêutica.

“Na época, os índios, a nossa cultura era com plantas medicinais, e hoje o latifúndio, que são as farmácias, que eu chamo de latifúndio, que gasta muito dinheiro e pobre não tem muito dinheiro para comprar antibiótico, se o antibiótico está aqui no campo”, comenta.

Ao longo de mais de 20 anos, foram muitas as conquistas a partir da organização de mulheres no assentamento. Entre elas, um projeto do Ministério da Saúde que viabilizou uma parceria com a Fundação Oswaldo Cruz, a Fiocruz, a prefeitura de Itapeva e a Faculdade de Ciências Sociais e Agrárias de Itapeva, a Fait, para disponibilizar medicamentos fitoterápicos pelo SUS.

Vívian Ferrari, professora e coordenadora do curso de farmácia da Fait, explica que a iniciativa existe desde 2012 e já trouxe muitos benefícios para a comunidade.

"Os medicamentos estão sendo produzidos aqui pelos alunos com esse contato que eles tem também que eles têm com os profissionais de saúde do SUS e o mais gostoso de tudo isso é participar desse projeto e ver que, na prática, o medicamento está chegando na casa da comunidade, atendendo os padrões de qualidade, identidade, de segurança", analisa.

Uma das conquistas mais recentes da Cooplantas é a construção de uma fábrica de chá para produção e venda em sachê. O local está sendo construído ao lado de onde hoje é feita a secagem das plantas.

Mas além dos avanços na estrutura da produção e dos ganhos financeiros para as mulheres, Nazaré destaca a organização das agricultoras como uma das vitórias da cooperativa.

“As meninas não são mais exploradas. Ninguém explora. Elas têm a visão de saber o que elas querem. A visão também na casa, o marido ajuda a fazer o serviço na casa, quando ela chega do serviço, então elas têm outra visão. Tem machismo, claro, mas tem mais esclarecimento", explica.

O trabalho na cooperativa é divido em setores: produção, secagem, manipulação, comercialização e direção. Os ganhos com a produção é dividido considerando as horas trabalhadas por cada uma. Em média, o valor é de R$ 500, mas a meta é alcançar um salário mínimo.

Edição: Guilherme Henrique

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Open access: Regulation of the Rhythmic Emission of Plant Volatiles by the Circadian Clock

Zeng, L.; Wang, X.; Kang, M.; Dong, F.; Yang, Z. Regulation of the Rhythmic Emission of Plant Volatiles by the Circadian Clock. Int. J. Mol. Sci. 2017, 18, 2408.


Abstract

Like other organisms, plants have endogenous biological clocks that enable them to organize their metabolic, physiological, and developmental processes. The representative biological clock is the circadian system that regulates daily (24-h) rhythms. Circadian-regulated changes in growth have been observed in numerous plants. Evidence from many recent studies indicates that the circadian clock regulates a multitude of factors that affect plant metabolites, especially emitted volatiles that have important ecological functions. Here, we review recent progress in research on plant volatiles showing rhythmic emission under the regulation of the circadian clock, and on how the circadian clock controls the rhythmic emission of plant volatiles. We also discuss the potential impact of other factors on the circadian rhythmic emission of plant volatiles. 


Keywords: biosynthesis; circadian clock; emission; plant volatile; rhythm; substrate; transcription



Figure 1. (A,B) Techniques for the collection and detection of volatiles emitted from plants. After collection, emitted volatiles are separated and analyzed by gas chromatography-mass spectrometry (GC-MS). (A) Static collection by solid phase microextraction (SPME); (B) dynamic collection using dynamic automatic sampling system. Airflow is controlled by two pumps and is filtered through an active carbon filter. Blue arrows indicate airflow direction; (C) rhythmic emissions of volatiles under direct light regulation and under control of the endogenous circadian clock.

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sábado, 3 de junho de 2017

Cultivo caseiro de condimentos - 3

Não adie, plante. #hortasurbanas Projeto: @sabordefazenda

Uma publicação compartilhada por Marcos Roberto Furlan (@quintaisimortais) em

Cultivo caseiro de condimentos - 2

Não fique no mundo das ideias. Transplante-as. #hortaurbana #plantasaromáticas #tomilho Projeto: @sabordefazenda

Uma publicação compartilhada por Marcos Roberto Furlan (@quintaisimortais) em

Curiosidades sobre aspectos agronômicos de plantas medicinais - 2

Curiosidades sobre aspectos agronômicos de plantas medicinais - 1

domingo, 28 de maio de 2017

Cavalinha em um quintal de Porto União, Santa Catarina

Texto:
Lorena Rogelle Santiago Pinto - acadêmica de Farmácia - Faculdades Integradas do Vale do Iguaçu - UNIGUAÇU
Marcos Roberto Furlan - Eng. Agr. - professor 

O gênero Equisetum pertence à família Equisetaceae. De acordo com Flora do Brasil 2020 (floradobrasil.jbrj.gov.br), esse gênero inclui 15 espécies, sendo a maioria de ocorrência no hemisfério norte. Apenas a Equisetum giganteum L. é encontrada de forma espontânea no Brasil.

A mais famosa na fitoterapia mundial é a Equisetum arvense (foto 1), reconhecida, por exemplo, como remineralizante em fraturas, diurético, hipotensor e anti-inflamatório. Outra característica interessante na saúde é seu rico valor em silício, nutriente associado à prevenção de doenças ósseas. 
Foto 1: Equisetum arvense L. 
By Brambleshire - Own work, CC BY-SA 3.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=19751789 

Vinda da Europa a Equisetum hyemale (foto 2) se adaptou bem no Brasil, mas é encontrada quase que somente em quintais. Se for mantida uma boa umidade, a espécie se espalha. Mas se quiser formar mais mudas, de seus finos "ramos" é possível retirar estacas para plantio.

Quanto ao uso medicinal, é considerada substituta da E. arvense. Muitas vezes é comercializada como se fosse essa última.
Foto: Equisetum hyemale em Porto União, Santa Catarina
By: Lorena Rogelle Santiago Pinto

Referência:
http://floradobrasil.jbrj.gov.br 

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Cultivo de plantas: mulheres são destaque na agricultura familiar do DF

25/01/17

São poucas, o grupo não chega a 10, mas é o maior no cultivo de plantas medicinais e ornamentais dentro da agricultura familiar no Distrito Federal. Nove mulheres do Programa de Assentamento Dirigido (Pad-DF), no Paranoá, encontraram um novo sentido para a vida e outra forma de renda com o manuseio da terra. As mãos delicadas e detalhistas é que fazem toda a diferença. Três dessas produtoras já construíram um viveiro em suas propriedades e vendem para grandes feiras na capital.

Lázara Pereira é quem está à frente. Há quatro anos no trabalho, ela foi a primeira da região a acreditar e investir no cultivo. No ano passado, construiu uma estufa, que melhora o desenvolvimento da produção. Até o marido que duvidou do negócio no início, quando viu que funcionava, passou a trabalhar junto da mulher. Eles moram com quatro filhos em um assentamento de dois hectares e a renda com as plantas é o que sustenta a família. As ervas medicinais são o carro chefe de venda e nas últimas exposições conseguiram lucrar em torno de R$ 3 mil. 

Tudo começou e foi possível com o apoio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF). “Eu sempre sonhei em mexer com plantas. Quando recebemos a visita técnica da Emater, eu vi que era possível e comecei com as primeiras mudas. Eles nos direcionaram até aqui, explicando sempre o melhor caminho para cuidar da produção e vender”, comenta ela, que se diz realizada e complementa que inclusive já conseguiu tirar carteira e comprar o carro.

Texto completo:

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Horta-Mandala: potencializando a vida no jardim!


Por Mayra Dias, geógrafa e jardinista
Se você sair para caminhar em um parque, ou para fazer uma trilhar e estiver com o olhar atento, vai perceber que existem várias formas que se expressam na natureza. São padrões que se repetem sempre que uma ação ou função precisa ser realizada. Os círculos, por exemplo, aparecem sempre que há necessidade de movimento, não é à toa que os frutos em sua maioria possuem formato esférico precisam rolar para que as sementes que carregam germinem a certa distância da planta mãe.

Na natureza nada é ao acaso tudo tem sua sabedoria e com as formas não é diferente cada uma exerce uma função. Observe a natureza e você terá os ensinamentos mais verdadeiros para o cultivo de suas plantas. Se você quer potencializar características essenciais para o desenvolvimento da vida como fluidez, interação e movimento em seu jardim é interessante que escolha formas arredondadas, onduladas ou circulares para seus canteiros, as hortas-mandala são ótimas opções!

As mandalas podem ser observadas com frequência na natureza, na forma de uma flor, na teia tecida por uma aranha ou no formato de nossos olhos. Ao longo de nossa história nas mais diferentes culturas nos apropriamos dessa forma e a utilizamos esse poderoso símbolo com a finalidade de conectar o mundo material às energias mais sutis. A palavra mandala significa círculo de cura ou círculo de energia. Este símbolo possui a capacidade de expressar a estrutura fundamental do universo onde microcosmos estão contidos em um macrocosmo.

Existem inúmeras maneiras de fazer uma horta ou jardim em mandala, solte sua criatividade e mãos na terra! Sem dúvida você estará potencializando as dinâmicas da vida em seu jardim, e com a força deste símbolo incrível trará beleza para seu momento de cuidado com as plantas além de transformá-lo em uma oportunidade para sentir-se reconectada a esse todo maior do qual fazemos parte.

Esta mandala aí embaixo nós fizemos na finalização do Curso Prático de Jardinagem Orgânica em novembro:
Para informações sobre o Curso Prático de Jardinagem Orgânica Comestível clique aqui.
Av. Nadir Dias de Figueiredo, 395 – Vila Maria, São Paulo
(11) 2631-4915
sabordefazenda@sabordefazenda.com.br

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sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Effects of Secondary Plant Metabolites on Microbial Populations: Changes in Community Structure and Metabolic Activity in Contaminated Environments

Secondary plant metabolites (SPMEs) play an important role in plant survival in the environment and serve to establish ecological relationships between plants and other organisms. Communication between plants and microorganisms via SPMEs contained in root exudates or derived from litter decomposition is an example of this phenomenon. In this review, the general aspects of rhizodeposition together with the significance of terpenes and phenolic compounds are discussed in detail. We focus specifically on the effect of SPMEs on microbial community structure and metabolic activity in environments contaminated by polychlorinated biphenyls (PCBs) and polyaromatic hydrocarbons (PAHs). Furthermore, a section is devoted to a complex effect of plants and/or their metabolites contained in litter on bioremediation of contaminated sites. New insights are introduced from a study evaluating the effects of SPMEs derived during decomposition of grapefruit peel, lemon peel, and pears on bacterial communities and their ability to degrade PCBs in a long-term contaminated soil. The presented review supports the “secondary compound hypothesis” and demonstrates the potential of SPMEs for increasing the effectiveness of bioremediation processes.
Musilova, L.; Ridl, J.; Polivkova, M.; Macek, T.; Uhlik, O. Effects of Secondary Plant Metabolites on Microbial Populations: Changes in Community Structure and Metabolic Activity in Contaminated Environments. Int. J. Mol. Sci. 2016, 17, 1205.

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Chemical Elicitor-Induced Modulation of Antioxidant Metabolism and Enhancement of Secondary Metabolite Accumulation in Cell Suspension Cultures of Scrophularia kakudensis Franch

Figure 1. Induction of friable callus after two weeks (A) and four weeks (B); friable callus cultured in liquid medium with cells deposited on the walls of the flask (C); cell suspension cultures derived from callus cultures (D).

Abstract

Scrophularia kakudensis is an important medicinal plant with pharmaceutically valuable secondary metabolites. To develop a sustainable source of naturaceuticals with vital therapeutic importance, a cell suspension culture was established in S. kakudensisfor the first time. Friable calli were induced from the leaf explants cultured on a Murashige and Skoog (MS) medium containing 3.0 mg·L−1 6-benzyladenine (BA) in a combination with 2 mg·L−1 2,4-dichlorophenoxy acetic acid (2,4-D). From the callus cultures, a cell suspension culture was initiated and the cellular differentiation was investigated. In addition, the effect of biotic elicitors such as methyl jasmonate (MeJa), salicylic acid (SA), and sodium nitroprusside (SNP) on the accumulation of secondary metabolites and antioxidant properties was demonstrated. Among the elicitors, the MeJa elicited the accumulation of total phenols, flavonoids, and acacetin, a flavonoid compound with multiple pharmaceutical values. Similarly, the higher concentrations of the MeJa significantly modulated the activities of antioxidant enzymes and enhanced the scavenging potentials of free radicals of cell suspension extracts. Overall, the outcomes of this study can be utilized for the large scale production of pharmaceutically important secondary metabolites from S. kakudensis through cell suspension cultures.

Manivannan, A.; Soundararajan, P.; Park, Y.G.; Jeong, B.R. Chemical Elicitor-Induced Modulation of Antioxidant Metabolism and Enhancement of Secondary Metabolite Accumulation in Cell Suspension Cultures of Scrophularia kakudensis Franch. Int. J. Mol. Sci. 2016, 17, 399.

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quarta-feira, 3 de agosto de 2016

A influência do ambiente nos “princípios ativos” das plantas medicinais

Estudo enfocou a Tithonia diversifolia, com reconhecida atividade anti-inflamatória e antimicrobiana, entre outras, e estabeleceu modelo para o manejo de diversas espécies (Foto: Tithonia diversifolia)

19 de julho de 2016

José Tadeu Arantes | Agência FAPESP – Chamada popularmente de “margaridão”, a Tithonia diversifolia é uma espécie invasora da família dos girassóis (Asteraceae) que se adaptou perfeitamente aos ecossistemas tropicais e subtropicais de três continentes: Ásia, África e América. Suas propriedades terapêuticas, há muito conhecidas pela medicina tradicional em diferentes países, vêm sendo reconhecidas por estudos científicos rigorosos. Atividades anti-inflamatória, analgésica, antimicrobiana, antiviral, leishmanicida, inseticida e outras são reportadas pela literatura especializada.

Essa pletora de ações medicinais decorre dos metabólitos secundários presentes na espécie. A função dos metabólitos secundários na dinâmica das plantas ainda não é de todo compreendida pela ciência. Grosso modo, pode-se dizer que, enquanto os metabólitos primários (proteínas, carboidratos etc.) são essenciais para a manutenção e a reprodução da vida, os secundários (terpenos, fenóis etc.) atuam como uma espécie de interface química entre a planta e o ambiente, desempenhando papéis como os de antioxidantes naturais, fungicidas, repelentes de insetos etc. Daí sua utilidade para os humanos.

Um novo estudo sobre o efeito das condições ambientais no perfil metabólico da Tithonia diversifolia acaba de ser publicado no jornal online Scientific Reports, do grupo Nature: “Effect of the environment on the secondary metabolic profile of Tithonia diversifolia: a model for environmental metabolomics of plants”.


“Bruno monitorou os fatores ambientais e os relacionou com os perfis metabólicos da planta. Uma analogia, no caso humano, seria rastrear, mês a mês, a alimentação ingerida, as condições climáticas, o gasto calórico etc. e relacionar essas informações com dados bioquímicos de componentes como colesterol, triglicérides, glicose e outros”, disse Fernando Batista da Costa, professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FCFRP-USP), orientador do doutorado de Bruno Leite Sampaio e também signatário do artigo da Scientific Reports.

“Além de fornecer uma base muito sólida para a utilização medicinal da Tithonia diversifolia, esse trabalho estabeleceu um modelo que pode ser usado no manejo de várias categorias de plantas: alimentícias, medicinais, tóxicas etc. Existe, então, uma ampla aplicabilidade”, acrescentou Costa.

Com o objetivo de comparar os efeitos de dois ambientes diferentes, Bruno Leite Sampaio cultivou a Tithonia diversifolia no Horto de Plantas Medicinais da FCFRP-USP, no município de Ribeirão Preto, a 315 quilômetros de São Paulo, e na Fazenda Santo Antônio, no município de Pires do Rio, a 145 quilômetros de Goiânia.

“Para excluir o fator da variação genética, precisávamos que todas as plantas fossem idênticas. Então, no lote de Ribeirão Preto, produzimos todos os espécimes a partir de uma única planta-mãe. Seccionando pedaços do caule, geramos 48 mudas por estaquia, depois transferidas para o Horto de Plantas Medicinais. E repetimos o mesmo procedimento em Goiás, gerando 48 mudas depois transferidas para a Fazenda Santo Antônio”, informou Sampaio.

A produção de metabólitos secundários nas várias partes das plantas (raízes, caules, folhas, flores) foi monitorada, mês a mês, ao longo de 24 meses. Ao mesmo tempo, foram registradas as variáveis ambientais de interesse: macro e micronutrientes e outros parâmetros físico-químicos do solo; e dados climáticos (precipitação acumulada, umidade relativa do ar, temperatura e níveis de radiação solar), estes fornecidos pelo Instituto Nacional de Meteorologia.

“Não focamos o estudo na variação de biomassa, mas sim na produção e acúmulo de metabólitos, em especial os secundários, nas diferentes partes da planta. Esses metabólitos podem ser entendidos como respostas químicas das plantas às variações ambientais, com vistas à melhor adaptação ao ambiente. E são eles que constituem os chamados ‘princípios ativos’ que determinam a eventual utilização farmacológica da planta”, explicou o jovem pesquisador.

“Trabalhamos com um grande número de plantas para não retirar amostras (de raízes, caules, folhas e flores) sempre dos mesmos indivíduos, pois isso induziria nas plantas uma resposta química artificial. O que nos interessava era acompanhar as variações no metabolismo normal e não respostas metabólicas falsas, decorrentes da injúria mecânica sofrida. Então, fizemos as coletas de amostras segundo um esquema de revezamento, de forma que cada planta tinha parte de seu material coletado apenas uma vez por ano”, acrescentou.

As amostras foram transformadas em extratos. E submetidas a duas técnicas analíticas poderosas: a cromatografia líquida de ultraeficiência acoplada a espectrometria de massas de alta resolução (LC-MS) e a ressonância magnética nuclear (RMN) de hidrogênio. A LC-MS foi realizada em equipamento adquirido com recursos da FAPESP, por meio do Projeto Temático “Estudos morfoanatômicos, metabolômicos e moleculares como subsídios a sistemática de espécies de Asteraceae e acesso ao seu potencial farmacológico”, coordenado por Beatriz Appezzato da Glória. E a RMN foi feita na University of Strathclyde, em Glasgow, na Escócia.

De forma muito resumida, a espectrometria de massas possibilita determinar a massa molecular de cada substância detectada no extrato. A ressonância magnética nuclear permite saber como os átomos de hidrogênio participam das moléculas dessas substâncias – o que informa se suas cadeias são abertas ou fechadas, constituídas por ligações simples ou duplas, com anéis aromáticos ou não etc. Juntando os dois conjuntos de informações, obtém-se, nos casos de sucesso, a estrutura química das substâncias propriamente ditas. E, por decorrência, a identificação dessas substâncias, sempre auxiliada por comparação com os registros da literatura.

“A grande novidade apresentada pelo Bruno foi combinar os dados obtidos pelas duas técnicas analíticas em uma única matriz. Tal abordagem experimental se diferencia da que é normalmente utilizada para estudos de metabolômica ambiental. Isso possibilitou reduzir pela metade o número de análises, tornar o tratamento estatístico muito mais robusto e obter resultados mais fáceis de interpretar”, comentou Costa.

“Conseguimos determinar como os perfis metabólicos das plantas variaram ao longo do período de dois anos. E constatamos que as diversas partes das plantas responderam de forma diferenciada aos fatores ambientais. A produção de metabólitos nas raízes foi influenciada apenas pelos fatores do solo, ao passo que as partes aéreas (caules, folhas e flores) se mostraram muito sensíveis aos fatores climáticos (chuvas, temperatura etc.)”, concluiu Sampaio. 

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