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sexta-feira, 20 de março de 2015

Acupuntura na coelhinha Flor de Liz

Diferenciado trabalho realizado no Hospital Veterinário da Uniguaçu com a coelhinha Flor de Liz, sob a responsabilidade da professora de animais silvestres, a Médica Veterinária Larissa Helena Ersching Runcos, e com a participação da acadêmica Shaiane de Oliveira.

O tratamento também ocorre em sinergismo com a reabilitação utilizando acupuntura e fisioterapia veterinária, técnicas aplicadas pela professora Médica Veterinária Claudia R Vieira Rocha e com a colaboração das acadêmicas Bruna Castilho, Caroline Cattani e Lara Spizzirri.

Os cuidados com a colehinha tem como objetivos o retorno fisiológico e o equilíbrio energético perdido pela doença, sendo que o trabalho em equipe só acrescenta no tratamento. 

quinta-feira, 12 de março de 2015

Projeto Carroceiro Solidário - UNIGUAÇU 2015

O projeto Carroceiros Solidários visa levar atendimento aos animais de tração dos municípios de União da Vitória e de Porto União. 

O atendimento está sendo realizado às segundas-feiras, no horário das 8 às 11 horas da manhã no estacionamento do Hospital Veterinário Uniguaçu. Os animais são atendidos pelos alunos do nono período de Medicina Veterinária, com a supervisão da professora Claudia Rocha. 

O objetivo do projeto é dar assistência às famílias carentes que fazem uso de animais para trabalho, oferecendo tratamento clínico aos animais, orientando quanto à nutrição, prevenção de doenças e horas de trabalho do animal. 

As famílias que possuem cães, ovelhas, cabras e vacas, também podem levá-los no mesmo horário e local para atendimento. Ainda receberão orientações para melhor qualidade de vida de seus animais. 

Os tratamentos são feitos com base na Medicina Complementar (fitoterapia, acupuntura, cromoterapia, moxabustão, fisioterapia, dentre outros). Quando necessitam de uma assistência maior, recebem tratamento mais especializado. 

O projeto visa, além de tratar os animais, educar e orientar os proprietários para que seus animais tenham uma vida digna, sem necessidade de sofrerem privações de qualquer natureza. Todos os carroceiros são bem vindos com seus animais, para que ambos possam ter mais qualidade de vida. 

Prof MV Claudia Rocha 
Coordenadora do projeto 

Fabiana Forte e Zé do Rodeio 
Colaboradores 

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Calêndula atuando no processo de cicatrização de feridas em animais

Nome científico: Calendula officinalis L,


A calêndula é utilizada em todo o mundo na medicina tradicional desde a Idade Média. É uma das plantas mais versáteis e populares, sendo cultivada como planta ornamental e medicinal. Medicamentos à base de plantas são usados para os mais diferentes fins, como, por exemplo, calmante, cicatrizante, expectorante e imunoestimulante. 

A calêndula atua como antiespasmódica, anti-inflamatória, antisséptica e cicatrizante, dentre outras atuações também comprovadas cientificamente. 

As ações antimicrobiana, cicatrizante e anti-inflamatória da calêndula é relatada na literatura científica, inclusive com relatos de experiências com o seu uso clínico. Tinturas, unguentos e decocções são as técnicas de mais fácil utilização em tratamentos de queimaduras, no pós-operatório e na cicatrização de feridas em animais.

A cicatrização de feridas pode ser compreendida como uma sequência regulada de eventos celulares e bioquímicos, organizada para recuperar a integridade do tecido após uma injúria. Muitos fatores podem influenciar a progressão do processo cicatricial.

A fitoterapia por meio de plantas medicinais tem mostrado resultados satisfatórios em tratamentos veterinários. Seu uso deve ser realizado de maneira orientada por um médico veterinário, de modo que o uso inadequado não ocasione problemas a saúde, os quais vão desde a ineficácia às reações adversas.

A foto apresenta um paciente da espécie canina sem raça definida. É uma fêmea com lesão em membro torácico devido a trauma crônico. O tratamento de escolha foi com plantas medicinais. Após a limpeza do ferimento com soro fisiológico, utilizou-se a pomada de calêndula. 

A cicatrização se deu por volta de três semanas.

Contato

Dra. Claudia R. Vieira Rocha
Professora de Imunologia, Patologia, Terapias Complementares veterinária
Especialista em Medicina Tradicional Chinesa Veterinária, Fisioterapia Veterinária e Geriatria Veterinária
email: pelos.penas@uol.com.br / clauvet.wrocha@hotmail.com.br


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domingo, 2 de junho de 2013

União da Vitória, Paraná - Semana do Meio Ambiente na Uniguaçu - 03 a 08 de junho de 2013

Realização: Núcleo de Políticas Ambientais das Faculdades Integradas do Vale do Iguaçu


Programação

Dia 03/06 


Palestra "Ecologias, territórios e populações tradicionais: por uma abordagem pluralista e participativa da compreensão dos saberes e práticas de natureza".
Palestrante: Eng. Agrônomo Nicolas Floriani (Doutor em Meio Ambiente e Desenvolvimento, professor da UEPG).
Local: Auditório Sede da Uniguaçu, 19:30.


Dia 04/06 

Palestra “Plantas dos quintais para a saúde” 
Local: Sala Multidisciplinar da Uniguaçu, 9:00. 
Palestrante: Eng. Agrônomo Marcos Roberto Furlan (Doutor em Agronomia, professor da Unitau-SP)

Palestra: “Da planta ao medicamento” (contemplando: História das plantas medicinais; Aspectos botânicos aplicados às plantas medicinais; Produção de bioativos nos vegetais; Influência dos aspectos agronômicos na produção de plantas medicinais e Principais formas de produção de fitoterápicos). 
Local: Auditório Sede da Uniguaçu, 14:00.
Palestrante: Marcos Roberto Furlan (Doutor em Agronomia, professor da Unitau-SP)

Palestra: “As veias abertas da sociedade de risco: considerações da ecologia polí­tica sobre a sustentabilidade das cidades” 
Professor Alexandre Nicoletti Hedlund - Mestre em Desenvolvimento, área de concentração: Direito, Cidadania e Desenvolvimento. 
Local: Auditório Sede da Uniguaçu -19h30.

Dia 05/06: DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE 

Agronomia em ação pelo meio ambiente
Educação ambiental infantil: O lixo: repensar, reutilizar, reduzir e reciclar!
Local: escolas municipais de União da Vitória
9:00 Palestra: “Meio ambiente em equilíbrio = qualidade de vida dos animais”: atividades com crianças da rede municipal de União da Vitória. Local: quadra da Uniguaçu, 13:30.

Palestra “A evolução do planeta: a situação atual e perspectivas futuras” 
Palestrante: Eng. Agrônomo Cleverson Vitorio Andreoli (Doutor em Meio Ambiente e Desenvolvimento. Professor de pós graduação na UNIFAE e engenheiro técnico da Assessoria de Pesquisa e Desenvolvimento da Diretoria de Meio Ambiente e Ação Social da - SANEPAR). 
Local: Auditório Sede da Uniguaçu; 19:30

Dia 06/06:

Serviço Social: cultura da paz e educação ambiental –19:30
Biomedicina: projeto Hospitais Verdes e Saudáveis 20:00
Nutrição: Mostra de Aproveitamento Integral dos alimentos, com degustação -20:45
Administração: Recolhimento do óleo de cozinha usado (parceria com Iguaçu Ambiental) - 21:15
Agronomia: educação ambiental infantil em escolas - 21:45

Dia 08/06:

Trilha ecológica: grutas do Parque São João Maria – Educação Física, horário a confirmar.

Rua Padre Saporiti 717, Rio D'areia, União da Vitoria, (42) 3522.6192
Link:

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Fitoterapia atuando na clínica de pequenos animais: lesão por mordedura em cão


Acadêmico(s): Alaina Diniz, Gabriel Fernando Terci, Jeferson do Nascimento, João Manoel de Mattos e Nayara Carine Maia de Almeida.
Orientadora: Claudia R. Vieira Rocha Coeli - Médica Veterinária

Texto

Introdução

A Fitoterapia vem desempenhando um papel importante dentro da Medicina Veterinária atualmente. Cresce a cada dia o uso de plantas medicinais tratando patologias tanto de grandes quanto pequenos animais. O uso de plantas medicinais pode ser empregado de várias maneiras como: compressas, chás, banhos, cataplasmas e até mesmo em pomadas. Neste trabalho, optou-se por usar ervas em forma de pomada para lesões por mordedura entre cães, o qual ocorreu uma laceração grave no membro posterior de um cão. O medicamento em questão possui poderes cicatrizantes e anti-sépticos.  

Objetivos

cicatrização de lesões de pele
poder anti-séptico e cicatrizante do medicamento em questão
uso de um produto natural como medicamento

Métodos

Foi atendido no hospital Linus Brauchener , município de União da Vitória-Pr, um cão da raça SRD, macho que foi atacado por outro cão, ao qual apresentou uma laceração em membro posterior.Usou-se medicamentos alopáticos como antibiótico e analgésico. Após fez-se a limpeza da  lesão e optou-se por usar a pomada fitoterápica que os próprios alunos manipularam. A pomada foi elaborada em uma diluição de 10% com as ervas: Persea pvrifolia (pau-andrade), Copaifera officinalis (copaíba) e Calendula officinalis (calêndula) em vaselina sólida. É de suma importância respeitar o período de inflamação, não permitindo a cicatrização rápida da lesão. Lesões por mordedura em cães são altamente contaminadas, pelo fato da boca do animal apresentar bactérias de alto grau de contaminação, não podendo no entanto a sutura da lesão.

Análise

O tratamento com a pomada fitoterápica começou a ser usada no dia 15/08/12.
A cicatrização ocorreu lentamente como o desejado. O medicamento foi  aplicado duas vezes ao dia, após a limpeza do ferimento.Importante também evitar deixar  a lesão exposta, para que não venha ocorrer a contaminação secundária por insetos ou outros meios de contaminação.

Conclusão
           
Conclui-se com o presente trabalho que a Fitoterapia é de grande valia para a Medicina Veterinária. Mais estudos e pesquisas devem ser realizados no intuito de se provar a sua eficácia em patologias de todos os tipos em animais. Os alunos acreditaram e preparam o medicamento, afim de ajudar na recuperação do animal. O cão apresentou uma resposta satisfatória ao medicamento, ocorrendo a total cicatrização do ferimento, em um tempo de 45 dias.

Referências bibliográficas

FINTELMANN, V. et al. Manual de Fitoterapia. Ed. Koogan, 11 ed., 2010

FERRO, D. Fitoterapia-Conceitos Clínicos. Ed. Atheneu, 2008.

LORENZI, H. et.al. Plantas Medicinais no Brasil. 2 ed., 2008.

Fitoterapia atuando na clínica de grandes animais: retenção de placenta

Acadêmicos: Fabricio Pacheco, Jõao Carlos Silva, Jardel Bonissoni, José Baldini,  Luis Becker, Ricardo Kuhl
Orientadora: Claudia R. Vieira Rocha Coeli - Médica Veterinária

Texto

Introdução

Membranas fetais que não são expelidas dentro de 3h após o parto são consideradas retidas. A retenção das membranas fetais pode ser completa, mas comumente apenas o corno não gravídico apresenta a retenção. Se o corno uterino não gravídico com pequenas pregas não é observado, assume-se que ele está retido. Se quaisquer membranas estão expostas, o âmnio e o cordão não devem ser removidos devido a tensão que fornecem, necessária para que ocorra a separação  e expulsão. Membranas não expulsas dentro de 3 a 10 horas são consideradas patológicas e podem levar a metrite, endotoxemia e subsequentemente, laminite com resultados fatais. De acordo com isso, é prudente tratar a condição como potencialmente séria. Se houver distocia ou manipulação uterina traumática, tratamento agressivo para retenção de placenta deve ser instituído imediatamente após o parto.

Objetivo

Através de Terapias Complementares, tentaremos demonstrar a eficácia de alguns fitoterápicos de fácil acesso em nossa região, que segundo pesquisas, produzem no animal o mesmo efeito que os produtos químicos, com a vantagem de serem mais baratos, ou até mesmo sem custo algum, e com menor período de carência da substância nos derivados de origem animal.

Métodos

Arruda (Ruta graveolens): Infusão das folhas  em água fervendo e deixar  10min, servir como bebida morna.
Modo de usar: Quantidade de folhas por animal: 
- Égua e vaca: 60 a 120 gramas em 1L de água.
- Ovelha cabra e porca: 15 a 30 gramas em meio litro de água.
- Cadela: 3 gramas em 100mL de água. 

Tansagem (Plantago major), utiliza-se 45 gramas de folhas e raízes em 3L de água fervente. Modo de preparar: derramar a água fervente sobre as folhas e raízes, deixar em infusão por  10min. 
Esta porção é para ser usado em 24 horas, 3 vezes ao dia. Usar até segundas recomendações médicas. 

Inseticida de fumo e sal: ingredientes: 50g de fumo de corda picado, 2 colheres de sal, um litro de água. Juntar o fumo picado e o sal na água e colocar para ferver por uma hora em fogo baixo. Depois de frio, coar. Banhar o animal com esta mistura, preservando olhos e boca. 

Análise

Logo após ao parto, entramos com a medicação fitoterápica mais como prevenção, pois como o animal já  possuía um histórico de retenção de placenta, preferimos não esperar a     casuística. A liberação da placenta se deu em 4 horas após o nascimento do bezerro.O uso do inseticida a base de sal e fumo, foi mantido por 3 dias.

Conclusão

Concluiu-se que o tratamento foi eficaz, pois como a retenção é caracterizada à partir de 3 horas após o nascimento, e neste caso levou pouco mais de 4 horas, é sinal de que realmente ocorreu a retenção de placenta, e como o tratamento foi imediato, pode-se considerar que houve  êxito no procedimento.
O inseticida também demonstrou eficácia, pois não houve proliferação de miíases no local.
Portanto, podemos concluir que o tratamento além de eficaz, é  rentável, e de fácil produção.
A fitoterapia tem contribuído nos tratamentos de patologias de grandes animas.

Referências


Manual Merk de Veterinária. [organizadora Cyntia M. KAHN]. 9 ed. São Paulo: Roca, 2008.


Alternativas Ecológicas Para Prevenção de Pragas e Doenças. BURG, Inês Claudete; MAYER, Paulo Henrique; 30 edição, pag: 99-103; 2006. 

sábado, 8 de setembro de 2012

Florais de Bach e Aromaterapia em distúrbios comportamentais de cães

Mais uma pesquisa inédita da UNIGUAÇU.
Parabéns aos colegas

Acadêmico(s): Cleiso Cella, Guilherme Gostinhak Azambuja,
Mariane Ghedin Rodrigues, Raull Homero Mendes Dellê.
Orientadora: Claudia R. Vieira Rocha Coeli – Médica Veterinária.

INTRODUÇÃO
Atualmente a forma de se tratar os animais, principalmente cães e gatos modificou-se muito, pois, são muitas vezes criados como membros da família em que vivem, sendo submetidos a viver em ambientes fechados e em  espaços restritos, além de conviver somente com pessoas e muitas vezes passando o dia sozinhos. Por este motivo os animais estão apresentando problemas de comportamento, principalmente emocionais, como, por exemplo, estresse.   Proprietários de pequenos animais estão buscando técnicas para amenizar o problema. As Terapias Complementares vêm atuando com sucesso em tratamentos de comportamento pelo fato de não apresentarem efeitos colaterais e ao mesmo tempo apresentarem resultados satisfatórios.
No presente trabalho optou-se por utilizar  a terapia com florais de Bach, que atua sobre o estado emocional dos animais, buscando o retorno do equilíbrio perdido. Os florais harmonizam e equilibram a personalidade, reagindo contra o estado de ânimo negativo como: irritação, medo, ansiedade, depressão e raiva. Também se utilizou Aromaterapia associada à massagem, apresentando duplo efeito benéfico. A massagem estimula à circulação venosa e linfática e alivia os pontos de tensão. Os aromas chegam ao sistema nervoso através do olfato provocando sensações de bem estar e fazendo com que seus efeitos relaxantes e estimulantes atuem sobre todo o corpo.

OBJETIVOS
Restaurar o equilíbrio do animal
Melhorar o comportamento do animal com os membros da família
Utilização de Terapia Complementares

MÉTODOS
Realizou-se um trabalho com um canino, macho, chamado Slow, da raça Lhasa Apso, de cinco anos. O cão apresentava um comportamento agressivo com a própria dona e com outros cães da família, ficando estressado rapidamente ao contato, o que dificultava a convivência dos membros da família. O tratamento teve inicio no dia 12 de março de 2012, e foi realizado na residência do animal em questão. O animal foi submetido a sessões de massagem duas vezes por semana com óleo essencial de Lavanda (Lavandula angustifolia), e aplicação de uma gota do mesmo óleo essencial na cama do animal diariamente. Em sinergismo com a técnica anterior foi prescrito florais de Bach; com Rescue Remedy para atuar no emocional e restaurar o equilíbrio do animal. O Floral era administrado via oral,10 gotas 4 vezes ao dia. No dia 11 de maio de 2012, optou-se por parar o tratamento, sendo  63 dias de tratamento.

ANÁLISE
O paciente, atualmente, tem demonstrado um comportamento calmo, brincalhão, dócil. Sua convivência com outros animais e com a proprietária teve uma grande melhora, o que nos comprovou a total eficácia do tratamento.

CONCLUSÃO
Conclui-se com o presente trabalho, que o tratamento foi eficaz, trazendo o resultado desejado. Atualmente, o Slow se encontra muito mais calmo apresentando melhor convívio com os membros da família e com outros animais.  A proprietária  relatou a diferença no comportamento do animal, demonstrando estar muito satisfeita com o resultado do tratamento realizado. Em relação às Terapias Complementares utilizadas, pode-se afirmar que vale a pena  o tratamento na medicina veterinária, pois restabelece o equilíbrio emocional, trazendo bem estar ao animal e tranquilidade à família.  

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
A Arte da Aromaterapia. Tisserand, Robert;  ed. Roca; 13° ed.; 1993
Tudo sobre Aromaterapia. Silva, Adão R. ; Ed. Roca; 2° ed.; 2001
Florais para Cães. Pinto, J.; ed. Butterfly; 1°ed.; 2008
Fitoterapia – Conceitos Clínicos. Ferro, D. ; Ed. Atheneu; 1° ed.; 2008

terça-feira, 10 de julho de 2012

Acupuntura , Moxibustão e Stiper em tratamentos de animais geriátricos


Mais um belo trabalho. Parabéns e obrigado!
Acadêmico(s): Adriana Daubermann, Fernanda Janiszewski
Orientador: Cláudia R. Vieira Rocha Coeli – Medicina Veterinária


Introdução
O termo Acupuntura tem origem do latim, sendo acus = agulha e pungere = espetar, porém na linguagem chinesa é representado por Shen Shiu ou Zhen Jiu que significa espetar e queimar. Esta é uma técnica que está envolvida no tratamento com a moxibustão, que deriva de Moxa = mogusa, uma preparação de Artemisia vulgaris , e bustum, que é o local da queimadura. A acupuntura reúne, na verdade, duas técnicas, sendo elas: a estimulação de áreas definidas na pele por agulhas e  por transferência de calor para fins de aumentar a energia do corpo. O stiper é uma técnica onde são utilizadas pastilhas de silício cristalizado ao invés de agulhas sobre a pele. A prática do uso de silício segue os mesmos princípios da acupuntura, porém o estímulo é feito por outro instrumento. Diferentemente da sessão de acupuntura tradicional, bastam poucos minutos para que as pastilhas sejam fixadas na pele do paciente por meio de adesivos, e após aplicadas permanecem de 2 a 5 dias no corpo.

Objetivos
Entender como a acupuntura   e moxibustão beneficia o paciente.
Entender como o stiper age no corpo do animal.
Relatar o caso de uma Border Collie de 15 anos.

Material e métodos
Border  Colie, 15 anos, fêmea, atendida no Centro de Reabilitação Animal, Espaço Zen, na cidade de Curitiba, PR. Após exames físicos, constatou-se  paresia de trem posterior, espondilose toracolombar e lombar, artrose, dificuldade para se levantar, diminuição de amplitude de movimento em membros posteriores.


Análise
Quando o animal foi atendido, este fazia uso de tramadol, pois de-monstrava muitos sinais característicos de dor. Após uma consulta pela MTC e avaliação clínica, observou-se que poderia ser utilizada a acupuntura com moxa, associada ao stiper (FOTO 2) para que o animal não apresentasse mais sinais de dor. O tratamento utilizado é a associação de acupuntura com moxa (Artemisia vulgaris) uma vez por semana e stiper na região de coluna.

Conclusão
Conclui-se que, em seguida a algumas aplicações, o animal reagiu positivamente e foi possível fazer a retirada do uso do tramadol e permanecer com a terapia complementar de acupuntura associada com moxa (Artemisia vulgaris) e stiper. O paciente continua em tratamento , mas com intervalos entre as sessões de quinze dias. Houve uma significativa melhora , ajudando de forma benéfica  a qualidade de vida do animal.  Foi prescrito também uma dietoterapia pela Medicina Tradicional Chinesa para animais geriátricos.

Referências

BICHARD, Stephen; SHERDING, Robert G. Manual Saunders clínica de pequenos animais. São Paulo: Roca, 2008.
SCHOEN, Allen M. Acupuntura Veterinária: Da Arte Antiga à Medicina Moderna. São Paulo: Roca, 2006.
ZOHMANN, Andreas; DRAEHMPAEHL, Dirk. Acupuntura na Cão e no Gato. São Paulo: Roca, 1997.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Fitoterapia na veterinária - VII

Mais uma ótima pesquisa desenvolvida na UNIGUAÇU.
Texto 

Dietoterapia através da medicina tradicional chinesa para animais geriátricos.

Acadêmico(s): Angélica Leticia Scheid, Cesar Porath, Fabiana Kalichak, Luciano Sita e Vinicius Silva.
Orientadora: Claudia R. Vieira Rocha Coeli - Médica Veterinária

Introdução
A busca por tratamentos complementares vem crescendo na Medicina Veterinária nos últimos anos, porém a maioria dos profissionais não tem conhecimento a respeito e estão na busca para associar com seus tratamentos convencionais.
As terapias complementares são de fundamental importância no tratamento dos animais, já que estas visam  bem estar , reduzindo estresse, diminuindo efeitos colaterais indesejados, proporcionando maior qualidade de vida.

Objetivos
Utilizar técnicas complementares em sinergismo com o tratamento alopático.
Demonstrar  a evolução clinica de  paciente geriátrico, tratado com alimentos naturais.
Explicar como preparar, cuidados, indicações e benefícios.

Métodos
Dia 06 de março de 2012, foi atendida no Hospital Veterinário Linus Braucher da UNIGUAÇU, a paciente Vida, espécie canina, 8 anos, raça boxer, com a seguinte queixa relatada pela proprietária: - não come a 7 dias e nos últimos meses apresentou andar em circulo mais para o lado esquerdo.Numa primeira avaliação,  foi diagnosticado hipotireoidismo por um colega profissional. A proprietária relata que não observou melhora significativa no tratamento prescrito  e parou com a medicação. Após uma segunda avaliação, agora, no hospital veterinário da Uniguaçu, através de exame clínico  suspeitou-se pela idade de síndrome cognitiva, neoplasia ou doença endócrina. Foi coletado material para uma bateria de exames laboratoriais (hemograma, creatinina, ureia, ALT, AST, hormônios da tireiode).  Durante a espera dos resultados dos exames optou-se por água de côco natural (própria fruta), dietoterapia e retorno na próxima semana para verificar se houve melhora e interpretação dos resultados dos exames.
A paciente não apresentou nenhuma alteração nos exames, sendo assim a suspeita de doença endócrina foi descartada.
Optou-se por dieta através da Medicina Chinesa.
Dietoterapia
Caldo nutritivo: cozinhar um frango inteiro sem pele na panela de pressão com água mineral ou filtrada por vinte minutos, desossar, guardar a carne para utilizar na dietoterapia, quebre todos os ossinhos ao meio e retorne ao caldo, adicionar 1 xícara de espinafre, 1 xícara de abóbora, 1 beterraba e 1 cenoura, cozinhar em fogo baixo por pelo menos 4 horas (se necessário acrescente mais água), coar e congelar o caldo em forminhas de gelo. Adicionar os cubos nas refeições.
Nunca descongelar ou aquecer em micro-ondas, se necessário utilize banho-maria.
Sopão de Xue: Colocar em uma panela de pressão, 1 xíc de arroz, um peito de frango sem pele e sem osso, 3 talos de salsão,1 alho porró.
Cobrir com água mineral. Após iniciar pressão, abaixar o fogo e cozinhar por 40 minutos.
Deixar a pressão sair naturalmente. Acrescentar um punhado de cebolinha e salsinha e uma pitada de sal marinho. Abafe por 10 minutos.
Coar e oferecer o caldo (valor energético) das 7 às 9 da manhã.A parte sólida (valor nutritivo) oferecer como alimento. Não aquecer em micro-ondas.
Pacientes geriátricos devem ser alimentados em pequenas porções e mais vezes ao dia. Os alimentos devem ser de fácil digestão. Utilizar alimentos orgânicos e evitar os processados.
Alimentos com vitamina c (acerola, morango), ajudam na absorção de colágeno.
Chá com casca de tangerina: regulariza o Qi (energia vital).
 Alguns alimentos que auxiliam no tratamento de animais geriátrios:
Nozes, frango, moela de frango, sardinha, tâmara, canela, gengibre, vagem, rabanete, fígado,etc.

Conclusão
Dietas caseiras específicas para cada paciente, trazem ótimos resultados, restabelecendo  equilíbrio, aumento de imunidade, proporcionando  melhor qualidade de vida. Animais geriátricos necessitam de melhor aporte nutricional, sem tantos conservantes e processamentos.
Neste caso em questão, o tratamento apresentou resultado eficaz na relação do aporte nutricional do paciente, pois segundo relatos da proprietária a paciente voltou a apresentar apetite, obtendo uma melhora do condicionamento físico.
Conclui-se portanto, a importância de uma alimentação mais natural, gerando maior conforto e retorno do equilíbrio tanto energético como nutricional.

Referências

GOLOUBEFF, Barbara. Tratamento homeopáatico complementado por dietoterapia chinesa na clinica de pequenos animais. In: Associacao Medica Homeopatica Brasileira. Anais do XXI Congresso Brasileiro de Homeopatia. Belo Horizonte, s.n, set. 1992. p.1. (An. Congr. Bras. Hom, 21, 1). Disponível em: http://bases.bireme.br/cgi-bin/wxislind.exe/iah/online/?IsisScript=iah/iah.xis&src=google&base=HomeoIndex&lang=p&nextAction=lnk&exprSearch=1482&indexSearch=ID. Acesso 10 de maio de 2012. 
HADDAD, Carol. Dietoterapia pela MTC. Instituto Bioethicus, Botucatu, 2010. 
HENRY, C. Lu. Sistema chinês de curas alimentares. Roca, 1997. 
SCHWARTZ , Cheryl. Quatro patas Cinco direções. Ícone, 2008.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Fitoterapia na veterinária - VI

Resultado muito interessante obtido na pesquisa dos acadêmicos do curso de veterinária da UNIGUAÇU Angélica Aparecida Chuede; Eduardo Roberti; Fernanda Müller Monte e Suelen Pires de Brito, orientados pela Professora e Médica Veterinária Claudia R. Viera Rocha Coeli.
Aproveito também para parabenizar e destacar o apoio e a forma de trabalhar com produtos naturais do Espaço Zen - Reabilitação de Animais.

Aromaterapia atuando em distúrbios de comportamento em cães

Introdução
O presente trabalho relata o uso da Aromaterapia em problemas de comportamento em cães,com a administração de óleos essenciais.   .Problemas de comportamento como agressividade em cães atualmente é comum devido ao estresse do cotidiano. O adestramento é uma das técnicas utilizadas, mas nem sempre apresenta sucesso,podendo-se então tratar através de Terapias Complementares. A Aromaterapia foi o tratamento de escolha, pelo apurado poder olfativo dos cães. Aromaterpia é um ramo da fitoterapia; de determinadas plantas aromáticas é extraído seu óleo  que pode ser aplicado isoladamente ou em combinação com outros óleos , dependendo de cada caso.. Foram utilizados óleos essenciais de Lanvandula angustifolia que possui   propriedades calmantes, anti-bacterianas, anti-sépticas e anti-espasmódicas e Anthemis nobilis   um agente calmante que auxilia no estresse e  no sono.

Objetivo
Este trabalho tem como objetivo aplicar como tratamento em distúrbios de comportamento canino as Terapias Complementares, usando a técnica  de Aromaterapia.

Material e método
No Hospital Veterinário Linus Brauchner, no município de União da Vitória - Pr foi atendido um animal, macho da espécie canina ,inteiro, SRD, chamado Zeus, de idade 6 anos, com aproximadamente 35 kg.
A queixa era de que o cão atacava os animais da casa e da vizinhança, chegando algumas vezes a matar suas vítimas, era extremamente agressivo e agitado.
Optou-se por usar uma terapia complementar, no caso a Aromaterapia, utilizando-se de óleo essencial de Lavandula angustifolia, administrando duas gotas em região cervical do paciente e pelo uso do mesmo óleo   na água de beber, na proporção de 5 gotas de óleo em dois litros de água.

Resultados
Depois de duas semanas de tratamento, ocorreu uma melhora de comportamento do animal. Optou-se então por manter a Lavandula angustifolia em região cervical e mudar o protocolo, trocando a Lavanda por Camomila romana (Anthemis nobilis) na água de beber.
Uma semana após, o animal apresentou visível melhora de comportamento, vindo à obedecer os comandos de seus donos.
A proprietária relata que o animal estava mais sonolento, porém a agressividade diminuiu bruscamente. O animal está sendo monitorado, e pode-se observar que ele está mais obediente. Foi recomendado a castração do animal.

Referencial teórico
Quando um cão manifesta comportamento de agressividade, apresenta uma condição de insatisfação por meio de alguns sinais.  Os animais possuem personalidades diferentes; e vários podem ser os motivos de mau comportamento.  O hormônio testosterona também é determinante em cães mais bravos, portanto machos não castrados têm maior tendência à agressividade do que os castrados.
A aromaterapia é um ramo da fitoterapia que vem demonstrando sucesso em tratamentos com animais,
Os óleos essenciais são substâncias voláteis extremamente concentradas, portanto é de suma importância que seja prescrita por um médico veterinário especialista.
A Lavandula angustifolia tem como propriedades terapêuticas calmante, digestivo, anti-bacteriana, anti-séptico e anti-espasmódico. Pode ser usada como terapia calmante. A parte da planta utilizada são as flores.
Anthemis nobilis é vulgarmente conhecida como camomila romana, camomila, maçã chão, camomila inglês; é uma planta perene encontrada em campos secos e em torno de jardins e campos cultivados. A planta é usada para alimentos de sabor, em  perfumes e cosméticos, sendo muito popular na aromaterapia, pois é um agente calmante para acabar com o estresse e auxiliar o sono.

Conclusão
Conclui-se que o uso da aromaterapia é satisfatória em tratamentos com animais. Pode ser prescrita no tratamento das mais variadas patologias e desequilíbrios.
Apesar de proporcionar bem-estar sem aparentes efeitos indesejados deve ser empregada com cautela e de preferência prescrita por um profissional especializado, no caso um Médico Veterinário, que saberá verificar  as contra indicações,  dosagens corretas e  melhores vias de administração. O tratamento em questão apresentou sucesso, e o animal apresenta comportamento mais dócil, resultando em qualidade de vida e equilíbrio geral.

Referências
PRICE, Shirlei Aromaterapia e as Emoções. 2ª  Edição - Editora Bertrand Brasil; 2006.
TEIXEIRA, Sérgio Medicina Holística. 2ª  Edição - Editora Campus; 2003.
SHWARTZ, Creryl Quatro Patas Cinco Direções. 1ª Edição - Editora Icone; 2008.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Fitoterapia na veterinária - V


Mais um presente para o blog. Parabéns para a colega Claudia, para seus acadêmicos e para a UNIGUAÇU!

Óleos essenciais e acupuntura

Acadêmicos: Aline Ap. Moura Dallazen, João Luiz Zardo Pegoraro, Jonas Nalon, Orlei Oscar Pedron. Orientador: Claudia R. Vieira Rocha – Médica Veterinária.

Introdução
Atualmente, os proprietários estão mais esclarecidos quanto às novas terapias complementares oferecidas por médicos veterinários especialistas. As Terapias Complementares se manifestam na adoção de medidas preventivas para a manutenção da saúde e na regulação da capacidade espontânea da autocura. A Medicina Biológica utiliza técnicas terapêuticas direcionadas para a preservação da vida, as quais são classificadas de acordo com as suas possibilidades, isto é, como sendo terapias substitutivas, regulatórias e preventivas.
A Acupuntura é o principal método terapêutico da Medicina Tradicional Chinesa, e chegou ao Brasil ainda nos anos 70, mas somente em 1995 foi reconhecida oficialmente como especialidade medico veterinária.
A sessão de Acupuntura consiste no estímulo de determinados pontos do corpo chamados acupontos. Através da inserção de agulhas, pode-se realizar aplicação de calor e técnicas de manipulação, eletroestimulação, injeção de medicamentos nos pontos e do uso de raio laser.
A Aromaterapia por meio dos óleos essenciais, já é muito utilizada na medicina humana e já é considerada  complementar em qualquer tipo de tratamento dentro da medicina veterinária. A lavanda (Lavandula angustifolia) possui propriedades calmantes, e o tea tree (Melalleuca alternifolia) é utilizado como anti-séptico e antibiótico natural.

Material e métodos
Canino, 7 anos, srd, chamado Mancha, apresentando paresia de membro posterior direito, com lesão na pele sem causa definida. O animal não apoiava o membro afetado, causando perda da musculatura local, desvio do eixo de gravidade da coluna  espinhal, hipertrofia da musculatura do membro contralateral a lesão e inapetência.  Apresentava sinais de dor.
Optou-se pela técnica de acupuntura com moxibustão (Artemisia vulgaris) para alívio da dor e Aromaterapia, com óleos essenciais de lavanda (Lavandula angustifolia) e tea tree (Melalleuca alternifolia) . O tratamento teve início em 13-03-2012.
 Lavandula angustifolia: foi feita uma massagem para acalmar o animal.
 Melalleuca alternifolia: sobre o ferimento, com ação anti-séptica.
Os pontos de acupuntura estimulados foram: E - 36 (estômago), VB - 29 (vesícula biliar), VB - 30 (vesícula biliar), B - 54 (bexiga), Ba Feng - (entre coxins plantares).

Resultados
O animal apresentou melhora significativa após o uso dos óleos e as sessões de acupuntura com moxa. Voltou a se alimentar no dia seguinte do início do tratamento e conseguiu apoiar o membro na terceira sessão. Foram realizadas seis sessões.

Conclusões
A medicina complementar é formada por práticas terapêuticas não integrantes do sistema médico convencional alopático. Tais práticas não pretendem excluir o uso de medicamentos e de terapias convencionais, mas conseguem reduzir o uso frequente de medicamentos como: antidepressivos, ansiolíticos, antibióticos, anti-inflamatórios esteroides, quimioterápicos e drogas supressoras, além da eutanásia.
O enfoque principal das Terapias Complementares é proporcionar maior bem-estar e qualidade de vida, e não apresentar efeitos colaterais indesejados. Somente o Médico Veterinário especialista nessas terapias complementares poderá prescrever e medicar seu paciente de forma a não ocasionar danos ou falta de resposta ao tratamento.

Referências
http://www.bichointegral.vet.br/biblioteca/20-camv/87-terapias-complementares-usadas-na-medicina-.html
Silva, Adão Roberto. Tudo sobre Aromaterapia, 2° ed. 2001, Editora Roca.
Maciocia, Giovani. Os Fundamentos da Medicina Chinesa, 2° ed. 2007, Editora Roca.|

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Fitoterapia na veterinária - IV

Mais um ótimo trabalho sobre tratamentos naturais.

Parabéns para a Médica Veterinária Claudia R. Vieira Rocha, e para os acadêmicos Camila Parastchuk, Fernanda Tureck, Giovanna Gavazzoni, Heron de Mattos e Vinicius Laibida.

Agradecemos por fornecer informações sobre tratamentos naturais em animais.

Destaque também para a Uniguaçu, por possibilitar essa qualidade de pesquisa.

Texto do banner:

Introdução
Os cães, assim como os humanos, podem sofrer de estresse. Nos animais, pode ocasionar queda do sistema imunológico e levar a patologias. Estresse é uma alteração do organismo para adaptar-se à uma situação nova ou  mudanças, de um modo geral. Sob condições desfavoráveis como viagens, mudanças no ambiente, introdução de um novo animal ou criança na casa, morte na família, ausência dos donos; os cães podem reagir a estas mudanças, manifestando desordens fisiológicas ou comportamentais. Tratamentos com Terapias Complementares vem apresentando resultados favoráveis em distúrbios comportamentais. No caso optou-se por tratar com Aromaterapia e Musicoterapia, por não apresentar nenhum efeito colateral no animal. Ambas as técnicas vão trabalhar o estado emocional do paciente , recuperando o equilíbrio. A Aromaterapia com seus  óleos essenciais, proporciona através do  olfato uma ação terapêutica de relaxamento ,influenciando sutilmente corpo, mente e emoções, que em sinergismo com a Musicoterapia  através de músicas clássicas como Mozart aumenta o poder de tranquilidade e bem-estar.

Objetivos
Reduzir o estresse do animal, restaurando o  equilíbrio
Recuperar qualidade de vida do animal.
Melhorar condições do comportamento , visando proporcionar bem-estar ao cão e a família.

Métodos
No início do mês de abril de 2012, realizou-se um estudo no município de União da Vitória-Pr,  em um canino,da raça yorkshire, macho, 4 anos de idade, chamado Cookie, o qual apresentou um quadro de estresse pelo fato de viver em apartamento.Optou-se por tentar um tratamento com Terapias Complementares por ser menos agressivo ao animal.. Foi prescrito a aplicação de  uma gota de óleo essencial de lavanda (Lavandula angustifolia) na região da nuca do animal, o paciente não reagiu bem .     Houve então mudança no protocolo para uma gota do mesmo óleo essencial na cama do animal, onde ocorreu um resultado positivo. Prescreveu-se  também no mesmo tratamento o óleo essencial de camomila romana (Anthemis nobilis) via oral, diluindo-se uma gota do óleo essencial em  dois litros de água ao qual o animal ingeria a vontade..O tratamento com Musicoterapia foi realizado com  músicas clássicas, as  sessões eram feitas diariamente no período de 40 a 60 minutos.

Análise
Em uma primeira tentativa o animal apresentou um certo desconforto, após a mudança no protocolo,  houve uma resposta positiva.

Conclusões
Concluímos com o presente trabalho que tratamentos com Terapias Complementares apresentam respostas satisfatórias em distúrbios de comportamento. Havendo um sinergismo de técnicas: Aromaterapia e Musicoterapia, o resultado se apresenta ainda mais positivo. É de suma importância um Médico Veterinário especialista atuando no tratamento, para se necessário intervir com mudanças de protocolo.



sexta-feira, 25 de maio de 2012

Fitoterapia na veterinária - III


Belo trabalho orientado pela Médica Veterinária Claudia R. Vieira Rocha Coeli. Parabéns para a professora e os acadêmicos: Bárbara Leite Serafini, Carlos Czpak Kroetz, Filipe Warken, Josiane Garcia da Silva,Marcelo Soares e Patrícia Brodeki.

Tratamentos Complementares atuando em Medicina Veterinária Aromaterapia e Medicina Tradicional Chinesa

Introdução

Atualmente, a busca por uma melhor qualidade de vida e longevidade dos animais faz com que  aumente a procura por tratamentos  mais holísticos, por não apresentarem efeitos colaterais agressivos e por atuarem bem em sinergismo com outras terapias. Na Medicina Veterinária ainda não está claro o benefício que essas técnicas exercem sobre a saúde animal..As Terapias Complementares quando prescritas e tratadas por especialistas, no caso um Médico Veterinário especialista, só vem a acrescentar no tratamento, proporcionando um prognóstico favorável e uma maior qualidade de vida ao paciente. Importante salientar o sinergismo que pode ocorrer entre as técnicas naturais com alopáticas, havendo diminuição do uso de antibióticos, que é um dos  problemas atuais.

Objetivos

Relatar o caso de um paciente tratado com técnicas de Terapias  Complementares.
Demonstrar a importância da Medicina Complementar na melhor qualidade de vida de animais.
Promover conhecimento sobre técnicas naturais

Métodos

Foi atendido um animal da espécie canina, raça poodle com 16 anos de idade chamado Nick. O proprietário relatou que o animal estava com  dificuldade em andar com membros posteriores, apresentava dor ao tentar levantar.Já tinha sido tratado com medicamentos alopáticos por um longo tempo,.e que apresentava melhora, mas ao terminar os medicamentos, voltava novamente o problema. O animal não queria mais se alimentar. Após o exame clínico,constatou-se paresia em membros posteriores, diminuição de amplitude de movimento dos mesmos. Através de exames de imagem como Rx, constatou-se: espondilose em vértebras lombares L3-L4, L6-L7. Foi sugerido um tratamento mais natural, adequado a idade do paciente.
Optou-se por Acupuntura, associado com moxibustão, que consiste em uma planta mdecinal chamada  Artemisia vulgaris
Dietoterapia: uma dieta elaborada para pacientes geriátricos, através da Medicina Tradicional Chinesa. Utilizou-se  caldo de arroz  que vai atuar na imunidade do paciente, água de côco , pela suas propriedades; líquido rico em vitaminas minerais, aminoácidos, carboidratos, antioxidantes, enzimas e outros nutrientes importantes ao organismo, prescreveu-se também óleo de sucupira (Pterodon emarginatus) para o auxiliar em desgastes articulares, comuns nessa idade.
Massagem: com óleo essencial de lavanda  (Lavanda augustifolia). A massagem conhecida como uma forma primária de cura com as mãos em sinergismo com a lavanda, ajuda a relaxar o animal, além de aliviar a dor, fortalecendo áreas do corpo por estimulo muscular, restabelecendo a flexibilidade,aumentando a circulação do sangue da linfa para a pele e músculos adjacentes.

Análise

Após quatro sessões , o animal já apresentou uma melhora em todo o sistema, recuperando o equilíbrio energético, essencial para pacientes geriátricos

Conclusão

A Medicina Complementar vem crescendo  dentro Medicina Veterinária. É de suma importância que se trate pacientes geriátricos com tratamentos menos agressivos, proporcionando bem-estar e maior qualidade de vida.
Para que se obtenha melhor resultado é necessário uma boa conscientização aos proprietários, para que entendam da importância na manutenção do tratamento à longo prazo principalmente na dietoterapia , que necessita de maior empenho de sua parte.
Constatando a melhora de nosso paciente, conclui-se  que é importante dar a cada paciente um tratamento diferenciado, sem efeitos danosos ao organismo já debilitado pela idade. Hoje, graças as Terapias Complementares, já não se fala em eutanásia para animais idosos.

Referências

Coeli.Claudia  R. Vieira  Rocha; Médica Veterinária, especialista em MTC
pelos.penas@uol.com.br
Price,Shirley. Aromaterapia e as Emoções. Ed. Bertrand Brasil, 2° ed. 2000.
Teixeira,Sérgio. Medicina Holística.Ed. Campus. 2° ed., 2003