Sobre a importância dos quintais, cada vez mais desaparecidos e, com isso, as nossas raízes também.
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quarta-feira, 22 de junho de 2016
terça-feira, 12 de janeiro de 2016
Socializado livro sobre Educação do Campo, Formação Profissional e Agroecologia na Amazônia
O legado agroecológico agora conta com mais um livro intitulado; “Educação do Campo, Formação Profissional e Agroecologia na Amazônia: saberes e práticas pedagógicas”. O trabalho é fruto de uma coletânea de artigos produzidos no âmbito no Núcleo de Estudos em Educação e Agroecologia e o Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento Rural e Gestão de Empreendimentos Agroalimentares.
A obra, conta com 296 páginas, e, se encontra dividido em dois capítulos, cujos textos foram organizados por Romier Sousa (IFPA-Castanhal) e Renilton Cruz (UFPA-Castanhal). Para baixar o compêndio Clique Aqui.
Por enquanto, somente está disponível apenas a versão digital, mas segundo os organizadores, em breve será lançada a versão física.
Descrição dos organizadores:
Romier Sousa – Possui graduação em Agronomia (1999), mestrado em Agriculturas Amazônicas pela Universidade Federal do Pará (2002) e Maestría en Agroecología: un enfoque para el Desarrollo rural pela Universidad Internacional de Andalucia (2011). Doutorado em Esdudios Medioambientales pela Universidad Pablo de Olavide, Espanha (2015). Atualmente é professor de ensino básico, técnico e tecnológico do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará.
Renilton Cruz – Possui graduação em Pedagogia (1999), mestrado em Serviço Social pela Universidade Federal do Pará (2005) e doutorado em Ciências da Educação pela Universidade do Minho, Portugal (2011). Atualmente é professor Adjunto da Universidade Federal do Pará, Campus Universitário de Castanhal.
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domingo, 25 de outubro de 2015
quinta-feira, 15 de outubro de 2015
domingo, 20 de setembro de 2015
Projeto incentiva pesquisa e produção de plantas medicinais em Aracanguá, São Paulo
Alunos aproveitam espaço no quintal da biblioteca e fazem pesquisa no Acessa SP
DA REDAÇÃO - SANTO ANTÔNIO DO ARACANGUÁ

No quintal, os alunos cultivam as ervas medicinais
A prefeitura de Santo Antônio do Aracanguá encontrou uma forma criativa e saudável para divulgar os serviços oferecidos pelo Programa Acessa SP, inaugurado recentemente na cidade. Um projeto, denominado "Horta Medicinal", envolvendo os alunos dos 6º e 7º anos da Emeb Alice Couto Moraes, foi implementado utilizando o quintal da biblioteca municipal para o cultivo de ervas medicinais e as instalações do posto do Acessa SP, que fica no mesmo local, para a realização de pesquisas sobre o tema.
A iniciativa surgiu a partir da união de esforços de departamentos da prefeitura e da Pastoral da Saúde, ligada à igreja católica, com a proposta de divulgar os serviços do posto, ensinar os alunos a utilizar uma pesquisa de maneira produtiva, preservar o meio ambiente, descobrir diversidade de plantas medicinais, cultivar, manipular, produzir e usar mudas a partir de espécies locais.
Os organizadores explicam que o projeto acontece todos os dias sob a orientação da coordenadora da Pastoral da Saúde, Divina Maria do Amaral Bistaffa e da monitora do programa Acessa SP, Solange Aparecida Ferreira Nascimento.
Os alunos frequentam a horta em horário oposto ao de estudo, onde o tempo é divido entre teoria e prática, com pesquisa cientifica sobre ervas medicinais com orientação da monitora. "Os estudantes realizam o plantio e cultivo das ervas com a coordenadora da Pastoral da Saúde, culminando aprendizagem em sala de aula por meio de debates e roda de conversas orientadas pelas professoras Maria Aparecida Amarães e Vanessa Maria de Angeli Oliveira", comenta Solange. "Os alunos utilizam os computadores instalados na biblioteca para pesquisarem sobre as plantas populares. A cada semana, uma nova espécie é pesquisada. Para isso, é necessária uma autorização do pai ou responsável. Após a autorização, o interessado se cadastra no Acessa São Paulo, onde é reservado um horário para as pesquisas. As atividades são divulgadas em uma página de rede social - ' Acessa SP Aracanguá' e no blog da Rede de Projetos, explica Solange.
"O projeto está ajudando a conhecer mais plantas, para entender a finalidade delas. Gostei bastante do projeto, pois ajuda a esquecer um pouco da internet e focar na natureza", diz Ana Beatriz Ferreira, aluna do 7º ano da EMEB Alice Couto Moraes.
"Para mim, é ótimo. A criança vai se interessar em aprender dentro do projeto, buscar novas informações sobre as plantas medicinais através das pesquisas e ajudar na divulgação dos benefícios das ervas", completa Divina Maria do Amaral Bistaffa, coordenadora da Pastoral da Saúde.
O projeto também é aberto à comunidade que participa com doações de mudas de ervas medicinais. No final do programa, previsto para o início de dezembro, serão oferecidos à comunidade: suco, xarope e chás baseados nessas plantações. Outra novidade será a exposição das pesquisas dos alunos que descreverão aos convidados, os conhecimentos adquiridos durante o projeto.
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quinta-feira, 23 de abril de 2015
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015
Educação no campo: superando obstáculos e
Publicado originalmente no Blog Educação em 1º de setembro de 2014. A apuração subsidiou o programa Conexão Futura, do Canal Futura, exibido na mesma data e disponível neste link.
“Os principais desafios envolvem a falta de recursos, não só financeiros como pedagógicos”, explica Delsuita Alves Machado, diretora da Escola Municipal Nair de Melo Franco. Frequentada por 100 alunos, do 1º ao 9º ano do ensino fundamental, a escola fica na Comunidade do Vazamor, distrito do município de Vazante, em Minas Gerais. “Mesmo assim, a gente tenta fazer um bom trabalho”, completa, otimista, a educadora.
De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB, os sistemas de ensino devem ser adequados às peculiaridades da vida rural, assegurando organização escolar própria e calendário, conteúdos e metodologias adaptados aos interesses da população do campo. O Plano Nacional de Educação – PNE reafirma essas diretrizes incluindo, entre suas estratégias, o estímulo à oferta de vagas nas próprias comunidades dos alunos e o desenvolvimento de tecnologias pedagógicas, que combinem o tempo na escola e o tempo no ambiente comunitário.
São também abordadas, no PNE, a distribuição das escolas no território e a garantia do transporte, cabendo aos sistemas educacionais reduzir o tempo dos deslocamentos, estratégia que tem o objetivo de reduzir a evasão causada pela dificuldade de acesso à escola. “A distância é um problema, mas os meninos não deixam de vir às aulas, pois temos um transporte escolar que traz as crianças até a escola”, afirma Machado sobre a escola da Comunidade do Vazamor.
De acordo com a educadora, a participação dos pais e da comunidade local é também um importante fator. Além disso, na escola são desenvolvidas atividades do programa Parceria Votorantim pela Educação – PVE, do Instituto Votorantim, que promove ações de mobilização da comunidade escolar e de apoio à gestão da educação pública municipal. “As atividades do PVE são excelentes. Eles são parceiros no recreio dirigido, em atividades de promoção da leitura e nos projetos que a gente desenvolve na escola”, diz a diretora. “E, no final do ano, concretizamos as atividades com uma confraternização, que tem a participação dos pais, da comunidade e dos mobilizadores do PVE”, conta.
Para Andréia Dalcin, coordenadora do curso de Licenciatura em Educação do Campo da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS, o que é colocado pelo PNE em relação à educação em áreas rurais representa um avanço. “O planejamento no campo da educação é algo essencial e que precisa ser olhado com atenção por todos. Outro aspecto importante é que existe um canal aberto para o diálogo entre diferentes setores da sociedade, movimentos sociais, governos e universidades. Isso é um sinal de que a educação do campo está sendo debatida”, avalia.
A especialista destaca ainda a questão da formação e da valorização do professor como algo urgente e que demanda ações mais enérgicas. “Os cursos de licenciatura estão se esvaziando e isso é um problema muito grave. Sem professores bem preparados, sensíveis às diferenças, criativos e entusiasmados, não se efetiva qualquer política pública nem no campo nem em lugar algum”.
Além de uma formação de docentes sensibilizados para a realidade das comunidades rurais – ou das escolas que, na zona urbana, recebem alunos do campo –, Dalcin chama a atenção para a necessidade de a escola adequar seu calendário em regiões em que exista a predominância de uma determinada produção agrícola que, durante a colheita, altere a rotina das famílias. “Nesse sentido, a Pedagogia da Alternância vem se mostrando a mais adequada, pois ao mesmo tempo em que alterna o tempo escolar, também aproxima escola e comunidade”. Criada na França, em 1935, a metodologia intercala períodos em salas de aula e períodos no campo, modelo pensado para diminuir o tempo gasto em longos deslocamentos até a escola.
Outro desafio diz respeito ao número reduzido de alunos que em geral há em cada escola. Nesses casos, as turmas são multisseriadas, constituídas por idade, e não por série. “O que gera a necessidade de um currículo ainda mais flexível e direcionado para o contexto de cada escola”, observa Dalcin. A especialista destaca, ainda, a necessidade da reabertura de escolas rurais, a efetiva articulação entre secretarias municipais e estaduais de educação, e o diálogo constante entre escolas, universidades, movimentos sociais e governos locais e federal.
Mobilização comunitária e contextualização do conteúdo
Em 1990, os lotes do assentamento Bela Vista do Chibarro, em Araraquara, interior de São Paulo, foram entregues a 170 famílias pelo Instituto Nacional de Colonização de Reforma Agrária – Incra. Resultado da mobilização da comunidade para a melhoria da educação, a escola do assentamento foi municipalizada em 2002, abrindo espaço para um Projeto Político-Pedagógico (PPP) diferenciado, que respeitasse e valorizasse a identidade dos agricultores assentados.
A professora Adriana Caravieri, diretora da EMEF do Campo Professor Hermínio Pagotto, é uma das protagonistas dessa história. “Nossa caminhada começou há alguns anos. Já havia esse sonho de contribuir para melhorar a qualidade da educação oferecida aqui na escola do assentamento”, lembra. Após a municipalização, o atendimento, antes do 1º ao 4º ano, foi ampliado até o 9º ano, permitindo que as crianças que frequentavam escolas na zona urbana pudessem voltar a estudar perto de suas casas.
“O ponto de partida é a contextualização do conteúdo em relação à realidade do aluno do assentamento. E há a articulação com outras políticas do município como saúde, cultura, esporte e lazer”, explica Caravieri. “Então, temos esse programa que valoriza a cultura, a identidade e o trabalho do povo agricultor, que, mais tarde, acabou se consolidando como política pública do município. A proposta de educação é toda voltada para a humanização e a solidariedade”, conta.
Tendo aderido ao Mais Educação, o atendimento educacional naHermínio Pagotto é em tempo integral. Com isso, as crianças participam de atividades relacionadas ao cineclube, canto coral, educação ambiental, agroecologia, história e memória da comunidade, práticas esportivas, tecnologia da informação e comunicação e dispõem de acompanhamento pedagógico e atendimento especializado para crianças com necessidades educacionais especiais.
Os resultados alcançados pela mobilização pela educação podem ser constatados, em parte, pela trajetória de ex-alunos, hoje formados em cursos superiores, um deles já doutorando e outro medalhista daOlimpíada Brasileira de Matemática. Além disso, a escola recebeu, em 2004, o Prêmio Gestão Pública e Cidadania da Fundação Getúlio Vargas e, em 2008, foi selecionada para um projeto de diagnóstico e proposição de melhorias pela comunidade, financiado pelo Instituto Embraer.
Campo conectado
Funcionando em período integral, a Escola Municipal Zeferino Lopes de Castro, no município de Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre, se destaca pelo uso da tecnologia da informação em sala de aula. Por meio do programa Escolas Rurais Conectadas, da Fundação Telefônica, a escola dispõe de um notebook para cada aluno e conexão com a internet via fibra ótica.
Segundo a professora Daniela Fávero, coordenadora do projeto, os alunos frequentam a escola em período integral, dividido em três momentos: aulas em que aprendem os conteúdos curriculares; projetos de aprendizagem voltados aos interesses dos alunos, em que o tema é definido por eles; e oficinas em que desenvolvem habilidades de apoio às aulas e aos projetos. “Em todos os momentos, a gente dá abertura para o uso da tecnologia, desde a aula até os projetos”, explica a professora.
A comunicação e a autonomia dos alunos são, de acordo com a professora, os aspectos mais beneficiados. “Eles são alunos que já vinham para a escola com gosto de estudar, mas, agora, estão se sentindo mais seguros, mais empoderados. Eles estão se sentindo agentes do próprio conhecimento”, diz Fávero sobre os resultados observados após o primeiro ano de implementação do programa.
A tecnologia digital é utilizada para trabalhar assuntos relacionados à vivência dos alunos, mas, segundo a professora, as aulas também buscam apresentar outras realidades. “A gente tem trabalhado bastante a questão da tecnologia na lida do campo, tentamos fazer esse paralelo e, ao mesmo tempo, extrapolar para eles não ficarem presos apenas ao mundo rural, para terem a opção de conhecer o que não é daqui, optar se querem continuar ou sair e, independentemente dessa escolha, que eles possam ser o melhor que puderem, tanto aqui como fora”, diz a professora.
Bernardo Vianna/ Blog Educação
Imagem: Painel Paulo Freire. CEFORTEPE – Centro de Formação, Tecnologia e Pesquisa Educacional Prof. “Milton de Almeida Santos”, SME-Campinas. Fonte: Wikimedia.
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sexta-feira, 30 de janeiro de 2015
Educadores conectados levam cultura digital ao campo
Programa de formação online para professores ajuda a aproximar comunidades rurais da tecnologia
30/01/15 // ESCOLA
A primeira vez que Marlene Leal Franco usou um computador foi em 2013, quando a escola em que trabalha ganhou três notebooks e conexão à internet. Ela é diretora da Escola Municipal Franco, que fica na zona rural do município de Espírito Santo do Dourado, em Minas Gerais, uma das instituições beneficiadas pelo projetoEscolas Rurais Conectadas, da Fundação Telefônica, que leva conectividade para escolas de zonas remotas, as provendo de internet e infraestrutura.
Para que professoras como Marlene saibam usar e tirar proveito dos novos equipamentos, junto com eles chegaram às escolas oficinas online de formação de professores. A preparação dos educadores do campo para a cultura digital é o tema desta reportagem que faz parte série Tecnologia no Campo, produzida pelo Porvir em parceria com a Fundação Telefônica.
Crédito Retrostar / Fotolia.com
Marlene conta que, desde que sua escola recebeu os notebooks, ela já soma mais de 240 horas de oficinas realizadas. O feito é grande, levando em conta que cada curso demanda em média 10 horas de participação. “Essas oficinas mudaram o nosso olhar. Hoje em dia, a escola rural não pode ficar atrás, tem que acompanhar o que acontece no mundo, e os cursos ajudam por abordarem temas atuais e proporem atividades alinhadas com a realidade rural”, conta a diretora.
Em sua escola, ela desempenha o papel de educadora multiplicadora. Marlene é a única da equipe docente a realizar as oficinas online. “Nenhum de nós tem internet em casa e as professoras não conseguem ficar mais na escola para estudar, pois o ônibus passa na hora marcada para leva-las de volta para a cidade”, diz. Mas isso não a impede de transmitir o que aprende a suas colegas: “Eu salvo todo o material num pendrive, faço apostilas com as atividades e apresento para as professoras usando Datashow”.
Juliano Bittencourt, parceiro executor do projeto Escolas Rurais Conectadas, explica que a curta duração e o caráter prático das oficinas foram planejados estrategicamente com o intuito de otimizar o trabalho do educador de escola rural, respeitando as peculiaridades de seu contexto social e cultural. “O objetivo é manter o professor engajado a partir de necessidades muito concretas de sala de aula, aplicáveis e transferíveis de maneira simples e com impacto direto no aprendizado dos alunos”, ressalta.
“A escola rural tem que acompanhar o que acontece no mundo, e os cursos ajudam por abordarem temas atuais e proporem atividades alinhadas com a realidade rural”
A Escola Municipal Franco tem cerca de 50 alunos, divididos em quatro turmas multisseriadas. Segundo a diretora, um dos maiores desafios das professoras é determinar o nível de alfabetização dos alunos para planejar aulas e propor atividades adequadas. Ela conta que as oficinas explicam novas abordagens pedagógicas e estratégias que ajudam a identificar o estágio de letramento de cada estudante. “Com essas dicas as professoras passam a ter um ponto de partida mais embasado para entender as dificuldades de cada aluno e assim trabalhar em cima disso”.
Temas conectados
“Salas multisseriadas são uma salada. O maior desafio é conseguir despertar o interesse de todos ao mesmo tempo, com uma mesma atividade. Os alunos estão em níveis diferentes, aprendem em ritmos distintos, uns tem mais facilidade, outros engasgam”, relata a diretora que finaliza: “Temos que respeitar cada aluno, o grau de dificuldade do exercício tem que ser individual, e a tecnologia pode ajudar muito nesse sentido”.
Abordando temáticas relevantes a vida em áreas rurais, uma das oficinas ofertadas é sobre a produção de pomares domésticos. “A horta familiar é um tema bem do campo, bem próximo ao cotidiano dos estudantes”, aponta Marlene, que conta que através desse tópico foram realizadas diversas atividades envolvendo conteúdos pedagógicos de diferentes disciplinas.
Primeiro, os estudantes fizeram uma pesquisa, na internet, sobre o tipo de clima e o tipo de solo da região, o que era mais propício para ser plantado no local e que tipos de cuidado (como irrigação e adubagem) eram necessários. “Nesse momento trabalhamos história e geografia”, afirma a diretora. Depois de identificadas as frutas possíveis de serem cultivadas, foram abordados conteúdos de ciência, quando os alunos aprenderam as propriedades e vitaminas de cada fruta.
Eles trabalharam no pomar da própria escola e foram incentivados a fazer um em suas casas. Quando as frutas estavam próprias para o consumo, cada estudante foi desafiado a elaborar uma receita com o ingrediente. Assim, foram trabalhados conceitos matemáticos, de medidas e proporção. Esse projeto também contou com uma participação especial de um agrônomo da comunidade, convidado pela diretora a dar uma palestra para os estudantes.
“Queremos fazer os educadores enxergarem como a tecnologia tem um papel forte e transformador dentro das práticas de sala de aula”
Usando a tecnologia
Bittencourt ressalta que uma das principais funções desse programa é promover o contato dos professores, e consequentemente dos alunos, com os recursos tecnológicos. “Queremos fazer eles enxergarem como a tecnologia tem um papel forte e transformador dentro das práticas de sala de aula. Se conseguirmos isso, vamos conseguir promover neles o desejo pela inovação”, argumenta.
Marlene se mostra convencida. “É muito mais fácil ensinar com esses recursos, até para a gente é mais interessante. Não ficamos restritos apenas ao livro didático e ao quadro negro. A tecnologia deixa as aulas mais divertidas, une a turma e deixa os alunos mais engajados”, diz, que ainda ressalta a necessidade que os alunos do campo têm de se familiarizar com a tecnologia para se preparar para o trabalho no campo: “Mesmo alunos que quando crescerem forem trabalhar na roça vão ter que lidar com sistemas informatizados. Todos os tratores hoje possuem painéis digitais”, brinca a diretora.
por Regiany Silva / Porvir
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segunda-feira, 1 de dezembro de 2014
Setting up and running a school garden - Teaching ToolKit

School gardens can help to provide healthy school meals and generate income for school funds, but they are primarily a platform for learning - learning how to grow food for a healthy diet, improve the soil, protect the environment, market food for profit, enjoy garden food and, not least, advocate it to others. There is strong evidence that classroom lessons and practical learning in the garden reinforce each other, indeed that often one does not work without the other. New garden projects and programmes are therefore making sure that the classroom curriculum finds room for garden-related learning about agriculture, nutrition and the environment. This Teaching Toolkit is FAO’s contribution. It contains lessons which supplement and support gardening activities. These “garden lessons” should have a regular place in the classroom timetable, on top of gardening time. The “garden curriculum” aims to give learners some control over the “food cycle” process, through planning, organizing, promoting, evaluating and - not least - celebrating achievements. The lessons therefore aim not only at knowledge and practical skills but also at awareness, attitudes and life skills. The garden mix of theory, practice, enjoyment and ownership is a winning combination for improving lives.
Year of publication: 2009
Document Type: Book
Pages: 194
Job Number: I1118
Office: Agriculture and Consumer Protection
Division: Nutrition Division
Also Available in: French
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terça-feira, 30 de setembro de 2014
domingo, 24 de agosto de 2014
Juventude elabora moção pelo seu direito de permanecer no campo

Juventudes de várias partes do Brasil elaboraram este ano, durante o III ENA, moçao para lutar por Plano Nacional pelo Direito da Juventude Permanecer no Campo
Por Débora Britto (Centro Sabiá)
A Juventude é, por excelência, momento e lugar de descobertas, afirmações e construção daquilo que pode ser o futuro. Os jovens presentes no III Encontro Nacional de Agroecologia, que aconteceu entre 16 e 19 de maio de 2014, debateram caminhos e estratégias para garantir sua permanência no meio rural. A partir desse diálogo, foi elaborada uma moção para lutar por Plano Nacional pelo Direito da Juventude Permanecer no Campo e exigir do Governo políticas públicas direcionadas à Juventude do campo.
A pauta da permanência da Juventude no campo não é nova, mas tomou ares de renovação no III ENA. Segundo Erica Galindo, da CONTAG (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura), o evento foi importante para articulação dos movimentos sociais e ONGs que já debatiam, entre si, políticas e estratégias para os jovens do meio rural. ”Essa pauta inclusive já vem sendo dialogada com o Governo. A expectativa das organizações agora é construir um processo de mobilização em torno dela”, explicou.
No campo, a Juventude é sinal de esperança, de renovação e, também, de continuidade dos saberes, das vivências e dos mais diversos modos de vida. Por este motivo, movimentos sociais ligados ao meio rural e jovens da agricultura familiar, camponesa, indígena e de povos e comunidades tradicionais enfrentam, por um lado, a falta de políticas que incentivem e melhorem a vida no campo e, de outro lado, a pressão não verbalizada para sair do meio rural e migrar para os centros urbanos, seja em busca de melhores oportunidades de emprego ou à procura de serviços básicos como acesso à educação e saúde.
Getúlio Roberto, jovem de Cumaru, município do Agreste Setentrional de Pernambuco, conta que um dos maiores desafios à permanência dos jovens no campo é a falta de políticas públicas de educação. Ele conta que muitos jovens deixam suas raízes em busca de uma vida melhor, mas na cidade se deparam com uma realidade ainda mais dura. “A gente vê também um sistema educacional que incentiva o jovem a sair do campo sendo que existe possibilidade, perspectivas de permanência no campo desde que as políticas públicas que lhe são ofertadas sejam definitivamente cumpridas pelo poder público tanto municipal, tanto estadual”, conta.
Após o protagonismo da Juventude no ENA, Galindo acredita ser preciso aprofundar a articulação por um Plano Nacional pelo Direito à Permanência da Juventude no Campo, que seria um eixo pelo qual pode-se garantir políticas públicas em vários campos para permanência dos jovens nas suas regiões de origem.
Para falar do desejo de ficar no local onde nasceram e se criaram, Jovens Multiplicadores de Agroecologia contam, com suas palavras, porque não querem sair do campo. Confira no vídeo!
Confira na íntegra a Moção da Juventude por um Plano Nacional pelo Direito à Permanência no Campo:
MOÇÃO PELO DIREITO DAS JUVENTUDES PERMANECEREM NO CAMPO
As juventudes comprometidas com a agroecologia, que se fazem presente no III Encontro Nacional de Agroecologia, ocorrido entre os dias 16 e 19 de maio, em Juazeiro/BA, quer denunciar o contexto de ampla expulsão das e dos jovens da agricultura familiar, camponesa, indígena e de povos e comunidades tradicionais de seus territórios, que decorre do modelo de desenvolvimento rural hegemônico baseado no agronegócio.
O contexto de concentração de terras combinado ao modelo de produção agroexportador, que se baseia no monocultivo, na utilização de tecnologias de alto custo econômico e de nocivo impacto ambiental e na exploração da mão-de-obra da classe trabalhadora, influenciam as dinâmicas econômicas, sociais, territoriais e culturais vivenciadas pelas juventudes no âmbito das comunidades rurais, aprofundando as desigualdades no campo brasileiro.
As relações capitalistas estendem seu efeito perverso a partir da desterritorialização dos povos do campo, em especial das juventudes, na medida em que desqualifica a cultura e identidade camponesa e destitui o povo do campo do acesso aos direitos.
É preciso destacar, ainda, que este fenômeno migratório se manifesta de forma mais intensa entre as jovens mulheres, devido às desigualdades de gênero, consolidadas a partir da cultura patriarcal.
A negação do direito da juventude permanecer no campo é incompatível com a construção de um Brasil agroecológico, afinal ele só é possível a partir da diversidade e protagonismo dos sujeitos do campo. Neste sentido, a luta dos movimentos e organizações que constituem o campo da agroecologia deve compreender a disputa de modelo de desenvolvimento, partindo também da afirmação das e dos jovens como sujeitos estratégicos da vivência agroecológica, que devem ter o direito de permanecer no campo tendo acesso ao conjunto de direitos que promovam sua autonomia e emancipação.
Neste sentido, a juventude do campo afirma o direito à terra, por meio da reforma agrária, como demanda central que deve estar articuladas ao conjunto de políticas voltadas a produção, comercialização e geração de renda, bem como às políticas de educação, saúde, esporte, cultura e lazer contextualizados com a realidade camponesa. Portanto, exigimos que o governo brasileiro estruture e implemente o Plano Nacional pelo Direito da Juventude Permanecer no Campo, onde conste as ações, metas e orçamento de políticas públicas que alcance os e as jovens da agricultura familiar, camponesa, indígena e de povos e comunidades tradicionais.
Assinam esta moção:
• ACESA - Associação Comunitária em Educação Saúde e Agricultura
• Actionaid Brasil
• ASSEMA – Associação em Áreas de Assentamento no Estado do Maranhão.
• ASA – Articulação do Semiárido Brasileiro
• Caatinga – Centro de Assessoria e Apoio aos Agricultores e Instituições não-governamentais.
• Centro Sabiá
• CETRA – Centro de Estudos do Trabalho e de Assessoria ao Trabalhador
• CONTAG - Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura
• CPT – Comissão Pastoral da Terra
• EFASE Monte Santo - Escola Família Agrícola do Sertão de Monte Santo
• FEAB – Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil
• FETRAF/Brasil – Federação dos Trabalhadores Agricultura
• IRPAA – Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada
• Levante Popular da Juventude
• MMC – Movimento de Mulheres Camponesas
• MPA – Movimento de Pequenos Agricultores
• MST - Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-terra
• PJR - Pastoral da Juventude Rural
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sexta-feira, 27 de junho de 2014
Mulheres: garimpeiras da natureza
Educação Popular
Por Rosângela Angelin*
A Associação Regional de Educação, Desenvolvimento e Pesquisa (AREDE) vem desenvolvendo, nos últimos anos, projetos com mulheres, em especial agricultoras, sendo trabalhados e debatidos temas envolvendo a geração de renda, bem como outros mais pontuais como o papel das mulheres na sociedade, mulheres no mercado de trabalho e a violência contra a mulher.
Neste mês de março, quando a “mulher” encontra-se mais em voga, pretendemos abordar vários aspectos da vida destes seres humanos misteriosos.
Sendo assim, nesta edição do COOPERJORNAL, abordaremos o motivo pelo qual as mulheres, mais que os homens, têm um grande conhecimento sobre as ervas medicinais (chás) e passam isso de geração a geração, para suas filhas, netas e amigas.
É muito comum em nossa região, usarmos primeiramente o tratamento de chás para curar doenças e só depois recorrermos a cuidados médicos. A grande maioria das mulheres conhece vários tipos de chás para cada tipo doença e, com isto, conseguem resolver, em casa, a maioria dos problemas de saúde da família. Mas, esta arte de conhecer as ervas medicinais tem uma explicação histórica.
Depois que a humanidade deixou de ser nômade e começou a viver fixa em determinados locais, as mulheres permaneceram mais ligadas ao lar e aos filhos, enquanto os homens se ocupavam, prioritariamente, com as caçadas. Assim, as mulheres descobriram a agricultura e passaram a ter uma relação mais próxima com a natureza. Elas usavam a natureza para alimentar a família e também para curar e tratar as pessoas doentes da família e comunidade.
Na Idade Média, as mulheres eram as responsáveis pelos partos, atuando também como enfermeiras e assistentes de pessoas doentes. Conheciam e entendiam sobre o emprego de plantas medicinais para curar enfermidades e epidemias nas comunidades em que viviam e, conseqüentemente, eram portadoras de um elevado poder social. Essas mulheres representavam, muitas vezes, a única possibilidade de atendimento médico para pessoas pobres.
Elas foram, por um longo período, “médicas sem título”. Elas aprendiam o ofício umas com as outras e passavam esse conhecimento para suas filhas, vizinhas e amigas. Podemos dizer, portanto, que as mulheres foram as primeiras médicas do mundo. Com o surgimento dos médicos com título e por estas mulheres representarem um poder muito grande em suas comunidades, já que possuíam um enorme respeito social, elas foram perseguidas, condenadas e a maioria delas assassinadas. Mesmo assim, o conhecimento milenar das plantas medicinais foi mantido e passado de geração a geração por mulheres em todo o mundo.
Atualmente, as ervas medicinais continuam sendo muito usadas pela sociedade e encontramos também muitos grupos de mulheres que trabalham no processamento de plantas medicinais, fazendo elixires ou extraindo extratos das plantas e produzindo tinturas. Essas mulheres, como vimos no decorrer da história, seguem sendo reprimidas por parte dos médicos, pelo setor farmacêutico tradicional (que fatura bilhões por ano e também é contrário aos fitoterápicos) e pelo Estado, por usarem as plantas medicinais e fazerem medicamentos. Mesmo assim, elas resistem e lutam pela legalização das chamadas “farmácias alternativas” ou “farmácias naturais”. Uma luta, sem dúvida, mais do que justa.
___________________________________________________
* Doutora em Direito pela Universidade de Osnabrueck (Alemanha), Docente do Curso de Direito das Faculdades Integradas Machado de Assis (FEMA) e Colaboradora da AREDE.
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segunda-feira, 23 de junho de 2014
14 livros grátis de Paulo Freire
Dica do

Olá leitores!
Paulo Freire (1921-1997) foi o mais célebre educador brasileiro, com atuação e reconhecimento internacionais. Conhecido principalmente pelo método de alfabetização de adultos que leva seu nome, ele desenvolveu um pensamento pedagógico assumidamente político. Para Paulo Freire, o objetivo maior da educação é conscientizar o aluno. Isso significa, em relação às parcelas desfavorecidas da sociedade, levá-las a entender sua situação de oprimidas e agir em favor da própria libertação. O principal livro de Paulo Freire se intitula justamente Pedagogia do Oprimido e os conceitos nele contidos baseiam boa parte do conjunto de sua obra.
Para os interessados em aprofundar os ensinamentos freirianos, o Centro de Referência Paulo Freire também disponibiliza livros que podem ser baixados gratuitamente.
Boa leitura!
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terça-feira, 8 de abril de 2014
quinta-feira, 27 de março de 2014
Que tal apoiar a formação científica dos jovens do Cinturão Verde de São Paulo?
Dica da
AHPCE - Associação Holística de Participação Comunitária Ecológica

“Além do Vale – Ciência para Paraibuna” é o tema do projeto dos adolescentes do Programa de Jovens Meio Ambiente e Integração Social (PJ-MAIS), executado pela AHPCE e Instituto Florestal de São Paulo, no site Catarse.me. Para quem não conhece o Catarse.me, é uma espécie de “vaquinha coletiva”, em que cada cidadão contribui com quanto pode com projetos de baixo custo, como este de 4 mil reais, para financiamento da participação dos jovens na FEBRACE 2014, em São Paulo.
A participação é um desdobramento da oficina de Iniciação Científica do Núcleo de Educação Ecoprofissional do PJ-MAIS em Paraibuna, que acontece desde 2008 sob a coordenação do Instituto H&H Fauser, no âmbito da Reserva da Biosfera do Cinturão Verde de SP. O processo de construção do saber científico pelos estudantes de escolas públicas estaduais de Paraibuna envolve muitos desafios. O primeiro deles é motivacional, de fazer com que os jovens sintam-se capazes, e depois, fazer com que instiguem o olhar crítico para a sociedade onde vivem, diagnosticando problemas e pensando em soluções.
Os jovens da oficina do PJ-MAIS de Paraibuna possuem idade entre 15 e 21 anos e são incentivados a participar da FEBRACE (http://febrace.org.br), pela importância da feira no estímulo ao jovem cientista, compreendendo uma grande mostra de projetos realizada pela Universidade de São Paulo (USP).
Data: 21.03.2014
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terça-feira, 12 de novembro de 2013
Troca de saberes sobre melhores práticas agroecológicas marca Oficina de Construção e Manutenção da Saúde do Solo
Aprender, ensinar, trocar e compartilhar foram verbos muito conjugados durante a II Oficina Museu Vivo de Construção e Manutenção da Saúde do Solo, realizada pela Embrapa Amazônia Ocidental e Instituto Federal do Amazonas (Ifam), em Manaus (AM). A atividade integrou a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia no Amazonas deste ano e reuniu cerca de 200 participantes, entre agricultores, pesquisadores, técnicos, professores, estudantes e outros interessados em conhecer melhor práticas agroecológicas utilizadas para construir e manter a fertilidade e saúde do solo.
O agricultor e estudante de Agroecologia, Antônio Carlos da Rocha Mendes, resumiu bem a relevância da Oficina e das práticas agroecológicas abordadas durante o evento. Conforme ele, existe a necessidade de criar espaços para debater formas mais sustentáveis de produção de alimentos. “A Agroecologia vem trazer os conhecimentos tecnológicos e tradicionais juntos, resgatando o que tínhamos no passado, valorizando a cobertura do solo, valorizando as sementes crioulas”, completou.
No primeiro dia, 28 de outubro, a Oficina aconteceu no Ifam, Campus Manaus Zona Leste. No local, os participantes compartilharam saberes e experiências científicas, tradicionais e populares em rodas de conversa que abordaram cinco temas: Vida do Solo, Agroflorestas e Adubação Verde, Cobertura do Solo e Matéria Orgânica, Compostagem e Biofertilizante.
A agricultora que faz parte da Associação de Produtores Orgânicos do Amazonas (Apoam), Maria das Graças Silva da Costa, ficou feliz em aprender a fazer o biofertilizante. “Gostei de todas as rodas de conversa, mas fiquei contente em aprender a fazer o biofertilizante. Sempre precisamos aprofundar os conhecimentos, e estes conhecimentos que tive aqui vão ser muito úteis para o nosso trabalho”, disse a produtora, que ainda completou: “estes aprendizados me mostram cada vez mais como é importante produzir alimentos que não prejudiquem a minha família e meus clientes”.
As práticas agroecológicas de construção da saúde do solo na Amazônia são baseadas na lógica de funcionamento da floresta amazônica, onde a cobertura florestal mais biodiversa do planeta se desenvolve sobre solos mineralogicamente pobres. Assim, a saúde do solo agrícola é trabalhada a partir de métodos que tenham como modelo os processos ecológicos que ocorrem naturalmente na floresta, como a ciclagem de nutrientes por meio das folhas e galhos que cobrem o seu chão, a biodiversidade, a rica e ativa biota do solo, a presença de plantas que fixam nitrogênio do ar e a presença de árvores. “Todos os agricultores que queiram construir uma nova agricultura, que produza alimentos saudáveis, que não degrade o solo e que seja sustentável, têm na floresta amazônica um exemplo de metodologia a ser seguido”, destacou a pesquisadora da Embrapa Amazônia Ocidental, Elisa Wandelli.
As práticas agroecológicas respeitam as formas de vida e prezam pela preservação dos recursos naturais, melhoria da qualidade de vida dos agricultores e valorização dos saberes locais. Tudo isso sem a aplicação de insumos químicos e agrotóxicos. Para o engenheiro agrônomo José Barbosa, a Agroecologia aponta um novo caminho para a produção de alimentos de mais qualidade. “Como nós sabemos, o Brasil é o maior consumidor do mundo de agrotóxicos e isto causa sérios problemas ambientais e para a saúde”, reforçou.
Uma das participantes da Oficina foi Ricardina Lima. Ela conta que seu sonho é ter uma terra, onde aplicará todos os conhecimentos que aprendeu durante a Oficina. “Não se pode queimar nenhuma folha, porque a gente pode matar os nutrientes que já existem na terra. Nestes três dias aprendi uma riqueza de informações, e quando eu tiver minha terra já vou estar cheia de sabedoria para cultivar sem queimar, que aí vou ter uma terra que vai produzir por muito mais tempo”, opinou.
Circuito Agroflorestal
Nos dois últimos dias da Oficina Museu Vivo de Construção e Manutenção da Saúde do Solo, 29 e 30 de outubro, aconteceu o roteiro intitulado “Circuito Agroflorestal”, quando os participantes visitaram experiências agroecológicas em propriedades de agricultores da Apoam e em instituições como a Escola Agrícola Rainha dos Apóstolos e o campo experimental do Distrito Agropecuário da Suframa, pertencente à Embrapa.
A agricultora Cléia Nunes da Silva apresentou a sua propriedade aos participantes. Ela explicou como começou, quais práticas agroecológicas utilizou para construir a saúde e fertilidade do solo no local e destacou a importância que dá aos alimentos orgânicos. “Tenho muito orgulho de trabalhar com produtos orgânicos. Produzo alimentos saudáveis para minha família e para os meus clientes. Assim sei que estou fazendo a minha parte para melhorar o mundo”, disse.
O agricultor Nilton Santos gostou dos aprendizados que teve durante a Oficina. Segundo ele, sua missão agora é ser um multiplicador destes conhecimentos. “Vamos voltar para a nossa comunidade, no Rio Negro, e vamos contar para os nossos colegas como trabalhar sem queimar, vamos tentar fazer a compostagem, e se tiver outra Oficina queremos voltar para aprender mais”, finalizou.
Colaboração de Felipe Rosa, da Embrapa Amazônia Ocidental, para o EcoDebate, 12/11/2013
Link:O agricultor e estudante de Agroecologia, Antônio Carlos da Rocha Mendes, resumiu bem a relevância da Oficina e das práticas agroecológicas abordadas durante o evento. Conforme ele, existe a necessidade de criar espaços para debater formas mais sustentáveis de produção de alimentos. “A Agroecologia vem trazer os conhecimentos tecnológicos e tradicionais juntos, resgatando o que tínhamos no passado, valorizando a cobertura do solo, valorizando as sementes crioulas”, completou.
No primeiro dia, 28 de outubro, a Oficina aconteceu no Ifam, Campus Manaus Zona Leste. No local, os participantes compartilharam saberes e experiências científicas, tradicionais e populares em rodas de conversa que abordaram cinco temas: Vida do Solo, Agroflorestas e Adubação Verde, Cobertura do Solo e Matéria Orgânica, Compostagem e Biofertilizante.
A agricultora que faz parte da Associação de Produtores Orgânicos do Amazonas (Apoam), Maria das Graças Silva da Costa, ficou feliz em aprender a fazer o biofertilizante. “Gostei de todas as rodas de conversa, mas fiquei contente em aprender a fazer o biofertilizante. Sempre precisamos aprofundar os conhecimentos, e estes conhecimentos que tive aqui vão ser muito úteis para o nosso trabalho”, disse a produtora, que ainda completou: “estes aprendizados me mostram cada vez mais como é importante produzir alimentos que não prejudiquem a minha família e meus clientes”.
As práticas agroecológicas de construção da saúde do solo na Amazônia são baseadas na lógica de funcionamento da floresta amazônica, onde a cobertura florestal mais biodiversa do planeta se desenvolve sobre solos mineralogicamente pobres. Assim, a saúde do solo agrícola é trabalhada a partir de métodos que tenham como modelo os processos ecológicos que ocorrem naturalmente na floresta, como a ciclagem de nutrientes por meio das folhas e galhos que cobrem o seu chão, a biodiversidade, a rica e ativa biota do solo, a presença de plantas que fixam nitrogênio do ar e a presença de árvores. “Todos os agricultores que queiram construir uma nova agricultura, que produza alimentos saudáveis, que não degrade o solo e que seja sustentável, têm na floresta amazônica um exemplo de metodologia a ser seguido”, destacou a pesquisadora da Embrapa Amazônia Ocidental, Elisa Wandelli.
As práticas agroecológicas respeitam as formas de vida e prezam pela preservação dos recursos naturais, melhoria da qualidade de vida dos agricultores e valorização dos saberes locais. Tudo isso sem a aplicação de insumos químicos e agrotóxicos. Para o engenheiro agrônomo José Barbosa, a Agroecologia aponta um novo caminho para a produção de alimentos de mais qualidade. “Como nós sabemos, o Brasil é o maior consumidor do mundo de agrotóxicos e isto causa sérios problemas ambientais e para a saúde”, reforçou.
Uma das participantes da Oficina foi Ricardina Lima. Ela conta que seu sonho é ter uma terra, onde aplicará todos os conhecimentos que aprendeu durante a Oficina. “Não se pode queimar nenhuma folha, porque a gente pode matar os nutrientes que já existem na terra. Nestes três dias aprendi uma riqueza de informações, e quando eu tiver minha terra já vou estar cheia de sabedoria para cultivar sem queimar, que aí vou ter uma terra que vai produzir por muito mais tempo”, opinou.
Circuito Agroflorestal
Nos dois últimos dias da Oficina Museu Vivo de Construção e Manutenção da Saúde do Solo, 29 e 30 de outubro, aconteceu o roteiro intitulado “Circuito Agroflorestal”, quando os participantes visitaram experiências agroecológicas em propriedades de agricultores da Apoam e em instituições como a Escola Agrícola Rainha dos Apóstolos e o campo experimental do Distrito Agropecuário da Suframa, pertencente à Embrapa.
A agricultora Cléia Nunes da Silva apresentou a sua propriedade aos participantes. Ela explicou como começou, quais práticas agroecológicas utilizou para construir a saúde e fertilidade do solo no local e destacou a importância que dá aos alimentos orgânicos. “Tenho muito orgulho de trabalhar com produtos orgânicos. Produzo alimentos saudáveis para minha família e para os meus clientes. Assim sei que estou fazendo a minha parte para melhorar o mundo”, disse.
O agricultor Nilton Santos gostou dos aprendizados que teve durante a Oficina. Segundo ele, sua missão agora é ser um multiplicador destes conhecimentos. “Vamos voltar para a nossa comunidade, no Rio Negro, e vamos contar para os nossos colegas como trabalhar sem queimar, vamos tentar fazer a compostagem, e se tiver outra Oficina queremos voltar para aprender mais”, finalizou.
Colaboração de Felipe Rosa, da Embrapa Amazônia Ocidental, para o EcoDebate, 12/11/2013
http://www.ecodebate.com.br/2013/11/12/troca-de-saberes-sobre-melhores-praticas-agroecologicas-marca-oficina-de-construcao-e-manutencao-da-saude-do-solo/
sexta-feira, 29 de março de 2013
Dicionário da Educação do Campo
O livro é uma elaboração coletiva cujo principal objetivo é o de apresentar para debate uma síntese da compreensão teórica e prática da Educação do Campo. Os verbetes selecionados referem-se a conceitos ou categorias que expressam, na perspectiva dos movimentos sociais camponeses e de suas lutas, os fundamentos filosóficos e pedagógicos da Educação do Campo, articulados em torno dos eixos campo, educação, políticas públicas e direitos humanos. Trata-se de obra dirigida a educadores das escolas do campo, pesquisadores da área da educação, estudantes de ensino médio à pós-graduação, integrantes dos movimentos sociais e lideranças sindicais e políticas comprometidas com as lutas da classe trabalhadora.
Instruções para baixar ou comprar a publicação no link:
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