quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Cadeia produtiva do Licuri melhora condição de vida de Mulheres na Bahia

04/12/13
A tecnologia social “Licuri: Geração de renda e sustentabilidade ambiental” recebe R$50 mil e o segundo lugar na categoria “Mulheres” da 7ª Edição do Premio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social

Nativo do semiárido Brasileiro, o Licuri é uma palmeira que mudou a realidade de centenas de famílias da cidade de Monte Santo, na Bahia. A tecnologia social, que melhorou as condições de trabalho e aumentou a renda das família envolvidas, foi uma das premiadas na 7ª Edição do Premio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social. O projeto ficou em segundo lugar na categoria “Mulheres” e recebeu R$50 mil para o aperfeiçoamento da iniciativa. 

Tradicionalmente, as mulheres coletam o cacho de licuri, que é secado e quebrado, por meio de um sistema rudimentar com pau ou pedra. Muitas vezes, o trabalho de um dia inteiro da mulher rendia no máximo de 6 a 7 kg, que são vendidos, por, em média, R$ 1,00 o quilo, ou seja, uma atividade que explora o trabalho da mulher e gerava uma renda insuficiente para o sustento familiar. 

Por isso, a tecnologia “Licuri: Geração de renda e sustentabilidade ambiental” implantou uma Unidade de Beneficiamento do licuri na sede da Associação Regional da Escola Família Agrícola do Sertão – Arefase. A unidade disponibiliza uma prensa para a extração do óleo do licuri e, como subproduto, a torta do licuri, que é excelente fonte proteica para a formulação de ração para cabras e ovelhas das famílias que entregam o licuri. Além disso, no local, os produtores recebem orientações de como aproveitar o máximo da matéria prima da palmeira e, na própria associação, comercializam os produtos com um ganho de 80% em relação aos lucros obtidos anteriormente. 

“Este trabalho é feito por mulheres, a maioria chefes de famílias. Elas estão conquistando um espaço no mercado melhorando as condições de vida de suas famílias e, consequentemente, das comunidades da nossa região”, disse o representante da tecnologia, Edcarlos Andrade de Brito, ao receber a premiação. 

Prêmio

Em 2013, o Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social recebeu 1.011 inscrições, de todo o País o que resultou na certificação de 192 tecnologias. Esses projetos passaram a compor o Banco de Tecnologias Sociais da Fundação Banco do Brasil, um cadastro online que disponibiliza soluções desenvolvidas e aplicadas por instituições para os mais diversos problemas sociais. Dessas, 30 tecnologias se classificaram como finalistas e 15 receberam os prêmios de primeiro, segundo e terceiro lugar, em cada uma das cinco categorias: Comunidades Tradicionais, Agricultores Familiares e Assentados da Reforma Agrária; Juventude; Mulheres; Gestores Públicos; e Instituições de Ensino, Pesquisa e Universidades.

As vencedoras foram escolhidas segundo critérios de inovação, interação com a comunidade, poder de transformação social e potencial de reaplicabilidade. Todos os finalistas receberam um ultrabook, um vídeo sobre a tecnologia social e material de divulgação. As três primeiras colocadas foram premiadas, ainda, com R$ 80 mil, R$ 50 mil e R$ 30 mil, para o aperfeiçoamento das iniciativas. Nas sete edições, a Fundação BB e parceiros já investiram mais de R$ 3 milhões nas tecnologias sociais. 

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