domingo, 26 de julho de 2015

MDS disponibiliza Manual Orientador do MapaSAN 2015 para municípios


Fonte: Ascom/MDS - Quinta-feira, 23 de Julho de 2015 


Documento irá ajudar, passo a passo, gestores municipais a responder o questionário da pesquisa de 2015

Para orientar os municípios, passo a passo, a responder o questionário do Mapeamento de Segurança Alimentar e Nutricional (MapaSAN) de 2015, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) disponibilizou, nesta quarta-feira (22), o Manual Orientador do MapaSAN 2015. A expectativa é de que mais de três mil municípios participem da pesquisa, o dobro da última edição. O manual está disponível no site da Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan).

Na segunda edição do MapaSAN, o questionário foi aperfeiçoado para facilitar as respostas dos gestores e melhorar a qualidade dos dados. Agora o município pode cadastrar mais de um gestor para responder o questionário. Ao se cadastrar no sistema online do MDS, o gestor recebe automaticamente um e-mail de confirmação.

Outra mudança importante foi a criação de três novos campos de respostas: ações de SAN, ações de SAN para Povos e Comunidades Tradicionais e a criação de um cadastro de Feira Livre.

A adesão do município ao MapaSAN 2015 é voluntária, no entanto a participação contribui para o fortalecimento do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan) e para o aprimoramento das políticas de Segurança Alimentar e Nutricional (SAN). “A 5ª Conferência Nacional de SAN tem como um dos eixos o Sisan, por isso a importância da coleta de informações contribuindo para o aperfeiçoamento e ampliação da implantação do sistema nos municípios”, destacou coordenador-geral de Apoio à Implantação e Gestão do SISAN do MDS, Elcio Magalhães. 

Mais informações ou solicitação do Manual Orientador do MapaSAN 2015 podem ser feitas pelo e-mail mapasan@mds.gov.br .

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Assistência técnica pública leva desenvolvimento ao agricultor familiar

Fonte: CAISAN com informações do MDA - Quinta-feira, 23 de Julho de 2015 


“Antes das visitas da Aleide (técnica extensionista), era muita pobreza. Tinha que ir para a cidade trabalhar em casa de família para ganhar o pão. Plantava apenas milho e feijão, não era contemplada no Garantia-Safra e não me permitiam acessar a nenhum programa. Atualmente tenho orgulho de ser reconhecida como agricultora”. A frase é da trabalhadora rural Rosinalda Santana, 51 anos, produtora do município de Tabira, em Pernambuco.

Rosinalda cultiva hoje, em pouco mais de um alqueire de terra, milho, feijão, frutas, hortaliças, além de algumas galinhas caipiras e ovelhas. Em seu quintal produtivo, como ela chama carinhosamente, produz alimentos sem agrotóxicos que são vendidos ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae). Uma parte, Rosinalda destina para os familiares, que moram na cidade e necessitam de ajuda.

Mas não foi sempre assim. Como disse a agricultora familiar, o que mudou a vida dela foi o apoio que recebeu gratuitamente dos técnicos rurais. A cada ano, milhares de famílias de agricultores como a de Rosinalda recebem os serviços públicos de assistência técnica rural a fim de assegurar melhorias na produção e gestão de negócios.

O resultado disso é o aumento da produção de alimentos, da renda, bem como a melhoria da qualidade de vida das famílias. “Hoje o mundo do agricultor familiar é muito diferente de antes. Não quero mais sair do sítio de jeito nenhum”, afirma Rosinalda.

Ater gera qualidade de vida - “O que a assistência de Ater rural pública e estatal faz é um serviço de educação não formal e de promoção da inovação no meio rural. É um trabalho essencial para a promoção do desenvolvimento social e econômico dos agricultores e agricultoras familiares, com vistas à construção de sua autonomia”, salienta César Oliveira, diretor da Emater Rio Grande do Norte.

É por intermédio das Emateres que o agricultor acessa os programas que integram a política agrícola da agricultura familiar, seja para receber DAP, orientação para o crédito, gestão de cooperativas ou acesso aos mercados públicos, como os abertos pelos programas de Aquisição de Alimentos (PAA) e de Alimentação Escolar (Pnae).

“Com a orientação do técnico, foi possível acessar ao Pronaf Mais Alimentos e comprar um veículo que ajudou muito no transporte das hortaliças, facilitando nosso dia a dia”, explica o agricultor Emerson de Andrade, do município de Lagoa Seca, na Paraíba.

Para o diretor de assistência técnica e extensão rural da Secretaria de Agricultura Familiar do MDA, Marenilson Batista da Silva, o trabalho desempenhado pela rede pública de Ater é essencial para que as políticas cheguem a quem precisa. “Ela garante a operacionalização do conjunto de políticas, uma vez que realiza uma atuação com grande capilaridade. Dessa forma, faz com que a orientação chegue em diferentes recantos do país”, afirma Silva.

Números - Em 2014, 279 mil famílias de agricultores familiares e 412 mil assentados da reforma agrária em todo o país receberam atendimento de Ater. Os recursos investidos chegam a R$1,1 bilhão.

Para atender melhor as demandas de públicos específicos, o MDA investe em assistência técnica direcionada para gestão, quilombola, indígena, sustentabilidade, agroecologia, aquicultura e pesca artesanal, jovens, mulheres, entre outras. Desde 2013, 50% dos serviços de Ater são direcionados às mulheres rurais.

Reconhecida a importância dos serviços de Ater, o Plano Safra 2015/2016 da agricultura familiar traz aumento de 20% dos recursos, em relação à safra passada. Nesta safra, 230 mil novas famílias de agricultores familiares serão atendidas.

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