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quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Assentamentos do MST apostam no cultivo de plantas medicinais

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Integrantes do movimento defendem os benefícios e a eficácia da fitoterapia
12 de setembro de 2018 

Sanuza Motta mora no Assentamento Zumbi dos Palmares (ES) e defende o uso da fitoterapia. Foto: Divulgação MST

Por Júlia Rohden Do Brasil de Fato

As plantas curam. A fitoterapia, estudo das plantas medicinais, é uma prática milenar que pode auxiliar no tratamento de vários problemas de saúde. Sanuza Motta é integrante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e produz preparados fitoterápicos no assentamento Zumbi dos Palmares, localizado no norte do Espírito Santo. Ela explica que uma das vantagens da fitoterapia é que uma mesma planta pode ajudar de diferentes maneiras. “Semana passada eu conversava com um rapaz que pegou uma tintura de 'canela de velho' para dores nas articulações, artrite e artrose, e ele tem problema de diabetes e mede todo dia. Ele notou que, a partir do momento que começou a tomar 'canela de velho', a glicose dele não subiu mais. Então vale a pena tentar, ninguém perde em conhecer plantas medicinais e começar a fazer o uso delas”, defende Motta.

Sanuza conta que sua mãe já fazia o uso de plantas medicinais, mas foi junto ao MST que pode participar de cursos de formação sobre o assunto. Ela se tornou especialista em saúde para a população do campo, por meio de uma parceria entre o MST e a Fiocruz. A assentada defende que o uso de plantas medicinais pode ser facilmente aprendido por quem tem interesse e conta que o cultivo das plantas pode ser feito mesmo por quem não mora no campo. “As plantas vão se adequando, quem gosta da planta vai criar uma maneira, uma alternativa. No apartamento pode não ter luz nenhuma, mas se tem claridade, perto de uma janela, de uma porta, vai dar um jeito de colocar a planta ali e ela vai responder aquilo. Inicialmente pode até ficar frágil e ter dificuldade, mas ela vai reagir, porque as plantas têm capacidade de adaptação”, afirma.

A prática da fitoterapia foi adotada pelo MST nas comunidades, acampamentos e outros espaços do movimento. A assentada Sandra Maria da Silva mora na região de Planaltina, no Distrito Federal, e relata que sentiu mudanças no corpo ao deixar de utilizar os medicamentos vendidos em farmácias.“Todos os nossos espaços [do MST] de cuidado, tanto na comunidade, como externo também nas nossas lutas, a gente não usa mais o [remédio] convencional, só usa mesmo a medicina alternativa com as plantas medicinais", conta. "Muda totalmente. Os efeitos colaterais não são os mesmos dos remédios convencionais que você toma um remédio pra dor de cabeça e fica com outro problema de saúde. Com as plantas você de fato faz um tratamento, cuida do corpo, da alma, do espírito, da vida mesmo”, avalia.

O acampamento 8 de março, onde Sandra vive, produz fitoterápicos há seis anos. Além disso, as famílias também produzem cosméticos naturais a base de plantas. “Nós produzimos tinturas, que é extração feita da planta, com álcool de cereal, entre elas tem anti-inflamatória, analgésico, antibióticos. Nós também fazemos sabonetes íntimos com barbatimão e aroeira, desodorante natural, shampoo para crescimento do cabelo, sinergias respiratórias feita com óleos essenciais, óleo de massagem e repelentes", explica Sandra.

Ela recomenda a erva baleeira para os casos de artrite, reumatismo, dor nas articulações e até cólicas menstruais, já que é uma planta com propriedades anti-inflamatórias. Outra opção para combater as cólicas menstruais é com uso do alecrim que também ajuda contra os sintomas de gripes e resfriados.

São muitas as plantas com propriedades medicinais. Xaropes, tinturas, infusões ou chás, seja como for, elas são uma ótima alternativa para cuidar da saúde. 

*Editado por Camila Salmazio do Brasil de Fato

quarta-feira, 11 de julho de 2018

Cooperativa de mulheres em SP produz ervas medicinais orgânicas para remédios do SUS

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A Cooplantas funciona em um assentamento do MST, na cidade de Itaberá, no interior de São Paulo

Camila Maciel

Brasil de Fato | Itaberá (SP),19 de Junho de 2018 às 16:10

A Cooplantas foi formalizada em 2009, mas o trabalho com plantas medicinais já tem mais de 20 anos / Camila Maciel | Brasil de Fato

O cuidado milenar dos povos tradicionais por meio das plantas hoje também se faz pelas mãos de mulheres agricultoras da região sudoeste de São Paulo.

“A capuchinha a gente usa mais para pomada milagrosa, cicatrizante. Camomila é digestiva, para cólicas menstruais, dor de estômago, intestino. A calêndula é anti-inflamatória. Vivendo e aprendendo, né? Todo dia a gente aprende um pouco”.

A afirmação é de Vanilda Santos, 42 anos, moradora do Assentamento da Fazenda Pirituba, na cidade de Itapeva, no interior paulista.

Ela faz parte da Cooperativa de Produção de Plantas Medicinais, a Cooplantas, junto com outras 30 mulheres e dois homens. Eles são organizados pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, o MST.

Com o trabalho na lavoura, elas produzem dezenas de variedades de plantas. Cavalinha, melissa, erva cidreira, capim limão, goiaba, amora são apenas algumas delas.

Parte dessa produção, que é toda orgânica e agroecológica, vai para o SUS em forma de medicamentos fitoterápicos.

A cooperativa foi formalizada em 2009, mas o trabalho com plantas medicinais já tem mais de 20 anos, como explica Nazaré Carvalho, de 62 anos, uma das fundadoras da iniciativa.

“Quando nós entramos no acampamento, veio uma pessoa de São Paulo e ela fez uma pomada milagrosa aqui. As crianças eram cheias de feridas. Aí começamos a fazer a pomada milagrosa para consumo próprio e a gente começou a trabalhar com plantas medicinais e até hoje. Faz 27 anos já", diz.

Para Nazaré, esse trabalho é também uma resistência ao poder da indústria farmacêutica.

“Na época, os índios, a nossa cultura era com plantas medicinais, e hoje o latifúndio, que são as farmácias, que eu chamo de latifúndio, que gasta muito dinheiro e pobre não tem muito dinheiro para comprar antibiótico, se o antibiótico está aqui no campo”, comenta.

Ao longo de mais de 20 anos, foram muitas as conquistas a partir da organização de mulheres no assentamento. Entre elas, um projeto do Ministério da Saúde que viabilizou uma parceria com a Fundação Oswaldo Cruz, a Fiocruz, a prefeitura de Itapeva e a Faculdade de Ciências Sociais e Agrárias de Itapeva, a Fait, para disponibilizar medicamentos fitoterápicos pelo SUS.

Vívian Ferrari, professora e coordenadora do curso de farmácia da Fait, explica que a iniciativa existe desde 2012 e já trouxe muitos benefícios para a comunidade.

"Os medicamentos estão sendo produzidos aqui pelos alunos com esse contato que eles tem também que eles têm com os profissionais de saúde do SUS e o mais gostoso de tudo isso é participar desse projeto e ver que, na prática, o medicamento está chegando na casa da comunidade, atendendo os padrões de qualidade, identidade, de segurança", analisa.

Uma das conquistas mais recentes da Cooplantas é a construção de uma fábrica de chá para produção e venda em sachê. O local está sendo construído ao lado de onde hoje é feita a secagem das plantas.

Mas além dos avanços na estrutura da produção e dos ganhos financeiros para as mulheres, Nazaré destaca a organização das agricultoras como uma das vitórias da cooperativa.

“As meninas não são mais exploradas. Ninguém explora. Elas têm a visão de saber o que elas querem. A visão também na casa, o marido ajuda a fazer o serviço na casa, quando ela chega do serviço, então elas têm outra visão. Tem machismo, claro, mas tem mais esclarecimento", explica.

O trabalho na cooperativa é divido em setores: produção, secagem, manipulação, comercialização e direção. Os ganhos com a produção é dividido considerando as horas trabalhadas por cada uma. Em média, o valor é de R$ 500, mas a meta é alcançar um salário mínimo.

Edição: Guilherme Henrique

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Open access: Regulation of the Rhythmic Emission of Plant Volatiles by the Circadian Clock

Zeng, L.; Wang, X.; Kang, M.; Dong, F.; Yang, Z. Regulation of the Rhythmic Emission of Plant Volatiles by the Circadian Clock. Int. J. Mol. Sci. 2017, 18, 2408.


Abstract

Like other organisms, plants have endogenous biological clocks that enable them to organize their metabolic, physiological, and developmental processes. The representative biological clock is the circadian system that regulates daily (24-h) rhythms. Circadian-regulated changes in growth have been observed in numerous plants. Evidence from many recent studies indicates that the circadian clock regulates a multitude of factors that affect plant metabolites, especially emitted volatiles that have important ecological functions. Here, we review recent progress in research on plant volatiles showing rhythmic emission under the regulation of the circadian clock, and on how the circadian clock controls the rhythmic emission of plant volatiles. We also discuss the potential impact of other factors on the circadian rhythmic emission of plant volatiles. 


Keywords: biosynthesis; circadian clock; emission; plant volatile; rhythm; substrate; transcription



Figure 1. (A,B) Techniques for the collection and detection of volatiles emitted from plants. After collection, emitted volatiles are separated and analyzed by gas chromatography-mass spectrometry (GC-MS). (A) Static collection by solid phase microextraction (SPME); (B) dynamic collection using dynamic automatic sampling system. Airflow is controlled by two pumps and is filtered through an active carbon filter. Blue arrows indicate airflow direction; (C) rhythmic emissions of volatiles under direct light regulation and under control of the endogenous circadian clock.

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sábado, 3 de junho de 2017

Cultivo caseiro de condimentos - 3

Não adie, plante. #hortasurbanas Projeto: @sabordefazenda

Uma publicação compartilhada por Marcos Roberto Furlan (@quintaisimortais) em

Cultivo caseiro de condimentos - 2

Não fique no mundo das ideias. Transplante-as. #hortaurbana #plantasaromáticas #tomilho Projeto: @sabordefazenda

Uma publicação compartilhada por Marcos Roberto Furlan (@quintaisimortais) em

Curiosidades sobre aspectos agronômicos de plantas medicinais - 2

Curiosidades sobre aspectos agronômicos de plantas medicinais - 1

domingo, 28 de maio de 2017

Cavalinha em um quintal de Porto União, Santa Catarina

Texto:
Lorena Rogelle Santiago Pinto - acadêmica de Farmácia - Faculdades Integradas do Vale do Iguaçu - UNIGUAÇU
Marcos Roberto Furlan - Eng. Agr. - professor 

O gênero Equisetum pertence à família Equisetaceae. De acordo com Flora do Brasil 2020 (floradobrasil.jbrj.gov.br), esse gênero inclui 15 espécies, sendo a maioria de ocorrência no hemisfério norte. Apenas a Equisetum giganteum L. é encontrada de forma espontânea no Brasil.

A mais famosa na fitoterapia mundial é a Equisetum arvense (foto 1), reconhecida, por exemplo, como remineralizante em fraturas, diurético, hipotensor e anti-inflamatório. Outra característica interessante na saúde é seu rico valor em silício, nutriente associado à prevenção de doenças ósseas. 
Foto 1: Equisetum arvense L. 
By Brambleshire - Own work, CC BY-SA 3.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=19751789 

Vinda da Europa a Equisetum hyemale (foto 2) se adaptou bem no Brasil, mas é encontrada quase que somente em quintais. Se for mantida uma boa umidade, a espécie se espalha. Mas se quiser formar mais mudas, de seus finos "ramos" é possível retirar estacas para plantio.

Quanto ao uso medicinal, é considerada substituta da E. arvense. Muitas vezes é comercializada como se fosse essa última.
Foto: Equisetum hyemale em Porto União, Santa Catarina
By: Lorena Rogelle Santiago Pinto

Referência:
http://floradobrasil.jbrj.gov.br 

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Cultivo de plantas: mulheres são destaque na agricultura familiar do DF

25/01/17

São poucas, o grupo não chega a 10, mas é o maior no cultivo de plantas medicinais e ornamentais dentro da agricultura familiar no Distrito Federal. Nove mulheres do Programa de Assentamento Dirigido (Pad-DF), no Paranoá, encontraram um novo sentido para a vida e outra forma de renda com o manuseio da terra. As mãos delicadas e detalhistas é que fazem toda a diferença. Três dessas produtoras já construíram um viveiro em suas propriedades e vendem para grandes feiras na capital.

Lázara Pereira é quem está à frente. Há quatro anos no trabalho, ela foi a primeira da região a acreditar e investir no cultivo. No ano passado, construiu uma estufa, que melhora o desenvolvimento da produção. Até o marido que duvidou do negócio no início, quando viu que funcionava, passou a trabalhar junto da mulher. Eles moram com quatro filhos em um assentamento de dois hectares e a renda com as plantas é o que sustenta a família. As ervas medicinais são o carro chefe de venda e nas últimas exposições conseguiram lucrar em torno de R$ 3 mil. 

Tudo começou e foi possível com o apoio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF). “Eu sempre sonhei em mexer com plantas. Quando recebemos a visita técnica da Emater, eu vi que era possível e comecei com as primeiras mudas. Eles nos direcionaram até aqui, explicando sempre o melhor caminho para cuidar da produção e vender”, comenta ela, que se diz realizada e complementa que inclusive já conseguiu tirar carteira e comprar o carro.

Texto completo:

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Horta-Mandala: potencializando a vida no jardim!


Por Mayra Dias, geógrafa e jardinista
Se você sair para caminhar em um parque, ou para fazer uma trilhar e estiver com o olhar atento, vai perceber que existem várias formas que se expressam na natureza. São padrões que se repetem sempre que uma ação ou função precisa ser realizada. Os círculos, por exemplo, aparecem sempre que há necessidade de movimento, não é à toa que os frutos em sua maioria possuem formato esférico precisam rolar para que as sementes que carregam germinem a certa distância da planta mãe.

Na natureza nada é ao acaso tudo tem sua sabedoria e com as formas não é diferente cada uma exerce uma função. Observe a natureza e você terá os ensinamentos mais verdadeiros para o cultivo de suas plantas. Se você quer potencializar características essenciais para o desenvolvimento da vida como fluidez, interação e movimento em seu jardim é interessante que escolha formas arredondadas, onduladas ou circulares para seus canteiros, as hortas-mandala são ótimas opções!

As mandalas podem ser observadas com frequência na natureza, na forma de uma flor, na teia tecida por uma aranha ou no formato de nossos olhos. Ao longo de nossa história nas mais diferentes culturas nos apropriamos dessa forma e a utilizamos esse poderoso símbolo com a finalidade de conectar o mundo material às energias mais sutis. A palavra mandala significa círculo de cura ou círculo de energia. Este símbolo possui a capacidade de expressar a estrutura fundamental do universo onde microcosmos estão contidos em um macrocosmo.

Existem inúmeras maneiras de fazer uma horta ou jardim em mandala, solte sua criatividade e mãos na terra! Sem dúvida você estará potencializando as dinâmicas da vida em seu jardim, e com a força deste símbolo incrível trará beleza para seu momento de cuidado com as plantas além de transformá-lo em uma oportunidade para sentir-se reconectada a esse todo maior do qual fazemos parte.

Esta mandala aí embaixo nós fizemos na finalização do Curso Prático de Jardinagem Orgânica em novembro:
Para informações sobre o Curso Prático de Jardinagem Orgânica Comestível clique aqui.
Av. Nadir Dias de Figueiredo, 395 – Vila Maria, São Paulo
(11) 2631-4915
sabordefazenda@sabordefazenda.com.br

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sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Effects of Secondary Plant Metabolites on Microbial Populations: Changes in Community Structure and Metabolic Activity in Contaminated Environments

Secondary plant metabolites (SPMEs) play an important role in plant survival in the environment and serve to establish ecological relationships between plants and other organisms. Communication between plants and microorganisms via SPMEs contained in root exudates or derived from litter decomposition is an example of this phenomenon. In this review, the general aspects of rhizodeposition together with the significance of terpenes and phenolic compounds are discussed in detail. We focus specifically on the effect of SPMEs on microbial community structure and metabolic activity in environments contaminated by polychlorinated biphenyls (PCBs) and polyaromatic hydrocarbons (PAHs). Furthermore, a section is devoted to a complex effect of plants and/or their metabolites contained in litter on bioremediation of contaminated sites. New insights are introduced from a study evaluating the effects of SPMEs derived during decomposition of grapefruit peel, lemon peel, and pears on bacterial communities and their ability to degrade PCBs in a long-term contaminated soil. The presented review supports the “secondary compound hypothesis” and demonstrates the potential of SPMEs for increasing the effectiveness of bioremediation processes.
Musilova, L.; Ridl, J.; Polivkova, M.; Macek, T.; Uhlik, O. Effects of Secondary Plant Metabolites on Microbial Populations: Changes in Community Structure and Metabolic Activity in Contaminated Environments. Int. J. Mol. Sci. 2016, 17, 1205.

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Chemical Elicitor-Induced Modulation of Antioxidant Metabolism and Enhancement of Secondary Metabolite Accumulation in Cell Suspension Cultures of Scrophularia kakudensis Franch

Figure 1. Induction of friable callus after two weeks (A) and four weeks (B); friable callus cultured in liquid medium with cells deposited on the walls of the flask (C); cell suspension cultures derived from callus cultures (D).

Abstract

Scrophularia kakudensis is an important medicinal plant with pharmaceutically valuable secondary metabolites. To develop a sustainable source of naturaceuticals with vital therapeutic importance, a cell suspension culture was established in S. kakudensisfor the first time. Friable calli were induced from the leaf explants cultured on a Murashige and Skoog (MS) medium containing 3.0 mg·L−1 6-benzyladenine (BA) in a combination with 2 mg·L−1 2,4-dichlorophenoxy acetic acid (2,4-D). From the callus cultures, a cell suspension culture was initiated and the cellular differentiation was investigated. In addition, the effect of biotic elicitors such as methyl jasmonate (MeJa), salicylic acid (SA), and sodium nitroprusside (SNP) on the accumulation of secondary metabolites and antioxidant properties was demonstrated. Among the elicitors, the MeJa elicited the accumulation of total phenols, flavonoids, and acacetin, a flavonoid compound with multiple pharmaceutical values. Similarly, the higher concentrations of the MeJa significantly modulated the activities of antioxidant enzymes and enhanced the scavenging potentials of free radicals of cell suspension extracts. Overall, the outcomes of this study can be utilized for the large scale production of pharmaceutically important secondary metabolites from S. kakudensis through cell suspension cultures.

Manivannan, A.; Soundararajan, P.; Park, Y.G.; Jeong, B.R. Chemical Elicitor-Induced Modulation of Antioxidant Metabolism and Enhancement of Secondary Metabolite Accumulation in Cell Suspension Cultures of Scrophularia kakudensis Franch. Int. J. Mol. Sci. 2016, 17, 399.

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quarta-feira, 3 de agosto de 2016

A influência do ambiente nos “princípios ativos” das plantas medicinais

Estudo enfocou a Tithonia diversifolia, com reconhecida atividade anti-inflamatória e antimicrobiana, entre outras, e estabeleceu modelo para o manejo de diversas espécies (Foto: Tithonia diversifolia)

19 de julho de 2016

José Tadeu Arantes | Agência FAPESP – Chamada popularmente de “margaridão”, a Tithonia diversifolia é uma espécie invasora da família dos girassóis (Asteraceae) que se adaptou perfeitamente aos ecossistemas tropicais e subtropicais de três continentes: Ásia, África e América. Suas propriedades terapêuticas, há muito conhecidas pela medicina tradicional em diferentes países, vêm sendo reconhecidas por estudos científicos rigorosos. Atividades anti-inflamatória, analgésica, antimicrobiana, antiviral, leishmanicida, inseticida e outras são reportadas pela literatura especializada.

Essa pletora de ações medicinais decorre dos metabólitos secundários presentes na espécie. A função dos metabólitos secundários na dinâmica das plantas ainda não é de todo compreendida pela ciência. Grosso modo, pode-se dizer que, enquanto os metabólitos primários (proteínas, carboidratos etc.) são essenciais para a manutenção e a reprodução da vida, os secundários (terpenos, fenóis etc.) atuam como uma espécie de interface química entre a planta e o ambiente, desempenhando papéis como os de antioxidantes naturais, fungicidas, repelentes de insetos etc. Daí sua utilidade para os humanos.

Um novo estudo sobre o efeito das condições ambientais no perfil metabólico da Tithonia diversifolia acaba de ser publicado no jornal online Scientific Reports, do grupo Nature: “Effect of the environment on the secondary metabolic profile of Tithonia diversifolia: a model for environmental metabolomics of plants”.


“Bruno monitorou os fatores ambientais e os relacionou com os perfis metabólicos da planta. Uma analogia, no caso humano, seria rastrear, mês a mês, a alimentação ingerida, as condições climáticas, o gasto calórico etc. e relacionar essas informações com dados bioquímicos de componentes como colesterol, triglicérides, glicose e outros”, disse Fernando Batista da Costa, professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FCFRP-USP), orientador do doutorado de Bruno Leite Sampaio e também signatário do artigo da Scientific Reports.

“Além de fornecer uma base muito sólida para a utilização medicinal da Tithonia diversifolia, esse trabalho estabeleceu um modelo que pode ser usado no manejo de várias categorias de plantas: alimentícias, medicinais, tóxicas etc. Existe, então, uma ampla aplicabilidade”, acrescentou Costa.

Com o objetivo de comparar os efeitos de dois ambientes diferentes, Bruno Leite Sampaio cultivou a Tithonia diversifolia no Horto de Plantas Medicinais da FCFRP-USP, no município de Ribeirão Preto, a 315 quilômetros de São Paulo, e na Fazenda Santo Antônio, no município de Pires do Rio, a 145 quilômetros de Goiânia.

“Para excluir o fator da variação genética, precisávamos que todas as plantas fossem idênticas. Então, no lote de Ribeirão Preto, produzimos todos os espécimes a partir de uma única planta-mãe. Seccionando pedaços do caule, geramos 48 mudas por estaquia, depois transferidas para o Horto de Plantas Medicinais. E repetimos o mesmo procedimento em Goiás, gerando 48 mudas depois transferidas para a Fazenda Santo Antônio”, informou Sampaio.

A produção de metabólitos secundários nas várias partes das plantas (raízes, caules, folhas, flores) foi monitorada, mês a mês, ao longo de 24 meses. Ao mesmo tempo, foram registradas as variáveis ambientais de interesse: macro e micronutrientes e outros parâmetros físico-químicos do solo; e dados climáticos (precipitação acumulada, umidade relativa do ar, temperatura e níveis de radiação solar), estes fornecidos pelo Instituto Nacional de Meteorologia.

“Não focamos o estudo na variação de biomassa, mas sim na produção e acúmulo de metabólitos, em especial os secundários, nas diferentes partes da planta. Esses metabólitos podem ser entendidos como respostas químicas das plantas às variações ambientais, com vistas à melhor adaptação ao ambiente. E são eles que constituem os chamados ‘princípios ativos’ que determinam a eventual utilização farmacológica da planta”, explicou o jovem pesquisador.

“Trabalhamos com um grande número de plantas para não retirar amostras (de raízes, caules, folhas e flores) sempre dos mesmos indivíduos, pois isso induziria nas plantas uma resposta química artificial. O que nos interessava era acompanhar as variações no metabolismo normal e não respostas metabólicas falsas, decorrentes da injúria mecânica sofrida. Então, fizemos as coletas de amostras segundo um esquema de revezamento, de forma que cada planta tinha parte de seu material coletado apenas uma vez por ano”, acrescentou.

As amostras foram transformadas em extratos. E submetidas a duas técnicas analíticas poderosas: a cromatografia líquida de ultraeficiência acoplada a espectrometria de massas de alta resolução (LC-MS) e a ressonância magnética nuclear (RMN) de hidrogênio. A LC-MS foi realizada em equipamento adquirido com recursos da FAPESP, por meio do Projeto Temático “Estudos morfoanatômicos, metabolômicos e moleculares como subsídios a sistemática de espécies de Asteraceae e acesso ao seu potencial farmacológico”, coordenado por Beatriz Appezzato da Glória. E a RMN foi feita na University of Strathclyde, em Glasgow, na Escócia.

De forma muito resumida, a espectrometria de massas possibilita determinar a massa molecular de cada substância detectada no extrato. A ressonância magnética nuclear permite saber como os átomos de hidrogênio participam das moléculas dessas substâncias – o que informa se suas cadeias são abertas ou fechadas, constituídas por ligações simples ou duplas, com anéis aromáticos ou não etc. Juntando os dois conjuntos de informações, obtém-se, nos casos de sucesso, a estrutura química das substâncias propriamente ditas. E, por decorrência, a identificação dessas substâncias, sempre auxiliada por comparação com os registros da literatura.

“A grande novidade apresentada pelo Bruno foi combinar os dados obtidos pelas duas técnicas analíticas em uma única matriz. Tal abordagem experimental se diferencia da que é normalmente utilizada para estudos de metabolômica ambiental. Isso possibilitou reduzir pela metade o número de análises, tornar o tratamento estatístico muito mais robusto e obter resultados mais fáceis de interpretar”, comentou Costa.

“Conseguimos determinar como os perfis metabólicos das plantas variaram ao longo do período de dois anos. E constatamos que as diversas partes das plantas responderam de forma diferenciada aos fatores ambientais. A produção de metabólitos nas raízes foi influenciada apenas pelos fatores do solo, ao passo que as partes aéreas (caules, folhas e flores) se mostraram muito sensíveis aos fatores climáticos (chuvas, temperatura etc.)”, concluiu Sampaio. 

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Plataforma de Boas Práticas para o Desenvolvimento Sustentável: Projeto Plantas Medicinais


Uma das estratégias do Programa Cultivando Água Boa é a utilização de plantas medicinais na atenção à saúde e na manutenção da biodiversidade vegetal e cultural da Região Oeste do Paraná. Com isso, em 2003, foi criado o projeto Plantas Medicinais, que tem sede no Refúgio Biológico Bela Vista, onde desempenha atividades que vão desde o cultivo e distribuição de mudas para a comunidade até a produção de plantas desidratadas para os postos de saúde parceiros do projeto.

Além de promover a capacitação de profissionais de saúde para a prescrição e utilização de plantas medicinais e produtos fitoterápicos na rede pública de saúde, o projeto também incentiva a criação de hortos municipais, o cultivo orgânico de plantas medicinais, aromáticas e condimentares por agricultores familiares, e sua extração de modo sustentável, preservando os remanescentes florestais e criando uma alternativa viável economicamente para a diversificação nas pequenas propriedades rurais.

A - Informações gerais

INÍCIO: junho de 2003 (em andamento)

ENTIDADE EXECUTORA: ITAIPU Binacional

PARCEIROS: ACIENS – Associação do Centro Integrado de Educação, Natureza e Saúde; YANTEN – Centro Popular de Saúde Yanten; UNIOESTE - Universidade Estadual do Oeste do Paraná; UNIPAR – Universidade Paranaense; FIOCRUZ – Fundação Oswaldo Cruz; MDA – Ministério do Desenvolvimento Agrário; MS – Ministério da Saúde; Prefeituras da Bacia do Paraná 3; SUSTENTEC – Produtores Associados para Desenvolvimento de Tecnologias Sustentáveis; GRAN LAGO – Cooperativa Gran Lago de Produtores Orgânicos; UFPR – Universidade Federal do Paraná Campus Palotina – PR; UNIAMÉRICA – Faculdade União das Américas; ANGLO AMERICANO – Faculdade Anglo Americano; ABFIT – Associação Brasileira de Fitoterapia; ECOVIDA – Rede de Agroecologia Ecovida

APRESENTADO POR: Lisiane Kadine 

RECURSOS: Próprios e de terceiros

CATEGORIA: Projetos

ÁREA TEMÁTICA PRINCIPAL: Agricultura

PALAVRAS-CHAVE: Plantas Medicinais, Fitoterapia, Sistema Único de Saúde, Agricultura Familiar, Cultivando Água Boa, ITAIPU Binacional

PÚBLICO-ALVO: Agricultores, profissionais de saúde, pesquisadores, comunidade acadêmica, comunidades indígenas, quilombolas, assentados da reforma agrária, pastorais, clubes de mães e comunidades em geral

LOCALIZAÇÃO: Unidade de Conservação (Refúgio Biológico Bela Vista)

ABRANGÊNCIA GEOGRÁFICA: Microrregional

MUNICÍPIOS DA MICRORREGIÃO: Altônia, Cascavel, Diamante do Oeste, Entre Rios do Oeste, Foz do Iguaçu, Guaíra, Itaipulândia, Marechal Cândido Rondon, Céu Azul, Maripá, Matelândia, Medianeira, Mercedes, Missal, Nova Santa Rosa, Ouro Verde do Oeste, Pato Bragado, Palotina, São José das Palmeiras, Quatro Pontes, Ramilândia, Santa Helena, Santa Tereza do Oeste, Santa Terezinha de Itaipu, São Miguel do Iguaçu, São Pedro do Iguaçu, Terra Roxa, Toledo, Vera Cruz do Oeste (municípios do Oeste Paranaense) e Mundo Novo (MS). 

ÁREA ESPECÍFICA DE IMPLANTAÇÃO: Desde 2003 o projeto plantas medicinais incentiva a utilização da fitoterapia na atenção à saúde e a adoção da Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos pelos municípios que compõem a Bacia Hidrográfica do Rio Paraná parte 3 (BP3). As plantas medicinais produzidas no Refúgio Biológico Bela Vista são fornecidas gratuitamente às unidades de saúde dos municípios, onde os fitoterápicos são prescritos aos pacientes por profissionais capacitados. 

B - Descrição da prática

1- ANTECEDENTES

Em 2003, no âmbito das mudanças políticas por que passou o Brasil, a Itaipu Binacional alterou sua missão estratégica, passando a incorporar o desenvolvimento sustentável de sua região de influência como um de seus objetivos. Nesse contexto, foi criado o programa Cultivando Água Boa, com o intuito de promover nas comunidades do entorno novos modos de produção e consumo, visando a proteção da água e dos recursos naturais. 

Na ITAIPU Binacional, alguns colaboradores já haviam posto em prática algumas iniciativas de resgate da sabedoria popular sobre a utilização de plantas medicinais típicas da região. Essas iniciativas foram incorporadas e ampliadas pelo Cultivando Água Boa, por estarem alinhadas com os objetivos do programa, uma vez que o estímulo ao cultivo e emprego de fitoterápicos está ligado à preservação da saúde, ao combate à fome, à geração de emprego e renda, e a manutenção da biodiversidade. 

Uma das primeiras estratégias adotadas foi congregar as instituições e comunidades organizadas da região que desenvolvem ações afins para a construção do projeto. Para a implantação, estruturou-se uma estratégia que buscou cobrir toda a cadeia produtiva de plantas medicinais, da produção à utilização, pautando o seu desenvolvimento em uma matriz sustentável que conectou as diversas iniciativas. 

Em 2005 foi realizado um diagnóstico regional, onde cerca de 2.500 pessoas foram entrevistadas para levantar dados da utilização de plantas medicinais pela população da BP3. Esta pesquisa possibilitou delinear um perfil regional sobre o uso de espécies medicinais pela população, quais as plantas mais utilizadas, as doenças mais frequentes, a origem do uso e o conhecimento em geral sobre o tema.

2- OBJETIVO GERAL

Educar, pesquisar, desenvolver, cultivar, beneficiar, comercializar e distribuir espécies medicinais, aromáticas e condimentares, produzindo resultados tecnológicos e científicos, além de colaborar com a implementação da Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos nos municípios da BP3, proporcionando à população o acesso seguro e o uso racional de plantas medicinais e fitoterápicos e promovendo o uso sustentável da biodiversidade e o desenvolvimento da cadeia produtiva com os atores locais.

Objetivos específicos:

- Incentivar a produção e o uso de plantas medicinais e fitoterápicos nos municípios da BP3;

- Apoiar à capacitação de profissionais de saúde em fitoterapia;

- Incentivar a produção de plantas medicinais como alternativa para diversificação e geração de renda para a agricultura familiar;

- Incluir a agricultura familiar na cadeia produtiva de plantas medicinais e fitoterápicos;

- Estimular o uso de práticas agroecológicas;

- Apoiar pesquisas e a implantação de programas e projetos de plantas medicinais e fitoterápicos nos municípios.

3 - SOLUÇÃO ADOTADA

Para a concretização dos objetivos, as seguintes ações foram estabelecidas:

a) Produção e manejo de Plantas Medicinais no Refúgio Biológico Bela Vista

- Manutenção de banco de germoplasma (in situ e ex situ);

- Cultivo de espécies medicinais nativas e adaptadas;

- Manejo sustentável, através do cultivo orgânico de espécies medicinais;

- Propagação de espécies medicinais nativas e adaptadas;

- Operação da Unidade de Beneficiamento de plantas medicinais, com 200 m² de área construída, onde são realizadas as etapas de seleção, limpeza, secagem, embalagem, controle de qualidade e armazenamento da produção, além da montagem de um kit com plantas medicinais que servem para o tratamento das doenças mais comuns da região.

b) Implantação do uso de plantas medicinais e fitoterápicos nos municípios da BP3

- Doação de mudas de plantas medicinais para agricultores, universidades e comunidades do entorno do Refúgio Biológico Bela Vista;

- Fornecimento de plantas medicinais para o Sistema Único de Saúde;

- Apoio à implantação de programas e projetos de plantas medicinais e fitoterápicos nos municípios;

- Capacitação de profissionais de saúde, especialmente para as equipes do Programa Saúde da Família (PSF), através da realização de cursos para a prescrição e utilização de plantas medicinais e produtos fitoterápicos na rede pública de saúde;

- Realização de cursos básicos sobre a utilização correta de plantas medicinais, segurança alimentar e nutricional, o reaproveitamento de vegetais e noções de higiene e saneamento básico, para associações de moradores, escolas, creches, clubes de mães, representantes das pastorais, comunidades indígenas, quilombolas e assentados;

- Educação ambiental através de trabalhos educativos com os diversos públicos. Por meio da ecopedagogia o projeto leva a crianças, jovens e adultos a cultura, a tradição e o saber popular sobre o tema plantas medicinais.

- Apoio a pesquisas com plantas medicinais.

c) Inclusão da Agricultura familiar na cadeia produtiva de plantas medicinais e fitoterápicos

- Doação de mudas de plantas medicinais para agricultores;

- Estímulo ao uso de práticas agroecológicas na produção de plantas medicinais;

- Capacitação de agricultores no cultivo e beneficiamento de plantas medicinais e promoção de assistência técnica e extensão rural gratuita e de qualidade;

- Incentivo ao associativismo e cooperativismo;

- Facilitação do acesso do pequeno produtor ao mercado institucional e outros canais de comercialização.

As ações do projeto são realizadas através de parcerias que envolvem prefeituras, agricultores, profissionais de saúde, pesquisadores, universidades, comunidades indígenas, quilombolas, assentados da reforma agrária, pastorais, associações e comunidades em geral.

4 - RESULTADOS ALCANÇADOS

a) Capacitação de mais de 12 mil pessoas, entre profissionais de saúde, merendeiras e agricultores;

b) Cerca de 90 espécies produzidas no viveiro, com mais de 270 mil mudas doadas para implantação de áreas produtivas, hortas e realização de trabalhos científicos. No ervanário (unidade de beneficiamento de plantas medicinais) são beneficiadas 28 espécies de plantas;

c) Desde o início da implantação da prática foram criadas 142 hortas medicinais em escolas, igrejas, pastorais, assentamentos e comunidades indígenas;

d) Desde 2007, mais de 1.600 Kg de plantas medicinais complementaram gratuitamente o tratamento dos pacientes de 50 estabelecimentos de saúde da BP3;

e) Realização de 10 eventos para discussão de temas ligados a plantas medicinais e fitoterapia, dos quais participaram um total de 1.920 pessoas;

f) Em 2009 foi criada a Cooperativa Gran Lago, formada por 24 famílias de agricultores da BP3 produtores de plantas medicinais. Foram desenvolvidos e instalados de forma co-participativa 6 secadores de plantas medicinais para agricultores da região.

5 - RECURSOS NECESSÁRIOS

O projeto conta com 10 colaboradores, sendo eles: um viveirista, três operadores de máquinas, três operadores de equipamentos, um encarregado, um farmacêutico e um agrônomo. A área utilizada para propagação, cultivo e beneficiamento corresponde a 1,5 ha. Para a produção de mudas o projeto conta com viveiro de 400 m² com sistema de irrigação por aspersão. A área de produção também utiliza sistema de irrigação por aspersão, ferramentas agrícolas e micro trator. O Ervanário (Unidade de Beneficiamento) conta com áreas de recepção, seleção, secagem, quarentena, sala de embalagem, estoque e escritório. O projeto com um veículo traçado para realização de atividades internas e externas.

6 - TRANSFERÊNCIA

O Projeto é frequentemente visitado por municípios de todo o Brasil, com o objetivo de conhecer e replicar as atividades aqui realizadas. As visitas são agendadas conforme solicitação das instituições e municípios interessados no projeto. Durante a visita é possível conhecer desde a produção de mudas até o beneficiamento de plantas medicinais.

A partir do apoio desta prática, os municípios de Foz do Iguaçu, Toledo, Pato Bragado e Vera Cruz do Oeste já receberam recursos do Governo Federal (Ministério da Saúde) para implantação de projetos semelhantes. Outros municípios como: Santa Terezinha de Itaipu, Itaipulândia e Missal recebem plantas medicinais desidratadas para utilização nas Unidades de Saúde. 

Em 2013, foi assinado um acordo de cooperação técnica com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Fundação Oswaldo Cruz, tendo como um dos objetivos auxiliar no desenvolvimento de ações educativas e de capacitação relativas ao cultivo, produção, beneficiamento e assistência técnica da cadeia produtiva.

7 - LIÇÕES APRENDIDAS

Contribuiu para o sucesso do projeto a existência de instituições que já atuavam com plantas medicinais na região; a criação da Política e do Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos; e investimentos pelo Ministério da Saúde (no primeiro edital lançado pelo Ministério da Saúde em 2012, três municípios da BP3 foram contemplados, totalizando R$ 2,1 milhões captados para estruturação da cadeia produtiva nos municípios). 

Contribuiu também para o sucesso da prática a maneira como o projeto inicial foi montado, contemplando todos os atores da cadeia, desde o agricultor ao consumidor final.

Para disseminação do projeto na região, diversas reuniões foram realizadas e houve um grande processo de capacitação de profissionais de saúde, agricultores e comunidade em geral. Os educadores ambientais que participam do processo de Formação de Educadores Ambientais (FEA) são grandes replicadores das atividades e conteúdo do projeto de plantas medicinais nos municípios em que atuam. O Programa de Desenvolvimento Rural Sustentável (DRS), através do convênio e contrato de Assistência Técnica e Extensão Rural - ATER na região, é responsável pela assistência técnica dada aos agricultores familiares e a cooperativa.

Um dos principais entraves foi o desconhecimento da fitoterapia pelos profissionais de saúde e gestores públicos dos municípios da região. Mesmo tendo ocorrido um amplo processo de capacitação dos profissionais de saúde na região, observou-se que a rotatividade desses profissionais é bastante alta, em especial nos municípios pequenos, dificultando a retenção do conhecimento repassado. Com relação aos gestores municipais, todo início de gestão são realizadas reuniões com todos os gestores e representantes (Secretarias) dos municípios, em que são repassadas as informações relevantes para adoção da Fitoterapia. No entanto, ainda é difícil estabelecer o real grau de adesão desse público ao projeto. 

Há possibilidade de visita à prática, mediante agendamento prévio em qualquer período do ano.

Nº de visitantes: de 01 a 20.


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