domingo, 12 de fevereiro de 2017

Pancs em Cotia, SP - begônia - Begonia cucullata

Texto:
Leila de Araújo Borges Proença - acadêmica de agronomia - Faculdade Cantareia
Marcos Roberto Furlan - engenheiro agrônomo - Prof. UNITAU e Faculdade Cantareira

Atualmente, a alimentação do ser humano é restrita a poucas espécies de vegetais e de animais, apesar da imensa biodiversidade existente em todo o mundo. Esta reduzida variedade na alimentação também possui relação com uma menor diversidade na oferta de nutrientes.Outro aspecto nutricional importante, é que o melhoramento vegetal gera variedades ou cultivares também com menor variação de nutrientes, além das exigências do uso de produtos químicos para alcançar boas produtividades.

Para melhorar a oferta, se encontra na natureza uma grande quantidade de espécies vegetais, das quais muitas eram consumidas antigamente e outras que podem se transformar em alimentos. No entanto, estas plantas por não serem consumidas pela maioria da população, são denominadas plantas alimentícias não convencionais (PANCs).

Dentre as PANCs, há espécies do gênero Begonia, o qual, além de fornecer ornamentais e medicinais, também oferece espécies que podem ser utilizadas na alimentação, como a Begonia cucullata (fotos).

A B. cucullata recebe denominações populares tais como: azedinha, azedinha-do-brejo, begônia-cerosa e begoninha. Encontrada em terrenos úmidos, mas raras vezes em grandes quantidades.

Dessa espécie, de sabor levemente azedo, são consumidas suas flores, folhas, ramos e frutos em saladas. As flores podem gerar geleia e as folhas adicionadas em sucos verdes. 

Referências

KINUPP, Valdely Ferreira; LORENZI, Harri. Plantas Alimentícias não Convencionais (PANC) no Brasil. Nova Odessa: Instituto Plantarum de Estudos da Flora, 2014. p. 228.

LORENZI, Harri. Plantas Daninhas do Brasil. Nova Odessa: Instituto Plantarum de Estudos da Flora, 2000. p. 71.
Fotos: Begonia cucullata
Autoria: Leila de Araújo Borges Proença

Mudança na coloração de flores do manacá-da-serra

Texto e fotos: Jessica Tiyoko Yamashita - acadêmica de Agronomia - Faculdade Cantareira

O manacá-da-serra é uma árvore nativa, pioneira, pertencente à família Melastomataceae. É muito utilizada na arborização urbana devido a sua beleza ornamental durante a floração, a qual ocorre, principalmente, nos meses de novembro a fevereiro.


As espécies do gênero Tibouchina, durante a fase fenológica chamada de antese (maturação floral), apresentam mudança na coloração de suas flores.

Assim que os botões florais se abrem, surgem as flores brancas que posteriormente irão mudar para a coloração lilás e finalmente rosa. Esse mecanismo de mudança de cores das flores é interpretado como um alerta aos seus polinizadores, avisando-os que a flor está velha.

Segundo estudos com T. pulchra, com flores parecidas com as da T. mutabilis, as flores brancas são consideradas como novas e mais atraentes aos polinizadores. No entanto, as suas flores se mantém receptivas à polinização durante todo o tempo da antese, e ocorre diminuição na quantidade de pólen (PEREIRA-ROCHA, 2008). Silva (2006) descreve que as flores brancas mudam rapidamente de cor após a polinização.

Referências

PEREIRA-ROCHA, A. C., 2008. Variações de cores e perfumes alteram a visitação por himenópteros nas quaresmeiras? 31p. Dissertação (Mestrado em ecologia e Conservação). Universidade Federal do Paraná.


SILVA, J. B. 2006. Biologia das interações entre os visitantes florais (Hymenoptera, Apidae) em Tibouchina pulchra Cogn. (Melastomateceae). Dissertação de Mestrado. Universidade Federal do Paraná, Curitiba.

Fotos: variações de cores no manacá-da-serra